CPI do Furto de Fios: reunião de instalação e eleição de vice-presidente e relator acontece na segunda-feira

 A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada pela Câmara Municipal para investigar furtos e receptação de fios, cabos e materiais metálicos em Porto Alegre realiza na próxima segunda-feira (9), às 10h, sua primeira reunião de trabalho. No encontro que marcará a instalação da CPI, os vereadores que integram o colegiado também vão eleger o vice-presidente e o relator, cargos que terão papel central na condução das diligências e da linha de investigação ao longo dos próximos meses.

Presidente da CPI, o vereador Ramiro Rosário (NOVO) afirma que a comissão foi criada diante da escalada de um crime que deixou de representar apenas dano ao patrimônio e passou a atingir o funcionamento da cidade. “O furto de fios hoje afeta diretamente a vida da população. Já tivemos apagões em áreas públicas, prejuízos ao comércio e até interrupção no abastecimento de água. Precisamos de tolerância zero com essa rede criminosa que compromete serviços essenciais”, afirmou.

A gravidade do problema aparece em episódios concretos registrados na Capital. Um dos casos citados no requerimento que deu origem à CPI foi o furto de cabos na Estação de Bombeamento de Água Tratada Padre Cacique, que deixou cerca de 85 mil pessoas sem água em seis bairros de Porto Alegre. Em outras regiões da cidade, a retirada de fios e materiais metálicos também já comprometeu a iluminação pública, a sinalização de trânsito e estruturas urbanas fundamentais, afetando a mobilidade, a segurança e a rotina de moradores e trabalhadores.

Além dos transtornos imediatos, esse tipo de crime gera um efeito em cadeia que amplia o prejuízo coletivo. Quando cabos são levados, o dano não fica restrito ao valor do material furtado, existem custos de reposição, interrupção de serviços e mobilização de equipes técnicas para restabelecer o funcionamento da infraestrutura urbana. “A CPI vai investigar as ocorrências, ouvir autoridades e analisar como outras capitais enfrentaram esse problema. A partir desse diagnóstico, a ideia é propor medidas de endurecimento da legislação para esse tipo de crime. Precisamos combater essa rede criminosa que vai do usuário de crack aos ferros-velhos que receptam o material furtado”, explicou Ramiro Rosário.

Com prazo inicial de 120 dias, prorrogável por mais 60, a comissão deverá ouvir representantes de órgãos de segurança, concessionárias, especialistas e demais setores envolvidos no tema. A eleição do vice-presidente e do relator na reunião de segunda-feira marcará oficialmente o início dos trabalhos da CPI, que pretende dimensionar a extensão desse tipo de crime e apontar caminhos para reduzir um problema que hoje já interfere diretamente na prestação de serviços essenciais da cid

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