Artigo, Fernando Schuler, Estadão - STF encerra a CPI do INSS, inconclusa, e consagra a república dos dois pesos e duas medidas

Tivemos um dia garantista no Supremo, mas, no fundo, é um garantismo de contexto

 Não é nenhuma surpresa que o pleno do Supremo Tribunal Federal tenha na prática encerrado a CPI do INSS. Era uma decisão esperada. A CPI nunca interessou ao governo, na verdade. Ela é constrangedora, porque envolve o filho do presidente, o Lulinha. Já houve interferência do Supremo para evitar a quebra do sigilo do filho do presidente. Boa parte do escândalo aconteceu no atual governo. Isso não significa uma responsabilização direta do presidente, mas o escândalo envolve o atual governo em escala e em volume. Enfim, todos os fatos que já vieram à luz do público.

A CPI não concluiu seu trabalho. Era lógico que ela fosse prorrogada. Havia a definição, a determinação clara da minoria, a partir da lógica do direito da minoria ou da CPI como um direito da minoria. Isso foi consagrado claramente por jurisprudência do próprio Supremo Tribunal Federal. Vamos lembrar que, em 2022, o ministro Barroso determinou a abertura da CPI da Pandemia, dizendo que é um direito líquido e certo da minoria, um direito político, um direito que era próprio da democracia, do sistema republicano, da investigação, da transparência, que não poderia, digamos assim, se submeter à vontade de uma maioria parlamentar.

Três anos e meio depois, o discurso simplesmente é invertido. Era um direito da minoria líquido e certo instaurar uma CPI, mas deixa de ser uma prorrogação por 60 dias a pedido da própria direção da CPI, considerando todo o arrasoado, tendo foco determinado, objeto bem definido, claramente o trabalho inconcluso. Deixa de ser simplesmente porque não está escrito, não está claramente configurada a ideia da recondução, ou enfim, da prorrogação. São interpretações dadas pelo Supremo.

O que surpreendeu, ou talvez tenha sido até curioso na discussão do pleno do Supremo, foi se escutar que o inquérito não pode ser infinito ou uma investigação não pode ser infinita. Que tem que ter objeto determinado, que as condutas precisam ser individualizadas das pessoas. Tudo o que, no inquérito de fake news, conduzido pelo próprio Supremo Tribunal desde 2019, não é obedecido. As condutas não são individualizadas, o inquérito é infinito, ou pelo menos é prorrogado indefinidamente, não tem objeto claro e definido, e esses tipos penais aplicados são muito abertos. São dois pesos e duas medidas.

Nós tivemos nesta quinta-feira um dia garantista no Supremo, mas no fundo é um garantismo de contexto, um garantismo de conjuntura, quando interessa, na verdade, politicamente. Me parece muito discutível toda essa discussão, e aí, a partir daí, se cria uma jurisprudência, ou seja, a prorrogação de CPIs não é mais um direito da minoria, ou as CPIs de alguma maneira já deixam de ser, mesmo quando se considera que isso seja necessário pela própria CPI, pela própria minoria no Congresso Nacional, não é um direito da minoria.

Então, na prática, o Supremo Tribunal Federal, por maioria, o ministro Gilmar Mendes, o ministro Alexandre de Moraes, a ministra Cármen Lúcia, o ministro Cristiano Zanin, o ministro Dias Toffoli, o ministro Flávio Dino, determinam o fim da CPI do INSS, mesmo que ela não tenha concluído as suas investigações. Cada vez mais, na prática, nós vamos nos transformando na República dos dois pesos e das duas medidas.

 

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https://www.estadao.com.br/politica/fernando-schuler/stf-encerra-a-cpi-do-inss-inconclusa-e-consagra-a-republica-dos-dois-pesos-e-duas-medidas/


O que o Ozempic e outros medicamentos para perda de peso GLP-1 fazem ao corpo

O Ozempic (semaglutida) e outros agonistas de GLP-1 (como Wegovy e Mounjaro) imitam um hormônio intestinal para reduzir drasticamente o apetite e aumentar a saciedade. Eles agem no cérebro diminuindo a fome, retardam o esvaziamento do estômago e regulam a insulina, promovendo perda de peso significativa. 

Principais efeitos no corpo:

Ação no Cérebro (Hipotálamo): Atuam nos centros de regulação do apetite, reduzindo a fome e os desejos por comida.

Esvaziamento Gástrico Lento: Fazem com que a comida permaneça por mais tempo no estômago, resultando em sensação de plenitude e saciedade precoce.

Controle da Glicose e Insulina: Estimulam o pâncreas a liberar insulina de forma inteligente (quando a glicose está alta) e suprimem o glucagon, ajudando no controle do diabetes tipo 2 e na sensibilidade à insulina.

Perda de Massa Magra: A rápida perda de peso pode incluir não apenas gordura, mas também até 40% de massa muscular, reforçando a necessidade de exercícios resistidos.

Efeitos Colaterais Comuns: Náuseas, vômitos, diarreia, constipação e sensação de plenitude gástrica são frequentes. 

Porto Alegre é a segunda capital onde jovens estudantes mais fumam maconha. Floripa é a primeira da lista.

 Porto Alegre foi classificada como a segunda capital brasileira com maior consumo recente de maconha entre estudantes de 13 a 17 anos, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada ontem pelo IBGE.

Destaques da Pesquisa (PeNSE/IBGE 2024-2026):

Posição de Porto Alegre: A capital gaúcha registrou que 5,5% dos adolescentes relataram uso de maconha nos 30 dias anteriores à pesquisa.

Ranking: Porto Alegre fica atrás apenas de Florianópolis (7,5% de uso recente).

Outras capitais: Belo Horizonte e Cuiabá (5,1%) e São Paulo (5%) também apresentaram altos índices, mas abaixo de Porto Alegre.

Uso ao longo da vida: O Rio Grande do Sul destacou-se com 11,4% dos estudantes relatando uso de entorpecentes em algum momento da vida, inferior apenas ao Distrito Federal (12,2%). 

Apesar dos altos índices de consumo no Sul do país, o relatório apontou uma queda geral no uso recente de substâncias (ilícitas, álcool e tabaco) entre adolescentes no Brasil na comparação de 2024 com 2019. No entanto, a pesquisa destacou um aumento no uso de cigarros eletrônicos (vapes).