Dica do editor - Saiba a diferença entre homens e mulheres na hora de quitar as dívidas

Um estudo da plataforma Pagou Fácil revela que homens e mulheres buscam informações financeiras de formas distintas. As mulheres pesquisam mais sobre "inadimplência" focando em resolver contas atrasadas, enquanto os homens buscam sobre "endividamento" para monitorar compromissos antes do vencimento.

Comportamento e Busca por Ajuda

Mulheres: Focam no termo "inadimplente"; buscam soluções na internet quando a conta já venceu, devido à gestão direta do orçamento doméstico.

Homens: Focam no termo "endividado"; demonstram preocupação preventiva com o volume de gastos antes do atraso real.

As mulheres chefiam mais de 41 milhões de lares no Brasil, mas  75% das mulheres recebem até dois salários mínimos. Apesar da renda menor, estudos indicam maior empenho feminino em fechar acordos de renegociação.

O ataque de Moraes à liberdade de imprensa

Editorial do Estadão


Ao quebrar sigilo de fonte para proteger um colega, ministro expôs o real propósito da sobrevivência do inquérito das fake news e criou precedente perigoso contra a liberdade de imprensa no País


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, sempre tão zeloso quando se trata de proteger a democracia brasileira daquilo que ele enxerga como ameaça, golpeou, ele mesmo, o Estado Democrático de Direito em um de seus mais valiosos fundamentos: a liberdade de imprensa.


Anteontem, Moraes ordenou busca e apreensão contra a suposta fonte de um jornalista que havia publicado uma reportagem incômoda para seu colega de STF Flávio Dino. A gravidade da decisão pode ser resumida em uma correlação simples: se a liberdade de imprensa é condição indispensável para a vigência da democracia, o sigilo da fonte o é para a garantia material da liberdade de imprensa.


A ordem de Moraes, exarada no âmbito do inquérito das fake news, está sob sigilo. Mas, paradoxalmente, serviu para expor sem disfarces a verdadeira razão da sobrevivência dessa famigerada investigação, que já dura mais de sete anos. Passado todo esse tempo, não há mais dúvida de que o inquérito das fake news foi convertido em instrumento de intimidação de qualquer um que ouse contrariar interesses de Suas Excelências – em particular jornalistas e empresas de comunicação.


A mando de Moraes, a Polícia Federal apreendeu o celular do jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, criador do Blog do Luís Pablo, após ele ter publicado uma reportagem que revelou o uso privado de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) por Dino e seus familiares. A partir da perícia realizada no aparelho de Luís Pablo, chegou-se ao nome de Raimundo Cutrim, ex-secretário de governo, como possível fonte do jornalista. Em que pese a cadeia do sigilo profissional que resguarda o trabalho jornalístico ter sido quebrada por Moraes para investigar um jornalista e sua possível fonte, o suposto desvio funcional cometido por Dino segue ao abrigo de qualquer escrutínio legal.


Essa cumplicidade corporativa, na qual um ministro guarda as costas do outro com o poder da toga, lembra menos a práxis de um tribunal constitucional e mais os arranjos internos de organizações privadas fundadas com base na defesa de interesses mútuos de seus integrantes.


Em 2026, os riscos para a democracia brasileira, data maxima venia, vêm de dentro do próprio STF. E estão materializados em decisões como a de Moraes, que fez letra morta de dispositivos da Constituição de 1988 escritos de tal forma claros que nem sequer há margem para interpretações. Vejamos o art. 5.º, inciso XIV: “É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”. Mais adiante, o art. 220 da Lei Maior determina que a manifestação do pensamento e a informação, sob qualquer forma ou veículo, “não sofrerão qualquer restrição”, vedado, ainda, qualquer embaraço à livre informação jornalística.


Aqui não está em discussão a qualidade do trabalho de Luís Pablo. A questão é a gravidade do precedente criado por Moraes. Quebrar sigilo de fonte, não bastasse ser uma violação flagrante da Constituição, é cassar, na prática, o direito da sociedade de se informar livremente.


Há, por fim, uma grave distorção processual que não poderia ser ignorada por este jornal. Nem o jornalista nem sua suposta fonte têm foro especial no STF. Ademais, esse instituto é uma prerrogativa de certas autoridades da República quando suspeitas ou acusadas de crime – não vítimas. Se fosse o caso, ambos deveriam estar sob a jurisdição da primeira instância do TJ-MA, e não serem tragados diretamente para a órbita discricionária do gabinete de Moraes. Eis aí mais uma degeneração de um inquérito que nasceu sob o signo da excepcionalidade, mas que não demorou para se transformar nessa hidra que, lamentavelmente, capturou direitos e garantias fundamentais no País.


Rogamos ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, para que faça o que estiver a seu alcance para dar fim ao inquérito das fake news. Se um dia esse inquérito serviu ao País como resposta ao maior ataque contra a democracia brasileira na Nova República, hoje é a marreta com a qual Moraes golpeia os mesmos princípios democráticos que ele diz defender.

Anvisa proíbe 12 produtos de limpeza

  A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta quarta-feira (12) a fabricação e a venda de 12 produtos de limpeza.De acordo com a agência, os produtos não têm registro sanitário e as empresas fabricantes são de origem desconhecida e não possuem autorização. Entre os produtos proibidos estão alvejantes, tira-manchas e alguns são a base de percarbonato de sódio.

A proibição já está em vigor. 

CLIQUE AQUI para ler a lista dos produtos: 

Oxypur – Quimpac 

Percarbonato de Sódio - Los Chefs 

Alvejante Natural Multiuso – nova fórmula 

Percarbonato de Sódio - Vong Home 

Boa Alvejante Percarbonato de Sódio em pó 

Percarbonato Plus – ANS Agrária 

Percarbonato de Sódio - Nativa 

Yta Clean 

Alvejante Tira Manchas – Amigos Distribuidora 

Percarbonato de Sódio - Oxigen 

Tira Manchas – FV Group 

Percarbonato Top Brilho 

Golpes envolvem R$ 30 bilhões

 A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou a Operação Criptoabate contra um grupo criminoso internacional especializado no golpe do falso investimento. A ofensiva ocorreu após uma idosa aposentada gaúcha perder R$ 37 milhões ao longo de seis meses, acreditando estar aplicando em uma plataforma digital de alta lucratividade.

Foram cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão. Ao todo, a Justiça emitiu 90 ordens judiciais, incluindo o bloqueio de bens.

Os alvos foram localizados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Entre os investigados estão donos de três instituições financeiras, empresários de criptoativos e uma gerente de banco.

A investigação revelou que a estrutura movimentou cerca de R$ 30 bilhões em transações suspeitas e pode ter feito mais de 140 vítimas.

Como Funciona o Golpe ("Pig Butchering") - O esquema utiliza a tática internacional conhecida como "pig butchering" (abate de porcos): A vítima é inserida em grupos de mensagens (como WhatsApp) comandados por um suposto "professor" especialista em finanças. Os criminosos simulam gráficos e lucros fictícios para ganhar a confiança da pessoa. Estimulada pelos falsos rendimentos, a vítima transfere quantias cada vez maiores.Quando a vítima tenta sacar os lucros, os golpistas bloqueiam a conta. Eles exigem o pagamento de taxas adicionais para a liberação, esvaziando completamente as economias do alvo.O dinheiro passa por instituições parceiras antes de ser convertido em criptomoedas para sumir do radar das autoridades.