quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Artigo, Fábio Jacques - Escola sem partido. Um pesadelo para a esquerda brasileira.


Tenho acompanhado o desenrolar das discussões sobre o projeto de lei “Escola sem Partido” e fico abismado com a radicalização por parte da esquerda brasileira a respeito do assunto.
O quê há de tão tenebroso neste projeto? Será que realmente atenta contra a democracia como defendem todos os partidos de esquerda?
Assisto aos comentários na televisão de expoentes do jornalismo como Ricardo Boechat que considera o projeto uma palhaçada como já afirmou diversas vezes em seu comentário na Band News. Esta qualificação do projeto por parte do Boechat se repetiu ainda ontem, 12 de dezembro em seu comentário matinal. Assisti também os debates no parlamento e no STF onde parlamentares e juízes da suprema corte consideraram uma violação da liberdade de cátedra o Escola sem Partido.
Lanço um desafio a estes especialistas e autoridades: peçam a um de seus filhos vestir uma camiseta com a estampa do Bolsonaro ou do Trump e tentem entrar incógnitos em uma universidade no Rio, em São Paulo, em Porto Alegre ou em Florianópolis para escolher apenas alguns de nossos centros universitários. Se não forem escorraçados pelos batalhões de seguidores do PT, do PCdoB e principalmente do PSOL, dou o braço a torcer. Os inúmeros vídeos que pululam na internet provam o contrário: quem não é de esquerda não entra. O cidadão não esquerdista tornou-se “persona non grata” nos ambientes acadêmicos.
Exposições sobre os crimes do nazismo ou da “ditatura militar brasileira” são comuns e corriqueiras, mas se o tema for os crimes do comunismo, a miséria dos países socialistas não há a menor chance de se concretizar. Não são admitidos.
Apresentar os terroristas dos anos 60, 70 e 80 como heróis nacionais pode. Apresentar os militares como torturadores, pode. Mas apresentar os vídeos de muitos ex terroristas como Fernando Gabera ou Eduardo Jorge que falam que o objetivo da luta armada era implantar a ditadura comunista no Brasil, não pode. Eduardo Jorge chega a afirmar que teriam sido muito mais violentos do que os militares foram.
Enquanto isto, semianalfabetos chegam às portas das universidades e por elas passam em função do sistema de aprovação compulsória inundando o mercado de trabalho de jovens incapacitados em ciências, mas especialistas em ideologia.
Suponhamos que Bolsonaro conseguisse alterar a lei que permite a liberdade universitária e, desalojando os partidos de esquerda que tomaram conta destas entidades, colocasse professores que pregassem temas voltados para as ideologias de direita ou até mesmo de extrema direita. Será que os esquerdistas continuariam a combater o Escola sem Partido ou mudariam radicalmente de posição e passariam a defende-lo com unhas e dentes? O que fariam se os cartazes de “Lula livre” ou de apoio aos governos de Cuba e da Venezuela fossem substituídos por outros com dísticos como “America First’ ou “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”? Será que Boechat iria tão ferrenhamente defender a liberdade de cátedra ou viraria apoiador do Escola sem Partido?
Resumindo, o Escola sem Partido não presta porque tenta cercear o proselitismo da esquerda. Provavelmente, em se mudando a atual ideologia dominante nas universidades, ocorreria uma troca de papeis e os mocinhos passariam a ser os bandidos e vice-versa.
Enquanto isto o Brasil continua ocupando os últimos lugares no ranking da educação e em lugares equivalentes no ranking da produtividade mundial.
O autor é CEO da Jacques - Gestão através de Ideias Atratoras, Porto Alegre,
www.fjacques.com.br -  fabio@fjacques.com.br




Um comentário:

  1. Escola Sem Partido. Mas, afinal, como chegamos a esse ponto, a essa discussão? Talvez o canal de Luiz Felipe Pondé no YouTube possa esclarecer um pouco sobre o tema Escola Sem Partido e os desdobramentos desse tema. Vejam principalmente os vídeos intitulados:
    Escola sem partido - Luiz Felipe Pondé;
    Professores de esquerda - Luiz Felipe Pondé;
    Eu desafio - Críticas ao vídeo "Professores de esquerda" - Luiz Felipe Pondé;
    Meninx - Luiz Felipe Pondé;
    Currículo Único - Luiz Felipe Pondé;
    Bullying de esquerda - Luiz Felipe Pondé;
    A Educação pode mudar o mundo? - Luiz Felipe Pondé;
    Vida acadêmica vale a pena? - Luiz Felipe Pondé;
    Como saber se sou um inteligentinho(a)? - Luiz Felipe Pondé;
    Pobre pode ser de direita? - Luiz Felipe Pondé;
    Cotas Raciais - Luiz Felipe Pondé;
    O conservadorismo é a melhor forma de levar a vida? - Luiz Felipe Pondé;
    Conservadorismo liberal - Luiz Felipe Pondé;
    Por que a maior parte da classe artística é de esquerda?

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