Microentrevista, deputado Tenente-Coronel Zucco -Acabo de pedir a CPI do MST

 MICROENTREVISTA

deputado federal Tenente-Coronel Zucco (Republicanos-RS) 

Saiu, hoje, a apresentação do requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as ações do Movimento Sem Terra (MST).
Sim. Vamos averiguar a escalada de invasões de propriedades rurais em todo o país, que se intensificou após a vitória do PT e de Lula nas últimas eleições.

Que contabilidade foi feita ?
Nos primeiros dois meses da nova gestão, o número de propriedades rurais invadidas já é maior que ao longo dos quatro anos de governo Jair Bolsonaro, quando foram registradas apenas 14 invasões de propriedades. Isto não é normal. Aliás, isto é muito suspeito. 

Quem apoia a CPI ?
Estamos mobilizando a bancada ruralista, a Frente Parlamentar da Agropecuária, para que possamos fazer dessa CPI uma reação coletiva de todos os mandatos que defendem a ordem, o progresso e o desenvolvimento desse país que alimenta o mundo”, destacou Zucco. Precisaremos reunir 171 assinaturas.

O que é que a CPI investigará ?
Afinal, qual o verdadeiro propósito do MST? Quem são os financiadores do movimento? Qual a realidade atual de todas as propriedades que já foram invadidas? São respostas que só uma CPI pode nos dar”, questiona Zucco. 

Grand Round do Hospital Moinhos discute tratamento hormonal personalizado para a mulher

 Grand Round do Hospital Moinhos discute tratamento hormonal personalizado para a mulher

Palestra nesta quarta-feira (8) pretende provocar reflexão sobre abordagem individualizada no atendimento à mulher

No Mês Internacional da Mulher, a edição de março do Grand Round traz uma provocação aos médicos e profissionais responsáveis pelo atendimento da mulher. Intitulada Hormônio e Arte, a palestra do ginecologista Eliano Pellini busca criar o sentimento de expectativa e surpresa ao mostrar que a prescrição de uma medicação hormonal exige mais do médico do que simplesmente o conhecimento técnico. 

“Existe uma arte embutida em cada prescrição hormonal.  Cada cliente – neste caso, cada paciente – tem um perfil individual hormonal. Mais do que fazer uma prescrição de rotina, o médico precisa pensar em um tratamento específico, uma medicação personalizada para aquela mulher, naquela idade e naquele momento da vida”, destaca Pellini, médico formado pela Universidade de São Paulo (USP) e professor afiliado da Disciplina de Ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC).

Além de provocar uma reflexão a respeito da atuação médica, a palestra também pretende reafirmar a importância de cada mulher como pessoa única. “Cada paciente tem um momento hormonal específico. O corpo da mulher pode já ter passado por um trauma emocional por uma doença grave, pode ter sido agraciada por uma gestação – e, em cada momento, segue sendo uma pintura diferente, uma verdadeira obra de arte”, relata Pellini.

A atividade contará com a presença do Chefe do Serviço de Obstetrícia e Ginecologia Edson Vieira da Cunha Filho e da gerente médica Juçara Maccari.

 As inscrições para o Grand Round podem ser feitas no site do evento.



 

Dica do editor - Menopausa sem vergonha

 Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, Santa Casa promove a palestra espetáculo “Menopausa Sem Vergonha” e debate com especialistas 

Nesta quarta-feira (08/03), 19h30, no teatro do Centro Histórico-Cultural, a Santa Casa de Porto Alegre promove, como parte de uma extensa programação dedicada às mulheres, uma apresentação da palestra espetáculo “Menopausa Sem Vergonha”, da educadora física, professora de Yoga e Yoga Dance, empreendedora, palestrante e mãe Márcia Selister.

O evento integra uma série de ações, voltadas às mais de 6,5 mil colaboradoras da Santa Casa, que serão realizadas ao longo de toda a semana do Dia da Mulher com o mote “Nossa história tem a tua força”. “As próprias colaboradoras da instituição foram modelos para as peças de divulgação e também terão uma série de oficinas gratuitas, desde workshops de maquiagem até noções de fotografia, ganhando seu merecido protagonismo e empoderamento”, revela a Gerente de Pessoas da Santa Casa, Marluci Reche. “Nosso principal objetivo é evidenciar a força das mulheres, enaltecer as nossas colaboradoras, fortalecer os laços entre as mulheres e promover a representatividade, pois temos convicção que isto trará resultados extremamente positivos para a organização”, conclui.

Após a apresentação, que também é aberta ao público externo, haverá um debate com especialistas de diversas áreas: Ana Ferrari (nutricionista), Ana Luiza Camozatto (psiquiatra), Carla Vanin (ginecologista especialista em climatério), Magda Patrícia Furlanetto (fisioterapeuta), Sandra Scalco (ginecologista especialista em sexualidade) e Suzane Beirão de Almeida (ginecologista especialista em sexualidade), com a mediação da jornalista, atriz e apresentadora Laura Medina.

Sobre o espetáculo

Segundo a autora, o espetáculo busca desmistificar a menopausa e é resultado de um projeto de mais de dois anos de pesquisas, entrevistas e reflexões sobre o tema. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2030 serão 1 bilhão de mulheres na menopausa e, surpreendentemente, o mundo não fala sobre isso de uma forma leve e acolhedora.

“Fiz uma pesquisa com mais de 200 mulheres sobre o climatério e a menopausa, e a principal queixa era a falta de informações. Uma em cada cinco delas não sabia nem o que era climatério. Assim nasceu o Menopausa Sem Vergonha, conta Márcia.

Ao longo de 45 minutos, o monólogo retrata situações impossíveis de não gerar identificação. Engana-se quem pensa que é somente para as mulheres na fase da menopausa. A ideia é acolher todas as mulheres com um roteiro que vai desde a primeira menstruação, passando pela maternidade até a menopausa.

Sobre a autora

Márcia Selister é educadora física, professora de Yoga e Yoga Dance, empreendedora, palestrante e mãe. É formada em Educação Física pela UFRGS, com especialização em gestão de pessoas pela Faculdade da Serra Gaúcha.



Entrevista, Yves Besse - Saiba como os municípios poderão universalizar seus serviços de saneamento

"Faltam apenas dez anos para a universalização do saneamento e as cidades gaúchas precisam agir imediatamente ", alerta especialista

 

Yves Besse vê um cenário desafiador para os pequenos e médios municípios na busca por universalizar os serviços de água e esgoto até 2033

 

Faltando dez anos para o final do prazo para que os municípios universalizem os serviços de água e esgoto, cidades do Rio Grande do Sul se mobilizam em busca de alternativas sustentáveis para viabilizar os grandes investimentos necessários. Especialista em saneamento, com mais de 25 anos de atuação na área e com a experiência de ter passado por grandes companhias mundiais, especialmente na França, país que é referência na prestação desses serviços, Yves Besse enxerga um cenário desafiador no Estado.

 

Segundo o presidente da Cristalina Saneamento, presta-se um serviço deficiente no fornecimento de água potável, e o percentual de esgoto tratado é “extremamente baixo”. É possível, no entanto, cumprir o prazo legal de universalizar esses serviços até 2033, previsto no novo Marco Regulatório do Saneamento.

 

Para superar esses desafios, os municípios devem se estruturar imediatamente, alerta Yves Besse. Alternativas existem, mas as soluções precisam se adequar às necessidades locais. 

Confira a entrevista a seguir:

 

Qual é a importância da universalização dos serviços de saneamento? Como a falta dele afeta a vida das pessoas?

 

Os serviços de saneamento representam vida, humana, animal e vegetal. Sem água de qualidade, não há vida. E sem esgotamento sanitário, não há água de qualidade. Cada vez mais, percebemos que o principal problema no Brasil, o país mais rico em água doce do mundo, não será a falta de água — e, sim, a falta de água de qualidade, ou seja, não poluída pelo uso humano, industrial e agrícola.

 

 

Quais são as características dos serviços de saneamento em pequenas e médias cidades do Rio Grande do Sul? Que realidades são as mais comuns de encontrarmos?

 

A realidade mais comum encontrada nesses municípios é de uma população não atendida em esgotamento sanitário e mal atendida em água potável. São basicamente duas situações diferentes: os pequenos e médios municípios, que deveriam ser atendidos pela Corsan (a grande maioria), são abandonados à sua própria sorte, principalmente em esgotamento sanitário, apesar da sua população pagar a tarifa mais alta do Brasil. E há os municípios que são atendidos por autarquias municipais e que não conseguem cumprir com a obrigação de fornecer os serviços de maneira sustentável a toda a sua população e que cobram geralmente tarifas simbólicas e não sustentáveis.

 

 

Muito se fala da sustentabilidade financeira dos serviços em cidades com essas características. Quais são as alternativas de modelos de operação mais adequadas a essas realidades?

 

Sempre digo que saneamento é um direito humano. Porém, diferentemente de um direito cívico, é um direito social, ambiental e econômico. Sem considerar o aspecto econômico do saneamento, não haverá possibilidade de abordar seus aspectos sociais e ambientais. É exatamente o que vemos hoje. Portanto, o primeiro passo para viabilizar o saneamento é analisar qual é o modelo econômico sustentável para levar água e esgoto a todos.

 

Não tenho dúvida de que, hoje, entre os diferentes modelos existentes — prestação direta municipal, parceria público-privada administrativa, concessão parcial de esgoto, contrato de performance e locação de ativos — o melhor modelo é a concessão plena de água e esgoto. Os demais são apenas paliativos, e não sustentáveis, para levar adequadamente e com rapidez o saneamento a todos.

 

Porém, para viabilizar uma concessão plena, é fundamental que ela tenha viabilidade política e legitimidade junto à população, a partir de uma comunicação franca e transparente e de uma estruturação técnica, operacional, jurídica, legal, social, ambiental, econômica e financeira profissional. É um tema complexo que deve ser enfrentado com muito conhecimento e expertise para seu sucesso, e não de maneira superficial e demagógica, com belos discursos.

 

 

É possível universalizar o acesso ao saneamento até 2033 como prevê o novo marco regulatório? Quais são os principais entraves para que isso aconteça?

 

Sim, é possível, porém para isso seria preciso iniciar imediatamente, o que não está acontecendo. Infelizmente, ainda há muito discurso e pouca ação. Vimos, nos últimos dois anos, belos projetos regionais sendo implementados, no Rio de Janeiro, Alagoas e no Amapá. Porém, ainda é insuficiente.

 

Tivemos, nas últimas semanas, um caso muito emblemático. Pomerode, cidade catarinense com uma população de menos de 35 mil pessoas, fez um leilão para a concessão de serviços de água e esgoto. O processo iniciou em 2013 com uma PMI e foi paralisado em 2014. O município retomou os estudos em 2019 e conseguiu lançar uma licitação em setembro de 2022, encerrada em dezembro de 2022.  A vencedora do certame, além de dar um desconto de 15% sobre a tarifa atual, ofereceu mais de R$ 60 milhões de outorga, para ter o direito de operar os serviços por 35 anos e investir R$ 150 milhões para universalizar a água e o esgoto dentro da meta do novo marco regulatório. Não sabemos por quanto tempo o setor privado estará disposto a aportar valores tão significativos para esse tipo de projeto, principalmente com o discurso do futuro governo federal.  

 

Isso nos mostra que há a necessidade de estruturarmos mais projetos municipais e regionais com mais qualidade e mais celeridade e que os principais entraves são os belos e falsos discursos que usam o saneamento para fazer política, e não a política para fazer saneamento.

 

De um lado temos os estados e suas companhias, que, apesar de incapazes de cumprir com suas obrigações, não querem largar o osso. Do outro, os municípios, os responsáveis pelos serviços, que têm muitas dificuldades política, jurídica, técnica e financeira para estruturar boas soluções.

 

 

Que cidades ou regiões, em outros países, são exemplos de operação exitosa no saneamento básico? Que lições esses lugares nos deixam?

 

Temos bons exemplos, principalmente em países desenvolvidos, com modelos de prestação pública ou privada, dependendo muito da qualidade e das regras da gestão pública, assim como da disponibilidade de recursos públicos. Nos Estados Unidos, por exemplo, os serviços foram universalizados a partir de prestação direta municipal e recursos públicos federais a fundo perdido, algo que é possível somente em países ricos.

 

Na Inglaterra, País de Gales e Chile, os serviços foram universalizados a partir de um modelo de privatização. Já na Escócia, na Alemanha e em Portugal, o modelo privilegia grandes companhias públicas regionais. Nos países nórdicos e na Itália, o modelo é mais municipal, enquanto, na França e na Espanha, o modelo é mais de delegação ao setor privado. Na China, o modelo é mais estatal, com parcerias público-privadas. Em Cuba, o modelo é de parceria entre o governo e empresas privadas.

 

Ou seja, não existe um modelo único. Porém, existe uma realidade única mundial, liderada pelos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, de um nível de atendimento muito ruim, semelhante ao do Brasil e de modelos, na sua grande maioria públicos, com uma participação privada muito pequena.

Retirada de dinheiro da poupança bateu recorde em fevereiro

A aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros, a poupança, registrou o segundo mês seguido de mais saques do que depósitos. Em fevereiro, a retirada líquida ficou em R$ 11,515 bilhões, a maior da série histórica do Banco Central (BC), iniciada em 1995, para o mês.

Este material é da Agência Brasil.

Em janeiro, o resultado negativo ficou em R$ 33,63 bilhões, o maior para todos os meses da série histórica. O recorde anterior foi registrado em agosto do ano passado, quando os correntistas sacaram R$ 22,02 bilhões a mais do que depositaram.


Em 2022, a caderneta registrou fuga líquida (mais saques que depósitos) recorde de R$ 103,24 bilhões, em um cenário de inflação e endividamento altos.


Rendimento

Até recentemente, a poupança rendia 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia). Desde dezembro do ano passado, a aplicação passou a render o equivalente à taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano, porque a Selic voltou a ficar acima de 8,5% ao ano.


Atualmente, os juros básicos estão em 13,75% ao ano, o que fez a aplicação financeira deixar de perder para a inflação pela primeira vez desde meados de 2020.