Durante a oitiva desta segunda-feira da CPI dos Pedágios, presidida pelo deputado Paparico Bacchi, o diretor-presidente da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), Luís Fernando Pereira Vanacor, afirmou que a empresa não participou da definição dos trechos nem da modelagem das obras que compõem os Blocos 1 e 2 das concessões rodoviárias.
Segundo o depoimento, o Governo do Estado não buscou a EGR como alternativa, nem a provocou formalmente para a realização das obras. Para o deputado Paparico Bacchi, a informação é relevante para os trabalhos da CPI, pois evidencia que decisões com impacto direto no bolso do gaúcho foram tomadas sem a participação da empresa pública responsável pela gestão de rodovias pedagiadas no Estado.
Durante a mesma oitiva, ficou registrado que o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER), sob a direção-geral de Luciano Faustino da Silva, também não teve participação ativa e direta na construção da modelagem das concessões dos Blocos 2 e 3. Conforme o próprio relato, o papel do órgão limitou-se ao fornecimento de dados técnicos quando solicitados e à cessão pontual de dois engenheiros à Secretaria responsável, sem envolvimento direto na formulação do modelo.
O DAER é o órgão que conhece a malha rodoviária do Estado, sua realidade regional e suas especificidades técnicas. A ausência de participação efetiva em concessões dessa magnitude representa um risco institucional desnecessário e ajuda a explicar as inconsistências já identificadas, especialmente a baixa eficiência do modelo e o elevado custo tarifário projetado ao usuário.
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