USAID

 Escritório do Inspetor-Geral da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) apontou que cerca de 101 funcionários da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) ajudaram o Hamas a executar o ataque terrorista contra Israel em 7 de outubro de 2023, que assassinou mais de 1200 civis, incluindo cinco brasileiros, além de crianças e idosos, e sequestrou 251 pessoas .


A informação foi divulgada no jornal New York Post, apontando investigação do Inspetor-Geral, que é órgão de fiscalização federal. Com base na investigação, o jornal citou nominalmente os funcionários da ONU que se tornaram cúmplices dos terroristas, incluindo diretores de escolas da agência da ONU, professores, seguranças, atendentes, conselheiros psicossociais e profissionais médicos.


Um total de 1.500 funcionários da UNRWA estão sendo investigados, de acordo com o Washington Free Beacon . Um alto funcionário do Departamento de Estado confirmou ao The Post que o número estava correto. Inquéritos anteriores do inspetor-geral constataram que os fundos destinados à agência da ONU podem ter sido desviados para os terroristas em Gaza.



Com isso, a agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina ficará sem qualquer financiamento de ajuda externa dos EUA nos próximos 10 anos. 


O relatório do Escritório do Inspetor-Geral da Usaid revela que um vice-diretor de escola atuava também como vice-comandante das Brigas al-Qassam, o braço armado do Hamas, enquanto outro era líder de um esquadrão em uma brigada de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza.


Mísseis antitanque

Cinco professores eram militares ou oficiais de inteligência do Hamas e de grupos terroristas aliados, de acordo com as investigações. O documento revela que um deles chegou a levar mísseis antitanque para ajudar o grupo terrorista no atentado.



Neste momento, a “investigação ativa e em curso” do Inspetor Geral da USAID suspendeu ou proibiu 108 indivíduos de participarem dos ataques de 7 de outubro e/ou de terem ligação com o Hamas.


O gabinete do inspetor-geral ampliou sua investigação em março, conforme noticiado inicialmente pelo Post. Fontes já haviam revelado que a investigação do gabinete do inspetor-geral da USAID estava sendo conduzida em paralelo a uma investigação criminal federal sobre os laços do Hamas com a UNRWA.


Financiamento americano

“A prioridade investigativa do Inspetor-Geral da USAID continua sendo garantir que a assistência humanitária financiada pelos EUA em Gaza não caia nas mãos do Hamas e de outras organizações terroristas estrangeiras, impedindo que a ajuda chegue aos civis não combatentes necessitados”, concluiu o resumo da investigação.



“Em apoio a esse esforço, o Escritório do Inspetor Geral da USAID mantém um trabalho investigativo adicional em andamento, com o objetivo de impedir a recirculação de atores ligados ao terrorismo em organizações de ajuda financiadas pelos EUA que operam em Gaza.”


O senador Tom Cotton (republicano do Arkansas), que preside o Comitê de Inteligência na câmara alta, e 24 senadores republicanos pediram ao governo Trump no mês passado que ” desmantelasse completamente a UNRWA ” e a eliminasse do orçamento das Nações Unidas.


Em fevereiro de 2025, o presidente Trump assinou uma ordem executiva retirando o financiamento dos EUA  para a UNRWA, embora  mais de US$ 839 milhões  tenham sido destinados à agência por contribuintes internacionais naquele ano.



O orçamento anual da ONU também destina cerca de 70 milhões de dólares para a agência de ajuda palestina.

ncionários demitidos da USAID sorriem enquanto carregam seus pertences pessoais — com mensagens para Trump — para fora do escritório em Washington. 

PorVictor Nava

Publicado em 21 de fevereiro de 2025, às 21h21 (horário do leste dos EUA).

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Na sexta-feira, funcionários recentemente demitidos da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) escreveram mensagens em caixas cheias de seus pertences pessoais — e vários ex-funcionários foram vistos radiantes enquanto eram aplaudidos por apoiadores em seu último dia de trabalho. 


"Você pode tirar os humanitários da USAID, mas não pode tirar a humanidade dos humanitários", dizia uma mensagem otimista na caixa de um ex-funcionário, que continha uma grande planta entre outros itens. 


“Estamos abandonando o mundo”, dizia outro bilhete no contêiner com os pertences de um ex-funcionário federal. 


Ex-funcionários da USAID

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Ex-funcionários da USAID deixaram o escritório pela última vez na sexta-feira.

Reuters

Funcionário da USAID

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Os funcionários demitidos foram recebidos por apoiadores em frente ao escritório em Washington, DC.

AP


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Os funcionários demitidos foram aplaudidos por ex-funcionários e apoiadores da USAID durante uma cerimônia de despedida em frente aos escritórios praticamente fechados da agência em Washington, DC. 


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Mais quatro funcionários da UNRWA — incluindo professores — foram considerados culpados de sequestrar israelenses em 7 de outubro, enquanto as autoridades federais avaliam a possibilidade de acusações criminais.

Vista geral do edifício do Secretariado das Nações Unidas e do selo das Nações Unidas em Nova Iorque, NY, em 10 de julho de 2025. (Foto/Christopher Sadowski)

Expulsar da ONU todos os seus funcionários terroristas E seus apoiadores.


Órgão de fiscalização dos EUA 'amplia' investigação sobre a UNRWA por ligações com o Hamas e atos assassinos em 7 de outubro.

A força de trabalho da USAID, que atualmente conta com 10.000 funcionários, deverá ser reduzida para cerca de 300 após o presidente Trump ter tomado medidas para desmantelar a agência, depois de impor uma pausa de 90 dias na ajuda externa. 


A redução de pessoal ocorreu após descobertas chocantes de desperdício da USAID pelo Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) de Elon Musk. 


Ex-funcionários da USAID

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Vários ex-funcionários foram vistos sorrindo durante a despedida.

AP

Elon Musk

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A equipe DOGE de Elon Musk encontrou diversos casos de desperdício de dinheiro público na USAID.

AFP via Getty Images

No início deste mês, Trump anunciou que o secretário de Estado Marco Rubio atuaria como diretor interino da USAID, com o objetivo final de integrar as operações restantes da agência ao Departamento de Estado. 


Na sexta-feira, um juiz federal abriu caminho para o desmantelamento da USAID pelo governo Trump, após se recusar a estender uma liminar que impedia o plano do governo de remover quase todos os funcionários da USAID de seus cargos nos EUA e em todo o mundo.

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Não há comprovação oficial de que a USAID tenha agido para derrubar o governo de Jair Bolsonaro. As alegações ganharam força após declarações de Mike Benz, ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA, e comentários de Elon Musk, que acusaram a agência de financiar iniciativas de combate à desinformação para desestabilizar o ex-presidente. Por outro lado, agências de checagem de fatos e relatórios oficiais apontam que os recursos foram aplicados em áreas sociais, como saúde, educação e meio ambiente. [1, 2, 3, 4]

Origem das Alegações
  • Declarações de Mike Benz: O ativista afirmou publicamente que, se a USAID não existisse, Jair Bolsonaro ainda seria o presidente do Brasil. Segundo Benz, a agência financiou ONGs e advogados para pressionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a restringir publicações de redes sociais ligadas ao movimento bolsonarista sob o pretexto de combater a desinformação. [1, 2, 3]
  • Apoio de Elon Musk: Musk utilizou suas redes sociais para sugerir que o aparato estatal norte-americano ("deep state") atuou contra Bolsonaro nas eleições de 2022, alinhando-se à narrativa de parlamentares da oposição brasileira. [1]
  • Reação no Congresso Nacional: Diante das acusações, deputados e senadores da oposição ao governo atual iniciaram movimentos para coletar assinaturas e propor uma CPI ou CPMI com o objetivo de investigar a destinação e o impacto político desses fundos estrangeiros no Brasil. [1, 2]
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  • Ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA, Mike Benz reafirma, em audiência pública, denúncias de que o governo norte-americano interferiu no processo eleitoral brasileiro.

    Alan Santos

    Mike Benz reitera denúncia de interferência dos EUA nas eleições do Brasil

    Mike Benz

    Brasília – O ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA, Mike Benz, reiterou denúncia de interferência do governo norte-americano nas eleições do Brasil de 2022. Nesta quarta-feira, 6, em depoimento à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), Benz expôs uma série de documentos, inclusive com valores pagos em dólares para uma rede que envolveu 11 agências governamentais.

    De acordo com ele, esta rede tinha como principais atores a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID), a Agência Central de Inteligência (CIA), o Pentágono, sede do Departamento de Defesa, e a Casa Branca. “Não há dúvidas de que esse aparato inclinou a balança para um dos lados”, afirmou.

    Mike Benz explicou, ainda, que esta rede abastecia Organizações Não Governamentais (ONGs) e agências de checagem com milhões de dólares para “instrumentalizá-las no controle da informação”. Segundo ele, “durante o governo Bolsonaro, o governo dos EUA despejaram mais de US$ 90 milhões nas operações da USAID e seus parceiros no Brasil”.

    Um dos parceiros da USAID nesta operação foi o Atlantic Council que teve como dirigentes sete ex-diretores da CIA. O Wilson Center é outro ator que deu treinamento para entidades brasileiras sobre censura, com o pretexto de combate à desinformação. “O objetivo era fortalecer a oposição e censurar os conservadores, principalmente nas redes sociais”, assegurou.

    Na avaliação de Marcel van Hattem (NOVO/RS), “toda a narrativa de golpe já estava prevista antes da eleição”. Para Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL/SP) “ficou claro que houve um conluio dos democratas com a esquerda brasileira e as agências de checagem, que interferiram no fluxo de informações. É extremamente grave tudo isso”, pontuou.

    Filipe Barros (PL/PR), presidente da CREDN, explicou que, “ainda em agosto, votaremos o Projeto de Lei que proíbe dinheiro estrangeiro em ONGs brasileiras. Além disso, vamos trabalhar por uma CPMI para investigar o dinheiro da USAID no Brasil e estudar, também, a possível cassação do registro do Partido dos Trabalhadores, pois a Lei Eleitoral não permite que partidos políticos recebam direta ou indiretamente recursos do exterior”.

Artigo, Felipe Vieira - Paulo Rabello de Castro vê risco crescente para a economia brasileira

Felipe Vieira é jornalista e principal âncora da BandNews. Ele é gaúcho e edita newsleter diária.

Este material é da newsleter do jornalista.

A RC Consultores, empresa comandada pelo economista e ex-presidente do IBGE e do BNDES Paulo Rabello de Castro, divulgou nesta segunda-feira (15) uma análise contundente sobre o cenário econômico brasileiro. Com o título "O Abismo Está Mais Perto", o relatório avalia que as expectativas para inflação, juros e crescimento vêm se deteriorando rapidamente, aumentando os riscos para a economia nos próximos anos.


A divulgação do mais recente Boletim Focus do Banco Central provocou o alerta da consultoria sobre os rumos da economia brasileira. Em análise distribuída ao mercado, a RC Consultores afirma que o cenário econômico apresenta sinais de deterioração acelerada e defende que o espaço para uma redução consistente dos juros está se tornando cada vez mais limitado.


No relatório, os economistas destacam a sequência de revisões para cima das projeções de inflação e o impacto desse movimento sobre as expectativas de mercado. Segundo a avaliação, a inflação projetada para o fim de 2026 alcançou 5,35%, avanço significativo em relação aos 3,87% estimados em fevereiro deste ano.


De acordo com a consultoria, a mudança ocorreu em um período relativamente curto. Em apenas quatro meses, a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou quase um ponto e meio percentual, refletindo uma percepção crescente de dificuldade para o controle da inflação.


A análise aponta que o efeito dessa deterioração também aparece nas projeções para a taxa básica de juros. Em março, o mercado trabalhava com a expectativa de que a Selic encerraria 2026 em torno de 12% ao ano. Agora, segundo o levantamento citado pela RC Consultores, a previsão já se aproxima de 14%.


Outro ponto destacado é o comportamento dos juros reais, considerados um dos mais elevados do mundo. Segundo o relatório, o juro real implícito para 2026 ultrapassa 8,6% ao ano, patamar que, na avaliação da consultoria, dificulta investimentos de longo prazo, reduz a expansão do crédito e aumenta os custos para empresas e famílias.


Embora as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) tenham apresentado leve melhora, com expectativa próxima de 2% para 2026, a RC Consultores considera que esse desempenho é sustentado principalmente pela expansão dos gastos públicos. Na avaliação da empresa, esse impulso pode não ser suficiente para garantir crescimento sustentável nos anos seguintes.


A preocupação maior está concentrada em 2027. O relatório observa que as projeções já apontam desaceleração da atividade econômica, com crescimento estimado em torno de 1,66%, cenário que refletiria os efeitos prolongados de juros elevados e de um ambiente econômico menos favorável para investimentos privados.


Os economistas da consultoria atribuem parte desse quadro à política fiscal do governo federal. Segundo a análise, o aumento das despesas públicas teria contribuído para elevar a percepção de risco dos investidores, pressionando as expectativas de inflação e reduzindo a eficácia da política monetária conduzida pelo Banco Central.


O documento conclui defendendo uma mudança de rumo na condução econômica do país. Para a RC Consultores, sem medidas capazes de recuperar a confiança fiscal e reduzir as incertezas sobre as contas públicas, o Brasil poderá enfrentar um período mais prolongado de crescimento baixo, juros elevados e inflação resistente.


A avaliação da consultoria reforça um debate que vem ganhando espaço entre economistas, investidores e agentes do mercado financeiro: o desafio de equilibrar crescimento econômico, controle da inflação e sustentabilidade das contas públicas em um cenário marcado por incertezas internas e externas.


Jornalista Felipe Vieira

Artigo, Charlene de Ávila e Néri Perin -O PL 5.122/2023 e a Crise do Endividamento Rural: Alívio Necessário ou Solução Temporária?

Por muitos anos, a narrativa predominante no crédito rural brasileiro sustentou que a inadimplência do produtor era consequência de falhas individuais de gestão, planejamento inadequado ou excesso de endividamento. Entretanto, o aumento das recuperações judiciais rurais, das renegociações de crédito e a própria tramitação do PL 5.122/2023 revelam uma realidade distinta: o Brasil enfrenta uma crise sistêmica de endividamento rural.


O texto final do Projeto de Lei 5.122/2023, que criou um programa de renegociação de dívidas rurais, incluiu algumas mudanças solicitadas pelo sistema financeiro e pelo governo, por meio de emendas elaboradas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin). Mesmo assim, o Ministério da Fazenda estima impacto para o Tesouro Nacional de R$ 140 bilhões ao longo de dez anos.


A aprovação do projeto pelo Senado Federal, ao prever uma linha especial de refinanciamento de dívidas rurais com juros subsidiados e prazos estendidos, representa o reconhecimento institucional de que milhares de agricultores e pecuaristas foram atingidos por circunstâncias extraordinárias que escapam ao seu controle.


A questão central não é apenas saber se o refinanciamento é justo ou necessário, mas compreender por que o setor chegou a essa situação.


A crise atual resulta da combinação de diversos fatores acumulados ao longo dos últimos anos. Eventos climáticos extremos, como secas, geadas e enchentes, comprometeram sucessivas safras em diversas regiões do país.


Ao mesmo tempo, houve forte aumento dos custos de produção, especialmente de fertilizantes, defensivos, combustíveis e máquinas, aliado à volatilidade dos preços das commodities agrícolas, à elevação das taxas de juros e à insuficiência do seguro rural.


Em muitos casos, a capacidade de pagamento do produtor foi comprometida não por erro de gestão, mas por circunstâncias externas e extraordinárias.


A agricultura possui uma característica econômica singular: os custos são assumidos antes da colheita, enquanto a receita depende de fatores futuros e incertos. O financiamento é contratado previamente, mas o retorno econômico depende das condições climáticas, da produtividade obtida e dos preços praticados no mercado.


Quando uma quebra de safra ocorre, a dívida permanece integralmente exigível, ainda que a produção tenha sido drasticamente reduzida. O sistema de crédito rural frequentemente opera como se o risco climático fosse uma exceção, quando, na realidade, ele constitui um dos elementos centrais da atividade agrícola.


Além disso, o produtor rural enfrenta uma relação econômica particularmente desfavorável. Compra seus insumos em mercados altamente concentrados, pagando preços elevados, mas vende sua produção em mercados globais sobre os quais não possui qualquer influência. Os preços agrícolas são determinados por fatores internacionais, como oferta e demanda mundial, câmbio, conflitos geopolíticos e políticas comerciais de grandes economias.


Assim, mesmo diante de uma boa produtividade, a queda dos preços das commodities pode comprometer completamente a rentabilidade da atividade.


Um dos aspectos mais relevantes do PL 5.122/2023 é que o refinanciamento não será automático para todos os produtores endividados. O acesso ao programa dependerá do preenchimento de requisitos específicos, especialmente da comprovação de perdas produtivas relevantes decorrentes de eventos climáticos ou circunstâncias extraordinárias ocorridas entre 2020 e 2025, além do enquadramento do município nos critérios definidos pela legislação.


É justamente nesse ponto que surge um dos principais debates jurídicos do projeto.

Por um lado, o Estado reconhece a existência de uma crise rural ampla e generalizada. Por outro, exige que cada produtor demonstre individualmente os prejuízos sofridos para ter acesso aos benefícios da política pública. Essa tensão entre reconhecimento coletivo da crise e comprovação individual do dano talvez seja a principal fragilidade jurídica e política do texto aprovado.


Forma-se, assim, um paradoxo evidente: o mesmo Poder Público que admite a excepcionalidade da situação transfere ao agricultor o ônus de comprovar que foi atingido por ela.


Na prática, cria-se uma segunda penalidade ao agricultor: primeiro ele suporta os efeitos da crise; depois, precisa provar que foi vítima dela. O resultado é a burocratização de uma política que nasceu para enfrentar uma emergência setorial, transformando um problema reconhecidamente sistêmico em uma sucessão de disputas individuais.


A discussão torna-se ainda mais relevante quando comparada às experiências internacionais. Nos países com agricultura altamente desenvolvida, a gestão dos riscos não recai exclusivamente sobre o produtor. Sistemas robustos de seguro agrícola, programas de estabilização de renda e instrumentos permanentes de mitigação de riscos reduzem a vulnerabilidade econômica do setor.


No Brasil, apesar dos avanços observados nos últimos anos, o seguro rural ainda é insuficiente para atender à demanda existente. Muitos produtores não conseguem contratar cobertura adequada e, quando conseguem, frequentemente recebem indenizações incapazes de recompor integralmente os prejuízos sofridos.


Na prática, a quebra de safra acaba se convertendo em endividamento. O risco climático, que deveria ser compartilhado por instrumentos de proteção econômica, permanece concentrado quase exclusivamente sobre o agricultor.


Sob a perspectiva jurídica, o PL 5.122/2023 não promove perdão de dívidas. O produtor continuará responsável pelos compromissos assumidos. O projeto apenas reconhece que determinadas obrigações se tornaram economicamente inexequíveis diante das circunstâncias enfrentadas por parcela significativa do setor.


O refinanciamento busca restabelecer a capacidade de pagamento sem inviabilizar a continuidade da atividade produtiva. Em termos práticos, procura transformar uma dívida impossível de ser quitada em uma obrigação potencialmente administrável.


Em última análise, o debate não deveria se concentrar apenas no impacto fiscal de R$ 140 bilhões projetado para a renegociação das dívidas rurais, mas no fracasso de um modelo que insiste em tratar as consequências em vez de enfrentar as causas dos problemas.


O produtor rural brasileiro encontra-se preso em uma engrenagem na qual assume os riscos da produção, suporta os efeitos das adversidades climáticas, das oscilações de mercado e do aumento dos custos, mas não dispõe de uma rede de proteção compatível com a importância estratégica da atividade que exerce.


O paradoxo é evidente: reduzem-se os investimentos em instrumentos preventivos, como o seguro rural, enquanto se ampliam os gastos com programas emergenciais de renegociação.


O custo hoje apontado pelo governo não é apenas o custo das dívidas rurais; é o custo acumulado de anos de insuficiência na gestão pública do risco agrícola.


Se o Brasil pretende consolidar-se como potência agroalimentar, precisará abandonar a lógica da reação permanente e construir uma política agrícola baseada na prevenção, na previsibilidade e na segurança econômica do produtor.


Do contrário, continuará transformando crises anunciadas em passivos cada vez maiores, transferindo para toda a sociedade o preço da ausência de planejamento estatal.



Charlene de Ávila


Advogada. Mestre em Direito Empresarial. Consultora Jurídica em propriedade intelectual na agricultura do Escritório Néri Perin Advogados Associados. Atua na análise jurídica das relações entre patentes de invenção, proteção de cultivares, biotecnologia agrícola e direitos dos agricultores, com especial atenção aos impactos institucionais, legais e econômicos do sistema de propriedade intelectual no agronegócio.



Néri Perin


Advogado agrarista, especialista em Direito Tributário e em Direito Processual Civil pela UFP. Diretor Administrativo do Escritório Néri Perin Advogados Associados.

Artigo, Eugênio Esber, Zero Hora - Eduardo Bolsonaro, o Pix e a notícia que não parou em pé

Eugênio Esber é jornalista, escreve em Zero Hora e na Revista Oeste.

A cobertura sobre o Zelle expôs como manchetes alarmistas podem sobreviver mesmo quando a entrevista desmente a tese

Na semana passada, as redes digitais foram tomadas pela notícia de que Eduardo Bolsonaro propunha a substituição do Pix por um sistema de pagamentos chamado Zelle, que opera nos Estados Unidos. A rajada de alertas nos telefones celulares conduzia a textos publicados por diferentes veículos - de jornais, como Correio Braziliense e O Globo (edição digital), a portais de informação como Metrópoles, Infomoney e Exame, os dois últimos especializados em assuntos de economia e finanças. Logo, um vídeo publicado por Eduardo Bolsonaro condenava o que chamou de "patifaria" da imprensa a partir de notícia falsa de O Globo replicada por outros veículos.

De imediato, eu já havia notado, na cobertura, o tom alarmista típico de conteúdos que se tornam ou pretendem se tornar virais na internet. E em um ou outro texto que acessei era patente que os elementos trazidos não sustentavam, objetivamente, a carga de assertividade propagada nos títulos e chamadas que, por natureza, buscam fisgar a atenção do público. Mas diante do termo "patifaria" decidi ver, por mim mesmo, quem falava a verdade. Em favor de Eduardo, um dos perseguidos pelo regime STF-PT, e hoje exilado nos EUA, contava o fato de que, em seu vídeo, ele desafiara a imprensa a publicar a íntegra do vídeo da entrevista que concedera à TMC News.

Em meu artigo na revista Oeste, relato, palavra por palavra, a pergunta que o apresentador do "TMC 360" fez ("O Pix está ameaçado?") e a resposta de Eduardo, que durou dois minutos. E, sim, o membro do clã Bolsonaro mais próximo de Donald Trump tem todas as razões para reclamar da cobertura dada às suas declarações. Ele não "propôs", "defendeu" ou "sugeriu" a "troca" ou "substituição" do Pix pelo Zelle, nem deu margem para esta conclusão. Sua citação ao Zelle, até então desconhecido para muitos, ilustra o que verdadeiramente está em questão. Os EUA não são contra um método de pagamento instantâneo como o Pix, até porque também têm o seu. O que o Escritório de Comércio dos EUA critica em seu relatório é o fato de o Banco Central ser, ao mesmo tempo, operador e regulador do sistema de pagamento instantâneo brasileiro, o que tornaria o Pix um "campeão nacional" privilegiado perante concorrência.

Eduardo disse esperar dos jornais e portais envolvidos na celeuma uma retratação. Que não veio - com a honrosa exceção do Poder360, que no dia 4 de junho publicou uma "Correção". Outros veículos modificaram suas notas sem admitir o erro. O Globo, nem isso: manteve a afirmação de que Eduardo havia sugerido a substituição do Pix pelo Zelle. Tampouco as agências de checagem se moveram para apontar o caráter enganoso das manchetes construídas sobre a entrevista do dia 3 de junho.

O jornalismo profissional e seu discurso de virtuosismo saem amesquinhados deste episódio.


Análise, Amir Segal - Rendição total

CLIQUE AQUI para sager quem é Amir Segal.

Este artigo foi replicado na manhã de hoje pela principal publicação do Likud Brasil. Os materiais de hoje demonstram a enorme conttariedade de Israel em relação aos termos do acordo em curso entre EUA Irã. O governo de Israel considesra-se traído, protesta publicamente e Trump reage com críticas desaforadas.

O acordo com o Irã está avançando rapidamente para ser assinado, deixando o futuro político de Netanyahu sem fôlego pelo caminho.


15 de junho de 2026


É segunda-feira, 15 de junho, e depois que Donald Trump declarou o acordo finalizado ontem à noite, lembrei-me de uma frase de Henry Kissinger:


“Pode ser perigoso ser inimigo dos Estados Unidos, mas ser amigo dos Estados Unidos é fatal.”


Os detalhes ainda precisam ser confirmados, mas é assim que o acordo parece neste momento.


Ele começa com um cessar-fogo imediato em várias frentes — incluindo o Líbano — e com a suspensão do bloqueio naval americano aos portos iranianos em troca da “abertura” do Estreito de Ormuz pelo Irã. O Irã está exigindo um pagamento inicial de 12 bilhões de dólares antes da abertura do estreito e, julgando pela ansiedade de Trump em fechar o acordo, dificilmente terá seu pedido negado.


Entretanto, permanece uma ambiguidade significativa em relação ao estreito. Enquanto Trump afirma que a abertura será “livre de pedágios”, autoridades iranianas já indicaram anteriormente que ainda poderão impor taxas ou manter controle regulatório sobre a passagem — assegurando, na prática, um dos principais objetivos de guerra do Irã, com a concordância americana conferindo legitimidade a isso.


O acordo também estipula que, dentro de 60 dias após sua assinatura prevista para 19 de junho, em Genebra, os dois países iniciarão novas negociações sobre o fim de todas as sanções americanas, a questão nuclear e a reconstrução econômica do Irã.


A estrutura do acordo parece divergir significativamente das posições anteriores dos Estados Unidos.


Trump, que antes insistia na destruição de todas as instalações nucleares iranianas e em enriquecimento zero de urânio, disse ao New York Times que o Irã agora poderá enriquecer urânio em baixo nível. Isso significa que o “enriquecimento zero” nem sequer chegará à mesa de negociações.


Por sua vez, a agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, descreveu o acordo como uma “pausa tática na guerra, e não uma solução definitiva”, alertando que “muitas outras concessões serão necessárias” para qualquer acordo futuro e que, devido à experiência iraniana com a “má-fé americana”, um acordo definitivo é improvável.


Teerã também está cedendo muito pouco em outras áreas. Diante da exigência americana de uma proibição de enriquecimento por 20 anos, o Irã propõe apenas uma pausa de cinco anos. Além disso, está tentando desbloquear parte de seus ativos congelados já durante a implementação do memorando de entendimento, reduzindo a capacidade de pressão americana e obtendo alívio econômico antes mesmo das negociações nucleares principais.


Trump declarou que, caso essas negociações fracassem, os Estados Unidos voltarão à guerra — uma ameaça que merece ser levada tão a sério quanto todas as outras vezes que ele fez declarações semelhantes nos últimos 68 dias.


Resumindo:


O Irã recebe:


* fim do bloqueio aos seus portos;

* alívio de sanções;

* reconhecimento de fato de sua soberania sobre o Estreito de Ormuz.


Em troca, compromete-se a:


* respeitar o cessar-fogo original;

* restaurar a liberdade de navegação;

* interromper atos aleatórios de violência.


Nas negociações nucleares futuras, o Irã não será obrigado a encerrar completamente seu programa nuclear; apenas reduzir o enriquecimento, e apenas por um período entre cinco e, no máximo, vinte anos.


A posição americana em uma palavra: rendição.



Isso deixa Benjamin “Vitória Total” Netanyahu numa posição desconfortável.


Por necessidade e ambição, ele atrelou seu destino político ao de Trump. Agora, com Trump dirigindo em alta velocidade em direção ao precipício, Netanyahu precisa descobrir como se desvincular antes que ambos caiam juntos.


Essa situação representa uma mudança radical em relação a poucas semanas atrás.


Na época, acreditava-se que Trump seria um fator decisivo para as perspectivas eleitorais de Netanyahu. Falava-se até em conceder a Trump o Prêmio Israel, em uma visita pré-eleitoral ao país e em uma volta triunfal celebrando vitórias em Gaza e contra o Irã, coroada por um forte apoio público ao primeiro-ministro.


Hoje, esse cenário parece improvável.


Trump ainda promete ser um fator decisivo, mas não da maneira que Netanyahu esperava.


Há também a questão do possível perdão judicial e do apoio político que Trump ofereceu a Netanyahu. O impacto total disso ainda não está claro, mas certamente influenciará os cálculos do presidente Isaac Herzog.


Netanyahu enfrenta agora o maior desafio de seus 30 anos lidando com presidentes americanos.


Ele não pode repetir a estratégia de 2015, quando discursou no Congresso americano para tentar sabotar o acordo nuclear de Obama.


Em parte porque Trump provavelmente seria muito mais vingativo do que Obama. Mas também porque este é um Congresso republicano, e os republicanos de hoje não costumam desafiar seu líder.


Mesmo se não fosse um Congresso republicano, Hakeem Jeffries não está prestes a repetir o convite feito por John Boehner naquela época.


Dado o atual sentimento do Partido Democrata em relação a Netanyahu, talvez eles preferissem convidar Mojtaba Khamenei.


Com Obama, Clinton ou Biden, Netanyahu sempre podia recorrer ao Capitólio quando a Casa Branca esfriava suas relações com Israel.


Agora ele está preso no Salão Oval com “o melhor amigo de Israel”.



O verdadeiro problema de Netanyahu não é um mau acordo com o Irã, mas o fogo contínuo vindo do Líbano.


Como um importante ministro do gabinete disse ao autor:


“O Irã é problema de Trump, e ele tem o direito de negociar com eles. Mas o Líbano é nosso.”


Na manhã de ontem, o Hezbollah violou descaradamente o cessar-fogo da semana passada ao disparar contra o norte de Israel. Israel respondeu atacando um quartel-general do grupo em Dahieh.


Isso teria provocado mais uma reação irritada de Trump contra Netanyahu, pela segunda semana consecutiva.


Mas focar na reação ignora a motivação.


Segundo o autor, existem apenas duas possibilidades:


1. O Hezbollah decidiu agir contra os interesses do próprio Irã e sabotar o acordo — algo considerado improvável.

2. O Irã está tentando forçar Israel a atacar Dahieh.


Se Israel não responde, cria-se uma nova realidade em que o Hezbollah pode atacar sem consequências.


Se responde, Trump se volta contra Israel.


Exatamente o que aconteceu.


Na visão do autor, trata-se de uma tentativa iraniana — com apoio americano — de restabelecer as condições de segurança existentes antes de 7 de outubro.


Ainda não está claro o que exatamente o acordo exige em relação ao Líbano.


Pode ser apenas um cessar-fogo simples, sujeito a constantes violações.


Ou pode significar uma retirada completa das forças israelenses do território libanês.


Israel já deixou clara sua posição sobre essa possibilidade.


O ministro da Defesa, Israel Katz, declarou:


“As Forças de Defesa de Israel permanecerão nas zonas de segurança do Líbano, Síria e Gaza sem limite de tempo.”



Se este for realmente o momento decisivo, o autor afirma que existe apenas uma resposta correta para Netanyahu:


enfrentar Trump.


Como disse o ministro citado:


“Esta é a nossa guerra. Ela nos foi imposta. Não podemos aceitar a equação iraniana.”


Mesmo que isso provoque um confronto direto com o presidente dos Estados Unidos.


Israel não pode permitir que sua política de segurança seja determinada a partir de Washington.


E, segundo o autor:


“O primeiro-ministro que permitir isso não permanecerá primeiro-ministro por muito tempo.”



A oposição, naturalmente, não está disposta a conceder a Netanyahu essa reinvenção política.


Yair Lapid chamou o acordo de “fracasso total”.


Yair Golan afirmou que Netanyahu “mentiu” e produziu “um dos mais graves fracassos estratégicos da história de Israel”.


O autor, porém, desafia a oposição:


Qual teria sido o dia exato em que eles tomariam uma decisão diferente?


Teriam deixado de lançar a operação contra o Irã quando ele estava a poucas semanas de obter uma bomba?


Ou teriam recusado a ajuda do exército mais poderoso do mundo quando Trump a ofereceu?


Segundo o autor, o desapontamento atual vem da crença de que desta vez a história terminaria definitivamente.


E essa expectativa foi alimentada pela promessa de Netanyahu de uma “vitória total”.


Mas, olhando para os resultados concretos:


* Militarmente, Israel está mais forte do que há um ano.

* Estrategicamente, sua situação ficou mais complexa.


As duas coisas podem ser verdade ao mesmo tempo.


E, segundo o autor, a crítica populista da oposição ignora esse fato.



Por fim, ele reconhece que comentários políticos hoje têm prazo de validade curto.


Amanhã o acordo pode desmoronar e os ataques podem recomeçar.


Mas, se isso não acontecer, Israel e Netanyahu — os amigos mais próximos dos Estados Unidos — estarão enfrentando um desafio potencialmente fatal.

Cazé TV

 Casemiro Miguel, dono da Cazé TV expliocou como foi a prisão do humorista do grupo.

O influenciador e humorista Diogo Defante foi detido por policiais nos Estados Unidos após uma abordagem durante a cobertura da Copa do Mundo. Segundo informações divulgadas até o momento, Defante teria feito uma brincadeira com agentes de segurança e acabou sendo levado 

CLIQUE AQUI para ler no original.

A  CazéTV bateu  o recorde de live com maior número de acessos simultâneos do YouTube. O jogo do Brasil registrou pico de 12,3 milhões de espectadores no 2º tempo, quando o time já empatava em 1 a 1 com a equipe marroquina.

A CazéTV é um dos maiores canais digitais de esportes do mundo, comandado pelo influenciador Casimiro Miguel em parceria com a agência LiveMode. Nas Copas do Mundo, o canal transmite 100% dos jogos (incluindo todas as partidas da seleção brasileira), com uma linguagem jovem, interativa e totalmente gratuita., além de estar disponível em plataformas de streaming e operadoras (como Prime Video, Disney+, Samsung TV Plus e SKY+).

Para entender o fenômeno de como a CazéTV se tornou uma potência bilionária nas transmissões esportivas e mudou o mercado dominado por emissoras tradicionais como a Globo e SBT:

Presa ex-secretária de Canoas

 A ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas, Paula Lopes, foi presa pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul sob acusações de maus-tratos, estelionato, associação criminosa e quebra de sigilo funcional. Além dela, duas médicas veterinárias também foram detidas. O esquema envolvia a realização de eutanásias em massa sem critérios técnicos para reduzir custos operacionais, enquanto se mantinham campanhas de arrecadação financeira na internet, levantando suspeitas de desvio de doações.Investigação e PrisãoA ex-secretária é o principal alvo da Operação Carrasco, deflagrada inicialmente em setembro e cuja nova fase resultou na prisão no dia 15 de junho, em Porto Alegre. As investigações apontam que ela pedia recursos em campanhas nas redes sociais, utilizando imagens de animais doentes para angariar fundos, enquanto, nos bastidores, pedia aos veterinários que os sacrificassem sem comprovação adequada de diagnóstico. A polícia também identificou o envolvimento de uma policial civil que vazava informações sigilosas para o grupo.Versão da InvestigadaPaula Lopes e sua defesa negam as acusações de irregularidades. Segundo a ex-secretária, o objetivo de sua atuação sempre foi a defesa da causa animal e que a situação seria resultado de perseguição política. Em declarações recentes após ser detida, ela afirmou que laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) comprovariam que as eutanásias realizadas foram justificadas.Para mais informações sobre como a polícia apura denúncias de estelionato e maus-tratos envolvendo abrigos e os riscos de golpes em campanhas de arrecadação na internet: