Noita do PL e do Novo

 ELEIÇÕES 2026

Nota do PL-RS e do Partido Novo-RS.



O Partido Liberal (PL) e o Partido Novo do Rio Grande do Sul recebem com grande respeito e entusiasmo o indicativo de aliança aprovado pelo Diretório Estadual do Progressistas (PP) para as eleições de 2026, nesta terça-feira (20/1), ocasião em que o PP aprovou o indicativo de aliar-se ao PL no pleito de 2026.


A decisão reafirma a convergência de valores entre o PL, o Novo e o Progressistas, três dos maiores partidos do Estado, unidos por princípios claros como a defesa da liberdade, da responsabilidade fiscal, do combate à corrupção e à criminalidade, do fortalecimento da economia, da valorização do agronegócio e da família.


O PL e o Novo saúdam o indicativo de uma aliança de direita, construída a partir de um projeto de retomada do protagonismo do nosso Estado. A partir de agora, nossas lideranças irão percorrer o Rio Grande do Sul, ouvindo produtores, empresários, trabalhadores, prefeitos, vereadores e a sociedade civil organizada, com o objetivo de construir um plano de governo conectado à realidade de cada região.


O Rio Grande do Sul precisa voltar a crescer da forma como o seu povo merece, gerando oportunidades e recuperando sua força econômica. 


A união entre o PL, o Novo e o Progressistas representa um compromisso sólido com um projeto de futuro para o Estado.

O PL e o Novo, cuja aliança já foi firmada anteriormente, já têm seus pré-candidatos anunciados ao Governo do Rio Grande do Sul e ao Senado Repúbica que são os deputados Luciano Zucco - 

Pré-candidato ao Governo do Estado pelo PL; Ubiratan Sanderson, 

Pré-candidato ao Senado pelo PL e Marcel Van Hattem, Pré-candidato ao Senado pelo Novo.


Juntos somos fortes, unidos imbatíveis!




Giovani Cherini

Presidente Estadual do PL-RS e deputado federal



Marcelo Slaviero

Presidente Estadual do Partido Novo-RS

Como ficará o caso de Carla Zambelli

A última palavra sobre a extradição da ex-deputada Carla Zambelli é das autoridades italianas, envolvendo tanto a esfera judicial quanto a governamental. 

Com base nas atualizações de 20 de janeiro de 2026:

Processo Atual: A Corte de Apelação de Roma está analisando o pedido de extradição, após sucessivos adiamentos e parecer favorável do Ministério Público italiano.

Decisão Final: Após a avaliação técnica e judicial da Corte de Apelação (justiça), a decisão final sobre o envio da parlamentar ao Brasil cabe ao governo italiano.

Situação de Zambelli: Ela está presa na Itália desde julho de 2025, após condenação pelo STF no Brasil a dez anos de prisão por crimes como invasão de sistemas do CNJ e porte ilegal de arma de fogo.

Defesa: A defesa de Zambelli alega perseguição política e tenta evitar a extradição, tendo havido novos adiamentos nas audiências de custódia. 

Portanto, o sistema italiano (Judiciário e Executivo) é quem decidirá se a brasileira será extraditada para cumprir a pena no Brasil. 

Dica do editor - Saiba como reduzir os picos de açúcar do macarrão — e torná-lo mais saudável.

Cientistas descobrem que resfriar a massa cozida por 24 horas transforma seu amido em uma fibra benéfica para o intestino, que reduz os picos de açúcar no sangue. Quando você cozinha macarrão e o deixa esfriar por pelo menos 24 horas, as moléculas de amido passam por um processo chamado retrogradação. Essa reorganização molecular transforma o amido digerível em "amido resistente", que funciona mais como fibra do que como um carboidrato simples. Em vez de ser absorvido rapidamente no intestino delgado e causar um pico de glicose, ele segue para o intestino grosso, onde alimenta as bactérias benéficas da microbiota intestinal, atuando como um poderoso prebiótico. Esse truque simples de cozinha não só contribui para uma microbiota intestinal saudável, como também estimula a produção de ácidos graxos de cadeia curta, que ajudam a reduzir a inflamação interna. 

Além da saúde intestinal, essa transformação proporciona uma vantagem significativa para o bem-estar metabólico, retardando a absorção de açúcar e melhorando a resposta à insulina. Talvez o mais surpreendente seja que esses benefícios para a saúde permanecem praticamente intactos mesmo se você optar por reaquecer o macarrão antes de comer. Simplesmente planejando com antecedência e refrigerando o macarrão durante a noite, você pode reduzir efetivamente o impacto calórico da sua refeição, mantendo níveis de energia mais estáveis ​​ao longo do dia. Essa estratégia revolucionária permite que você desfrute de seus pratos favoritos, priorizando a saúde a longo prazo e um melhor controle da glicemia. 

Cleveland Clinic Health Essentials.

Artigo, Bady Curi Neto - STF – Aos amigos e parentes, tudo; aos inimigos, a força da lei

Bady Curi Neto, advogado fundador do Escritório Bady Curi Advocacia Empresarial, ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) e professor universitário

“Aos amigos, tudo; aos inimigos, a força da lei.” Esta frase, de conhecimento geral — atribuída por alguns a Nicolau Maquiavel e, por outros, a Getúlio Vargas — parece ter reverberado, com especial eficácia, nos meandros do Supremo Tribunal Federal. Determinadas decisões do egrégio STF parecem ter transformado a célebre frase em um verdadeiro mantra para alguns de seus membros, com o adendo de que utilizam a força da lei, por meio de interpretações heterodoxas, não para a correta aplicação da almejada justiça, mas para perseguir seus desafetos.


A imparcialidade do magistrado, princípio fundamental do Estado Democrático de Direito, garante aos cidadãos que o julgador atue com neutralidade e isenção, mantendo a necessária equidistância das partes, exercendo seu mister sem favorecer ou prejudicar qualquer dos litigantes. No mesmo diapasão, visando assegurar essa imparcialidade, a legislação prevê hipóteses de impedimento e suspeição do magistrado, como, por exemplo, quando o julgador, seu cônjuge ou parentes figuram como parte no processo, ou quando possui interesse no deslinde da causa.


Ao que parece, a legislação posta não alcança os ministros da nossa Suprema Corte, como se suas normas tivessem eficácia apenas para os magistrados das instâncias inferiores. Recentemente, verdadeiro ou não, um ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro, denunciou supostos abusos cometidos pelo magistrado quando à frente do Tribunal Superior Eleitoral. Em razão dessas denúncias, a PGR quedou-se silente e, pasmem, o delator acabou denunciado, entre outros crimes, por “abolição violenta do Estado Democrático de Direito”.


Como se não bastasse, o ministro alvo das acusações — verdadeiras ou não — tornou-se relator da ação penal contra seu ex-assessor, o que, a meu ver, compromete, ao menos aos olhos dos jurisdicionados e da legislação vigente, a imparcialidade do julgador, que figura, frise-se, como alvo direto das denúncias do réu.


O advogado de Tagliaferro, Dr. Paulo Faria, ao requerer a suspeição do relator, ministro Moraes, afirmou expressamente: “O fato de ser denunciado, vítima e juiz, simultaneamente, já é mais que suficiente para se ter o mínimo de vergonha e se declarar suspeito, transferindo o acervo a outro ministro.”


Paralelamente, com o escândalo envolvendo o Banco Master (Daniel Vorcaro), surgiram novos questionamentos a respeito da imparcialidade e do impedimento de ministros do STF. Segundo noticiado pela imprensa, o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes teria firmado contrato de honorários advocatícios — jamais visto — no estratosférico valor de 129 milhões de reais com o Banco Master, apesar de apurada atuação ínfima nos processos judiciais.


Ao tomar conhecimento de supostos vazamentos do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e da Receita Federal envolvendo sigilos fiscais de integrantes do STF, o ministro Moraes, de ofício — ou seja, sem autorização ou provocação da autoridade competente (Polícia Federal ou Ministério Público) — instaurou inquérito criminal, passando, inclusive, a figurar como seu relator, lançando uma pá de cal sobre o devido processo legal.


Tal atitude, por si só, coloca em xeque sua imparcialidade para conduzir o caso, sobretudo porque o STF não seria o foro competente para a tramitação de tal inquérito, tampouco poderia este ser instaurado de ofício.


Segundo o professor de Direito Penal da USP, Dr. Gustavo Badaró, “há um problema de aparência de imparcialidade”, prosseguindo: “A determinação de instauração de inquérito policial, de ofício, é incompatível com o sistema acusatório. Nesse sistema, para preservar a imparcialidade, cabe ao juiz julgar, e somente julgar. Não cabe ao juiz requisitar a instauração de inquérito policial, assim como não lhe cabe oferecer denúncia.”


Surgem, na mesma toada, questionamentos quanto à imparcialidade e ao impedimento do relator do inquérito envolvendo o Banco Master, ministro Dias Toffoli. Inicialmente, por ter avocado o processo que tramitava em primeira instância, a pedido da defesa do proprietário do banco, determinando, de forma estranha, a imposição de sigilo absoluto sobre o inquérito e seu trâmite processual. Posteriormente, por determinar, logo no início da colheita probatória, a realização de acareações entre o diretor do Banco Central e investigados, além de selecionar peritos da Polícia Federal para atuarem no caso.


Agora surge novo fato, que veio a público, mas que, ao que tudo indica, já era de conhecimento do ministro Toffoli: o envolvimento de parentes seus que mantiveram vínculo comercial com fundo de investimento ligado ao Banco Master, o qual adquiriu o Resort Tayayá, de propriedade de seus irmãos e primos.


E mais: segundo noticiado pela CNN Brasil, “o ministro Dias Toffoli passou o réveillon no Resort Tayayá, justamente quando conduziu, por telefone, uma acareação e depoimentos de Daniel Vorcaro e outros envolvidos no caso, no dia 30 de dezembro”.


Ao que tudo indica, o mantra de alguns membros do STF passou a ser:

“Aos amigos e parentes, tudo; aos inimigos, a força da perseguição por meio da interpretação da lei.”


Tenho dito!



Editorial da RBS - Toffoli não tem mais condições de ser o relator do caso Master

Exige-se uma condução transparente e que não gere dúvidas sobre imparcialidade

O país assiste boquiaberto à sequência de revelações sobre a miríade de negócios escusos envolvendo o Banco Master, o seu dono, Daniel Vorcaro, pessoas próximas ao bilionário e a complexa rede de fundos ligados a operações suspeitas. Os brasileiros também observam, curiosos, os desdobramentos das investigações. Aguardam que as apurações, conduzidas com responsabilidade, desnudem a teia de figurões da República implicados por relações promíscuas com o Master e detalhem a mobilização subterrânea em curso para abafar o escândalo. Acompanham ainda, intrigados, a sucessão de decisões atípicas do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do caso na Corte.

A postura mais digna, neste momento, seria declarar-se impedido de permanecer na função

Os movimentos de Toffoli inquietam por parecerem mais voltados a embaralhar as investigações do que a contribuir com os esclarecimentos necessários. Algumas ordens foram tão inusuais que acabaram revertidas, ao menos em parte, após forte repercussão negativa. A situação se agrava pela descoberta de que irmãos e um primo do ministro fizeram negócios com fundos vinculados ao Master também relacionados a transações nebulosas. É plausível concluir por um possível conflito de interesses.

Faria bem Dias Toffoli se refletisse e concluísse que não tem condições de ser o relator do caso. Seria saudável para a imagem arranhada do ministro, para a reputação do STF e, principalmente, para o objetivo de levar as investigações até o fim, alcancem quem alcançarem. A cada dia cresce a percepção de se tratar de um esquema de fraudes de proporções incomuns. Por essa razão, exige-se uma condução transparente e que não gere dúvidas sobre imparcialidade. 

Toffoli viajou em um jatinho com um advogado que milita na causa e decretou sigilo sobre as investigações sem justificativa robusta. A pedido da defesa, tirou o caso da primeira instância, na Justiça Federal de Brasília, por uma razão frágil, a citação de um deputado federal em outro negócio, sem relação com as fraudes sob apuração. Tentou promover uma acareação heterodoxa, sem que nenhum depoimento tivesse sido tomado, ou seja, sem versões conflitantes para confrontar. A acareação pretendida colocava no mesmo nível investigados e um diretor do Banco Central (BC) _ a autoridade monetária brasileira decidiu corretamente pela liquidação extrajudicial do Master em novembro último. As decisões excêntricas continuaram quando, após a segunda fase da Operação Compliance Zero, na semana passada, determinou que celulares e computadores apreendidos ficassem sob a guarda do STF, e não da Polícia Federal como é praxe. É verdade que em seguida recuou. Determinou então que os equipamentos permanecessem com a Procuradoria-Geral da República (PGR), mas podendo ser acessados por apenas quatro peritos da PF escolhidos por ele. Em outro lance, diminuiu de seis para apenas dois dias o tempo que os agentes que trabalham no caso terão para tomar depoimentos.



 O faturamento real da indústria de transformação voltou a crescer em novembro de 2025, mas o mercado de trabalho do setor segue em desaceleração. Dados dos Indicadores Industriais, divulgados nesta segunda-feira (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram que o emprego industrial caiu pelo terceiro mês consecutivo, mesmo com a recuperação pontual da atividade.


Segundo a CNI, a perda de ritmo do emprego se intensificou a partir de setembro, refletindo os efeitos do aperto monetário e do enfraquecimento gradual da atividade industrial ao longo do segundo semestre.


Principais números da indústria em novembro:


Faturamento real: alta de 1,2% em relação a outubro;

Emprego industrial: queda de 0,2%, terceira retração consecutiva;

Emprego desde setembro: recuo acumulado de 0,6%;

Emprego no ano: alta de 1,7% entre janeiro e novembro de 2025.

De acordo com Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, o emprego reagiu à melhora da atividade iniciada em 2023 e que teve seu auge em 2024, mas começou a perder força com o aumento da taxa Selic, iniciado ainda no ano passado.


“Somente após meses de resultados mais fracos da atividade industrial, o emprego passou a ser afetado”, explica Azevedo, ressaltando que demissões e recontratações são custosas para a indústria, que depende de mão de obra qualificada.


Mercado de trabalho: alívio pontual, ano negativo

Outros indicadores ligados ao mercado de trabalho tiveram melhora em novembro, após uma sequência de resultados negativos, mas seguem acumulando perdas no ano.


Massa salarial real:


Alta de 1,5% em novembro, após quatro quedas seguidas;

Queda de 2,3% no acumulado do ano.

Rendimento médio real:


Aumento de 1,6% no mês;

Recuo de 4% de janeiro a novembro.

Perda de fôlego

Apesar do crescimento do faturamento em novembro, a atividade industrial segue mostrando sinais de desaceleração no acumulado do ano.


Faturamento acumulado em 2025:


Alta de apenas 0,3%

Horas trabalhadas na produção:


Queda de 0,7% em novembro;

Alta de 0,9% no acumulado do ano.

Utilização da Capacidade Instalada (UCI):


Recuo de 0,6 ponto percentual em novembro, para 77,5%;

2,4 pontos percentuais abaixo do nível de novembro de 2024.

Segundo a CNI, a redução gradual do crescimento do faturamento ao longo de 2025 reforça a expectativa de perda de ritmo da indústria, especialmente na segunda metade do ano, em um ambiente marcado por juros elevados e menor dinamismo da demanda.


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Petrobrás assinará, hoje, em Rio Grande, contratono valor de R$ 2,9 bilhões

O programa Mar Aberto contará com aportes estimados em US$ 6 bilhões no período de 2026 a 2030, cerca de R$ 32 bilhões.  A iniciativa prevê a construção de 20 navios de cabotagem, além de 18 barcaças e 18 empurradores, bem como a o afretamento de 40 novas embarcações de apoio destinadas à renovação da frota de suporte às atividades de exploração e produção (E&P).

O contrato que a Petrobras e a subsidiária de logística Transpetro assinarão, hoje, em Rio Grande, tudo com a presença do presidente nomeado Lula da Silva, integra um pacote de investimentos de R$ 2,9 bilhões em cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores. Com as embarcações, de acordo com a Petrobras, a frota de gaseiros da Transpetro irá subir de seis para 14, triplicando a atual capacidade de transporte de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e derivados. As embarcações cujos contratos serão firmados nesta terça serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros de três estados. No Rio Grande do Sul, o Estaleiro Rio Grande será responsável pela obra dos gaseiros. No Amazonas, o estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, construirá as 18 barcaças. Em Santa Catarina, o estaleiro Indústria Naval Catarinense, vai construir os 18 empurradores

O objetivo é, segundo a empresa, reduzir a dependência de afretamentos, proporcionando maior flexibilidade e eficiência às operações logísticas de movimentação de GLP e de outros produtos. Os novos gaseiros serão até 20% mais eficientes no consumo de energia, reduzirão as emissões de gases de efeito estufa em 30% e poderão operar em portos eletrificados.

Já as barcaças e os empurradores marcam, segundo a companhia, a entrada da Transpetro na navegação interior, ou seja, em águas abrigadas ou parcialmente abrigadas, como rios, lagos, canais, baías e lagoas. Com as embarcações, a Transpetro passará a dispor de uma frota própria para abastecimento em polos estratégicos como Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS).

Relação com o Banco Master

O BRB foi diretamente afetado pela crise do Banco Master, alvo de investigações por supostas fraudes em carteiras de crédito. De acordo com informações do Banco Central repassadas ao Ministério Público, o banco estatal adquiriu R$ 12,2 bilhões em carteiras posteriormente consideradas fraudulentas, que foram substituídas e ainda passam por avaliação.

Além disso, o BRB teria injetado mais de R$ 5 bilhões no Master por meio de outras operações, incluindo a compra de cotas de fundos de investimento. A nova administração do banco, que assumiu após a troca de comando no ano passado, tenta dimensionar o impacto dessas operações realizadas ao longo de 2024 e 2025.

Dica do editor - Aqui estão alguns benefícios surpreendentes do GLP-1 para o intestino

O GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon-1) é amplamente conhecido por seu papel no controle do diabetes e na perda de peso. No entanto, pesquisas recentes revelam benefícios surpreendentes diretamente relacionados à saúde intestinal, indo muito além do controle glicêmico. 

Aqui estão alguns dos benefícios surpreendentes do GLP-1 para o intestino, segundo a gastroenterologista americana Trisha Parisha, em The Washington Post de hoje (CLIQUE AQUI para ler no original).

Redução da Inflamação Intestinal: Os análogos de GLP-1 possuem propriedades anti-inflamatórias, podendo atuar na mucosa intestinal e reduzir o estresse oxidativo, o que é promissor para o manejo de condições inflamatórias.

Proteção da Mucosa e Barreira Intestinal: Estudos indicam que o GLP-1 pode melhorar a integridade da barreira intestinal, protegendo a mucosa e facilitando o funcionamento do trato gastrointestinal.

Impacto no Risco de Câncer de Cólon: Uma conexão surpreendente observada é a redução potencial do risco de câncer de cólon. Um estudo com quase 7 mil pacientes mostrou que quem usava medicamentos à base de GLP-1 teve metade da mortalidade em 5 anos em comparação a outros tratamentos.

Melhoria na Microbiota Intestinal: A composição da flora intestinal influencia diretamente a produção de GLP-1, e o tratamento com agonistas de GLP-1 tem demonstrado promover um melhor equilíbrio na microbiota (relação entre bactérias boas e ruins), o que é crucial para a saúde geral e metabolismo.

Regulação do Trânsito Intestinal: Ao retardar o esvaziamento gástrico, o GLP-1 auxilia na saciedade e pode ajudar a manter o trânsito intestinal funcionando, embora o ajuste de probióticos possa ser necessário para gerenciar o conforto digestivo durante o tratamento.

Efeitos "Tróficos" (Nutritivos): Em estudos in vitro e em animais, o GLP-1 mostrou efeitos protetores e tróficos nas células, auxiliando na preservação da estrutura intestinal. 

Nota importante: Embora os agonistas de GLP-1 (como Ozempic, Wegovy, Mounjaro) sejam eficazes, eles devem ser utilizados com orientação médica, pois podem causar efeitos colaterais digestivos, como náuseas e diarreia, e exigem acompanhamento para evitar a perda de nutrientes.