Follow UP eleição presidencial 2026 – Paulo Moura Cientista Político

O texto a seguir mantém elementos da análise do mês anterior pois, basicamente, os fundamentos estruturais do comportamento dos eleitores nesse pleito apresentam-se estáveis, com alterações apenas nas margens de erro das pesquisas. 

A menos que os escândalos do INSS e do Master, ou que a alta da inflação eventualmente decorrente da alta dos combustíveis decorrente da guerra no Oriente faça Lula sangrar, essa eleição será decidida por uma diferença muito pequena para um dos dois lados como foi 2022. 45% estão cristalizados à esquerda e 45% estão cristalizados à direita. 10% estão em disputa. Cerca de 3% desses 10% irão anular, votar em branco ou se abster.  Restam 7% de eleitores em disputa no cenário de segundo turno estressado entre Lula e Flávio. O perfil dos eleitores que vão definir a eleição (cerca de 3% segundo Mauricio Moura - Ideia) é de mulheres apolíticas, empreendedoras, com renda entre 2 e 5 salários-mínimos das regiões metropolitanas do Sudeste. Elas se decidem na reta final. O antipetismo pode pesar nesse contexto. 

Observe-se que a pesquisa Quaest publicada hoje, após uma semana de exposição positiva de Lula na mídia ao lado de Trump, levou Lula a ultrapassar Flávio justamente nesse segmento das mulheres dentro do segmento dos eleitores independentes. O governo está divulgando o Desenrola, o Pacote Anticrime e extinguindo a taxa das blusinhas na esperança de descolar de Flávio acima da margem de erro, mas há razões para crer que essa espuma é ineficaz ante a rigidez da percepção negativa do povo sobre a economia. As rejeições de Lula e Flávio se equivalem, com Lula um ponto melhor nessa pesquisa, invertendo a anterior. 

Fotos com Trump e pacotes do governo tendem a ser percebidos positivamente e ajudam Lula, mas temos que ver como a percepção da economia (inflação de combustíveis e alimentos, desemprego na indústria por causa do fim da taxa das blusinhas), que nessa pesquisa despiorou, e os escândalos do INSS (Lulinha) e do Master aparecerão nas manchetes no próximo período.

A tentativa do PT de colar o Master nos Bolsonaro não colou, comprova a pesquisa. O povo acha que o escândalo atinge a todos os políticos, levemente mais a Lula que Bolsonaro. Nesse contexto, atingindo a todos, prejudica mais o sistema governo/STF do que a oposição na percepção da opinião pública.



Mais importante do que a rejeição, são os eleitores que dizem que Lula não merece continuar governando (59% na QUAEST anterior, 55% da agora). Despiorou também, mas segue muito ruim para Lula.

A última pesquisa QUAEST mostrava Flávio crescendo e Lula caindo nesse segmento dos 10%. Nessa pesquisa Lula, graças as mulheres, Lula recuperou-se e ultrapassou Flávio na margem de erro. 

Essa é a ciência dos números até aqui. Pode mudar?

A eleição está longe e já vi o PT virar o jogo em situações adversas muitas vezes, especialmente com a máquina na mão. Essa semana Lula e seus marqueteiros, com a ajuda de Trump, acabam de dar um exemplo de como sabem jogar esse jogo e a eleição está cabeça a cabeça e tudo indica que assim vamos se o eleitor não mudar. Até agora não deu sinais de mudança.

A entrada de Caiado e Zema em cena não mudou o tabuleiro e ambos perderam o “efeito novidade” sem conseguirem crescer nas pesquisas.

Quem não estiver enxergando os números descritos aí acima não está entendendo essa eleição. 

Minha esperança é que os escândalos façam com que uma camada de eleitores abandone Lula, aumentando as chances do Flávio. Como o contingente de eleitores que vão definir a eleição é muito pequeno, cerca de 4,5 milhões de pessoas (3%) a comunicação terá que ser muito precisa no conteúdo, na forma e no target. Essa é a estrutura da polarização CALCIFICADA. Até esse momento, não há sinais de que os eleitores de Lula e de Flávio estejam dispostos a mudar de candidato. Em 2018 Alckmin fez 4,76% e Amoedo fez 2,50%. A menos que os escândalos do INSS e do Master, ou que a alta da inflação eventualmente derivada da alta dos combustíveis decorrente da guerra no Oriente faça Lula sangrar, essa eleição será decidida por uma diferença muito pequena para um dos dois lados como foi 2022.

Ter cães ajuda a viver mais e melhor

 O jornal The Washington Post d ehoje, qurtra-feira, informas que a ciência sugere fortemente que ter um cachorro ajuda você a viver mais, especialmente por causa dos benefícios à saúde cardiovascular e mental. Estudos indicam que tutores de cães têm um risco de morte por doenças cardiovasculares significativamente menor do que pessoas que não possuem animais.

1. Vida Mais Longa e Saúde do CoraçãoRedução da Mortalidade: Uma meta-análise de estudos que acompanhou quase 4 milhões de pessoas indicou que ter um cão está associado a uma redução de 24% no risco de morte por qualquer causa ao longo de 10 anos.Melhor Saúde Cardiovascular: Estudos publicados pela American Heart Association mostram que donos de cães têm até 31% menos risco de morrer devido a doenças cardíacas.Sobrevivência pós-ataque: Para pessoas que vivem sozinhas e já sofreram um infarto ou AVC, a presença de um cão em casa pode reduzir drasticamente o risco de morte, segundo.

2. Estilo de Vida AtivoExercício Físico: Cachorros exigem passeios diários, o que ajuda os tutores a atingirem a meta de atividade física moderada, beneficiando a saúde cardiovascular.Menos Risco de Diabetes: Estudos sugerem que tutores que passeiam com seus cães regularmente podem ter um risco até um terço menor de desenvolver diabetes do que quem não tem cachorro.

3. Saúde Mental e EmocionalRedução do Estresse: A convivência com animais de estimação diminui os níveis de cortisol (hormônio do estresse) e aumenta a produção de ocitocina e serotonina, substâncias que promovem prazer e tranquilidade.Menos Solidão: Cães combatem a solidão e oferecem apoio emocional, sendo, muitas vezes, descritos como "pilares emocionais" para os tutores, especialmente em momentos de luto ou isolamento.Propósito e Rotina: Cuidar de um animal traz propósito de vida, o que é um fator importante para a longevidade, conhecido como Ikigai.

4. Melhoria CognitivaEnvelhecimento Saudável: Pesquisas publicadas em 2025 indicaram que o convívio com cães e gatos pode retardar o envelhecimento, promovendo um declínio cognitivo mais lento, melhorando a memória e a fluência verbal em idosos.A Ciência da LongevidadeEsses benefícios não vêm apenas do afeto, mas da interação fisiológica entre humanos e animais. A presença de um cão ajuda a manter a pressão arterial e o colesterol em níveis mais saudáveis, combatendo os danos cardiovasculares.