Artigo, especial, Carlos Eduardo Bellini Borenstein - Flávio Bolsonaro é o favorito no segundo turno

Carlos Eduardo Bellini Borenstein

Cientista Político 

carloseduardo@arkoadvice.com.br

Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno em vantagem na disputa contra Lula (PT): 47,03% a 45,16% dos votos válidos, uma distância de 1,87 ponto percentual. 

Vale recordar que em artigo publicado no último sábado (3) intitulado “Antipetismo pode beneficiar Flávio na véspera do primeiro turno” (https://blogdopolibiobraga.blogspot.com/2026/10/antipetismo-pode-beneficiar-flavio-na.html), havia prognosticado que Flávio poderia fazer mais votos que o estimado pelas pesquisas. Mais do que isso, que Flávio poderia terminar na frente de Lula, o que acabou ocorrendo. 

Apesar do disputa acirrada, Flávio deve começar o segundo turno na frente de Lula, despontando como favorito pelos seguintes aspectos:

1) Caso não perca eleitores, Flávio necessita obter somente 2,97 pontos para chegar aos 50% dos votos válidos, o suficiente para a vitória; 


2) Segundo o instituto Quaest, cerca de 70% dos eleitores de Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) pendem para Flávio em um eventual segundo turno, o que potencialmente deve beneficiá-lo. No primeiro turno, Cury, Caiado, Renan e Zema contabilizam 7,58% dos votos válidos. 


3) Como a polarização está bastante calcificada, é improvável que eleitores de Flávio migrem para Lula e vice-versa;


4) Em todas as eleições presidenciais desde 1989, quem terminou o primeiro turno na frente confirmou o favoritismo no segundo turno;


5) A desaprovação do governo Lula supera a aprovação (49% a 44%, de acordo com a pesquisa Quaest divulgada no último sábado), limitando o espaço de crescimento do petista;


6) A votação de Flávio no primeiro turno combinado com a avalanche de votos em favor da direita e do bolsonarismo nas eleições para os governos estaduais e Senado indicam que o antipetismo e a rejeição a Lula são majoritárias na sociedade, consequência do “cansaço” existente com o PT, estabelecendo um clima político favorável à mudança; e


7) A percepção negativa em relação a economia, principalmente sobre o preço dos alimentos, somado ao escândalo do Banco Master e a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) geraram um voto de protesto em favor do bolsonarismo, beneficiando Flávio na reta final.

Por todos esses aspectos, as primeiras pesquisas que forem divulgadas sobre as simulações de segundo turno devem apontar Flávio à frente de Lula.



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