Grupos do apito expandem áreas de segurança para Petrópolis e Santa Cecília

A experiência do projeto “Vizinhança Vigilante” no bairro Cidade Baixa, com o uso do apito para maior segurança dos moradores, está sendo ampliada em Porto Alegre. Na manhã de sábado, a iniciativa, que tem apoio da Brigada Militar, foi lançada nos bairros Petrópolis e Santa Cecília. O encontro ocorreu no Largo Adair de Figueiredo, na rua Vicente da Fontoura, próximo da avenida Ipiranga.

A idéia chegou a ser adotada há 8 anos pelos moradores da rua Dario Pederneiras, Petrópolis, por orientação do expert em segurança corporativa, Gustavo Callefi. Os moradores contrataram guardas permanentes, que apitvam duas vezes seguidas quando surgia algum perigo e a cada meia hora uma vez, neste caso para demonstrar ambiente seguro. As casas e edifícios também foram aconselhados a reduzir o tempo de abertura e fechamento dos portões de garagem, implantar holofotes presenciais diante das calçadas e adotar gaiolas de proteção nas entradas dos prédios. 

Na região, grupos de WhatsApp trocam mensagens de advertências. 

TCU e Itamaraty constatam o sumiço de 5 mil ítens do Palácio do Planalto

Por ordem do juiz Sérgio Moro, todos os objetos levados por Lula de Brasília foram identificados e catalogados. A idéia era verificar se Lula poderia ter levado os presentes para SP.


Na edição de hoje do jonal O Globo, Jorge Bastos Moreno conta que dilapidarem patrimônio do Palácio do Planalto. A auditoria acaba de ser feita pelo TCU e Itamaraty. O TCU identificou a ausência de cinco mil itens, entre os quais, seis obras de arte valiosíssimas.

Leia a nota do jornalista:

O governo Temer acaba de fazer o primeiro levantamento parcial do patrimônio deixado pelos governos Lula e Dilma, com a ajuda do TCU e do Itamaraty. O TCU identificou a ausência de cinco mil itens, entre os quais, seis obras de arte valiosíssimas. E o Itamaraty descobriu que pelo menos 700 presentes recebidos de governos estrangeiros deixaram de ser registrados, como manda lei, na lista de patrimônio da União. Certamente que entre esses presentes não listados deve estar o cervo de porcelana que Dilma ganhou do governo búlgaro e que é um dos símbolos da fauna daquele país, onde nasceu seu pai. É que, na época, esta coluna denunciou o sumiço do objeto, e o palácio até hoje não descobriu quem levou o veado do gabinete da Dilma.

PV retira Chiodo e PSTU lança Júlio Flores em Porto Alegre

Nas últimas 24 horas, a sucessão de Porto Alegre sofreu pequenas modificações, incapazes de alterar o quadro da sucessão:

Marcelo Chiodo, PV, retirou sua candidatura e passou a apoiar Marchezan Júnior.
Júlio Flores foi consagrado como candidato a prefeito pelo PSTU

Anselmo Rodrigues, o governaço, PDT, disputará de novo em Pelotas

População - 328.275
Eleitores - 228.634

Da mesma forma que Caxias, em Pelotas o prefeito Eduardo Leite, PSDB, não quis disputar a reeleição. Seu candidato é Paula Mascarenhas, do mesmo Partido, sua vice.

Paula Mascarenhas, PSDB, com o apoio de 11 Partidos
Anselmo Rodrigues, PDT, ex-prefeito
Jurandir Silva, Psol
Miriam Marroni, PT, deputada estadual em terceiro mandato, mulher do ex-prefeito Fernando Marroni.

Candidato oficial, Edson Néspolo, PDT, disputa Caxias com o apoio de 21 Partidos

População - 435.564
Eleitores - 293.417

São quatro os candidatos a prefeito na segunda maior cidade do RS:

Assis Mello, PCdoB
Daniel Guerra, PRB
Edson Néspolo, PDT
Pepe Vargas, PT

O candidato oficial é Edson Néspolo, que tem o apoio de 21 Partidos, inclusive PMDB, que dá o vice, Antonio Feldmann.

PDT de Porto Alegre não absorve intervenção de Lula em favor de Juliana Brizola

O PDT de Porto Alegre não conseguiu absorver o diktakt da direção nacional sobre a escolha do candidato a vice na chapa de Sebastião Melo.

Foi um ato de força inédito, porque o preferido das zonais, o vereador Mauro Zacher, obteve 99% em convenção legítima.

A decisão de Carlos Lupi foi articulada antecipadamente com a direção estadual, as bancadas municipal, estadual e federal, bem como com o prefeito José Fortunati e com o candidato Sebastião Melo.

Artigo, Ruy Fabiano, O Globo - Lula, o Chefe

Lula, o Chefe
09/05/2015 - 02h15
O Brasil é o país dos segredos de domínio público, os tais segredos de polichinelo. O da vez foi “revelado” pelo ex-presidente do Uruguai, José Mujica, a quem Lula confessou, em 2010, não apenas saber do Mensalão, mas de tê-lo promovido e sustentado, por entender que “não há outro modo de governar o Brasil”.

O depoimento está no recém-lançado livro “Uma Ovelha Negra no Poder”, em que Mujica conta a dois jornalistas amigos, Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz, sua passagem pela presidência do Uruguai. Não o faz com o objetivo de denegrir Lula.

Muito pelo contrário, é seu amigo e o admira – e faz questão de distingui-lo de Collor, que, segundo ele, seria um corrupto de verdade, sem explicar exatamente o que os distingue. Talvez o fato de que Collor não teve sucesso.

E aí está um dos aspectos mais interessantes dessa história. Mujica supunha estar falando do óbvio (e estava): o papel de Lula no Mensalão. Um papel que ninguém ignora, a não ser, claro, a Justiça brasileira e a oposição de então, que evitou pedir o seu impeachment. Se suspeitasse dos problemas que causaria ao amigo, provavelmente não falaria. Mas falou - e, nestes tempos de Petrolão, recolocou em cena o perfil moral do Chefe do PT.

Em 2010, o Mensalão já tramitava há cinco anos no STF. E Lula, em relação a ele, já havia se manifestado das maneiras mais contraditórias. De início, disse que não sabia de nada; depois, que foi traído. Chegou a dizer que o PT devia desculpas ao país.

Mas, à medida em que o tempo passava, convicto de que nada iria ocorrer, assumiu tom desafiante. Disse que o Mensalão jamais havia ocorrido, que era uma invenção da oposição (a mesma que o havia livrado do impeachment) e que estava convencido de que não passara de uma tentativa de golpe de estado.

Mais: prometeu que, tão logo deixasse a presidência, iria se dedicar a investigar por conta própria o caso. Bravata ridícula, na medida em que tal tarefa não cabe a um ex-presidente, que é um cidadão comum, desprovido dos meios de investigação, que pertencem ao Estado. Se queria investigar, o lugar de fazê-lo era na presidência – e não em São Bernardo ou no sítio de Atibaia.

A alegação de que não sabia foi, de imediato, desmentida por dois personagens: o então deputado Roberto Jefferson, delator do esquema (em quem Lula dizia confiar ao ponto de não recear em lhe dar um cheque em branco), e o governador de Goiás, Marcone Perillo – a quem chamava de “companheiro” e a quem agradeceu publicamente a ideia de juntar as bolsas sociais do governo FHC numa só, a Bolsa Família. Tornou-se seu inimigo figadal.

O importante nessa “revelação” de Mujica não é o fato em si, que ninguém jamais ignorou – a não ser o então procurador-geral da República Antonio Fernandes de Souza, que excluiu Lula da denúncia - mas a justificativa do ex-presidente: não há outro meio de governar o Brasil. Só pela corrupção.

Esse modo estrábico (e imoral) de enxergar o país explica as inúmeras denúncias que envolvem os governos do PT, não apenas no âmbito federal, mas também nos âmbitos estaduais e municipais. Explica os assassinatos dos prefeitos Toninho do PT (Campinas) e Celso Daniel (Santo André), até hoje sem solução.

Explica o Petrolão e os saques, entre outros, aos fundos de pensão, BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica, Dnit, Eletrobras e onde mais haja cofres abarrotados. Só roubando – eis o mote a aplacar eventuais crises de consciência. Lula também disse a Mujica, em relação ao Mensalão, que se sentia “um pouco” culpado. Só um pouco. Quando o caso se aproximava do julgamento do STF, abordou o ministro Gilmar Mendes em busca de adiamento.

Tentou chantageá-lo, sem êxito, por meio da CPI do Cachoeira, o bicheiro que financiava políticos (sobretudo do PT), em que seus aliados buscaram transformar o papel investigativo de uma revista, a Veja, em cumplicidade com o bicheiro.

Também não funcionou. Lula escapou do Mensalão – um crime que, não obstante envolver menos dinheiro que o Petrolão, tem simbolismo mais grave, por se tratar da compra de um poder da República (o Legislativo) por outro (o Executivo). Os ministros Celso de Melo e Ayres Brito, do STF, o classificaram de tentativa de golpe, de crime contra o estado e a democracia. Nesses termos, tudo saiu muito barato: os agentes políticos estão todos soltos.

E aí surge o Petrolão. Lula repete a pantomima: não sabia de nada, não fez nada – não houve nada. Tudo não passa de tentativa para denegrir o PT e derrubar Dilma (cujo impeachment, clamado nas ruas, é mais uma vez blindado pela oposição).


O serviço (involuntário) que o companheiro Mujica prestou foi o de ter revelado (ou confirmado) ao país que o roubo, no PT, não deriva apenas de uma fraqueza humana pelo enriquecimento fácil, mas da convicção ideológica de que é uma ferramenta de governo. Sem ele – eis a lógica - não se governa. Isso explica tudo o que aí está - e deixa claro que, com esses pilotos, não há chance de a embarcação Brasil chegar a porto seguro.