Artigo, especial, Dagoberto Lima Godoy - Eleição 2026 — voto que o eleitor não confere

A eleição de 2026 se aproxima sem que o Brasil tenha resolvido uma dúvida que ficou mais visível desde 2022: a diferença entre um sistema auditável por técnicos e um sistema verificável pelo próprio eleitor.

A Justiça Eleitoral afirma que a urna eletrônica é segura, testada e fiscalizada por partidos, instituições e especialistas. Ainda assim, muitos brasileiros continuam fazendo uma pergunta simples: se o voto é meu, por que não posso conferi-lo diretamente?

A tentativa de introduzir a impressão do voto já passou por várias etapas. O Congresso aprovou a medida em 2015; o STF suspendeu sua aplicação em 2018 e, em 2020, declarou inconstitucional a obrigatoriedade, alegando riscos ao sigilo e à liberdade do eleitor. Em 2021, a Câmara rejeitou a PEC do voto impresso. Em 2025, a CCJ do Senado voltou ao tema no novo Código Eleitoral, mas a proposta não avançou a tempo de produzir efeitos em 2026, também por causa da regra da anualidade eleitoral.

Assim, o país caminha para outra eleição presidencial com o mesmo impasse: de um lado, um sistema considerado suficiente por quem o administra; de outro, eleitores que não se satisfazem com auditorias institucionais e reivindicam alguma forma de conferência individual.

O relatório do Ministério da Defesa sobre 2022 não apontou fraude, mas pediu apurações adicionais e registrou preocupações técnicas. Para o TSE, nada disso comprometeu o resultado. Para críticos, porém, ficou a percepção de que a transparência oferecida não foi suficiente.

O problema, portanto, não é apenas técnico. É político e institucional. Em eleições, confiança não se impõe por autoridade; constrói-se com regras compreensíveis, fiscalização ampla e debate honesto sobre a tensão entre sigilo do voto e verificabilidade.

Sem uma resposta convincente a essa questão, 2026 corre o risco de repetir 2022: uma eleição juridicamente válida, mas vista por muitos como carente de transparência plena.


Dica do editor - Missão reúne trade em Porto Alegre para aquecer viagens de turismo para o Uruguai

O Brasil permanece entre os principais mercados emissores para o Uruguai e, em 2025, mais de 504 mil brasileiros visitaram o destino, movimentando cerca de US$ 336 milhões na economia uruguaia, segundo dados do Ministério do Turismo do Uruguai. 

O Uruguai reuniu, nesta terça-feira, profissionais do turismo brasileiro em Porto Alegre para mais uma etapa do roadshow "Uruguay Sorprende", iniciativa promovida pela Câmara Uruguaia de Turismo (CAMTUR) em parceria com o Ministério do Turismo do Uruguai (MINTUR). A proximidade geográfica, os laços culturais e a facilidade de acesso fazem do mercado gaúcho um parceiro estratégico para o turismo uruguaio. Durante o encontro, representantes do trade conheceram as principais novidades do turismo uruguaio para as próximas temporadas. Entre os destaques estiveram experiências ligadas ao turismo patrimonial, de luxo, enogastronômico, de compras, natureza, turismo termal e turismo rural, além da crescente oferta de eventos esportivos, como as maratonas de Montevidéu e Punta del Este e o Ironman.

Opinião - Escândalos sucessivos de corrupção quebram as pernas de Lula e do PT

A pesquisa divulgada pela Nexus/.BTG, ontem, revelando avanço forte dos índices de Flávio e redução nos números de Lula, o que os coloca em situação de empate, é resultado direto das dificuldades atuais dogoverno Lula, que enfrenta desafios importantes. As recentes denúncias envolvendo pessoas próximas ao presidente, como seu filho Lulinha e seus líder e vice-líder no Senado,além das investigações relacionadas ao escândalo do INSS, recolocam temas sensíveis no centro do debate político. 

Independentemente do desfecho jurídico dessas apurações, o impacto político tende a ser imediato, sobretudo junto ao eleitorado urbano e de classe média.

O histórico recente demonstra que episódios dessa natureza podem alterar o humor do eleitorado. Da mesma forma que denúncias anteriores produziram desgaste para Flávio Bolsonaro, novos fatos envolvendo o entorno do governo federal têm potencial para afetar a avaliação do presidente Lula, especialmente em uma disputa que se apresenta cada vez mais equilibrada.

A oposição busca manter e aprofundar os danos políicos para desgastar Lula.

 Iniciada a campanha no dia 16, a menos de dois meses do pleaito, erros passam a custar caro.

Agora começam os 45 dias decisivos e de decisões dos eleitores

Artigo, Luiz Carlos Paraguassu - É bem possível o próximo fracasso da BYD

O autor é empresário gaúcho do seator automotivo e autor do livro "60 anos de estrada".

A mídia internacional, começa especular sobre um possível fracasso próximo da BYD.

Pela minha relação com os chineses, posso afirmar, que isto é uma possibilidade com fundamentos sólidos. 

O maciço subsídios governamentais do governo chinês, para sustentar esta é outras empresas automobilísticas, como ocorreu com o setor de construções, já que apesar do surprendente sucesso, trabalha contra o tempo e a conta cedo, ou tarde chega.

A raiz do fato é da cultura esquerdista, onde o apoio não consolida um sucesso sustentável e sim proporciona visibilidade politica para a propaganda do regime, o que não as torna competitivas e sim apenas proporciona uma imagem de sucesso para o partido.

Quando o dinheiro acabar, também acaba a capacidade de disputarem com mercados construídos por décadas de investimentos próprios.

É melhor, você um entusiasta dos carros chineses não se apressar para não se arrepender.

Opinião - Escândalos sucessivos de corrupção quebram as pernas de Lula e do PT

A pesquisa divulgada pela Nexus/.BTG, ontem, revelando avanço forte dos índices de Flávio e redução nos números de Lula, o que os coloca em situação de empate, é resultado direto das dificuldades atuais dogoverno Lula, que enfrenta desafios importantes. As recentes denúncias envolvendo pessoas próximas ao presidente, como seu filho Lulinha e seus líder e vice-líder no Senado,além das investigações relacionadas ao escândalo do INSS, recolocam temas sensíveis no centro do debate político. 

Independentemente do desfecho jurídico dessas apurações, o impacto político tende a ser imediato, sobretudo junto ao eleitorado urbano e de classe média.

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Análise, espeical, Carlos Eduardo Bellini Borenstein - Eleição presidencial acirrada

O autor é cientista político, Porto Alegre.

A nova rodada da pesquisa Nexus/BTG sobre a sucessão divulgada hoje (3) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) cresceu quatro pontos percentuais em relação a semana passada, reduzindo a desvantagem para o presidente Lula (PT) na simulação de primeiro turno de 9 pontos (42% a 33%) para apenas 4 pontos (41% a 37%). Lula, nesse mesmo período, oscilou negativamente um ponto. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, estamos diante de um quadro de empate técnico. 

Na simulação de segundo turno, a situação também é de empate: Lula registra 46% das intenções de voto. Flávio aparece com 45%. Comparado à semana anterior, Lula oscilou um ponto para baixo (47% para 46%), enquanto Flávio teve uma variação positiva de dois pontos (43% para 45%).

Apesar da vantagem numérica de Lula, estamos diante de uma eleição acirrada pelos seguintes aspectos: 

1) De acordo com o Nexus/BTG, a desaprovação do governo Lula (48%) é ligeiramente maior que a aprovação (47%). Ao votar na eleição para presidente, os eleitores estarão respondendo se Lula merece ou não mais quatro anos de mandato. Hoje, o saldo de popularidade – diferença entre a aprovação e desaprovação – é negativo para o Palácio do Planalto, o que traz obstáculos para o incumbente; 


2) Em um eventual segundo turno, Lula apresenta dificuldades de crescimento – comparando as intenções de voto no presidente nas simulações do primeiro para o segundo turno, Lula cresce apenas cinco pontos. Flávio Bolsonaro, por sua vez, ganha oito pontos, Uma explicação para isso é o fato dos eleitores de Ronaldo Caiado (PSD); Romeu Zema (Novo); e Renan Santos (Missão) serem ideologicamente mais próximos de Flávio, preferindo o senador no segundo turno;


3) A abstenção, que tem girado em torno de 20% do eleitorado, foi maior nos segmentos de menor grau de instrução e renda em 2022, podendo tirar mais votos de Lula que de Flávio; e


4) Mesmo enfrentando divergências internas em sua pré-campanha e com dificuldades de atrair aliados para além do PL, Flávio continua mostrando competitividade, ancorado na força política e social do bolsonarismo e no desgaste do lulismo

Mesmo com Lula apresentando uma estreita vantagem numérica em relação a Flávio Bolsonaro, temos um quadro de empate na disputa ao Palácio do Planalto, deixando a eleição competitiva. Assim como ocorreu em 2022, novamente devemos ter uma eleição decidida por uma pequena diferença de votos.


Dica do editor - Saiba o que melhora quando você para de beber

 O jornal The Washington Post de hoje, diz em reportagem especial de hoje que parar de beber melhora o sono, recupera a clareza mental e reduz a atrofia cerebral. Leia o resumo da reportagem.

O cérebro humano tem uma grande capacidade de se curar e restaurar suas funções e estrutura com a abstinência.

Efeitos de Curto Prazo (Primeiras Semanas)Sono profundo:
O descanso melhora de verdade porque o corpo elimina o efeito do álcool que impedia o sono reparador.
Foco e memória: A comunicação entre os neurônios funciona melhor, o que aumenta a concentração e diminui os esquecimentos.
Menos ansiedade: O cérebro regula de novo os neurotransmissores, reduzindo a irritabilidade e a instabilidade no humor


Efeitos de Longo Prazo (Meses sem Beber)
Recuperação do volume: Áreas do cérebro que sofrem desgaste ou perda de volume podem recuperar sua espessura e tamanho original.
Melhora cognitiva: O raciocínio rápido, a capacidade de planejar e a tomada de decisões voltam a funcionar de forma plena.
Proteção duradoura: Diminui o risco de declínio cognitivo e de doenças graves ligadas à perda de memória.

Dica do editor - Lipedema, o que é, quais os sintomas, como prevenir e tratar

O lipedema é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, dor ao toque e tendência a roxos, afetando principalmente as pernas. Seus sinais principais incluem peso nos membros, inchaço e nódulos de gordura. O controle envolve dieta anti-inflamatória, exercícios e drenagem, enquanto casos avançados podem requerer cirurgia.

Sintomas Principais
Gordura localizada: Acúmulo simétrico e desproporcional nas pernas, coxas, quadris e, às vezes, nos braços, poupando pés e mãos.?
Dor e sensibilidade: Dor espontânea ou forte sensibilidade ao toque e à pressão na região afetada.
Roxos fáceis: Surgimento frequente de hematomas após pequenos esbarrões ou sem causa aparente.
Peso e inchaço: Sensação constante de pernas pesadas, cansadas ou latejantes, que pioram ao longo do dia.

Opções de Tratamento
Cuidados diários: Prática regular de exercícios de baixo impacto (como natação ou pilates) e adoção de uma alimentação anti-inflamatória para conter a inflamação do tecido adiposo.
Fisioterapia: Uso de meias de compressão e sessões de drenagem linfática manual para aliviar o inchaço e o desconforto.
Intervenção cirúrgica: Lipoaspiração específica para lipedema, indicada por médicos especialistas para remover o volume de gordura doente quando o tratamento clínico não basta.

Artigo: Porto Alegre entra em uma nova era urbana

O prefeito Sebastião Melo sancionou o Novo Plano Diretor Urbano Sustentável e a Lei de Uso e Ocupação do Solo de Porto Alegre. Mais do que a conclusão de uma etapa institucional, este ato marca o início de um novo ciclo para a cidade, com planejamento mais moderno, desenvolvimento sustentável, segurança jurídica e visão de futuro. Foram mais de cinco anos de trabalho, no maior processo participativo já realizado em Porto Alegre para a construção deste tipo de documento.


Houve leitura comunitária, escuta ampla da sociedade, contribuição técnica qualificada e debate público intenso. O resultado é um modelo de planejamento urbano mais claro, objetivo e conectado aos grandes desafios do nosso tempo. O novo Plano Diretor reorganiza a cidade para aproveitar melhor as infraestruturas existentes, fortalecer a região central, estimular o desenvolvimento urbano sustentável e criar regras mais previsíveis para quem vive, investe e empreende em Porto Alegre.


É um instrumento capaz de atrair investimentos, gerar riqueza, ampliar oportunidades e fazer da Capital uma cidade mais competitiva, dinâmica e preparada para reter e atrair talentos. Este também é um plano profundamente comprometido com a qualidade de vida. Coloca o espaço público no centro da estratégia urbana, valoriza as áreas verdes, incentiva uma cidade mais caminhável, mais integrada e mais humana.


Ao mesmo tempo, incorpora de forma decisiva a agenda climática, com medidas voltadas à adaptação, à redução de emissões, à permeabilidade do solo e à construção de uma cidade mais resiliente. Planejar uma cidade é escolher que futuro queremos construir. E Porto Alegre escolheu um futuro com mais equilíbrio entre desenvolvimento e sustentabilidade, crescimento e cuidado, oportunidade econômica e responsabilidade climática.


O Plano Diretor e a Lei de Uso e Ocupação do Solo, que agora são lei, marcam o início de uma nova era urbana. Uma era em que Porto Alegre passa a ter instrumentos mais fortes para transformar potencial em realização, vocação em desenvolvimento e planejamento em qualidade de vida para as próximas gerações.


Germano Bremm

Secretário municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade