domingo, 16 de maio de 2021

Leia o discurso do presidente

 Agradeço a Deus pela minha vida, e a Ele também, e pelas mãos da grande maioria de vocês que me colocou na presidência da República. Hoje mais uma vez vocês vêem às ruas para mostrar para uns poucos que vocês sabem o potencial do seu país e onde ele pode chegar, bem como o que pode ser feito. Confesso que as eleições estavam incertas, mas aconteceram. Quis o destino que nós chegássemos aqui. E nós por décadas quase que nos acostumamos, o momento que o político assume seu cargo, ele muda completamente o seu discurso e suas ações. Eu conheço essa esquerda desde 1970. Muitos de vocês sequer eram nascidos ainda. Cheguei no Congresso em 1991. Muitos também não eram nascidos aqui ainda. Enfrentei por 28 anos uma verdadeira guerra ideológica, que poucos davam valor àquilo. Mas nosso compromisso era acima de tudo um bem mais sagrado que nossa própria vida, que é a nossa liberdade.  Tudo do que me acusavam, nós provamos ser exatamente o contrário. Assumimos o governo e pegamos um Brasil praticamente destroçado, ética, moral e economicamente. Não foi fácil formar um ministério. Tivemos que enfrentar pressões naturais, mas vencemos barreiras, escalamos um time e a grande maioria desse time vem dando conta do recado. Mas o maior patrimônio, com todo respeito a todos os ministros, nosso maior patrimônio é a fé , é a crença no seu país. Eu respeito a família. Nós queremos que nossos filhos sejam melhores que nós. Mas estávamos na contramão disso. Buscamos um ponto de inflexão, quebrar paradigmas, aguentar pancada 24 h por dia, não foi, não está sendo e sei que não será fácil. Mas, o que esses caras não entendem é que eu sou ‘imbrochável’. A minha vontade de vencer juntamente com vocês é maior do que o universo. Tenha certeza, fé em Deus, e respeito a vocês, que quando deixar a presidência, deixaremos um Brasil bem melhor do que aquele que recebi em janeiro de 2019. Temos muitos desafios. Essa pandemia realmente não foi fácil. Mas, nós conseguimos manter o nível de empregos formais. Já os informais, quase 40 milhões, quem destruiu foram alguns governadores e prefeitos. Com sua política sem qualquer comprovação científica. Do “fique em casa, a economia a gente vê depois”. E o Brasil se manteve em pé em grande parte graças ao homem do campo, que não parou. Graças aos caminhoneiros que não deixaram de transportar os nosso bens para os 4 cantos do Brasil, bem como para os portos. Porque o nosso agro, além de alimentar 200 milhões de brasileiros, alimenta mais de 1 bilhão de seres pelo mundo todo. O nosso agro irá muito mais longe. Por parte do governo ele encontrou um ambiente saudável. Como por exemplo a brilhante e pequena grande mulher Tereza Cristina, ministra da Agricultura. Como Ricardo Salles, tão criticado. Mas eu tenho dito a meus ministros. Quer perder o emprego? Seja elogiado pela Globo ou pela Folha.  Como Tarcísio que está aqui, na iminência de ser adotado pelo Estado de São Paulo. Vai mesmo? O Tarcísio tem um potencial enorme, com pouco recurso tem feito muito, mas muito mais que gestores anteriores no Ministério da Infraestrutura, ou de Transporte, o antigo nome. Temos uma gama de ministros. Uma grata surpresa o Gilson, ministro do Turismo. Que roda o mundo todo vendendo a nossa imagem e as nossas riquezas naturais para que muitos venham para cá. Temos também um filho da terra aqui, o policial federal Anderson, ministro da Justiça, uma grata surpresa também para o novo ministério que ele assumiu há pouco. Meus amigos, nosso compromisso, sei que muitos de vocês querem o imediatismo, a solução rápida para tudo. Pode ter certeza. Hoje meus 22 ministros estão perfeitamente alinhados com o propósito maior de servir a sua pátria, e de preservar a nossa liberdade com sacrifício até da própria vida se necessário for. Pode ter certeza, aquelas ameaças de sempre, da esquerda, vão aos poucos deixando de existir.


[Gritos de “Eu autorizo!”]


Tudo a seu tempo. O maior poder do Brasil não é o Legislativo, não é o Judiciário, nem o Executivo. O maior poder são vocês. Não pensem que nós não nos indignamos, não nos preparamos para mudar o quadro que aos poucos avançava sobre nossos direitos e garantias fundamentais. O momento está maduro, não desafiamos ninguém. Não queremos o confronto com ninguém. Mas não ousem confrontar ou roubar a liberdade do nosso povo. Vocês têm todo o direito de ir e vir, o direito à crença, o direito de trabalhar. E sem qualquer critério, esses direitos foram suprimidos de vocês por algum tempo. Acabou esse tempo. Isso não voltará a acontecer. Afinal de contas, esse dispositivo constitucional é missão, é o dever de todos nós respeitarmos.


Não quero pensar, se tivesse o 2º lugar nas eleições de 2018 no meu lugar. Onde estaria o Brasil nesse momento. Olha o que acontece na América do Sul. Lá atrás, quando o bandido de 9 dedos fez campanha para Chávez e Maduro na Venezuela. Olha como está, aqui mais ao sul, a nossa querida Argentina. De um povo hospitaleiro e amigo, para onde está indo quando se vota de maneira irresponsável. Nós queremos a liberdade de todos, dentro e fora do Brasil.


No próximo domingo, vou participar no Rio de Janeiro de um passeio de motocicleta. Contra a orientação de quase 100% dos que estão do meu lado. Mas nós temos que nos arriscar. Nós temos que mostrar nossa cara ao povo. Nós temos que saber o que o povo pensa. E só poderemos saber disso se andarmos ao lado dele. No mesmo domingo, após esse passeio de moto, embarco para o Equador. Um país que deu uma guinada à direita. Um presidente eleito democraticamente, que tem princípios e valores muito parecidos com os nossos do Brasil. Então vamos lá prestigiar o povo equatoriano, que nas urnas de forma legal, elegeu seu presidente. E o que nós queremos em 2022, deputada Bia Kicis? Nós queremos eleições em 22 onde o voto possa ser auditável. Se alguém prepara a terra e planta, é porque quer colher alguma coisa lá na frente. Se tiraram da cadeia o maior canalha da história do Brasil, se pra esse canalha foi dado o direito de concorrer, o que me parece é que se não tivermos o voto auditável, esse canalha pela fraude, ganha as eleições do ano que vem.  Nós não podemos admitir um sistema eleitoral que é passível de fraude. E eu tenho dito, se o nosso Congresso Nacional aprovar a PEC do voto auditável da Bia Kicis, e ela for promulgada, nós teremos voto impresso em 22. Porque a vontade do Congresso, a sua legitimidade, tem que ser respeitada por todos nós.


Meus amigos de Brasília e do Brasil aqui presentes. Uma coisa me conforta, de estar na presidência. Apesar de longos dias de inquietação. É ter o carinho de vocês. É ter o respeito da população brasileira. É ter o reconhecimento que não estamos fazendo nada que não seja do interesse de todos vocês. Nós queremos apenas isso. Sei, e vocês estão sabendo aos poucos, que fazer a coisa certa é mais difícil. Mas o reconhecimento não tem preço. O que eu me sinto aqui, na frente de vocês, é como aquele jogador que faz um gol por ocasião da decisão de um título. Se bem que, o craque nessa história não sou eu. O craque são vocês. Vocês apenas me botaram aqui. Para  fazer cumprir, respeitar nossas leis, jogar dentro das 4 linhas da Constituição. Daqui para frente ninguém mais ouse jogar dentro das 4 linhas da Constituição. Não podemos assistir passivamente tantos desmandos, tantas arbitrariedades, que vocês bem viram ao longo do último ano. Parece que tínhamos que passar por isso para dar valor àquilo que eu comecei em meu pronunciamento. Dar valor à nossa liberdade. E a vida, não é mais importante que a liberdade. Que o homem ou a mulher presos não têm vida. Repetindo. Olhemos ao entorno do Brasil. Veja o que acontece.


Sabemos as dificuldades que temos hoje em dia. Sabemos da inflação, do preço do combustível. Não negamos isso. Buscamos soluções. E esse momento difícil vai passar. Tenho certeza disso. Nós pela nossa pátria, faremos qualquer coisa. Não podemos admitir ameaçar a nossa liberdade, ou continuar o centro do poder agindo sem qualquer responsabilidade como agia num passado não muito distante. Meus amigos de Brasília e do Brasil, eu só tenho a agradecer a todos vocês. Agradecer a Deus mais uma vez pela minha segunda vida. E também a missão de comandar esse país. Vocês me confortam. Vocês me dão forças. Vocês são o oxigênio para mudarmos o Brasil. O que eu faço, eu gostaria que governadores também o fizessem. Você falou a palavra “súcia”. Alguém sabe o significado de “súcia”? É uma reunião de vagabundos. Mas é a turminha dele. Não vamos dar palanques para esse indivíduo. Todo mundo já conhece quem é esse cara e qual seu papel. O papel nada dignificante para com nosso país. Meus amigos, senhores e senhoras, muito obrigado mais uma vez a oportunidade. Parabéns aos homens do campo, que nos alimentam, aos caminhoneiros, aos profissionais de saúde. Lamentamos as mortes por covid, bem como as demais mortes no Brasil. Mas devemos enfrentar o problema. Não é ficando debaixo da cama ou em casa que vamos solucionar esse problema. A vida continua. Já se fala em 3ª onda, se vier a 3ª onda teremos a 4ª, a 5ª, infinitas ondas. Logicamente que torcemos contra isso, mas devemos enfrentar. Afinal, tem uma passagem bíblica que diz: “Se você for frouxo na hora da angústia, tua força é pequena”. E o povo brasileiro é um povo forte. Enfrenta, luta, vence. E toca o seu país para frente. Os tempos mudaram Vocês mudaram o Brasil.


Eu apenas estou na entoada, no caminho que vocês apontaram para mim. Não tem preço ouví-los, senti-los, se as autoridades todas tivessem consciência disso, o Brasil mudaria rapidamente. Vocês estão reescrevendo a História do Brasil. Em vocês, nós confiamos. Em vocês, o Brasil deposita o seu futuro. Amigos aqui presentes, muito obrigado a todos. Podem ter certeza. Não é vocês que estão comigo. Sou eu quem está com vocês. Pra onde vocês apontarem, nós seguiremos. Esse é um governo democrata. Esse é um governo que respeita o seu povo e que ama a liberdade acima de tudo. Muito obrigado a todos vocês. Brasil acima de tudo! Muito obrigado”.

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