Microentrevista, Osmar Terra

 - Osmar Terra é deputado federal do MDB do RS, médico, ex-ministro e ex-secretário gaúcho da Saúde.

O ministério da Saúde discrimina Rio Grande do Sul e não manda vacina contra a dengue.
O fato é que o ministério da Saúde incluiu mais 154 municípios no planejamento de imunização contra a dengue, mas o Rio Grande do Sul ficou fora da lista. 

Há previsão de entrega ? O RS tem grande número de casos e de óbitos.
Quando der, ou. seja, assim que o governo federal tenha mais doses disponíveis, embora o estado já tenha 35 mil casos e 45 mortes por dengue, só neste ano. 

Quais os municípios gaúchos com mais incidência de dengtue ?
Dois dos três municípios com mais casos confirmados de dengue no RS em 2024 são Novo Hamburgo (com 4.547 casos) e São Leopoldo (3.332). Ambos possuem mais de 100 mil habitantes e pertencem à mesma Região 7 (Vale dos Sinos) da 1ª Coordenadoria Regional de Saúde.

É vacina testada ?
Trata-se de uma vacina já testada por mais de 6 anos (diferente das vacinas da COVID que testaram menos de 6 meses antes de serem aplicadas), é uma vacina com possibilidade maior de eficácia para todos quatr sorotipos do vírus da dengue. Não existem desculpas razoáveis para a falta de vacinas, pois há mais de 1 ano que elas já estavam autorizadas pela ANVISA.

Venezuela

  A presença do presidente francês no Brasil parece ter produzido efeito civilizatório sobre o governo lulopetista, que ontem voltou a criticar a ditadura clepto-narcomunista da Venezuela por obstaculizar candidaturas da oposição.

O presidente Macron já tinha feito críticas. Ele foi embora, ontem.

Depois de nota surpreendente do Itamaraty, Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que ficou surpreso com o impedimento do registro da candidatura de Corina Yoris nas eleições presidenciais da Venezuela, que ocorrerão no dia 28 de julho. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa de Lula e do presidente da França, Emmanuel Macron, após reunião bilateral no Palácio do Planalto. 

"Então, foi uma coisa que causou prejuízo a uma candidata que, por coincidência, leva o mesmo nome da candidata que tinha sido proibida de ser candidata. O dado concreto é que não tem explicação jurídica, política, você proibir um adversário de ser candidato", acrescentou.

"Eu disse ao Maduro, garanta que [a eleição] seja mais democrática, porque é importante para a Venezuela voltar ao mundo, com normalidade", reforçou Lula na coletiva de imprensa, citando uma recente reunião com o mandatário venezuelano na Cúpula da Comunidade do Caribe (Caricom), na Guiana.

Respondendo à mesma pergunta, o presidente da França também condenou o impedimento de candidatura opositora na Venezuela e endossou as palavras de Lula.

"O marco em que essas eleições estão a decorrer não pode ser considerado como democrático. Temos que fazer tudo o que o presidente Lula decidiu fazer, e nós também faremos mais esforços, para convencer o presidente Maduro e o sistema [venezuelano] para que reintegrem todos os candidatos, com observadores regionais e internacionais [nas eleições]. Condenamos firmemente terem retirado uma candidata desse processo, e espero que seja possível ter um novo marco reconstruído, nas próximas semanas, próximos meses. Não nos desesperemos, mas a situação é grave e piorou na última semana", apontou Macron.