quarta-feira, 6 de abril de 2016

Opinião do editor - Janaína, a malvada

Dentre os mais destacados protagonistas do encaminhamento do impeachment, na fase que tramita na Comissão Especial que trata de crime de responsabilidade por parte da Presidente Dilma Rousseff, a Dra. Janaína Conceição Paschoal foi, sem dúvida, uma das mais comentadas e controversas. Janaína foi a autora, em coautoria com os juristas Hélio Bicudo e Miguel Reali Jr., da denúncia acatada pelo Presidente da Câmara. Causou frisson na sessão de acusação, com suas madeixas soltas e personalidade expansiva. Deixou governistas furiosos e a oposição ainda mais convencida da culpa da presidente.

Logo em seguida, começou a rolar nas redes sociais um vídeo em que Janaína discursa com uma veemência mais forte. Muitos consideraram a jurista “em surto”. Outros, que a conhecem tão bem quanto os petistas, entenderam que a advogada estava em outro ambiente, informal e, mesmo reconhecendo sua manifestação com tom bastante indignado, compreenderam a emoção do momento e sua protagonista.

O PT e seus esbirros da imprensa passaram, portanto, a atacar a Dra. Janaína, acusando-a de descontrolada, fanática e outros adjetivos com o objetivo de desconstruir sua enorme contribuição ao processo de impeachment de Dilma.

Não foi com outra intenção – de tentar intimidá-la, humilhá-la ou simplesmente constrange-la – que o trio esquerdista que comanda o programa Timeline da Rádio Gaúcha (Potter, David Coimbra e Kelly Mattos) agendou uma entrevista com a Dra. Janaína nesta quarta-feira. O trio estava sedento, não para tratar das questões técnicas do impeachment, mas para expor a advogada ao ato em que foi considerada uma “doida” e daí poder submete-la. Não funcionou...

Do início ao fim da entrevista, a Musa do Impeachment deu show de humildade, inteligência, simpatia e sobretudo de profissionalismo. Agradeceu a oportunidade pela entrevista, explicou a emoção que a tocou no inflamado discurso – a vontade enorme de melhorar o país e fazer acontecer a justiça – e, sem perder o rebolado, mostrou ao trio como é que age uma brasileira de primeiro escalão em termos de seriedade e competência.

Os jornalistas foram tolhidos pelo tom de voz doce, mas forte da mulher que entrevistavam e a ele prestaram a mais devida homenagem com seu silêncio embasbacado. Janaína, sem agressões e reações às perguntas e tons agressivos que caracterizam os apresentadores quando estão diante de uma pessoa de oposição ao governo petista, mostrou com transparência e alegria o momento importante por que passa o Brasil.


O trio nada mais teve a dizer senão obrigado e encerrar o programa, com solene e indisfarçável respeito à moça das madeixas negras que, por fora, até parece de esquerda. Por dentro, quanta diferença...

5 comentários:

  1. O trio da Gaúcha nem disfarça mais... são petistas desde crianças... tem momentos que fica até ridícula a força que fazem a favor do governo...

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  2. Parabéns a guerreira Janaína! Pode ser chamada também de musa do impeachment pela luta incessante em prol de um Brasil melhor para todos.

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  3. Parabéns a guerreira Janaína! Poderia ser chamada também de musa do impeachment pela luta incessantes por justiça e um Brasil melhor.

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  4. Parabéns a guerreira Janaína! Poderia ser chamada também de musa do impeachment pela luta incessantes por justiça e um Brasil melhor.

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