quarta-feira, 19 de junho de 2019

Artigo, Geraldo Samor, Brazil Journal - A guerra dos Smiles só tem perdedores

Os minoritários da Smiles estão inconsoláveis, mas, até agora, o maior prejudicado com a decisão da GOL de rever sua relação com a Smiles talvez seja o próprio Constantino Oliveira, o controlador direto da primeira e indireto da segunda.
Depois de cinco meses de estudos e negociações, a GOL anunciou o fim das conversas com o comitê independente que representa os minoritários da Smiles, sem que as partes chegassem a um acordo.
A queda de braço já fez a Smiles perder R$ 5-6 bilhões em valor de mercado; como a GOL tem metade do negócio, ela viu cerca de R$ 3 bilhões evaporar na parte que lhe toca – sem falar na perda de executivos, credibilidade e respeito no mercado de capitais.
Ao anunciar que não renovaria seu contrato com a Smiles (13 anos antes do vencimento), a GOL disse que as condições de mercado haviam mudado com a decisão da Latam de incorporar a Multiplus. Mas a explicação oficial não colou com o mercado, que interpretou o movimento como uma tentativa da GOL de derrubar o valor de mercado da empresa para incorporá-la a preço de banana.
Mas, no meio do caminho, havia um comitê independente de acionistas.
Segundo pessoas próximas às discussões, na opinião do comitê só dava para fazer negócio se a GOL avaliasse a ação da Smiles ao redor de R$ 90. Neste preço, a Smiles teria um valor de mercado de R$ 11,5 bilhões. Ou a Gol teria que gastar R$ 5,5 bi para comprar a parte dos minoritários, ou a família Constantino teria que ser diluída na operação.
(Talvez um misto de dinheiro e ações fosse a melhor solução.).

Um comentário:

  1. Com essa decisão antecipada da Gol, os associados do Smiles deixarão de usar voos da Gol? Caso positivo será um desastre para quem é fiel a Gol e esta logicamente perderá esses passageiros indo, lógico, para a Latam ou Azul.
    Tem que haver um esclarecimento aos smilenses.

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