sábado, 1 de junho de 2019

81 mil alunos, professores e sindicalistas deixaram de trabalhar para fazer greve política em Brasília


Os tipos que apareceram para protestar, alguns mascarados, não pareciam ligados a ducação, nem como alunos e nem como professores.

Militantes políticos, sindicalistas e até professores e estudantes participaram nesta quinta-feira (30) de “protesto pela educação” em várias cidades e contra o contingenciamento de 3,4% verbas públicas para universidades federais. No governo Dilma Rousseff (PT), o contingenciamento chegou a 9,5%, mas as entidades representativas de alunos e docentes, aparelhadas pelo PT e PCdoB, não promoveram protestos.
Em Brasília, os 31 mil professores da rede pública cancelaram o dia de trabalho, deixando em casa quase meio milhão de alunos, e o mesmo aconteceu na Universidade de Brasília (UnB), onde mais de 50 mil alunos e professores faltaram às aulas a pretexto de participar do protesto.
Do total de 81 mil pessoas que faltaram ao trabalho e às aulas a pretexto do protesto, apenas cerca de 1,5 mil estavam na Esplanada dos Ministérios no auge do protesto, gritando palavras de ordem contra o governo. Isso significa que 98,2% dos alunos e professores que faltaram as aulas não apareceram.
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Tem sido inúteis os esclarecimentos do Ministério da Educação (MEC) em relação ao bloqueio, que, ao contrário do que afirmam os manifestantes, correspondem a 3,4% do total das chamadas despesas discricionárias, não obrigatórias. Esses 3,4% correspondem a 30% das despesas discricionárias.
O MEC afirma também que do total previsto para as universidades federais (R$ 49,6 bilhões), 85,34% (ou R$ 42,3 bilhões) são despesas obrigatórias com pessoal (pagamento de salários para professores e demais servidores, bem como benefícios para inativos e pensionistas) e não podem ser contingenciadas.

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