Gerdau está com inscrições abertas para uma capacitação em Sapucaia do Sul e Charqueas

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Gerdau Transforma está com inscrições abertas no Rio Grande do Sul

São 40 vagas abertas para Sapucaia do Sul e Charqueadas para o curso gratuito, que oferece mentoria e capacitação

 A Gerdau, maior empresa brasileira produtora de aço, está com as inscrições abertas para o Gerdau Transforma, programa de capacitação e mentoria para o empreendedorismo, que será dedicado a empreendedores de Charqueadas e Sapucaia do Sul (RS). A iniciativa, com 40 vagas disponíveis em cada cidade para o curso na modalidade online, é gratuita e voltada a pessoas com mais de 18 anos e que já possuem um negócio ou tenham o sonho de empreender. 

 Em ambas as cidades, as aulas acontecerão em maio com encerramento das inscrições em um dia antes das aulas começarem. Em Sapucaia do Sul o período da capacitação acontece de 4 e 8 de maio, e em Charqueadas de 25 e 29 de maio. Durante o curso, as pessoas inscritas irão desenvolver habilidades a partir de ferramentas de gestão, podendo assim abrirem ou estruturarem seus próprios negócios de uma forma organizada e orientada. A iniciativa contribui para fortalecer o empreendedorismo, ampliando oportunidades de geração de renda e desenvolvimento de negócios.

 Segundo Paulo Boneff, líder global de responsabilidade social e desenvolvimento organizacional da Gerdau, o Gerdau Transforma reflete o compromisso da empresa com a educação empreendedora como ferramenta de desenvolvimento social. “Acreditamos que o empreendedorismo tem um papel fundamental na geração de oportunidades e na construção de novas perspectivas para as famílias. Ao apoiar a capacitação de empreendedores, buscamos ampliar o acesso ao conhecimento em gestão e fortalecer negócios que impactam diretamente as comunidades”, destaca Boneff. “Nosso objetivo é capacitar profissionais para que gerem impacto e negócios. Como uma empresa genuinamente brasileira com 125 anos de história, estamos comprometidos em oferecer soluções reais aos desafios sociais e em empoderar quem deseja construir um novo amanhã”, conclui.

 As aulas do Gerdau Transforma são ministradas por instrutores com formação na metodologia By Necessity, desenvolvida pela Territorialize Agência de Fomento Social, parceira da Gerdau no projeto, e nas áreas de Marketing e Administração que possuem seus próprios negócios. 

 Mais do que números, o impacto pode ser percebido nas histórias de quem participou do programa. Em Sapucaia do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre (RS), a venezuelana Gênesis Canda Morales, de 25 anos, construiu uma trajetória inspiradora desde que chegou ao Brasil em busca de novas oportunidades. “Comecei vendendo cosméticos no consultório odontológico onde trabalhava e hoje sou proprietária da Gênesis Cosméticos, com uma loja física e outra virtual, além de coordenar uma rede de 30 revendedoras que atuam em Porto Alegre, na região metropolitana e no Vale dos Sinos”, conta. Hoje, além de empresária, atua como consultora da Territorialize, apoiando outras mulheres migrantes no projeto Refugiadas Empreendedoras. “Minha maior realização não é apenas o faturamento da loja, mas poder mostrar para outras mulheres que o acesso ao conhecimento e a uma rede de apoio pode abrir novos caminhos para empreender”, afirma.

 A metodologia do Gerdau Transforma revisita o modelo tradicional de plano de negócios e o adapta para pequenos empreendimentos em 10 etapas. A partir da análise do seu contexto, o aluno passa pela construção do conceito de seu produto/serviço, ações de divulgação, pesquisa de mercado, projeção de vendas, fluxo de caixa, entre outros conteúdos. O plano de ação, ao final, detalha, de forma simples e didática, o necessário para geração de renda imediata. Os alunos também contaram com o apoio de consultores especializados em negócios por 90 dias, um período de incubação para que consigam colocar em prática tudo o que aprenderam no curso. 

 Criado em 2019, o projeto já contou com mais de 30 mil alunos inscritos no programa, impactando mais de 40 mil pessoas e beneficiando quase 8.527 alunos empreendedores de diversas cidades no Brasil e em países em que a Gerdau está presente nas Américas, como Argentina, México e Peru.

Sobre a Gerdau 

Com 125 anos de história, a Gerdau é a maior empresa brasileira produtora de aço e uma das principais fornecedoras de aços longos e de aços especiais do mundo. No Brasil, também produz aços planos e minério de ferro. Com o propósito de empoderar pessoas que constroem o futuro, a companhia é referência de internacionalização no setor industrial brasileiro, está presente em vários países nas Américas e conta com 30 mil colaboradores em todas as suas operações. A empresa possui 29 unidades produtoras de aço, sendo 13 plantas na América do Norte. Maior recicladora da América Latina, a Gerdau tem na sucata uma importante matéria-prima: cerca de 70% do aço que produz é feito a partir desse material. Todo ano, 10 milhões de toneladas de sucata são transformadas em diversos produtos de aço. Como resultado de sua matriz produtiva sustentável, a Gerdau possui, atualmente, uma das menores médias de emissão de gases de efeito estufa (CO₂e), que representa metade da média global do setor. A companhia possui, inclusive, uma marca destinada a uma linha de produtos com baixa emissão de carbono, chamada Gerdau NewEco. As ações da Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo (B3) e Nova Iorque (NYSE).

 

Artigo, especial, Marcus Vinicius Gravina - Alicerces do Palácio do Planalto.

Marcus Vinicius Gravina é advogado, RS.
OAB-RS 4949

Os alicerces do Palácio do Planalto não estão em Brasília. Estão na Av. Faria Lima, na capital de São Paulo.

Durante os últimos governos de esquerda do país, sem que tivesse sofrido algum terremoto, os seus imponentes prédios oscilaram com alguma frequência ao Lulismo, pai dos pobres com migalhas e aos ricos, com fortunas invejáveis. 

Os edifícios das maiores representações empresariais e de bancos em São Paulo foram sacudidos por pautas econômicas egoístas do setor bancário, influenciador de política nada estimulante à indústria, comércio e agricultura. 

O presidente da República há de pagar pela negligência do surgimento de falsos bancos e abusos de impostos.

Há poucos dias, o presidente da FIERGS, Cláudio Bier  recebeu o presidente da FIESP, Paulo Skaf com a seguinte manifestação: 

“Estamos em ano de eleições gerais de escolha de definição de rumo. E a indústria precisa estar no centro deste debate, mas como protagonista”.

Será que ele pode nos explicar como fazer isto, só focado na pauta econômica e em falta de declarações públicas explicitas sobre a probabilidade de impeachmet de ministros do STF e lei de anistia a presos políticos. O rol seria maior, incluiria outros itens, fatores cruciais da instabilidade política da sociedade.  

Em ano de eleições gerais é disso que precisamos falar.  O país como está é ingovernável e hostil a sua própria gente. Basta!

O presidente da Federação Paulista Paulo Skaf, embora tenha se manifestado crítico ao governo federal no atendimento à Indústria, não me convenceu. 

Tem evitado ser mais contundente na análise das causas de gestão do governo federal que o envolveu no submundo do crime. 

Faltaram às Entidades empresariais do Brasil um gesto de união da sociedade para  dar apoio à CPI do Crime do Senado, assim como para os desafios do cenário econômico e político do momento. 

A união de vários estratos da sociedade mudaria o rumo de golpes baixos em CPIs do Senado e da resistência, inominável, do presidente do senado Davi Alcolumbre em não colocar em pauta o pedido regular de impeachment de ministros do STF.

Caxias do Sul, 21.04.2026


A porta está aberta. Falta o Congresso entrar.

Sem coragem política, não haverá reforma


A manifestação do ministro Flávio Dino recoloca no centro do debate nacional um tema que o Brasil vem adiando há tempo demais: a necessidade de uma ampla e verdadeira reforma do Judiciário e da legislação penal.


Ao defender um novo ciclo de mudanças constitucionais e legais, com foco em eficiência, segurança jurídica e melhor funcionamento do sistema de Justiça, o ministro reconhece algo evidente: o modelo atual está esgotado e precisa ser atualizado para responder aos desafios do país.


Esse é o ponto de partida. Mas o Congresso Nacional precisa ir além.


Não basta discutir medidas pontuais. O Brasil precisa de uma reforma profunda, que envolva não apenas a modernização do Código Penal — com mais rigor, clareza e efetividade —, mas também uma revisão estrutural do próprio funcionamento do Judiciário.


E há um tema que não pode mais ser evitado: o fim dos chamados “penduricalhos” e a redefinição real do teto salarial no serviço público.


Hoje, o país convive com distorções evidentes, em que mecanismos indenizatórios são utilizados para ultrapassar o limite constitucional de remuneração, criando desigualdades, insegurança e desgaste institucional. Esse debate já chegou ao próprio Supremo Tribunal Federal, que vem enfrentando o tema ao limitar pagamentos acima do teto e questionar essas práticas.


Se há um momento adequado para enfrentar esse problema, é agora.


Outro ponto que ganhou força recente é o debate sobre o impeachment de ministros. Esse instrumento existe, está previsto na Constituição e na legislação brasileira, e pode — e deve — ser utilizado quando cabível. Mas é fundamental deixar claro: essa não é a questão central.


O impeachment é consequência, não causa.


Insistir apenas nesse debate é tratar o sintoma, não a origem do problema. O verdadeiro ponto estrutural está na forma de escolha dos ministros dos tribunais superiores. É aí que o sistema precisa ser revisto.


Esse não é um questionamento contra pessoas ou instituições, mas uma discussão necessária sobre o modelo. A legitimidade, a independência e a confiança no Judiciário passam, inevitavelmente, pelos critérios de nomeação de seus integrantes.


Se o Brasil quiser evitar crises recorrentes, tensões institucionais e questionamentos permanentes, precisa enfrentar esse tema com maturidade e coragem. O modelo atual precisa ser debatido e aperfeiçoado.


O país precisa aproveitar essa oportunidade para fazer uma reforma completa: atualizar leis, dar celeridade aos processos, endurecer o enfrentamento à criminalidade, corrigir distorções remuneratórias e fortalecer a confiança da sociedade no sistema de Justiça.


O momento exige coragem. E o Congresso não pode perder essa chance.


Jerônimo Goergen

 Advogado