Comissão do Senado aprova projeto de Osmar Terra que agrava punições a molesadores de crianças

A Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH) aprovou nesta quarta (24) um projeto de lei 3066/2025 que aumenta as punições para a violência sexual digital contra crianças e adolescentes — inclusive nos casos em que é utilizada a inteligência artificial.

A proposta segue para votação no Plenário do Senado — junto com um requerimento de urgência.

O PL, de autoria do deputado federal Osmar Terra (PL-RS), aumenta a pena para quem produzir, divulgar ou comercializar conteúdo de violência sexual contra menores por meio da internet ou das redes sociais.

Também prevê a atualização da linguagem utilizada na legislação: o texto substitui a expressão “pornografia infantil” por “violência sexual contra criança ou adolescente”.

A proposta inclui diversos crimes relacionados à violência sexual contra menores no rol dos crimes hediondos.

A relatora da matéria na CDH, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), apresentou parecer favorável à iniciativa.


Produção e divulgação

O texto aumenta as penas de crimes já previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Nos casos de produção, reprodução, direção, fotografia, filmagem ou registro de conteúdo de violência sexual contra criança ou adolescente, assim como a sua venda ou exposição, a pena atual é de 4 a 8 anos de reclusão e multa. O projeto eleva essa punição para 4 a 10 anos de reclusão e multa.

O texto aumenta a pena em um terço se a venda ou exposição ocorrer por meio da internet, das redes sociais ou de outras tecnologias da informação e comunicação.

A proposta aumenta a punição para quem oferece, troca, disponibiliza, transmite, distribui, publica ou divulga material de violência sexual contra criança ou adolescente. Hoje, a pena prevista para esses atos é de 3 a 6 anos de reclusão e multa. O texto proposto permite aumentar a pena para 4 a 10 anos de reclusão e multa.

O projeto aumenta a pena em um terço quando o conteúdo for publicado ou compartilhado em mais de uma plataforma digital, rede social, serviço de vídeo sob demanda ou aplicativo acessível ao público.

Armazenamento

A pena atual para quem adquire, possui ou armazena esse tipo de material é de 1 a 4 anos de reclusão e multa. O projeto aumenta essa punição para 3 a 6 anos de reclusão e multa.

O texto também cita explicitamente o ato de solicitar esse material. E prevê a mesma pena para quem acessa ou visualiza deliberadamente aplicações de internet, serviços de streaming ou outras formas de registro que apresentem material de violência sexual contra criança ou adolescente.

Aliciamento

Também está prevista pena maior para o crime de aliciamento de menor.

Atualmente, o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece pena de 1 a 3 anos de reclusão e multa para o aliciamento de criança para a prática de ato libidinoso. O projeto prevê, para o aliciamento de menores de 14 anos, punição de 3 a 5 anos de reclusão e multa.

Inteligência artificial 

O texto prevê que as penas podem ser aumentadas de um terço a dois terços quando o criminoso promete vantagem à vítima ou se aproveita de relação de confiança, autoridade, cuidado, proteção, vigilância, educação, convivência familiar ou profissional. O mesmo aumento deve ocorrer em caso de uso de:

inteligência artificial;

deepfake (montagem feita com inteligência artificial para alterar rosto ou voz);

filtros;

perfis falsos;

"anonimização" (quando se utilizam mecanismos para impedir a identificação do criminoso);

aplicativos de mensagens;

redes sociais;

jogos on-line;

Para os casos em que há a simulação da participação de menores em conteúdo de violência sexual (como montagens, adulterações ou modificações de imagem), a proposta aumenta a pena (que hoje é de 1 a 3 anos de reclusão e multa) para 3 a 5 anos de reclusão e multa.

O PL3066 acrescenta um novo artigo ao Estatuto da Criança e do Adolescente (artigo 226-A) para aumentar de um terço a dois terços a pena do criminoso que, com o objetivo de impedir ou dificultar sua identificação, usar modulador de proxy (recurso que "disfarça" a conexão para ocultar a origem do acesso) ou técnica de mascaramento, ocultação, falsificação, alteração ou "anonimização" de endereço IP ou de outro identificador digital. 

O texto preserva o uso legítimo de tecnologias de privacidade e segurança digital quando aplicadas para fins lícitos (como proteção de dados pessoais, privacidade e segurança cibernética).

O deputado Osmar Terra, acompanhou a votação do projeto na CDH.:

-As mudanças são necessárias porque há lacunas na legislação atual, especialmente diante da rapidez com que as novas tecnologias são utilizadas pelos criminosos para praticar, esconder e disseminar seus atos- declarou Terra.

Ronda virtual

A proposta autoriza a chamada ronda virtual, a ser realizada por órgãos investigativos oficiais, para identificar e coletar arquivos em ambientes digitais públicos, desde que relacionados a crimes de violência sexual contra menores.

Esses ambientes incluem redes peer-to-peer, fóruns, sites, canais e redes sociais, entre outros.

O projeto destaca que essa coleta em ambiente público não configura interceptação de comunicações nem infiltração policial, dispensando autorização judicial prévia.

Nos casos de flagrante, de risco à vida ou de risco à integridade física de menor identificado durante a ronda virtual, o órgão responsável poderá requisitar dados de conexão e os dados cadastrais diretamente ao provedor de conexão e ao de aplicação, sem ordem judicial. Mas o texto exige comunicação à autoridade judicial em até 48 horas. 

Proteção às vítimas

Além da repressão penal, o projeto contém medidas de proteção às vítimas. O texto prevê que crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência sexual terão direito a atendimento psicológico e psicossocial individual, especializado, contínuo e integral.

Está previsto que esse atendimento considere os impactos da revitimização causada pela circulação e pela permanência de imagens e vídeos em ambiente digital, inclusive em outros países (a revitimização acontece quando a vítima revive o trauma provocado pelo crime).

Responsabilização financeira

 O projeto determina que quem causar lesão corporal ou praticar violência física, sexual ou psicológica contra criança ou adolescente deverá cobrir integralmente os custos do tratamento da vítima, inclusive com ressarcimento ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O texto determina que os valores arrecadados serão destinados ao Fundo de Saúde do ente federado responsável pela unidade que prestou o atendimento

Ter um horário regular para dormir é fundamental para uma boa noite de sono. Veja como estabelecer um.

 Estabelecer um horário regular para dormir treina o seu relógio biológico (ritmo circadiano), facilitando o adormecer e melhorando a qualidade do descanso. Seguir a mesma rotina de segunda a domingo é um dos pilares da higiene do sono.Confira um guia simples para estabelecer e manter o seu horário:Defina uma janela consistente: Escolha horários para deitar e levantar que permitam de 7 a 9 horas de sono por noite. Mantenha essa rotina até mesmo nos fins de semana, evitando variar mais de uma ou duas horas.Crie um ritual de relaxamento: Cerca de 30 a 60 minutos antes da hora de dormir, inicie uma rotina que sinalize ao cérebro que é hora de desacelerar. Isso inclui apagar luzes fortes, ler um livro, ouvir uma música calma ou tomar um banho morno.Afaste-se das telas: Desligue smartphones, computadores e televisores pelo menos uma hora antes de deitar. A luz azul inibe a produção de melatonina, o hormônio do sono.Atente-se ao que consome: Evite refeições pesadas, cafeína e bebidas alcoólicas nas horas que antecedem o repouso.Adapte o ambiente: Mantenha o quarto escuro, silencioso e com uma temperatura agradável

A Geração Z inicia a Revolução Flamingo na Albânia

 Os protestos liderados pela Geração Z na Albânia — apelidados de "Revolução Flamingo" — desafiaram fortemente o Primeiro-Ministro Edi Rama. Iniciadas contra um resort de luxo na área protegida da lagoa de Vjosa-Narta, as manifestações evoluíram para uma ampla oposição à corrupção, ao modelo de privatizações e à captura do Estado, prejudicando a imagem carismática e a capacidade de diálogo de Rama.O movimento juvenil na Albânia tem causado um impacto sem precedentes. Detalhes da situação incluem:Estopim Ambiental: O projeto de um resort de US$ 4 bilhões envolvendo Jared Kushner e a família Trump motivou a revolta por ameaçar ecossistemas essenciais, como a ilha de Sazan e a lagoa de Narta. Os flamingos tornaram-se o símbolo da causa.Evolução Política: O descontentamento com o projeto turístico transformou-se em grandes atos em frente ao gabinete do Primeiro-Ministro em Tirana Square Full for 17 Days/Pulse of Democracy: How Ready Are Gen Z in the Western Balkans, Where Does Albania Rank?. Manifestantes têm exigido a renúncia de Rama, mudanças estruturais e investigações anticorrupção.A Reação do Governo: Edi Rama, que está no poder há mais de uma década, tem tentado minimizar os protestos e ridicularizar os jovens. Ele também tentou rebater as críticas políticas usando, inclusive, polêmicos vídeos gerados por Inteligência Artificial — uma manobra que atraiu atenção global.Embora os manifestantes tenham conseguido agitar o cenário político, a falta de uma liderança centralizada e planos políticos formais são desafios apontados por especialistas. Contudo, o fato de milhares de jovens terem tomado as ruas demonstra uma nova era de mobilização pública e o despertar contra o establishment tradicional.

Artigo, especial, Dagoberto Lima Godoy - Uma eleição apertada na Colômbia: e se fosse no Brasil ?

O autor é advogado, engenheiro e escritor. Também foi presidente da Fiergs e representante brasileiro na OIT.

A recente eleição presidencial na Colômbia, confirmada por uma diferença inferior a um ponto percentual entre os candidatos, recolocou no centro do debate uma questão essencial: como saber se o resultado corresponde, de fato, à vontade dos eleitores?

A Colômbia utiliza cédulas de papel. O eleitor marca sua escolha e deixa um registro físico para o escrutínio. O resultado oficial decorre da conferência das atas e dos procedimentos legais de apuração. Em caso de dúvida fundamentada, há documentos a examinar e, nas hipóteses previstas, votos a recontar.

O voto em papel não é infalível. Pode haver erros humanos, votos anulados, extravios e manipulações. Mas oferece uma garantia tangível: o resultado não depende exclusivamente de programas, arquivos digitais e explicações técnicas inacessíveis à maioria dos eleitores

Isso importa ainda mais numa época de ataques — hackers —contra sistemas eletrônicos cada vez mais sofisticados. A possibilidade de invasão não prova, por si só, adulteração de votos, quando a infraestrutura eleitoral inclui cadastro, redes de transmissão, divulgação de resultados, bancos de dados e equipamentos. Uma falha em uma dessas etapas não equivale automaticamente a fraude.

O ponto central, porém, permanece: nenhum sistema digital é imune a ataques, erros de programação ou vulnerabilidades humanas. Quanto mais complexa a tecnologia, menos razoável é exigir que o eleitor confie em mecanismos que não pode ver ou conferir por meios independentes.

É nesse contexto que o debate brasileiro deve ser tratado com serenidade. Nas eleições presidenciais de 2022, as urnas eletrônicas estiveram no centro de controvérsia intensa. Houve acusações, desinformação e dúvidas de grande repercussão. As auditorias e missões internacionais de observação não identificaram prova de fraude significativa. Ainda assim, o debate mobilizou milhões de brasileiros e mostrou que confiança institucional não se impõe por decreto nem se constrói só com relatórios técnicos.

O Brasil dispõe de um sistema rápido, com testes de segurança, fiscalização, boletins de urna e registros eletrônicos do voto. Esses controles são relevantes, mas, numa eleição decidida por diferença mínima — como a deste ano proete ser —, serão suficientes para convencer o eleitor comum de que cada voto foi registrado e contado como deveria?

A experiência internacional recomenda cautela. Levantamento do International IDEA — Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral — indicou que apenas 34 dos 178 países pesquisados, cerca de 19%, utilizavam votação eletrônica em eleições nacionais ou subnacionais. A maioria preserva a cédula de papel, com contagem manual ou leitura por scanners.

O dado não condena a urna eletrônica brasileira. Mostra, porém, que o padrão mais difundido busca conciliar tecnologia e prova material: o eleitor vota em papel, a apuração é acelerada por leitura óptica e as cédulas ficam disponíveis para auditoria ou recontagem.

Não se trata de opor atraso e modernidade. Trata-se de encontrar a combinação capaz de oferecer eficiência, segurança, transparência e confiança pública. O resultado precisa ser correto, mas também verificável aos olhos de quem participou da escolha. Democracia não pode depender de fé cega, seja em pessoas, seja em máquinas.


Deputado Rodrigo Lorenzoni entrega Prêmio Liberdade ao jornalista Polibio Braga

 O deputado estadual Rodrigo Lorenzoni promove, na próxima sexta-feira (26), às 11h, no Salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa, a entrega do Prêmio Liberdade ao jornalista Políbio Braga, editor deste blog.

Criada por iniciativa de Rodrigo Lorenzoni, a premiação reconhece pessoas e instituições que se destacam na promoção e na defesa das liberdades individuais, da livre manifestação de pensamento, da liberdade de imprensa e dos valores democráticos.

Eis o que o deputado publicou nas suas redes sociais de hoje.

Aos 85 anos de idade e com 65 anos dedicados ao jornalismo, Políbio Braga construiu uma trajetória marcada pela independência, pela coragem e pelo compromisso com a informação. Atualmente, dedica-se exclusivamente à mídia digital, sendo responsável pelo blog polibiobraga.com.br, que há duas décadas figura entre os veículos de maior audiência do Rio Grande do Sul, alcançando cerca de 45 mil leitores por dia.

Trajetória se confunde com a história do jornalismo gaúcho

Ao longo de sua carreira, Políbio atuou nos principais veículos de comunicação do Estado, incluindo Zero Hora, Rádio Gaúcha, Rádio Guaíba, Rádio Bandeirantes, Rádio Pampa, RBS TV, Band TV, Folha da Tarde, Correio do Povo e Jornal do Comércio. Além do jornalismo, é advogado e autor de livros que retratam importantes momentos da história política contemporânea do Rio Grande do Sul.

Para Rodrigo Lorenzoni, a homenagem reconhece uma vida dedicada à informação e à defesa das liberdades fundamentais. “Políbio Braga é um exemplo de independência intelectual e compromisso com a liberdade de imprensa. Sua trajetória se confunde com a própria história do jornalismo gaúcho nas últimas décadas. O Prêmio Liberdade busca justamente reconhecer pessoas que tiveram coragem de defender ideias, promover o debate público e contribuir para uma sociedade mais livre”, destaca o parlamentar.

Além da atuação na imprensa, Políbio Braga também exerceu funções públicas de relevância, tendo sido chefe da Casa Civil, secretário da Fazenda e secretário da Indústria e Comércio da Prefeitura de Porto Alegre e coordenador de bancada na Assembleia Legislativa.

Opinião do editor - Intervenção do BC no Digimais pode provocar crise sistêmica sem precedentes no setor financeiro do Brasil

Uma eventual intervenção ou liquidação extrajudicial do Banco Central no Banco Digimais, ligdo ao  bispo Edir Macedo, chefe Igreja Universal e grupo Record, elevará significativamente a conta do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que recentemente sofreu um impacto histórico de R$ 57,4 bilhões devido à quebra do Banco Master.

E poderá provocar crise sistêmica no sistema financeiro brasileiro.

O cenário atual envolve investigações de supostas fraudes contábeis e estimativas de rombo bilionário.

Investigações da PF: A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem, investigando um modelo de operações semelhante ao do Banco Master, com ativos inflados e manobras nos balanços.
Impacto no FGC: O Digimais possui um volume de depósitos (à vista e a prazo) que gira em torno de R$ 8,5 bilhões. Embora o rombo exato dependa da quantidade de valores elegíveis à garantia, uma liquidação pode gerar uma fatura adicional estimada entre R$ 7 bilhões e R$ 60 bilhões ao FGC, somando-se à recente conta bilionária do caso Master.
Cobertura aos Poupadores: O FGC garante o ressarcimento de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira, incluindo a rentabilidade.A crise ganhou novos desdobramentos após o fracasso nas negociações de compra do Digimais, com o mercado acompanhando de perto os reflexos no sistema

Conheça o caso do voo 099 da Panair

 O Voo 099 da Panair do Brasil foi uma das maiores tragédias aéreas da história do Rio Grande do Sul, ocorrida em 28 de julho de 1950. A aeronave, um Lockheed Constellation, decolou do Rio de Janeiro com destino à Base Aérea de Gravataí (atual Base Aérea de Canoas), mas chocou-se contra o Morro do Chapéu, em Sapucaia do Sul, resultando na morte das 51 pessoas a bordo.A Queda e o HistóricoO voo originalmente deveria partir às 09h30, mas enfrentou sucessivos atrasos e decolou apenas às 15h20. Ao chegar na região metropolitana de Porto Alegre, a tripulação enfrentou condições climáticas severas, com chuvas fortes, forte turbulência e baixa visibilidade. Após realizar duas tentativas de aproximação e arremeter, na terceira tentativa, o avião bateu contra a encosta do morro durante a noite. Os destroços espalharam-se por uma grande área e o impacto causou um grande incêndio. Acredita-se que o acidente tenha sido causado por uma possível desorientação espacial do piloto devido à falta de visibilidade.Entre as vítimas ilustres, o político Joaquim Pedro Salgado Filho estava na lista de passageiros, mas acabou cedendo sua vaga a um amigo momentos antes do embarque.Para saber mais sobre os detalhes da rota, curiosidades técnicas e o contexto da época, você pode conferir os detalhes no artigo dedicado ao Voo Panair do Brasil 099 no Wikipédia.Memória e DocumentárioMais de sete décadas depois, o acidente continua sendo resgatado e documentado. O caso foi revisitado pelo longa-metragem documental "O Caso do Voo 099", dirigido pela cineasta Jo Nobre e produzido pela Casa Rosa Filmes. O projeto, que conta com incentivos culturais do Rio Grande do Sul, traz depoimentos e revisita a triste memória da colisão.

O caso Flávio Dino

 O caso de vazamento de registros também envolve o ministro do STF, Flávio Dino, de duas formas: por meio da divulgação de relatórios sigilosos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), e em registros de reuniões internas da Corte.O Caso Master, Flávio Dino e Flávio Bolsonaro

As menções a "Dino" e o Banco Master envolvem o vazamento de mensagens e áudios do celular de Daniel Vorcaro. O material revelou negociações e cobranças milionárias feitas pelo senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro para o financiamento do filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro.

Documentos sobre essas transações financeiras e anotações apreendidas geraram forte repercussão política em ano eleitoral, levando políticos a pedirem apurações formais sobre o vazamento seletivo de dados.

Para entender como a oposição reagiu e acionou o STF após a veiculação das mensagens entre o senador e o dono do Banco Master:
Marinho pede que STF apure vazamento sobre Flávio e dono do Master

O Envolvimento de Flávio Dino no STF
Paralelamente, o próprio ministro do Supremo, Flávio Dino, tem atuado nos bastidores e se manifestado publicamente sobre o caso. Dino criticou a falta de fiscalização dos órgãos reguladores, chegando a classificar o caso do Banco Master como um "elefante pintado de azul" por conta de operações financeiras evidentes e controversas. 

Além disso, vazamentos de reuniões internas e secretas entre ministros do STF sobre a condução das investigações envolvendo o Banco Master também vieram à tona, expondo discussões onde o ministro Flávio Dino sugeriu soluções administrativas e de imagem para o ministro Dias Toffoli.:

O questionamento indireto de Dino sobre o caso Master?
O Supremo Tribunal Federal, por meio do relator André Mendonça, segue apurando as fraudes do Banco Master e as eventuais irregularidades do vazamento das conversas sigilosas.

Entrevista, Ubiratan Sanderson

 O senhor, deputado, pediu que o TCU investigue pedaladas fiscais do governo Lula. Em que pé está a sua representação ?

Eu estou em cima e sei que o TCU investiga. Cabe ao Tribunal de Contas da União examinar se os mecanismos utilizados pelo governo federal observam plenamente os princípios constitucionais da transparência, publicidade, responsabilidade fiscal e correta evidenciação das contas públicas

Pedaladas fiscais, como ?
Envolvendo operações financeiras, fundos públicos, fundos garantidores, créditos subsidiados e créditos extraordinários utilizados pelo Governo Federal. Medidas econômicas adotadas pelo governo teriam gerado impactos fiscais estimados em aproximadamente R$ 215 bilhões, sem que parcela significativa desses efeitos estivesse plenamente refletida nos principais indicadores fiscais utilizados para monitoramento das contas públicas.

Pode se mais específico ?
Envolvem programas financiados por crédito subsidiado, utilização de fundos públicos, fundos garantidores e créditos extraordinários podem ter produzido efeitos econômicos relevantes sobre a dívida pública, o patrimônio estatal e os riscos fiscais da União, sem adequada transparência perante a sociedade e os órgãos de controle. 

Tem coisa oculta ?
Sim. São passivos ocultos, riscos fiscais não devidamente demonstrados e possíveis efeitos sobre a dívida pública federal. Agora caberá ao Tribunal de Contas da União examinar se os mecanismos utilizados pelo Governo Federal observam plenamente os princípios constitucionais da transparência, publicidade, responsabilidade fiscal e correta evidenciação das contas públicas

Dica do editor - Saiba por que cair não é normal e pode ser sinal de alerta para a saúde

Hospital Alemão Oswaldo Cruz reforça que quedas devem ser investigadas, especialmente quando ocorrem de forma recorrente ou envolvem pessoas mais vulneráveis

Cair pode parecer um acidente comum da rotina, mas não deve ser tratado como algo inevitável. No Dia Mundial de Prevenção de Quedas, lembrado em 24 de junho, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz chama atenção para a importância de reconhecer a queda como um evento sentinela, definido pelo Ministério da Saúde como uma ocorrência inesperada que envolve óbito, lesão física ou psicológica grave, ou risco de sua ocorrência. No contexto das quedas, esse episódio pode indicar alterações de saúde, perda de força muscular, problemas de equilíbrio, uso de medicamentos, dificuldade visual ou riscos no ambiente.

 Embora as quedas possam ocorrer em qualquer fase da vida, em casa, no trabalho, durante atividades físicas ou deslocamentos diários, o envelhecimento aumenta o risco de consequências graves. Dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), mostram que 20,9% das pessoas com 60 anos ou mais relataram ter sofrido uma ou mais quedas nos últimos 12 meses. A prevalência cresce com a idade: entre pessoas de 80 anos ou mais, o índice chega a 29%. O levantamento também aponta maior ocorrência entre mulheres, com prevalência total de 24,9%, em comparação a 15,7% entre homens1.

 Para o Dr. Marcelo Risso, médico ortopedista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o principal erro é naturalizar esses episódios. “Queda não deve ser vista como algo normal do avançar da idade. Quando uma pessoa cai, principalmente se isso acontece mais de uma vez, é preciso investigar. O normal é não cair. A queda pode ser um sinal de perda de massa muscular, alteração de equilíbrio, redução de reflexos, problema de visão, tontura, hipotensão postural, uso de medicamentos ou riscos dentro de casa”, explica.

 As consequências podem ser importantes do ponto de vista ortopédico e funcional. Fraturas, traumas na coluna, lesões articulares, contusões, traumatismo craniano e perda de mobilidade estão entre os possíveis desfechos. No caso das pessoas mais velhas, uma das principais preocupações é a fratura de quadril ou fêmur. Segundo o ELSI-Brasil, 3% dos idosos que sofreram quedas tiveram fratura de quadril ou fêmur nos últimos 12 meses, percentual que chega a 7,6% entre aqueles com 80 anos ou mais1.

 “Fraturas de quadril e fêmur têm grande impacto na vida do paciente. Muitas vezes exigem cirurgia, internação e um processo prolongado de reabilitação. Em pessoas mais frágeis, podem representar perda de independência, piora da qualidade de vida e aumento importante de risco clínico”, afirma Risso.

 Segundo o especialista, as quedas em idosos costumam ser multifatoriais. Isso significa que, muitas vezes, não há uma única causa, mas uma combinação de fatores, como perda de massa muscular, menor velocidade de reflexo, alterações no labirinto, dificuldade visual, doenças associadas, uso de medicamentos e mudanças naturais na resposta do corpo ao levantar ou se desequilibrar.

 “Quando uma pessoa jovem tropeça, ela costuma ter reflexo e força para recuperar o equilíbrio rapidamente. Com o envelhecimento, essa resposta pode ser mais lenta. Além disso, muitos idosos têm queda de pressão arterial ao levantar, usam vários medicamentos ou enxergam mal à noite. Tudo isso aumenta o risco”, explica o ortopedista.

 A prevenção passa por medidas simples, mas que precisam fazer parte da rotina. Entre as principais recomendações estão evitar subir em cadeiras, mesas ou escadas sem segurança; usar calçados adequados; manter os ambientes bem iluminados; retirar tapetes soltos e obstáculos; instalar barras de apoio em banheiros; corrigir desníveis; revisar medicamentos com orientação médica; manter acompanhamento oftalmológico; e praticar exercícios voltados ao fortalecimento muscular, equilíbrio e mobilidade.

 Um cuidado muitas vezes negligenciado é o deslocamento durante a noite. “É comum a pessoa levantar da cama para ir ao banheiro sem colocar os óculos, no escuro ou com pressa. Esse tipo de situação aumenta muito o risco de queda. Pequenas adaptações no ambiente e na rotina podem evitar acidentes graves”, reforça Risso.

 Quedas também acontecem no esporte

 Apesar de o Dia Mundial de Prevenção de Quedas ser frequentemente associado à população idosa, o tema também merece atenção em outras faixas etárias. No esporte, especialmente em atividades repetitivas como corrida, as quedas podem estar relacionadas à fadiga muscular, desequilíbrios de força, técnica inadequada, aumento brusco de carga, calçados impróprios ou superfícies irregulares.

 “Na prática esportiva, a pessoa pode ter uma fraqueza muscular que não aparece nas atividades comuns do dia a dia, mas surge quando há esforço repetitivo ou fadiga. Em uma corrida, por exemplo, um grupo muscular pode chegar ao limite antes dos outros, gerando descoordenação e aumentando o risco de queda”, explica o médico.

 Por isso, além do condicionamento físico, é importante respeitar a progressão dos treinos, realizar fortalecimento muscular, usar calçados adequados, observar o tipo de terreno e evitar aumentos repentinos de intensidade ou distância.

 Quando procurar atendimento médico

 A avaliação médica é recomendada quando houver dor persistente, dificuldade para caminhar, inchaço, deformidade, batida na cabeça, tontura, desmaio, uso de anticoagulantes ou quedas repetidas. Em idosos, mesmo quedas aparentemente leves merecem atenção, especialmente quando há histórico de osteoporose, perda de autonomia ou insegurança para se locomover.

 Sobre o Hospital Alemão Oswaldo Cruz 

No Hospital Alemão Oswaldo Cruz servimos à vida. Somos um hospital de grande porte, referência em alta complexidade e confiabilidade. Uma instituição de 128 anos, sólida, dinâmica e determinada a inovar e contribuir com o desenvolvimento da saúde. Nossa excelência é resultado da nossa dedicação, prontidão, empatia no cuidado e na nossa incansável busca pela melhor experiência e resultado para nossos pacientes, com qualidade e segurança certificados internacionalmente pela Joint Commission International (JCI). Contamos com um corpo clínico diversificado e renomado, além de um modelo assistencial próprio, que coloca o paciente e familiares no centro do cuidado. Nosso protagonismo no desenvolvimento da saúde é sustentado por três pilares estratégicos: Saúde Privada; Educação, Pesquisa, Inovação e Saúde Digital; Sustentabilidade e Responsabilidade Social.

 


Artigo, Rubens S. Amador

Rubens S Amador é editor do site "Amigos de Pelotas".
Este artigo está publicado no Facebook de Rubgens.

A notícia da condenação em 1ª instância do ex-vereador Roger Ney a 16 anos de prisão em regime fechado, por abuso sexual de uma menina de 7 anos de idade, é uma decisão que nunca satisfaz.

Seja qual for o desfecho judicial, já que a defesa pode recorrer, o dano de um crime assim à vítima é tão grave que o cumprimento de qualquer sentença sempre parecerá o mesmo que nada.

Imaginar a cena do abuso provoca náusea em qualquer pessoa normal que consegue imaginá-la por mais de dois segundos.

A condenação de Ney me faz lembrar de um filme chamado Crimes Ocultos. É uma história sobre o período da União Soviética.

Os comunistas achavam que seu regime erradicaria todos os aspectos maléficos do comportamento humano. 

Para eles, o Capitalismo era o causador da pobreza, da prostituição, dos assassinatos etc. Uma frase marcante do filme: "Não há crimes no Paraíso".

Paraíso seria o regime comunista, aquele em que, com as condições de vida digna asseguradas a todos, ninguém precisaria se desviar do caminho do bem. Todos seriam felizes. 

Só se esqueceram de uma coisa: da psicopatia.

Numa região da URSS meninos começam a aparecer mortos e abusados sexualmente. A polícia da localidade varre para debaixo do tapete os casos, pois "não há crimes no paraíso". Até que a indignação dos pais dos garotos faz com que algumas autoridades locais criem coragem para caçar o criminoso.

O filme relembra que a imperfeição humana está presente em qualquer regime. Tristemente todos os dias, entre tantos crimes, ocorrem abusos sexuais de crianças, o mais abominável dos crimes, por matar em vida.

Não vejo como uma vítima possa se recuperar de um trauma como esse sem carregar sequelas que irão prejudicar para sempre sua relação com os semelhantes e com a vida.

Houve tempo em que eu entendia que abusadores mereciam tratamento. A verdade é que não há recuperação para um criminoso desse tipo.

Hoje acredito que o único destino aceitável, num caso desses, é a pena capital

OSMAR TERRA QUER INCLUSÃO DA PRIMEIRA INFÂNCIA NA CONSTITUIÇÃO

O deputado Osmar Terra (PL-RS) defende a inclusão da primeira infância na Constituição para evitar que políticas públicas mudem a cada troca de governo. Terra presidiu a comissão especial da Câmara  que aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 34/2024) que trata sobre o tema.

 - A inclusão na Constituição garante uma perenidade para as políticas públicas voltadas para essa área, evitando que mudem a cada novo governo- diz Osmar Terra

A primeira infância vai do nascimento aos seis anos de idade. Segundo a proposta aprovada, passa a ser dever da família, da sociedade e do Estado assegurar, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação e à convivência familiar, entre outros. O texto reforça que a lei deverá punir severamente qualquer forma de abuso, violência ou exploração contra crianças nessa faixa etária.

 Médico, secretário da Saúde do Rio Grande do Sul durante oito anos, com mestrado em neurociência, o deputado Osmar Terra destaca que, desde os anos 1990, descobertas científicas comprovam que os primeiros anos de vida, são os mais críticos para o desenvolvimento cerebral. Estímulos adequados nessa fase evitam problemas emocionais e ajudam a romper o ciclo de pobreza das famílias

- Se quisermos mudar a humanidade, temos que começar do começo, cuidando bem do início da vida e do desenvolvimento cerebral.

Osmar Terra é autor do texto que deu origem ao Marco Legal da Primeira Infância, que completou 10 anos em 2026 (Lei 13.257/2016). Ele lembra que, antes da lei, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não priorizava essa faixa etária;

- O marco traz para o para o ECA a questão da primeira infância. Então, políticas públicas podem ser organizadas a partir dele, nos municípios, no Estado, no Governo Federal para apoiar o desenvolvimento humano, o desenvolvimento das crianças no início da vida. 

A proposta precisa passar agora por dois turnos de votação no Plenário, antes de seguir para o Senado.


Artigo, especial - O fim do "braço invisível"e o avanço da direita

Esteartigo é do Observatório Brasil Soberano

O ex-funcionário do Departamento de Estado americano Mike Benz publicou no X uma frase direta: “Bolsonaro ainda seria presidente do Brasil se a USAID não tivesse interferido massivamente na eleição de 2022 para Lula”. Não é a primeira vez que Benz fala sobre isso. Em audiência na Câmara dos Deputados, ele já havia afirmado, de forma detalhada, que a USAID atuou como um dos principais instrumentos de interferência estrangeira nas eleições brasileiras de 2022. Segundo ele, a agência americana financiou uma rede de ONGs, organizações de “fact-checking”, veículos de imprensa e grupos de ati vistas com o objetivo de restringir a liberdade de expressão nas redes sociais e deslegitimar qualquer questionamento sobre o sistema eleitoral eletrônico. Benz também relatou que autoridades americanas, incluindo representantes da CIA e do Departamento de Estado, atuaram para desestimular o governo Bolsonaro de contestar as urnas e para garantir que as Forças Armadas não questionassem o resultado. O que torna a declaração de Benz ainda mais relevante é o que aconteceu de pois que o governo Trump cortou os recursos da USAID. Desde então, sete elei ções na América Latina foram vencidas por candidatos de direita: Chile, Bolívia, Peru, Equador, Honduras, Costa Rica e, agora, na Colômbia. Em todos os casos, candidatos alinhados ao conservadorismo derrotaram candidatos de esquer da. É difícil não notar o padrão: enquanto a USAID mantinha fluxo de recursos para projetos de “fortalecimento da democracia” e “combate à desinforma ção”, a esquerda mantinha vantagem competitiva. Quando o financiamento foi interrompido, a tendência se inverteu rapidamente. No caso brasileiro, o impacto dessa atuação foi especialmente sentido na cam panha de Jair Bolsonaro em 2022. A narrativa de que o ex-presidente represen tava uma ameaça à democracia foi amplificada de forma coordenada por veí culos e organizações que recebiam recursos indiretos ou diretos de programas americanos. A pressão pela regulação das redes sociais, o cerco judicial contra perfis conservadores e a construção de uma imagem internacional negativa de Bolsonaro contaram com apoio logístico e financeiro de estruturas que, segun do Benz, tinham ligação com a USAID. O resultado foi uma campanha em que o então presidente enfrentou não apenas a oposição interna, mas também uma narrativa global construída com recursos públicos americanos. Hoje, a preocupação com “interferência estrangeira” parece ter mudado de lado. O presidente Lula e membros de seu governo têm repetido com frequên cia alertas sobre possíveis intervenções americanas no Brasil. O tom mudou ra dicalmente. O que antes era tratado como “cooperação internacional” e “apoio à democracia” agora é visto com desconfiança, por que a preocupação se o governo de Donald Trump cortou a verbas da agência? Se a USAID realmente atuou de forma neutra em 2022, por que seu desmantelamen to gerou uma onda tão clara de vitórias conservadoras em toda a América Latina? A resposta mais honesta talvez seja incômoda: a chamada “ajuda internacio nal” raramente é apenas ajuda. Talvez a preocupação seja que, sem ela, os resultados eleitorais tendem a refletir mais fielmente a vontade dos eleitores locais — e não dos financiadores externos

Polícia Federal vai para cima dos crimes do Banco Digimais

  A Polícia Federal está desde cedo nas ruas para cumprir mandados judiciais no âmbito da Operação Miragem, deflagrada nesta terça-feira para apurar crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, previstos na Lei nº 7.492/1986.  Entre as medidas estão a quebra de “sigilos bancário e fiscal dos investigados e o sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões. O Digimais nasceu em Porto Alegre com o nome de Banco Renner.

O alvo das investigações é o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus. O banco é o braço financeiro da Univefrsal e, por via de consequência, ligado ao seu braço midiático Record (Record TV, Rádio Guaíba e Correio do Povo, Porto Alegre) e ao seu braço político, o Republicanos.

Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo.

Segundo a PF, as investigações, subsidiadas por relatórios do Banco Central, indicam que os “investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição, aparentar solvência perante os órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares”.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela Lei nº 7.492/1986.

Entrevista, Giovani Cherini, presidente do PL do RS - Vamos eleger presidente, governador, 2 senadores, 7 federais e 12 estaduais

Quando sairá a conenção estadual do PL do RS ?]
Dia 21

Como está a nominata de candidatos ?
O candidato a governador é Luciano Zucco, do nosso Partido, que também lançou o deputado Sanderson para o Senado. Na coligação,temos a deputada Silvana Covatti para vice e o deputado Marcel. Van Hattem. Teremos chapa completa e competitiva. Nossa expectativa é eleger 7 deputados federais e 12 deputados estaduais, o governador, os dois senadores e o presidente da República.

Qual é o tamanho do PL no RS ?
O P é, hoje,  o maior Partido de direita do Rio Grande do Sul, presente em 422 dos 497 municípios gaúchos. Temos 52.008 filiados, sendo 29.176 homens e 22.832 mulheres. Destes, 39 são prefeitos, 48 vice-prefeitos e 403 vereadores.

As mulheres representam que tamanho no PL do RS ?
Na participação feminina, tivemos um crescimento histórico:

* 91 vereadoras
* 4 prefeitas
* 2 vice-prefeitas

Em 2020, o partido tinha apenas 15 vereadoras. Isso representa um crescimento superior a 600% da participação feminina nos municípios.

Quais Partidos formam a aliança ?
Hoje contamos com o apoio de partidos como PL, PP, Republicanos, NOVO, Democracia Cristã, Podemos e União Brasil.Seguimos dialogando com outras siglas alinhadas aos valores da direita para fortalecer a inda mais esse projeto para o Rio Grande do Sul.

Salva aposta na tradição gaúcha e lança Erva-Mate Bairrista

A Salva Craft Beer acaba de ampliar seu portfólio e entrar oficialmente no mercado de erva-mate com o lançamento da Erva-Mate Bairrista. O novo produto já está disponível para distribuidores, varejistas e consumidores do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, reforçando a estratégia da empresa de expandir sua atuação para além do segmento cervejeiro.

Produzida pela tradicional Ervateira Invernada, de Arvorezinha (RS), com mais de 80 anos de história, a nova erva-mate é elaborada com matéria-prima nativa do Alto Vale do Taquari, uma das regiões mais reconhecidas do país pela qualidade da produção. O produto é comercializado em embalagens de 1 kg e não possui adição de açúcar.

Segundo João Giovanela, CEO e fundador da Salva, a novidade representa uma extensão natural da marca Bairrista, criada para valorizar a cultura e as tradições gaúchas. "Agora o consumidor pode viver a experiência Bairrista todos os dias da semana. A erva-mate fortalece nossa conexão com as raízes do Rio Grande do Sul e amplia a presença da marca em um mercado que faz parte da identidade do povo gaúcho", destaca.

Saiba mais sobre a cervejaria Salva no site www.salva.ind.br


Queijo cottage está na moda, batatas fritas estão fora de moda — e Ozempic é apenas um dos motivos.

 Medicamentos como o Ozempic, Wegovy e Mounjaro alteram drasticamente o apetite e a digestão. Pacientes reduzem a ingestão de calorias e evitam frituras, que causam desconforto digestivo, buscando alimentos ricos em proteína, como o queijo cottage, para manter a massa muscular e garantir saciedade.O Efeito das "Canetas Emagrecedoras" no PratoAdeus às frituras: O processo digestivo mais lento provocado pelos remédios GLP-1 faz com que alimentos gordurosos e fritos, como batatas fritas, fiquem mais tempo no estômago, causando náuseas.A febre do Cottage: Alimentos de alta densidade proteica tornaram-se essenciais. Com mais de 14 gramas de proteína por porção e baixo teor de gordura, o queijo cottage voltou a explodir no consumo.Mudança na indústria: Redes de restaurantes estão redesenhando menus para oferecer mais proteínas e menos frituras, refletindo a adaptação do setor ao consumidor que ingere porções menores mas exige valor nutricional.A Força das Redes Sociais e a Consciência AlimentarA ascensão desses fármacos encontrou um terreno fértil nas redes sociais, onde criadores de conteúdo viralizaram receitas hiperproteicas utilizando o queijo. Tendências como o "oat-zempic" (aveia) e o consumo adaptado de derivados do leite movimentam a indústria. Isso formou um movimento generalizado em direção a alimentos naturais e integrais, com forte queda no consumo de snacks ultraprocessados.

Artigo, especial - Apoio tímido ou cálculo político ?

Este artigo é do Observatório Brasil Soberano.

No último sábado, 20 de junho, em Guarulhos, foi lançada oficialmente a pré--candidatura de André do Prado ao Senado. O evento reuniu Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro. Chamou atenção o constrangimento visível do governador no palco. Tarcísio cumpriu o papel de comparecer, chegou a se dirigir a Flávio reco nhecendo a dívida com Jair Bolsonaro, mas o tom foi distante. Para completar, na postagem que fez nas redes sobre o ato, ele sequer marcou o nome de Flávio Bolsonaro. Parece só um pequeno detalhe, não? Mas o momento resume bem o que tem sido a postura de Tarcísio em relação à can didatura presidencial de Flávio: apoio declarado, mas engajamento tímido e contido. Não é possível esquecer o histórico. Em 2022, Tarcísio chegou ao governo de São Paulo praticamente desconhecido do eleitorado paulista. Foi o apoio direto de Jair Bolsonaro e a mobilização do bolsonarismo em âmbito nacional que o proje taram e garantiram sua vitória. Sem aqueles votos e aquela campanha nacional, Tarcísio dificilmente teria chegado ao Palácio dos Bandeirantes. Nos anos seguintes, seu nome ganhou forte projeção nacional. Tarcísio foi am plamente cotado como um dos principais nomes da centro-direita para disputar a Presidência da República em 2026. Pesquisas internas e análises políticas o co locavam como alternativa competitiva, muitas vezes aparecendo à frente ou em empate técnico com Flávio Bolsonaro em cenários de segundo turno. Havia quem defendesse que Tarcísio seria um candidato mais “palatável” para ampliar o alcance além do bolsonarismo, dialogando melhor com o mercado, com prefeitos de centro e com eleitores moderados. O próprio Tarcísio alimentou essa possibilidade nos bastidores, demonstrando interesse em uma eventual candidatura presidencial. O governador de São Paulo parece estar sempre com uma calculadora nas mãos. No entanto, quando Jair Bolsonaro deixou claro que indicaria Flávio como seu sucessor, Tarcísio optou por declarar apoio público ao senador. Até aí, nada de errado. O problema surge quando se observa a prática: o apoio existe no discur so, mas não se traduz em uma disposição clara de fazer campanha ativa pelo pré-candidato presidencial. Aqui está o paradoxo: Tarcísio deve sua eleição a um movimento de caráter na cional, mas parece não querer nacionalizar sua própria campanha. Em vez de aproveitar a visibilidade do governo de São Paulo para fortalecer a candidatura de Flávio em todo o país — articulando com prefeitos, participando de atos fora do estado e assumindo um papel mais protagonista na coordenação da campa nha presidencial em São Paulo —, ele mantém uma postura reservada, como se preferisse manter sua reeleição isolada do embate nacional. Flávio Bolsonaro já sinalizou que precisa do engajamento efetivo de Tarcísio no maior colégio eleitoral do Brasil. O que se vê até agora é timidez. Tarcísio prioriza sua gestão e sua reeleição, o que é legítimo, mas evita o passo que seria natural: usar sua posição para nacionalizar o debate e retribuir, com atitudes concretas, o apoio que recebeu em 2022. Eventos como o lançamento da candidatura de André do Prado mostram que a base está pronta para caminhar junta. Falta ao governador, que foi eleito gra ças ao engajamento de Jair Bolsonaro, demonstrar, sem reservas, que está dis posto a nacionalizar sua campanha e pagar, com o mesmo peso, a dívida que ele próprio assume ter com o bolsonarismo. Não apenas como retribuição, mas pensando também na sua reeleição. Sem o bolsonarismo o resultado de 2022 dificilmente se repetirá. O cálculo é simples: quem está junto, não pode hesitar.

Opinião do editor - A esquerda cai como um castelo de cartas em toda a América do Sul, mas falta o Brasil

A esquerda perdeu um novo governo na América do Sul, no caso a Colômbia, nas mãos do radical de extrema esquerda Gustavo Preto. Seu candidato Iván Cepeda perdeu para o candidato de direita, Abelardo de la Espriella (leia nota mais abaixo).

Os presidentes de esquerda do continente caem um a um e o próximo deve ser o presidente nomeado Lula da Silva, representante do que existe de pior na política mundial do momento.

O lulopetismo e seus aliados estão sendo fustigados por uma conjuntura externa extremamente adversa, não apenas em função da eleição de ontem na Colômbia e nas derrotas da esquerda também na Argentina, Bolívia, Paraguai, Chile, Equador, Peru e Venezuela, só lhes sobrando o anódino uruguaio, as tres inexpressivas Guianas e o Brasil. O principal fator da pressão externa, no entanto, é o novo governo dos Estados Unidos, que desta vez não servirá aos interesses do lulopetismo, mas da oposição.

E a vez do Brasil chega a passos largos, dentro de menos de 4 meses.

Na Colômbia,  ontem,  41 milhões de eleitores estavam o aptos a votar para presidente da Colômbia,  tudo no 2º turno da eleição presidencial. 

O voto não é obrigatório e por isto apenas 57% dos eleitores não foram às urnas no 1o turno.

No 1o turno, a esquerda venceu por 673 mil votos, mas na segunda rodada a direita era ampla favorita.

Acompanhe a cronologia:

As derrotas da esquerda da América do Sul começaram em 2023 com José Milei, 2023, na Argentina.

Ainda em 2023

Santigo Peña, Bolívia

2025

Chile, José Antonio Kast.

Equador, Daniel Noboa

Bolívia, Rodrigo Paz

2026

Venezuela - Queda de Maduro.

Peru, Keiko Fujimori

Colômbia, De la Spriella

O que sobrou

Restam Uruguai, que em 2024 elegeu Yamandu Orsi, de esquerda, e Brasil. As três Guianas são carta fora do baralho na América do Sul - são corpos estranhos. Uma delas nem tem governo próprio, já que é colônia da França.

A esquerda agoniza e com ela agoniza e morre de morte matada o Foro de São Paulo. 

Portos gaúchos registram maior movimentação para o período em dez anos e superam 17,5 milhões de toneladas

 A Portos RS registrou a maior movimentação de cargas para o período entre janeiro e maio desde 2016. Nos cinco primeiros meses de 2026, os portos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre movimentaram 17.594.287 toneladas, resultado 5,15% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado. O complexo portuário do Rio Grande foi apontado como o segundo mais eficiente do Brasil.

O Porto do Rio Grande respondeu por 17.003.836 toneladas movimentadas no período, crescimento de 5,3% em relação a 2025. A movimentação de contêineres também apresentou avanço expressivo, alcançando 420.327 TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner marítimo padrão de 20 pés), alta de 12,45%. Ao todo, os portos administrados pela Portos RS receberam 1.550 embarcações entre janeiro e maio.

Entre as principais cargas, destacaram-se a celulose, com crescimento de 15,18% e volume de 1,97 milhão de toneladas; o milho, que avançou 77,9% e ultrapassou 1,39 milhão de toneladas; e a soja em grão, com 1,88 milhão de toneladas movimentadas.

O Porto de Pelotas movimentou 434.744 toneladas no período, com destaque para as operações de toras de madeira. Já o Porto de Porto Alegre registrou 155.707 toneladas, crescimento de 41,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O Banrisul está prorrogando e repactuando contratos do agro

Somando-se a inúmeras iniciativas de apoio aos produtores rurais, com objetivo de manter a sua atividade produtiva e habilitado ao próximo Plano Safra, o Banrisul passou a oferecer a prorrogação e repactuação de contratos de crédito rural elegíveis em até 4 anos, com possibilidade de manutenção de juros. A ação busca evitar que clientes fiquem de fora das regras em discussão previstas no Projeto de Lei 5.122/2023, aprovado pelo Senado Federal, e ainda sujeito a nova análise da Câmara dos Deputados.

A orientação do banco é evitar que as operações permaneçam inadimplentes durante a tramitação do projeto, já que isso pode dificultar o acesso às condições futuras. Pelas regras atuais, parte das dívidas deverá atender a critérios específicos, inclusive de regularidade nos pagamentos. Também pesa o fato de a safra 2025/2026 não estar contemplada no escopo do projeto que está em análise no Congresso.

 Segundo o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, quem adia a regularização corre o risco de enfrentar mais dificuldade justamente quando buscar uma solução para reorganizar suas dívidas. “Há operações que podem ficar fora das regras futuras se o cliente não procurar o banco agora. Nossa orientação é resolver o que for necessário, para evitar que a demora crie um problema a mais quando o produtor precisar de crédito. Caso aprovado o Projeto de Lei, as repactuações atuais poderão ser adequadas para melhores condições”, aponta.

 A mobilização envolve gerentes Agro e equipes técnicas das agências, que analisam cada caso com base no histórico do cliente, no perfil da operação e na capacidade produtiva de cada propriedade. O objetivo é oferecer ao produtor uma saída viável para atravessar os próximos meses sem comprometer o acesso ao crédito do ciclo seguinte, sobretudo diante da proximidade do ano safra 2026/2027 e da necessidade de capital para custeio, manutenção da atividade e recomposição de caixa.

 O superintendente de Agronegócios do Banrisul, Robson Oliveira Santos, afirma que o cenário exige atenção imediata e ação rápida. “Muitos produtores estão aguardando o texto final do projeto, mas há casos em que isso pode prejudicá-los mais adiante. Quem organiza sua situação agora chega em condição melhor para o desfecho da tramitação”, adverte o executivo. O alerta vem no momento em que o PL 5.122/2023 voltou à Câmara após alterações no Senado, mas ainda depende de um longo caminho até a sanção presidencial, além de seguir cercado por discussões sobre alcance, fonte de recursos e impacto fiscal.

 Com a renegociação ainda dependendo das próximas etapas legislativas, o Banrisul orienta que o produtor concentre a sua atenção no que já pode ser encaminhado. Procurar a agência, revisar os contratos e formalizar a repactuação dentro do prazo pode ser decisivo para preservar as chances de enquadramento nas condições previstas no projeto. O movimento feito agora pode ajudar o produtor a atravessar os próximos meses com mais segurança, mantendo a sua atividade e garantindo acesso a recursos.


Asma infantil: como reconhecer os sinais de uma crise e quando procurar atendimento médico

Com a chegada da estação mais fria do ano, pneumologista explica sintomas, fatores de risco e orientaquando buscar um pronto-socorro pediátrico

 Com a chegada do inverno, sintomas respiratórios tendem a se intensificar, principalmente entre crianças com histórico de alergias ou doenças respiratórias. Tosse persistente, chiado no peito e falta de ar podem ser sinais de uma crise de asma, uma das doenças crônicas mais comuns da infância.

Para reforçar a conscientização sobre a condição, o Ministério da Saúde instituiu o Dia Nacional de Controle da Asma, celebrado em 21 de junho, data que marca o encerramento do outono e a chegada da estação mais fria do ano.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 23% da população brasileira convive com a doença, com prevalência variando entre 19,8% e 24,9% nas diferentes regiões do país. Dados do Registro Brasileiro de Asma Grave (Rebrag), divulgados em 2021, apontaram que aproximadamente 60% dos pacientes com formas graves da doença estavam com a condição fora de controle. Na época, a asma era responsável por cerca de sete mortes diárias no Brasil.

Embora possa ocorrer em qualquer faixa etária, a asma frequentemente se inicia na infância. De acordo com a Dra. Talia Andrea Soria Muñoz, pneumologista pediátrica do Hospital Vila Nova Star, da Rede D’Or, a asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que pode se manifestar desde os primeiros anos de vida.

“Na asma, as vias aéreas ficam inflamadas e mais sensíveis, fazendo com que possam se estreitar diante de diferentes estímulos, como infecções virais, alérgenos, exercício físico, mudanças climáticas ou exposição à fumaça”, explica a especialista.

Quais são os principais tipos de asma?

Embora seja conhecida popularmente apenas como asma, a doença pode apresentar diferentes formas, dependendo dos fatores que desencadeiam os sintomas.

O mais comum na infância é a asma alérgica¸ e ocorre após a exposição a substâncias como ácaros, poeira, mofo, pólen e pelos de animais por exemplo.

Também existem formas não alérgicas e situações em que os sintomas podem ser desencadeados por exercício físico, infecções virais ou exposição a irritantes ambientais.

Mudanças de temperatura, exposição a substâncias irritantes e alguns medicamentos, como aspirina e determinados anti-inflamatórios, podem servir de gatilhos ou agravar os sintomas da crise.

“Nas crianças, a asma costuma estar associada a alergias, mas também pode ser desencadeada por infecções virais. A gravidade varia de acordo com a causa e o perfil de cada paciente”, destaca a médica da Pediatria Star.

Como identificar uma primeira crise de asma?

Uma das principais dúvidas dos pais é saber diferenciar uma crise de asma de outros quadros respiratórios comuns da infância. Os principais sinais de alerta incluem:

• Tosse recorrente, principalmente durante a noite ou ao acordar;

• Chiado no peito;

• Falta de ar;

• Sensação de aperto no peito;

• Cansaço excessivo ou dificuldade para acompanhar atividades físicas.

Segundo a pneumologista, o diagnóstico é baseado na avaliação clínica, no histórico do paciente e na recorrência dos sintomas.

“Em crianças acima de cinco anos, exames como a espirometria podem auxiliar na confirmação do diagnóstico. Já nos menores, a avaliação da frequência dos episódios, dos fatores de risco e da resposta ao tratamento ajuda a diferenciar a asma de outros quadros respiratórios comuns da infância”, afirma.

Quando levar uma criança com crise de asma ao pronto-socorro?

Alguns sintomas indicam que a crise de asma pode estar em um estágio mais grave e exigem avaliação médica imediata. Os principais sinais de alerta são:

• Respiração rápida ou com esforço;

• Afundamento das costelas ou da região abaixo do pescoço ao respirar;

• Dificuldade para falar, mamar ou se alimentar devido à falta de ar;

• Lábios ou extremidades arroxeadas;

• Sonolência excessiva ou prostração;

• Ausência de melhora após o uso da medicação de resgate orientada pelo médico.

“Nessas situações, a avaliação médica deve ser feita rapidamente para iniciar o tratamento adequado e evitar a progressão da crise. Por isso, o pronto-socorro é indicado quando há sinais de dificuldade respiratória ou ausência de melhora com a medicação”, reforça Talia Muñoz.

Onde buscar atendimento de pronto-socorro pediátrico em São Paulo?

Em casos de falta de ar intensa ou sinais de gravidade, a criança deve ser avaliada em um pronto-socorro pediátrico. Em São Paulo, o Hospital Vila Nova Star, da Rede D’Or, conta com a Pediatria Star, serviço pediátrico integrado com pronto-socorro, suporte diagnóstico, internação e terapia intensiva, preparado para atender crianças em diferentes níveis de complexidade.

A estrutura reúne atendimento pediátrico especializado e suporte de diferentes áreas médicas para casos que exigem acompanhamento de maior complexidade.

Tratamento e controle da doença

Embora a asma não tenha cura, a doença pode ser controlada por meio de acompanhamento médico adequado e tratamento contínuo. O objetivo é reduzir a inflamação das vias aéreas, prevenir crises e permitir que a criança mantenha suas atividades normalmente.

As medicações são divididas em duas categorias principais:

Medicamentos de controle: utilizados regularmente para reduzir a inflamação das vias aéreas e prevenir crises. O principal exemplo é o corticoide inalatório.

Medicamentos de alívio: utilizados durante episódios de piora para promover broncodilatação e melhorar rapidamente a respiração.

Além do tratamento medicamentoso, reduzir a exposição aos fatores que desencadeiam os sintomas também é fundamental para evitar novas crises.

“O diagnóstico precoce e o acompanhamento regular com o pneumologista permitem um controle mais eficaz da doença e ajudam a prevenir futuras crises. É importante lembrar que não existem tratamentos caseiros capazes de controlar uma crise de asma. Em casos de primeira ocorrência ou agravamento dos sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico”, finaliza a especialista.

 Sobre a Rede D’Or

Maior empresa de saúde da América Latina, com presença em 13 estados brasileiros e no Distrito Federal, a Rede D’Or tem foco em atendimento humanizado, qualificação da equipe, adoção de novas tecnologias, sendo referência em gestão hospitalar e na prestação de serviços médicos. Fundada em 1977, no Rio de Janeiro, a Rede D’Or conta com 79 hospitais, 55 clínicas oncológicas, serviços complementares, e investe em inovação e pesquisa clínica, por meio do IDOR – Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino.



Artigo - Brasil vence o Haiti por 3 a 0, mas atuação liga sinal de alerta para a sequência da Copa

Artigo de Políbio Figueiredo Braga, o autor é jornalista, Porto Alegre.

O 3 a 0 não ilude: a Escócia exigirá uma Seleção muito mais intensa do que a vista contra o Haiti.

A vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, na noite de ontem, na Filadélfia, pela segunda rodada da Copa do Mundo FIFA 2026, deveria trazer tranquilidade para a torcida brasileira. Afinal, o placar foi confortável, Mateus Cunha marcou duas vezes, Vini Jr. deixou o seu e o Brasil somou mais três pontos. Mas quem assistiu ao jogo com atenção sabe que o resultado esconde problemas preocupantes.

Confesso que saí mais preocupado do que após aquele primeiro tempo tenebroso diante do Marrocos. E isso porque o Haiti está muito longe de representar um adversário de alto nível. Trata-se de uma seleção praticamente amadora para os padrões de uma Copa do Mundo. Seu principal jogador é o meia-atacante Jean-Ricner Bellegarde, do Wolverhampton Wanderers, clube que fez uma campanha desastrosa na Inglaterra e acabou rebaixado para a segunda divisão.

No primeiro tempo, o Brasil até conseguiu criar. A estratégia foi simples: lançamentos diretos para o trio ofensivo. Funcionou em parte. As oportunidades apareceram aos montes, mas também foram desperdiçadas em quantidade semelhante. Raphinha, mais uma vez, teve atuação decepcionante, acumulando erros técnicos e decisões equivocadas.

Por outro lado, Vinicius Júnior assumiu definitivamente o papel de protagonista da Seleção. Hoje, não há dúvida de que ele é a principal estrela do time. Já Mateus Cunha mostrou novamente que precisa ser titular. A comparação com Igor Thiago é quase injusta. A diferença entre ambos lembra a distância entre uma Ferrari e um Lada Niva. Movimentação, velocidade, inteligência e capacidade de definição colocam Cunha em outro patamar.

O problema apareceu no segundo tempo. Com a vantagem construída, o Brasil simplesmente sentou sobre o resultado. O Haiti passou a gostar do jogo, criou oportunidades e obrigou Alisson a trabalhar intensamente. Aliás, o goleiro foi um dos melhores em campo, talvez em sua melhor atuação pela Seleção nos últimos anos. Isso, por si só, já deveria servir de alerta. Quando o goleiro precisa ser destaque contra o Haiti, algo está errado.

A partida também reforçou uma impressão que esta Copa vem deixando cada vez mais clara: Marquinhos, Casemiro e Raphinha não deveriam mais ser titulares absolutos. O futebol moderno exige intensidade, imposição física e velocidade. Esses atributos têm sido decisivos neste Mundial. O trio, por diferentes razões, parece estar um passo atrás do ritmo exigido pela competição.

Por isso, as entradas de Danilo Santos, Ryan e Endrick tornam-se fundamentais. São jogadores capazes de oferecer energia, aceleração e agressividade ofensiva. Se o Brasil pretende sonhar com algo além da fase de grupos, será necessário renovar a espinha dorsal da equipe e apostar em quem pode entregar mais dinamismo.

Que ninguém se deixe enganar pelo placar. Não foi o 3 a 0 que resolveu os problemas da Seleção. Muito pelo contrário. O resultado mascara deficiências que podem custar caro nas fases decisivas.

O próximo desafio diante da Escócia promete ser bem diferente. Os escoceses defendem-se com extrema organização, montam linhas compactas e transformam cada jogo em um verdadeiro ferrolho. Para superar essa retranca, o Brasil precisará exatamente daquilo que faltou em vários momentos contra o Haiti: intensidade, força física, movimentação constante e velocidade.

O "Mister" precisa reavaliar alguns conceitos antes que seja tarde. Copa do Mundo não perdoa teimosia. E a impressão deixada na Filadélfia é que, apesar da vitória, a Seleção ainda está longe de convencer.

Argentina alerta para sumiço de cápsula radioativa

 As autoridades da Argentina emitiram um alerta de emergência radiológica nacional após o desaparecimento de uma cápsula contendo o material radioativo Césio-137 de um instituto médico em Rosário, na província de Santa Fé. O sumiço do dispositivo foi detectado na terça-feira, 16 de junho de 2026, mobilizando as forças de segurança e a Autoridade Regulatória Nuclear (ARN) do país.O sumiço foi percebido por técnicos que tentavam acessar o equipamento para realizar procedimentos de manutenção em um dos aparelhos da unidade hospitalar. O compartimento onde a cápsula deveria estar guardada foi encontrado totalmente vazio.Principais Riscos e OrientaçõesPerigo na manipulação: O principal risco ocorre caso a cápsula blindada de chumbo seja aberta ou danificada por pessoas que desconheçam o material.Baixo risco atual: Enquanto o dispositivo permanecer completamente intacto dentro de sua estrutura original de proteção, o risco imediato para a população geral é considerado muito baixo.Efeitos da exposição: A radiação beta e gama liberada em caso de violação pode acarretar queimaduras severas, danos graves a órgãos internos, problemas na medula óssea e o desenvolvimento de câncer a longo prazo.Recomendação oficial: Caso alguém localize o item, as autoridades orientam expressamente a não tocar, não transportar e não tentar abrir o objeto, devendo acionar a polícia imediatamente.Contexto da InvestigaçãoDe acordo com o acompanhamento da imprensa local, a apuração foca em falha de controle interno ou retirada não autorizada por pessoas com credenciais de acesso. Apenas quatro funcionários específicos tinham permissão formal para acessar a área restrita onde o material radioativo era armazenado. Agentes de segurança revisam as imagens das câmeras de monitoramento e os registros internos do laboratório médico para tentar identificar os responsáveis.O episódio reacendeu alertas e lembranças na América do Sul sobre o histórico e trágico acidente radiológico de Goiânia ocorrido no Brasil em 1987, que também envolveu a violação inadequada de uma fonte de Césio-137 descartada incorretamente.

OAB do RS vai à Corte Interameriana pedir o fim do inquérito do fim do mundo

 OAB/RS propõe petição à Corte Interamericana pelo encerramento imediato do Inquérito nº 4.781 por violação a garantias fundamentais

Em ato realizado na sede da OAB/RS pelo Dia Nacional de Mobilização pela Reforma do Judiciário, o presidente Lamachia também anunciou: mandatos para STF, mudanças na Lei da ADPF e paridade no CNJ entre sociedade civil e magistratura.

 O presidente Leonardo Lamachia, anunciou na sexta-feira (19) que a OAB/RS propôs petição à Corte Interamericana de Direitos Humanos para requerer uma inspeção e recomendar o encerramento imediato do Inquérito nº 4.781, conhecido como Inquérito das Fake News. Fundamentada no Pacto de São José da Costa Rica, a iniciativa sustenta que o procedimento, mantido há mais de sete anos sem objeto definido e sem a devida transparência, afronta o devido processo legal e as garantias fundamentais asseguradas pelos tratados internacionais de direitos humanos, demandando uma resposta no âmbito internacional diante da ausência de providências internas.

A apresentação da iniciativa ocorreu durante ato promovido pela OAB/RS no âmbito do Dia Nacional de Mobilização pela Reforma do Judiciário, ação coordenada pelo Conselho Federal da OAB (CFOAB). Diante de dezenas de representantes da advocacia e da sociedade civil, a seccional gaúcha também anunciou outra proposta inédita e detalhou encaminhamentos concretos relacionados a pautas já defendidas pela entidade em manifestações anteriores. As iniciativas têm como objetivo contribuir para o fortalecimento da credibilidade do Supremo Tribunal Federal (STF), o aperfeiçoamento das instituições e o aprimoramento do sistema de Justiça brasileiro.

 Durante o ato, Lamachia ressaltou o caráter estritamente técnico, jurídico e apartidário da atuação institucional e os motivos pelos quais a seccional considera prioritário o encerramento do referido inquérito. “A OAB do Rio Grande do Sul está propondo a medida à Corte Interamericana pelo fim imediato do Inquérito nº 4.781, que viola o devido processo legal e, consequentemente, Direitos Humanos. Não há como avançarmos no aperfeiçoamento e reforma do Poder Judiciário sem que esse inquérito seja imediatamente finalizado”, afirmou.

 O presidente também destacou que a mobilização ocorre em favor do Poder Judiciário, pois faz parte do juramento da advocacia defender o Estado Democrático de Direito e zelar pelo aperfeiçoamento do sistema de Justiça. Na sequência, detalhou as duas propostas inéditas. “Como o Supremo não tem dado nenhuma resposta à sociedade e à OAB no que tange ao fim do inquérito, nós não enxergamos outra alternativa que não buscar a Corte Interamericana de Direitos Humanos para atuar por meio de uma audiência de conciliação ou recomendar o seu imediato encerramento. Como segunda medida inédita, estamos sugerindo uma mudança na composição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), buscando a paridade em seu plenário para que metade dos membros seja indicada pela sociedade civil e a outra metade seja composta pela magistratura, corrigindo a distorção atual em que a sociedade civil possui apenas quatro integrantes em um colegiado de 15”, afirmou.

 Além das ações inéditas, a Ordem gaúcha aprofundou e defendeu outras medidas consideradas essenciais em seus estudos de aperfeiçoamento constitucional. Entre elas, destaca-se a necessidade de alteração na Lei da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), instituindo a obrigatoriedade de juízo de admissibilidade pelo plenário e vedando expressamente a concessão de liminares monocráticas, com o objetivo de fortalecer a colegialidade e conferir maior segurança jurídica às decisões.

 A entidade também defendeu alterações na Lei da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), a fixação de mandatos com prazo determinado para ministros do STF, a criação de um Código de Conduta para a Suprema Corte e a limitação de decisões monocráticas.

 Como forma de dar continuidade a essa agenda institucional, Lamachia anunciou a criação de um grupo de trabalho que terá a missão de estudar e apresentar novas medidas voltadas ao aprimoramento do sistema de Justiça.

 A vice-presidente da OAB/RS, Claridê Chitolina Taffarel, ressaltou o protagonismo da entidade na defesa das garantias constitucionais e no debate sobre os limites institucionais dos Poderes. “Nossa seccional tem sido protagonista no debate e no apontamento dos excessos havidos pelo STF. O presidente da Ordem gaúcha tem sido uma voz firme e destemida, levando a voz da advocacia gaúcha para todo o Brasil com relação a esse tema. O ato de hoje é mais uma iniciativa que realizamos de forma pioneira, trazendo esse tema à tona para que possamos reafirmar nossas posições de maneira firme, isenta e imparcial contra esse inquérito e outras ações que afrontam a nossa ordem constitucional, o devido processo legal e as garantias constitucionais”, pontuou.

 Mobilização nacional e equilíbrio institucional

O movimento realizado simultaneamente pelas 27 seccionais da OAB foi referendado durante o Colégio de Presidentes do Sistema OAB, realizado em Salvador (BA), e é coordenado por uma comissão de mobilização instituída pela Ordem nacional.

 A iniciativa foi motivada pela necessidade de promover o debate sobre o equilíbrio entre os Poderes, o respeito às competências constitucionais e o enfrentamento de questões que impactam a estabilidade jurídica e institucional do país. O CFOAB destacou que a unificação das demandas apresentadas pelas seccionais busca transformar as contribuições da advocacia em medidas legislativas e judiciais efetivas, reforçando o papel da classe como elo essencial entre o cidadão e o acesso à Justiça.

 O protagonismo demonstrado pelo Rio Grande do Sul durante o movimento nacional consolida uma trajetória de atuação institucional da OAB/RS em defesa do aperfeiçoamento das instituições democráticas e da segurança jurídica. A entidade tem se destacado por conduzir esse debate sob uma perspectiva estritamente jurídica, sustentando que o fortalecimento do Estado Democrático de Direito exige limites claros estabelecidos pela Constituição e pela legislação vigente.

 Como marco dessa atuação, a OAB/RS e diversas entidades da sociedade civil assinaram, em 4 de fevereiro deste ano, a Carta Aberta à Sociedade Gaúcha intitulada “O STF precisa mudar”, documento que apresentou oito medidas estruturais consideradas urgentes para o resgate da credibilidade e da segurança jurídica da Suprema Corte.

 Na sequência desse trabalho institucional em defesa das prerrogativas da advocacia e das garantias fundamentais, a Ordem gaúcha promoveu, em 21 de maio, outro ato público de grande repercussão em defesa do encerramento do Inquérito nº 4.781, consolidando o debate que culminou, agora, na formalização da petição perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos.

 Confira o resumo das medidas inéditas e demais ações apresentadas pela OAB/RS:

Medidas inéditas:

* Petição à Corte Interamericana de Direitos Humanos para requerer inspeção e recomendar o encerramento imediato do Inquérito nº 4.781 (Inquérito das Fake News), sob o argumento de violação ao devido processo legal e às garantias fundamentais previstas no Pacto de São José da Costa Rica.

 * Proposta de reformulação da composição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), estabelecendo paridade entre magistratura e sociedade civil, com metade das vagas destinadas a representantes da sociedade e metade à magistratura.

 Medidas de aperfeiçoamento institucional defendidas pela OAB/RS:

* Alteração da Lei da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) para:

- Instituir juízo de admissibilidade obrigatório pelo plenário;

- Proibir expressamente a concessão de liminares monocráticas; e

- Fortalecer a colegialidade das decisões.

 * Fixação de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com prazo determinado para o exercício da função (15 anos).

 * Criação de um Código de Conduta para os ministros do STF, com regras claras de atuação e observância institucional.

 Criação de GT:

* Criação de um grupo de trabalho com a missão de estudar e apresentar novas iniciativas voltadas ao aperfeiçoamento do sistema de Justiça e ao fortalecimento das instituições democráticas.

 Presenças

Também acompanharam o ato público a secretária-geral adjunta da OAB/RS, Ana Piccoli; a secretária-geral adjunta da OAB/RS, Regina Soares; o diretor-geral da ESA/RS, Gerson Fischmann; a conselheira federal da OAB/RS Rosangela Maria Herzer dos Santos; o conselheiro federal da OAB/RS Pedro Alfonsin; os ex-presidentes da OAB/RS Fernando Krieger da Fonseca, Luiz Carlos Levenzon, e, de forma remota, Renato da Costa Figueira e a detentora da medalha Rui Barbosa, Clea Carpi da Rocha; o presidente da Comissão para Temas Estratégicos para o Estado, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira; a corregedora-adjunta da OAB/RS, Maria Ercília Hostyn Gralha, representando a corregedoria da instituição; a presidente da APERGS, Patricia Bernardi Dall'Acqua; e o representante da ADVOCEF, Davi Duarte. O evento contou ainda com a participação de demais membros do Conselho Pleno da OAB/RS, presidentes e dirigentes de subseções, além de presidentes e membros de comissões da Ordem gaúcha.




Dica do editor - Vale a pena acompanhar, hoje, o último dia do Simpósio de Semicondutores da América Latina e Caribe, Tecnopuc, Porto Alegre

Termina hoje o Simpósio de Semicondutores da América Latina e do Caribe (SemiCon-LAC 2026), no Tecnopuc, em Porto Alegre. O evento internacional é coorganizado pelo governo do Estado e o encontro promove discussões sobre inovação, desenvolvimento tecnológico, cooperação internacional, oportunidades de negócios e o fortalecimento da participação da região na cadeia global de semicondutores. O governo do RS desenvolve o Programa Semicondutores RS, política pública do governo do Estado voltada para o fortalecimento da cadeia produtiva local, fomento à inovação e formação de talentos.

CLIQUE AQUI para examinar material dos jornalistas do governo sobre o que vem acontecendo no evento, aberto ao público.








Opinião do editor

 O impacto da nova investida policial n Banco Regional de Brasília, BRB, será fatal no registro dos investimentos e na nota de crédito do banco, que já estava agonizante e que, agora, dificilmente escapará da liquidação por parte do Banco Central.

O BRB está definitivamente bichado.

O risco é sistêmico, ou seja, a liquidação do BRB poderá afetar o sistema financeiro como um todo.

A eventual liquidação do BRB (Banco de Brasília) geraria um rombo de R$ 17 bilhões no FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e um prejuízo de R$ 215 bilhões à economia do Distrito Federal em uma década. 

Antes desta operação de hoje, pra evitar o colapso sistêmico, uma solução envolvendo aporte de recursos e garantias foi fechada no STF. 

Os impactos e riscos diretos que a liquidação da instituição causaria englobam:

Rombo no FGC: 
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, estimou um impacto bilionário sobre o FGC, afetando indiretamente os bancos associados que compõem o fundo.
Impacto Econômico e Social no DF:
O presidente do banco apontou que o fechamento significaria o retrocesso de dez anos no desenvolvimento do Distrito Federal, com reflexos severos nos cofres públicos locais e nas áreas sociais prioritárias.
Preocupação Sistêmica:
O caso movimenta o Banco Central e coloca holofotes sobre a governança de bancos regionais e instituições parceiras, como o Banco Master.
Transparência de Contratos:
A crise expôs a fragilidade dos controles da instituição
Investidores e Clientes: Correntistas do BRB sofreriam com a incerteza imediata de saques e aplicações, ainda que a solução envolvendo o STF e a cobertura parcial do FGC garantissem os depósitos dentro dos limites legais.

Dica do editor - Saiba o que é a anemia falciforme, quais os sintomas e como tratar

Os principais sintomas da anemia falciforme incluem crises intensas de dor nos ossos e articulações, fadiga, palidez, icterícia (pele e olhos amarelados) e risco elevado de infecções. Complicações graves como a síndrome torácica aguda e acidentes vasculares cerebrais (AVCs) também podem ocorrer.Os sintomas costumam surgir a partir dos 6 meses de vida e variam de intensidade dependendo de cada pessoa. Os principais sinais incluem:Crises de dor: Causadas pelo bloqueio do fluxo sanguíneo pelos glóbulos vermelhos deformados. Podem atingir os braços, pernas, tórax e abdômen.Anemia crônica: Resulta na destruição precoce das hemácias, gerando cansaço, fraqueza e palidez.Icterícia: Coloração amarelada na pele e na parte branca dos olhos, provocada pela quebra das células sanguíneas.Síndrome mão-pé: Inchaço doloroso nas mãos e nos pés, sendo um dos primeiros sintomas em bebês.Baixa imunidade: Maior vulnerabilidade a infecções graves, especialmente nos pulmões e ossos.Crises de sequestro esplênico: Acúmulo repentino de sangue no baço, causando aumento do órgão, queda abrupta da hemoglobina e dor.Síndrome Torácica Aguda: Caracterizada por dor no peito, febre e falta de ar; é uma emergência médica.O diagnóstico geralmente é feito logo no nascimento por meio do Teste do Pezinho. Para orientações detalhadas e acompanhamento, consulte o portal do Ministério da Saúde ou busque auxílio de um médico hematologista.

Departamento de Estado

 https://www.brasil247.com/#google_vignette

O que é o Porto Meridional de Arroio do Sal

 O Porto Meridional de Arroio do Sal é um mega projeto de terminal portuário privado em mar aberto, que será construído no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. 

Com um investimento de R$ 6 bilhões, ele será o segundo porto marítimo do estado e o mais próximo dos centros industriais e produtivos.

Localização e Estrutura:
Fica em Arroio do Sal. Terá 17 metros de profundidade e capacidade para receber grandes navios, com movimentação estimada em até 53 milhões de toneladas de cargas por ano (como granéis e contêineres).
Impacto Econômico:
Nasce para desafogar a dependência logística do Porto de Rio Grande, diminuindo custos de frete e encurtando distâncias para o escoamento da produção da Serra e do Norte gaúcho.

 O projeto deve criar milhares de vagas de trabalho diretas e indiretas, além de impulsionar a economia local, hoteleira e de turismo (com previsão de receber transatlânticos).

O principal empreendedor e empresa responsável pelo desenvolvimento, projetos e viabilização do Porto Meridional em Arroio do Sal é a DTA Engenharia Portuária & Ambiental, liderada pelo seu presidente, João Acácio.O projeto é tocado em conjunto com a empresa Porto Meridional Participações, onde o executivo André Busnello atua como diretor jurídico.O empreendimento é um Terminal de Uso Privado (TUP) e conta também com forte articulação política do Senador Luis Carlos Heinze 

Malfeitos de Ciro Nogueira, chefão do PP

 Uma rede de empresas ligadas ao senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, utilizou familiares, servidores públicos, beneficiários de programas sociais e dinheiro vivo para esconder recursos ilícitos, parte dos quais a Polícia Federal acredita que tenha origem no ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e na mesada paga por ele ao parlamentar.

A informação é da Folha.

Leia tudo o despacho da Folhapress.

A teia é descrita por investigadores em uma análise de Relatórios de Inteligência Financeira (RFIs) do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sobre a movimentação do grupo ligado ao clã do senador e que atua no Piauí e no Maranhão.

A PF aponta a existência de um "circuito integrado" de movimentação financeira entre empresas das famílias Nogueira e Vorcaro, em especial a CNLF, do senador, e a BRGD, controlada por Vorcaro e seus parentes.

Foi por meio deste fluxo que o ex-banqueiro pagou uma mesada ao senador que soma ao menos R$ 6 milhões entre 2024 e 2025, período que coincide com o agravamento dos problemas do Master e as tentativas de salvar o negócio de Vorcaro.

A PF aponta então para uma estratégia de lavagem de dinheiro por meio de "estruturas recorrentes e interligadas, utilizadas, em tese, para a ocultação, dissimulação e reinserção de recursos de origem incompatível com a capacidade econômico-financeira formal dos envolvidos, tendo como possível beneficiário final o senador Ciro Nogueira".

A Folha de S.Paulo procurou Ciro Nogueira, por meio de sua assessoria de imprensa, no final da tarde desta terça-feira, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Também tentou contato com a defesa de Vorcaro, por email e WhatsApp, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

As investigações já identificaram diversos indícios da relação próxima entre Ciro e Vorcaro. Por exemplo, o pagamento de diárias em hotéis de luxo em Nova York e na Europa, viagens juntos e repasses feitos em dinheiro vivo. Além disso, o banqueiro se referia ao parlamentar como "grande amigo de vida".

Segundo a PF, a estrutura funcionaria da seguinte forma: os recursos eram repassados ao clã Nogueira por meio da BRGD, administrada por Felipe Vorcaro (primo de Daniel), por meio de uma fintech chamada PJBank.

Os investigadores apontam que, no período analisado, entre 2020 e 2025, a fintech enviou R$ 3 milhões ao grupo do senador, mesmo sem ter autorização do Banco Central para esse tipo de transação.


Polícia Federal vai para cima do líder do governo Lula, o senador Jacques Wagner, envolvido no escândalo do Banco Master

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, a nona fase da Operação Compliance Zero e tem como alvo principal de busca e apreensão o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado. A investigação apura fraudes envolvendo o Banco Master, o PT da Bahia e o senador.

Além da casa do líder do governo Lula, a Polícia Federal  cumpre buscas em empresas e residências de Augusto Lima na Bahia, São Paulo e Brasília. Lima é ex-sócio de Vorcaro e foi o responsável por implementar no governo da Bahia, quando Wagner era governador, um sistema de crédito consignado para servidores públicos que posteriormente foi levado para o Banco Master. O Credcesta constituía o principal ativo financeiro do banco.

Ao todo, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.

Operação mira braço do Master no PT da Bahia

Essa é a primeira fase da operação que mira políticos aliados do presidente Lula. O empresário Augusto Lima chegou a ser preso na primeira fase da Compliance Zero, em novembro do ano passado, mas foi solto pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e não foi alvo de outras fases. A suspeita da PF é que ele também atuou na operação fraudulenta de venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB).



Opinião do editor - Meta-se nas eleições do Brasil, sim, presidente Trump

O que se pode perceber pela desastrosa passagem de Lula da Silva pela reunião do G7 foi uma sucessão de desfeitas produzidas pelo presidente Donald Trump ao brasileiro, que antes de viajar tentou de tudo para uma nova reunião de trabalho entre ambos.

Trump ignorou-o na sessão de fotos oficiais e ontem a noite disparou críticas ferozes contra o atual regime autoritário brasileiro, cujos líderes são exatamente Lula e seu colega Alexandre de Moraes, um consórcio inédito mantido há 4 anos entre o Governo do PT+STF. 

O que disse Trump numa coletiva de imprensa, ao defender o deputado Eduardo Bolsonaro, condenado no mais recente Processo de Moscou por parte da aparelhada 1a. Turma do STF:

- O Brasil é um país um pouco perigoso politicamente, como é a mais recentecondenação de Eduardo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). Prenderam ele ou querem prendê-lo. Estão tramando algo para a sua prisão. Eles jogam bem pesado. Mas ninguém joga mais pesado que os Estados Unidos.

Lula reagiu ao golpe e provocou Trump:

- Não se meta nas eleições do Brasil.

Ou seja, Lula e o PT, que se mete em tudo que é eleição realizada fora do Brasil, não quer que Trump repita o que fez o presidente Joe Biden em seu favor nas eleições de 2022.

O que se espera é que o governo dos EUA meta-se, sim, nas eleições do Brasil, para que elas sejam limpas e justas, portanto sem os atropelos movidos pelo STF, PGR e seus aliados da mídia tradicional contra a Oposição.

Artigo, especial, Renato Sant'Ana - Constrangimentos para a magistratura

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.
E-mail: releituras21@gmail.com

Há fatos que não deveriam ser ignorados. Há fatos que não poderiam cair no esquecimento, ao menos não antes de uma solução razoável. E como o assunto, já descartado nas redações, há de retornar à pauta, é oportuno retomá-lo aqui. É o caso da juíza que concedeu perdão judicial à mãe de Henry Borel, menino de quatro anos, torturado e morto pelo padrasto, sem que a mãe, podendo agir, nada fizesse para protegê-lo.

A conduta da juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, com imagens difundidas pela imprensa e em redes sociais, vem constranger magistrados e enxovalhar a reputação do Judiciário, causando descrédito e indignação na opinião pública.

O júri do caso, que durou incríveis 11 dias, poderia ser mote para uma dissertação de mestrado (jamais o será!), em especial pelos fundamentos extravagantes da sentença prolatada. Mas o destaque aqui restringe-se ao destampatório da juíza, que se vê neste link de um portal de notícias:


https://www.youtube.com/watch?v=kVQ2Qbo4bkI


Prossigo. Como se vê no vídeo, a magistrada, parecendo uma professora de comédia que perdeu o controle sobre uma turma de rebeldes, grita com os advogados, esbravejando: "Eu estou mandando sentar! Eu estou fazendo ordem aqui dentro! Eu não quero advogados em pé me afrontando."

Como dizem os adolescentes, ela "pagou mico" ao desafiar: "E eu não sei aonde [sic] que o estatuto da OAB vai poder me proibir de falar isso." Então, com irritante calma... um advogado leu o Estatuto da Advocacia, lei nº 8.906/1994, que diz: "Art. 7º São direitos do advogado: (...)VII - permanecer sentado ou em pé e retirar-se de quaisquer locais indicados no inciso anterior, independentemente de licença; (...) XII - falar, sentado ou

em pé, em juízo, tribunal ou órgão de deliberação coletiva da Administração Pública ou do Poder Legislativo" (grifos nossos).

Nas matérias da imprensa, inclusive imagens da TV, não consta que alguém haja posto em xeque a autoridade da juíza, nada que justificasse falas peremptórias como: "Eu não quero que fiquem em pé!"

Autoridade judiciária não tem "querer", exceto "querer" cumprir o que, por força da lei, é de sua competência. E é nesse ponto que a coisa toma um rumo perigoso. O papel de quem julga é aplicar a lei. Não é decidir de modo subjetivo e impor seu ponto de vista. Num regime democrático - e todo mundo enche a boca para falar de democracia -, o que há é o império da lei, não do juiz, com um Poder Judiciário cuja missão primordial é honrar o ordenamento jurídico, fazendo valer a legislação que regula a sociedade e que foi, frise, criado por ela através do Poder Legislativo.

O que o vídeo mostra longe está de ser o mais grave naquilo que houve no júri. Mas permite, a quem não tem familiaridade com o assunto, ter uma ideia das irregularidades que provocaram reação do Ministério Público e indignação em muitos segmentos da sociedade.

Felizmente, o que se viu no "Caso Borel" - no que se refere à postura da juíza - não é um padrão, ao menos até este momento: é uma exceção, que, decerto, constrange magistrados Brasil afora.

Ainda voltaremos ao assunto para aprofundá-lo.


Saiu o relatório de 511 pátinas da CPI dos Pedágios

  O editor está com a cópia do relatório de 511 páginas da CPI dos Pedágios que teve como relator o deputado Miguel Rosseto, PT, e como presidente o deputado Paparico Bachi, PL.

O editor fornece a cópia integtral através do seu Whaats 51.99945.9810.

O relatório final da CPI dos Pedágios da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul foi aprovado no dia 11 de junho. O documento, relatado pelo deputado Miguel Rossetto, foi aprovado por 8 votos a 3 e recomenda o cancelamento dos editais dos Blocos 1 e 2, além de auditoria no Bloco 3. O texto final detalha diversas críticas e diretrizes para o modelo de concessões do estado e recomenda o cancelamento imediato das concessões do Bloco 1 e a suspensão formal do Bloco 2, apontando falhas estruturais nos contratos.

Situação do Bloco 3: Solicita uma rigorosa reavaliação do Bloco 3 (único já em operação). Segundo a CPI, após mais de três anos de cobrança, as duplicações previstas não foram entregues e as tarifas sofreram reajustes superiores a 35%.

Investimentos: Critica a falta de investimentos próprios das concessionárias, apontando que mais de 90% dos aportes na verdade vêm da própria sociedade (seja por tarifas ou recursos públicos).

Redirecionamento: Propõe o redirecionamento dos recursos do Funrigs (Fundo de Reconstrução do RS) para obras prioritárias nas rodovias.

Artigo, especial -O Musk que o Brasil não deixaria existir

Elon Musk fundou a SpaceX em 2002. Vinte e poucos anos depois, a empresa do mina o mercado global de lançamentos, leva astronautas à órbita e opera milhares de satélites. Tornou-se uma das companhias mais valiosas do mundo e referência obrigatória em qualquer conversa sobre inovação. Agora imagine o que aconteceria com um Musk brasileiro. Antes mesmo de dese nhar o primeiro foguete, ele já estaria contratando advogado tributarista. O capital para um projeto de dez anos de maturação simplesmente não existe aqui: com ju ros reais entre os mais altos do planeta, qualquer investidor racional prefere título público a apostar em engenharia. O crédito que sobra é caro, curto e exige garantias que uma empresa de tecnologia nascente não tem como oferecer. Se mesmo assim o negócio nascesse e desse certo, o sucesso viraria problema. Cres cer no Brasil significa atrair fiscalização, autuações e a suspeita permanente de que algo está errado. O empreendedor passa a gastar mais energia se defendendo do próprio país do que competindo com o resto do mundo — um desgaste que nenhum concorrente americano enfrenta. Conhecemos o roteiro: a empresa que prospera vira alvo, e o fundador descobre que seu maior risco operacional fica em Brasília. Até aqui, o diagnóstico parece o de sempre, repetido em qualquer painel de inves timentos: Estado demais, liberdade de menos. Mas a história real da SpaceX conta outra coisa, e é o detalhe que a Faria Lima prefere não mencionar. Em agosto de 2008, depois de três lançamentos fracassados seguidos, a SpaceX estava a semanas da falência. Quem salvou a empresa não foi um fundo de ven ture capital iluminado: foi a NASA, com um contrato de US$ 1,6 bilhão para rea bastecer a Estação Espacial Internacional. O primeiro satélite lançado por Musk pertencia à DARPA, agência de pesquisa do Pentágono. O Falcon 9 e a cápsula Dragon foram desenvolvidos em grande parte com dinheiro de encomenda pú blica. O próprio Musk reconhece que, sem o governo americano, sua empresa teria quebrado antes de decolar. Os Estados Unidos praticam há décadas aquilo que aqui se aprendeu a chamar de pecado: política industrial. O Pentágono encomenda, a NASA contrata, o Congresso protege o fornecedor nacional. O Estado americano assume o risco junto com o empreendedor nos anos em que os foguetes ainda explodem e colhe depois sobe rania tecnológica, empregos qualificados e domínio de um setor inteiro. O contraste com o Brasil é mais incômodo do que a velha queixa contra impostos. Nosso Estado cobra como poucos e compra como nenhum. Pesa sobre quem pro duz, mas não encomenda, não ancora demanda, não banca o desenvolvimento de nada que envolva risco real. Temos em Alcântara a base mais bem localizada do planeta para lançamentos, a poucos graus da linha do Equador, e seguimos espectadores da corrida espacial alheia. O Centro de Lançamento existe desde os anos 1980; o que nunca existiu foi um governo disposto a ser cliente da própria engenharia. O talento nunca foi o gargalo. Engenheiros brasileiros trabalham nas melhores em presas do setor, inclusive na própria SpaceX. O que falta é um país que trate quem assume risco produtivo como ativo a proteger — com um Estado que pare de sufo car quem cresce e comece a encomendar o que ainda não existe. Enquanto a es colha for entre o peso do fisco e a ausência do cliente público, vamos continuar ex portando os nossos Musks e assistindo, da arquibancada, aos foguetes dos outros

Governo dos EUA prende chefão do PCC e do CV

A prisão ocorreu no mesmo período em que o Departamento de Estado dos EUA classificou oficialmente o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras. A decisão americana gerou atrito com o governo brasileiro, que não reconhece as facções sob essa mesma designação jurídica.

 A Polícia migratória dos EUA (ICE) prendeu Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, apontado como ex-chefe do PCC e do CV, em Mooresville (Carolina do Norte). A captura ocorreu após perseguição em alta velocidade. 

Ele estava foragido da Interpol e mantinha a própria esposa em cárcere privado no veículo.

Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, conhecido como "Don", possuía dois mandados de prisão em aberto no Brasil por associação criminosa e extorsão. 

Durante uma tentativa de abordagem, Don acelerou o veículo e iniciou fuga, que terminou após colisão contra carros parados. Agentes do setor de Investigações de Segurança Interna (HSI) encontraram no carro uma pistola 9mm, dinheiro, celulares e laptops. A esposa confirmou em depoimento que era mantida refém.

Artigo, Rafael Fleck - O furto de fios precisa parar em Porto Alegre

O autor é secretário municipal de Serviços Urbanos

Porto Alegre enfrenta uma crise que já comprometeu a rotina da cidade e gerou prejuízos milionários: o furto de fios. Mais do que números, trata-se de uma realidade que atinge comerciantes, moradores e o poder público, deixando ruas às escuras, empresas paralisadas e aumentando a sensação de insegurança.


Dados do Sindilojas revelam que oito em cada 10 lojistas foram afetados nos últimos 12 meses, acumulando perdas de R$ 241,4 milhões. Quase metade sofreu duas ou três ocorrências e seis em cada 10 precisaram interromper suas atividades, muitas vezes por mais de 24 horas. Os impactos mais comuns foram a queda de internet e telefone, falta de energia elétrica e o aumento da vulnerabilidade.


O setor público também é alvo constante. Em maio de 2026, foram furtados 1.468 metros de fios da iluminação de vias, parques e praças, mais do que o dobro do mês anterior. No Túnel da Conceição, só nos primeiros 15 dias de fevereiro, houve um furto por dia. Já no Parque da Redenção, postes são serrados semanalmente, deixando áreas inteiras às escuras e inseguras.


Esse cenário se espalha por todas as regiões da cidade e exige ação firme e coordenada, que não pode se limitar a medidas isoladas. É preciso envolver o Legislativo, com projetos que endureçam a punição; o Executivo, com fiscalização rigorosa e monitoramento preventivo; e o Judiciário, com responsabilização efetiva. Além disso, é fundamental atingir todas as pontas dessa cadeia criminosa - do furto ao transporte e à receptação - para quebrar sua espinha dorsal.


O caminho escolhido pelo prefeito Sebastião Melo aponta na direção correta: unir esforços das forças de segurança, fiscalização e sistema de Justiça em ações conjuntas e organizadas. Somente com essa integração será possível devolver tranquilidade às ruas, confiança à população e segurança aos equipamentos públicos e privados.


Porto Alegre não pode seguir refém dessa prática criminosa. O furto de fios precisa parar.



Zucco é ameçado de morte por ativista lulopetista

 No termo do do interrogatório que vai no link a seguir, o ativista político gaúcho Cleomar dos Santos, 47 anos, confirma que foi ele quem mandou as mensagens com ameaças de morte contra o deputado Luciano Zucco, candidato a governador do RS.

Entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, Cleomar registrou tudo no seu perfil de internet.

Na mensagem mais ameaçador, o ativista, que é eleitor de Lula, acha que Bolsonaro é pedófilo, abomina Zucco e durante muito tempo foi filiado ao PT, ameaçou dar um tiro na cabeça do deputado. Ao se referir ao desfile Farroupilha, do qual Zucco participou, ele escreveu:

- "Perdi a oportunidade de estourar a cabeça desse defensor de pedófilo, bolsonarista, safado". 

Ele também afirmou que garantiria a ida do deputado para o inferno.

No interrogatório, o ativista lulopetista se disse arrependido e pediu perdão a Zucco.

O interrogatório foi realizado na 3a. DP em Novo Hamburgo, onde mora o ativista lulopetista, inclusive com a presença de agentes da Polícia Legislativa Federal.

O inquérito aberto resultará no indiciamento do acusado, que será processado criminalmente.

CLIQUE AQUI para examinar o fac simile do interrogatório.