Saiu o relatório de 511 pátinas da CPI dos Pedágios

  O editor está com a cópia do relatório de 511 páginas da CPI dos Pedágios que teve como relator o deputado Miguel Rosseto, PT, e como presidente o deputado Paparico Bachi, PL.

O editor fornece a cópia integtral através do seu Whaats 51.99945.9810.

O relatório final da CPI dos Pedágios da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul foi aprovado no dia 11 de junho. O documento, relatado pelo deputado Miguel Rossetto, foi aprovado por 8 votos a 3 e recomenda o cancelamento dos editais dos Blocos 1 e 2, além de auditoria no Bloco 3. O texto final detalha diversas críticas e diretrizes para o modelo de concessões do estado e recomenda o cancelamento imediato das concessões do Bloco 1 e a suspensão formal do Bloco 2, apontando falhas estruturais nos contratos.

Situação do Bloco 3: Solicita uma rigorosa reavaliação do Bloco 3 (único já em operação). Segundo a CPI, após mais de três anos de cobrança, as duplicações previstas não foram entregues e as tarifas sofreram reajustes superiores a 35%.

Investimentos: Critica a falta de investimentos próprios das concessionárias, apontando que mais de 90% dos aportes na verdade vêm da própria sociedade (seja por tarifas ou recursos públicos).

Redirecionamento: Propõe o redirecionamento dos recursos do Funrigs (Fundo de Reconstrução do RS) para obras prioritárias nas rodovias.

Artigo, especial -O Musk que o Brasil não deixaria existir

Elon Musk fundou a SpaceX em 2002. Vinte e poucos anos depois, a empresa do mina o mercado global de lançamentos, leva astronautas à órbita e opera milhares de satélites. Tornou-se uma das companhias mais valiosas do mundo e referência obrigatória em qualquer conversa sobre inovação. Agora imagine o que aconteceria com um Musk brasileiro. Antes mesmo de dese nhar o primeiro foguete, ele já estaria contratando advogado tributarista. O capital para um projeto de dez anos de maturação simplesmente não existe aqui: com ju ros reais entre os mais altos do planeta, qualquer investidor racional prefere título público a apostar em engenharia. O crédito que sobra é caro, curto e exige garantias que uma empresa de tecnologia nascente não tem como oferecer. Se mesmo assim o negócio nascesse e desse certo, o sucesso viraria problema. Cres cer no Brasil significa atrair fiscalização, autuações e a suspeita permanente de que algo está errado. O empreendedor passa a gastar mais energia se defendendo do próprio país do que competindo com o resto do mundo — um desgaste que nenhum concorrente americano enfrenta. Conhecemos o roteiro: a empresa que prospera vira alvo, e o fundador descobre que seu maior risco operacional fica em Brasília. Até aqui, o diagnóstico parece o de sempre, repetido em qualquer painel de inves timentos: Estado demais, liberdade de menos. Mas a história real da SpaceX conta outra coisa, e é o detalhe que a Faria Lima prefere não mencionar. Em agosto de 2008, depois de três lançamentos fracassados seguidos, a SpaceX estava a semanas da falência. Quem salvou a empresa não foi um fundo de ven ture capital iluminado: foi a NASA, com um contrato de US$ 1,6 bilhão para rea bastecer a Estação Espacial Internacional. O primeiro satélite lançado por Musk pertencia à DARPA, agência de pesquisa do Pentágono. O Falcon 9 e a cápsula Dragon foram desenvolvidos em grande parte com dinheiro de encomenda pú blica. O próprio Musk reconhece que, sem o governo americano, sua empresa teria quebrado antes de decolar. Os Estados Unidos praticam há décadas aquilo que aqui se aprendeu a chamar de pecado: política industrial. O Pentágono encomenda, a NASA contrata, o Congresso protege o fornecedor nacional. O Estado americano assume o risco junto com o empreendedor nos anos em que os foguetes ainda explodem e colhe depois sobe rania tecnológica, empregos qualificados e domínio de um setor inteiro. O contraste com o Brasil é mais incômodo do que a velha queixa contra impostos. Nosso Estado cobra como poucos e compra como nenhum. Pesa sobre quem pro duz, mas não encomenda, não ancora demanda, não banca o desenvolvimento de nada que envolva risco real. Temos em Alcântara a base mais bem localizada do planeta para lançamentos, a poucos graus da linha do Equador, e seguimos espectadores da corrida espacial alheia. O Centro de Lançamento existe desde os anos 1980; o que nunca existiu foi um governo disposto a ser cliente da própria engenharia. O talento nunca foi o gargalo. Engenheiros brasileiros trabalham nas melhores em presas do setor, inclusive na própria SpaceX. O que falta é um país que trate quem assume risco produtivo como ativo a proteger — com um Estado que pare de sufo car quem cresce e comece a encomendar o que ainda não existe. Enquanto a es colha for entre o peso do fisco e a ausência do cliente público, vamos continuar ex portando os nossos Musks e assistindo, da arquibancada, aos foguetes dos outros

Governo dos EUA prende chefão do PCC e do CV

A prisão ocorreu no mesmo período em que o Departamento de Estado dos EUA classificou oficialmente o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras. A decisão americana gerou atrito com o governo brasileiro, que não reconhece as facções sob essa mesma designação jurídica.

 A Polícia migratória dos EUA (ICE) prendeu Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, apontado como ex-chefe do PCC e do CV, em Mooresville (Carolina do Norte). A captura ocorreu após perseguição em alta velocidade. 

Ele estava foragido da Interpol e mantinha a própria esposa em cárcere privado no veículo.

Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, conhecido como "Don", possuía dois mandados de prisão em aberto no Brasil por associação criminosa e extorsão. 

Durante uma tentativa de abordagem, Don acelerou o veículo e iniciou fuga, que terminou após colisão contra carros parados. Agentes do setor de Investigações de Segurança Interna (HSI) encontraram no carro uma pistola 9mm, dinheiro, celulares e laptops. A esposa confirmou em depoimento que era mantida refém.

Artigo, Rafael Fleck - O furto de fios precisa parar em Porto Alegre

O autor é secretário municipal de Serviços Urbanos

Porto Alegre enfrenta uma crise que já comprometeu a rotina da cidade e gerou prejuízos milionários: o furto de fios. Mais do que números, trata-se de uma realidade que atinge comerciantes, moradores e o poder público, deixando ruas às escuras, empresas paralisadas e aumentando a sensação de insegurança.


Dados do Sindilojas revelam que oito em cada 10 lojistas foram afetados nos últimos 12 meses, acumulando perdas de R$ 241,4 milhões. Quase metade sofreu duas ou três ocorrências e seis em cada 10 precisaram interromper suas atividades, muitas vezes por mais de 24 horas. Os impactos mais comuns foram a queda de internet e telefone, falta de energia elétrica e o aumento da vulnerabilidade.


O setor público também é alvo constante. Em maio de 2026, foram furtados 1.468 metros de fios da iluminação de vias, parques e praças, mais do que o dobro do mês anterior. No Túnel da Conceição, só nos primeiros 15 dias de fevereiro, houve um furto por dia. Já no Parque da Redenção, postes são serrados semanalmente, deixando áreas inteiras às escuras e inseguras.


Esse cenário se espalha por todas as regiões da cidade e exige ação firme e coordenada, que não pode se limitar a medidas isoladas. É preciso envolver o Legislativo, com projetos que endureçam a punição; o Executivo, com fiscalização rigorosa e monitoramento preventivo; e o Judiciário, com responsabilização efetiva. Além disso, é fundamental atingir todas as pontas dessa cadeia criminosa - do furto ao transporte e à receptação - para quebrar sua espinha dorsal.


O caminho escolhido pelo prefeito Sebastião Melo aponta na direção correta: unir esforços das forças de segurança, fiscalização e sistema de Justiça em ações conjuntas e organizadas. Somente com essa integração será possível devolver tranquilidade às ruas, confiança à população e segurança aos equipamentos públicos e privados.


Porto Alegre não pode seguir refém dessa prática criminosa. O furto de fios precisa parar.