quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Artigo, Francisco Milman, de Jerusalém - Israel, os árabes e o terror: Há solução?

No domingo, dia 15, o governo de Israel anunciou que irá despejar de suas casas,em Jerusalém, toda a família do terrorista árabe muçulmano que assassinou, de modo covarde, quatro soldados judeus israelenses, no último dia oito. Anunciou, ainda, que cassrá a cidadania dos membros desta família, que deverão deixar o país. Alguns podem alegar que se trata de uma medida extrema. Afinal, até que ponto pode-se punir terceiros por ações de alguém? Digo que a medida é acertada e já foi adotada em muitos outros episódios de ataques terroristas. No entanto, ela não tem sido completamente eficiente quando se trata de evitar que árabes muçulmanos israelenses cometam atos de terror.  Israel, na verdade, vive uma realidade sui generis, a de abrigar, no seio da nação, uma população declaradamente inimiga. Não me refiro aos árabes da Cisjordânia, mas àqueles quase dois milhões que vivem dentro das fronteiras pré-1967 de Israel. 
Como explicar que uma pessoa possa nascer e crescer num país e decidir assassinar conterrâneos somente por serem de outro credo ou etnia? A resposta não é complicada. Eles não aeitam a existência de Israel. Os árabes não se veem como parte da nação, fazem questão de se manter isolados, separados dos demais. Este é um país novo, mas que ao longo de sua história recebeu diversas comunidades estrangeiras (judeus provenientes do mundo árabe, russos, etíopes, europeus, norte- americanos, sul- americanos e cristãos), cada uma dessas comunidades preservou suas raízes e ao mesmo tempo se inseriu na sociedade israelense, moldando-a e sendo parte essencial do país. Mas os árabes, não. Eles se mantêm segregados voluntariamente, mesmo recebendo privilégios e benesses do estado. Agem como quem espera pelo momento certo para se rebelar e se dizem fiéis a um estado que não existe e jamais existiu, a Palestina. 

Desde minha última estada em Israel (entre 2008 e 2010), percebo que a situação ficou ainda pior: a distância entre árabes israelenses e judeus só fez aumentar.O israelense comum não confia nos árabes. Por exemplo, um colega de trabalho disse-me que os árabes muçulmanos até podem, eventualmente,  agir com normalidade com relação aos judeus, mas estão sempre dispostos a aplaudir a nossa morte. São palavras duras de escutar, mas isso é o que menos importa. O que importa é que são verdadeiras. Devemos perguntar: quantas vezes o árabe terrorista que matou os quatro soldados deve ter sido “bonzinho”, até que um dia ele fez o que fez. É óbvio que nem todo árabe é um assassino, no entanto é certo que todos vivem num ambiente que estimula o ódio e é propício para o surgimento de assassinos. Diante dessa realidade, a medida do governo israelense com relação a família do terrorista sequer é drástica o bastante. Mais cedo ou mais tarde, Israel terá somente uma alternativa para dar segurança a sua população: o expurgo completo dos árabes, exceção feita àqueles que aceitarem jurar formalmente lealdade incondicional ao país e renegarem qualquer noção de uma “pseudonacionalidade palestina”. Enquanto isso não acontecer, resta a nós, judeus e não-judeus que repudiam o terror, torcermos para que o próximo terrorista árabe seja impedido de agir, pois é certo que muito tentarão.  

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