quarta-feira, 28 de abril de 2021

Ele é culpado, sim, por enquanto!


Quatrocentos mil mortes não acontecem por acaso. Há um grande culpado, e este culpado é Jair Messias Bolsonaro. E vou explicar.

Uma guerra só existe quando há equivalência de forças entre os contendores, caso contrário se torna apenas uma ação de conquista do mais fraco.

A coisa toda começa com a proibição da nomeação do Ramagem pelo Alexandre de Moraes, uma vergonhosa invasão de competência de outro poder da república. Bolsonaro engoliu em seco e decidiu que o melhor seria acatar a ordem para evitar um conflito de consequências imprevisíveis.

Se Bolsonaro tivesse respondido ao Alexandre de Moraes, “Garoto, vai cuidar dos teus problemas que eu cuido dos meus. Me mostra onde, na constituição, está escrito que podes impedir que eu tome uma decisão que, no livrinho, diz que cabe somente a mim?”, as coisas seriam muito diferentes.

Uma resposta deste quilate teria evitado que o supremo lhe tirasse também o seu direito constitucional de gerir a pandemia de Covid-19 e a delegasse a governadores e prefeitos obrigando o executivo federal a exercer o mero papel de fornecedor de recursos.

Quando Celso de Melo, o juiz escatológico segundo seu padrinho Saulo Ramos exigiu a entrega da gravação da reunião ministerial a pedido de Sérgio Moro, Bolsonaro deveria ter dito “nananinanão”, e não entregado nada. “Me mostra onde no livrinho está escrito este teu direito de dar ordens ao executivo! E deveria ter interpelado judicialmente seu ex-ministro por acusações infundadas conforme ele mesmo acabou reconhecendo.

Quando ministros de supremo disseram que sua gestão é um “desgoverno”, deveria ter interpelado judicialmente para que explicassem no que baseavam esta afirmação, e quando foi chamado de genocida também por ministros desta suprema corte, deveria ter invocado o artigo 142 e exigido detalhamento desta acusação.

Deveria ter invocado o mesmo artigo 142 “sempre” que mídia, parlamentares e blogueiros franco atiradores de esquerda o acusassem deste hediondo crime, exigindo sua prisão por atentado contra o país. Processos e mais processos todos os dias.

Bolsonaro jamais deveria ter acatado a ordem do supremo que lhe tirou o controle da pandemia e, como ameaça fazer hoje, deveria ter colocado o exército nas ruas para garantir os direitos especificados no artigo quinto da constituição. Deveria ter interpelado judicialmente aqueles “especialistas” que proibiram ou tentaram proibir o tratamento precoce da Covid-19, para que explicassem “cientificamente” sua ineficácia.

Deveria interpelar judicialmente todo aquele que quisesse assumir internacionalmente posturas contrárias às determinações que cabem somente ao executivo federal representante do país através de seu ministério das relações exteriores.

Se Bolsonaro tivesse tomado estas medidas corretivas, dentro da constituição, seria, com toda a certeza, tachado de ditador, e, como não tomou, acabou sendo vítima da ditadura do judiciário e dos ridículos partidecos de esquerda derrotados nas urnas.

Para mim, por não ter batido com o pau na mesa, Bolsonaro se tornou, passivamente, culpado por todos os desmandos que acontecem diuturnamente no país.

Talvez ainda seja tempo de mudar este status quo. O povo está clamando em altos brados por ações mais assertivas.

Bolsonaro disse que vai fazer o que o povo pedir e que o exército, se acionado, será para garantir os direitos do artigo quinto.

No dia primeiro de maio o povo irá, mais uma vez, às ruas em seu apoio com o dístico: “Bolsonaro, eu autorizo”.

É a última chance. Se não botar o pé na porta, exigir o voto auditavel e restabelecer a harmonia entre os três poderes, a luz no fim do túnel não passará de um vagalume pousado sobre uma parede de pedra.

É morte certa.

Fabio Freitas Jacques. Engenheiro e consultor empresarial.


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