quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Raul Pont, um cavalheiro da segunda decadência, continua destilando fel e atraso

Raul Pont, um cavalheiro da segunda decadência, continua destilando fel e atraso

O segundo turno da eleição municipal em Porto Alegre reabriu o debate sobre a abstenção e/ou o voto nulo. No dilema Melo (PMDB) ou Marchezan (PSDB) não existe “mal menor”.
Os candidatos e seus partidos, através de Cunha, Temer, Aécio, Serra e outros, coordenaram e dirigiram o golpe parlamentar que cassou de forma ilegítima e ilegal o mandato da presidenta Dilma. A “Ponte para o Futuro” de Cunha e Temer (PMDB) unificou o PSDB nessa reedição neoliberal de congelar os gastos públicos, cortar programas sociais e se render ao rentismo financeiro dos grandes bancos, dos especuladores e das federações empresariais que aplaudem o saque financeiro e o entreguismo das empresas brasileiras ao capital internacional.
Os atuais candidatos e seus partidos sustentam Sartori no governo e no parlamento. São os responsáveis pela tragédia administrativa que vive o Estado e a falência dos serviços públicos essenciais. Os seus partidos PMDB, PP e PSDB estão juntos também no município, e a própria propaganda do vice-prefeito denuncia o número de cargos de confiança que possuem no governo municipal.
São candidatos e partidos sem nenhum compromisso com a democracia participativa, com as políticas sociais de distribuição de renda, da moradia popular e da assistência social. PMDB, PSDB e PP votaram em bloco na PEC n° 241 e, sob o comando de José Serra (PSDB), querem liquidar a Petrobras e para isso já entregaram as reservas do pré-sal (no campo de Carcará), os gasodutos e a Distribuidora BR, como FHC já havia feito com a petroquímica nos anos 90.
As rusgas pessoais que infestam os programas de rádio e TV são meros jogos de cena. Não é necessário ser profeta para saber que logo após as eleições, em nome da “união pelo Rio Grande”, “dos interesses maiores de Porto Alegre” e da “necessária governabilidade”, estarão todos juntos na Prefeitura, como já estão juntos com Sartori e Temer.

Vinho da mesma pipa, farinha do mesmo saco.

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