sábado, 31 de dezembro de 2016

Folha de pagamento mostra peso dos inativos no governo do RS

Em novembro, o Poder Executivo gastou R$ 232 milhões a mais com inativos e pensionistas do que com os funcionários que tocam o dia a dia do setor público estadual

A ampliação dos mecanismos de transparência permite dissecar a folha de pagamento do Estado e entender por que, cada vez mais, a crise se aprofunda. Em novembro, o Poder Executivo gastou R$ 576,9 milhões com o pagamento de 158.838 matrículas de servidores ativos e R$ 632,2 milhões com 152.818 inativos. Com 45.244 pensionistas o gasto foi de R$ 176,7 milhões. Ou seja: foram R$ 232 milhões a mais com inativos e pensionistas do que com os funcionários que tocam o dia a dia do setor público estadual.

Como, até o governo de Antônio Britto, os servidores não contribuíam para a aposentadoria (pagavam apenas uma taxa para plano de saúde do IPE e outra para a pensão por morte), o rombo não para de crescer. Somente os nomeados a partir de 2016 terão a aposentadoria limitada ao teto do INSS, hoje em pouco mais de R$ 5 mil. Quem quiser receber mais do que isso na inatividade terá de fazer um plano de previdência complementar.

A análise dessas 356.900 matrículas permite concluir que 51,92% ganham menos de R$ 3 mil líquidos. Esses 185.305 consomem R$ 338,1 milhões. O maior volume de gastos está concentrado na faixa de R$ 5 mil a R$ 10 mil, em que o Estado despende R$ 495 milhões para pagar 73.630 pessoas.

Na folha de novembro, o repórter Eduardo Santos fez os cruzamentos e encontrou 19 pessoas com remuneração líquida acima de R$ 40 mil no Executivo ou como pensionista do IPE. A campeã é uma pensionista que recebeu, líquidos, R$ 95.173,34. Abrindo o contracheque dessa senhora, constata-se que o valor bruto é de R$ 141.468,26, graças ao pagamento de uma cota retroativa de R$ 114.171,17.

O segundo no ranking, com líquido de R$ 89.507,24, é um inativo, procurador extraquadro do Instituto de Previdência do Estado. Por conta de atrasados, o valor bruto no contracheque é de R$ 110.182,98.

Em terceiro lugar vem um coronel da reserva da Brigada Militar, que recebeu R$ 68.708,36 em sua conta.

Dos 20 maiores pagamentos, oito foram para servidores ativos, sete para inativos e cinco para pensionistas. Somente com 38 inativos da Secretaria da Fazenda, o Estado gastou R$ 1,1 milhão em novembro. Com 34 pensionistas, R$ 1,19 milhão.

Aliás


A Secretaria da Educação gasta R$ 197,8 milhões por mês com o pagamento de servidores em atividade e R$ 298,2 milhões com inativos. A diferença se explica pela aposentadoria especial dos professores.

3 comentários:

  1. Contribuo faz mais de meio século e estou aposentado faz 22 anos. Enfrentei alguns processos crime ao longo de tal tempo assim como carrego algumas fraturas do que não me queixo, pois cavacos do ofício que escolhi. Sempre contribui e se as coisas eram mal administradas isto é de inteira responsabilidade dos políticos que administram o Estado desde então. Por isto inadmissível atribuir a servidores tal reponsabilidade por que os mesmos não decidem o que podem ou não receber. O problema está em duas Casas na Praça da Matriz e seus ocupantes que se renovam a cada quatro anos e pouco ou nada fazem. Votem com consciência e acima de tudo fiscalizem aqueles em que votam. Só na nossa GRANDE CÂMARA ESTADUAL DE VEREADORES para atender os 51 eleitos há hoje mais de UM MIL ocupantes dos malditos CCs (Cargos em Comissão), aqueles coitados que em muitos casos são obrigados a dividir o que recebem com quem ali os coloca como foi o caso de um patife, médico/deputado que eles não puderam levar livre. Lembram?

    ResponderExcluir
  2. Contribuo faz mais de meio século e estou aposentado faz 22 anos. Enfrentei alguns processos crime ao longo de tal tempo assim como carrego algumas fraturas do que não me queixo, pois cavacos do ofício que escolhi. Sempre contribui e se as coisas eram mal administradas isto é de inteira responsabilidade dos políticos que administram o Estado desde então. Por isto inadmissível atribuir a servidores tal reponsabilidade por que os mesmos não decidem o que podem ou não receber. O problema está em duas Casas na Praça da Matriz e seus ocupantes que se renovam a cada quatro anos e pouco ou nada fazem. Votem com consciência e acima de tudo fiscalizem aqueles em que votam. Só na nossa GRANDE CÂMARA ESTADUAL DE VEREADORES para atender os 51 eleitos há hoje mais de UM MIL ocupantes dos malditos CCs (Cargos em Comissão), aqueles coitados que em muitos casos são obrigados a dividir o que recebem com quem ali os coloca como foi o caso de um patife, médico/deputado que eles não puderam levar livre. Lembram?

    ResponderExcluir
  3. Contribuo faz mais de meio século e estou aposentado faz 22 anos. Enfrentei alguns processos crime ao longo de tal tempo assim como carrego algumas fraturas do que não me queixo, pois cavacos do ofício que escolhi. Sempre contribui e se as coisas eram mal administradas isto é de inteira responsabilidade dos políticos que administram o Estado desde então. Por isto inadmissível atribuir a servidores tal reponsabilidade por que os mesmos não decidem o que podem ou não receber. O problema está em duas Casas na Praça da Matriz e seus ocupantes que se renovam a cada quatro anos e pouco ou nada fazem. Votem com consciência e acima de tudo fiscalizem aqueles em que votam. Só na nossa GRANDE CÂMARA ESTADUAL DE VEREADORES para atender os 51 eleitos há hoje mais de UM MIL ocupantes dos malditos CCs (Cargos em Comissão), aqueles coitados que em muitos casos são obrigados a dividir o que recebem com quem ali os coloca como foi o caso de um patife, médico/deputado que eles não puderam levar livre. Lembram?

    ResponderExcluir