quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Artigo, Hélio Beltrão, Jornal do Comércio - Inflação: o pior já passou

Após dois anos antes da guerra corrosiva, há menos o único console de que finalmente ficou para trás. Explícito. O IPCA atingiu o pico em abril (12% acumulados em doze meses). Com a significância queda de preços no mês passado (0,68% de deflação em julho)O ritmo de inflação anual deve seguir um intervalo de 10% e deve seguir em lenta, gradual e gradual de metas de inflação anual. O mês de agosto deve apresentar mais uma queda de preços, que deve acentuar a tendência de convergência às metas ao longo de 2023.


A inflação brasileira em 2022 provavelmente será inferior aos Estados e Europa, que não me lembro de jamais ter ocorrido. O índice de preços ao consumidor pode abaixo de 7% contra o fechamento de estimativas de 8% nos Estados Unidos, 7,5% na zona do euro e 13% no Reino Unido.


No entanto, uma inflação tão alta jamais poderá ser comemorada. Sempre e em todos os lugares, perdem os mais simples. O poder de compra é contínuo pela inflação e pelos desastres de política econômica: a renda média do brasileiro era de US$ 12 mil 201, e agora é de cerca de US$ 8.500. Seguimos caminhando contra a história e relativizando a inflação.


Será o segundo ano consecutivo de estouro do topo da meta. A exclusiva responsabilidade por manter inflação na meta é do Banco Central, órgão com autonomia operacional. A despeito das racionalizações e justificativas bem narradas, o BC não tem cumprido seu mandato racional. Pelas atuais, nosso único recurso é para cumprir a meta determinada pelo CMN.


O resultado da inflação em julho se deveu exclusivamente à elevação dos impostos sobre os impostos e a energia, que configura uma insustentável argumentação o impacto nas contas dos muitos impostos. Não procede.


Em primeiro lugar, insustentável não parece ser. No dia 5 de agosto foram promulgadas as regras para compensar os estados. A União compensatória agregada à arrecadação de ICMS (ima de 5% de perda do ICMS e energia) em 2022 em 2021.


a unidade da federação, a um semestre turbinou a coleta. Portanto, nenhum gasto considerado essencial ser divulgado.


O Congresso agiu corretamente ao importar um teto de alíquota de ICMS sobre combustíveis e energia. Os estados vinham há décadas majorando os impostos desses produtos essenciais e inelásticos. A alíquota era de 32% no Rio de Janeiro, por exemplo. Como o ICMS é um imposto malandro que integra sua própria base de cálculo, a alíquota efetiva era de absurdos 47% do valor do combustível.


Adicionalmente, a inflação arrefecendo há alguns meses. O percentual de itens que subiram de preço na cesta do IPCA –a difusão– vinha caindo durante quatro meses seguidos. E o núcleo da inflação (uma mescla de índices, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, entre outros) também caindo deste maio.


Finalmente, a partir de junho os preços dos serviços de petróleo caem com força no mercado internacional, e o real vem se valorizando. A Petrobras, por força da política de preços, tem reduzido os preços. Ou desde, boa parte das restrições.


O BC foi imprudente na redução da Selic em 2019 e depois ao reduziri-la a 2% em 2020. Consequentemente, fomos o primeiro país a sofrer alta explosiva de inflação. Por outro lado, ainda que tardiamente, o BC fez o ajuste necessário (a Selic hoje é de 13,75%).


É bem possível que sejamos um dos primeiros países a quebrar o pescoço do dragão. O brasileiro agradece.

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