sexta-feira, 26 de maio de 2017

"Falar em militares no poder é se fingir de fantasma para assustar os outros", diz ministro do Gabinete de Segurança Institucional

"Falar em militares no poder é se fingir de fantasma para assustar os outros", diz ministro do Gabinete de Segurança Institucional
Sérgio Etchegoyen avaliou a ação das Forças Armadas nas manifestações de quarta-feira e comentou os boatos sobre a volta dos militares ao poder

Por: Tulio Milman


Gaúcho de Cruz Alta, o general Sérgio Etchegoyen é o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência. Faz parte do seleto grupo que participa das decisões estratégicas do Planalto. Ele conversou com a coluna na manhã desta quinta-feira. Confira os principais trechos:

O que motivou a convocação as Forças Armadas ontem (quarta-feira)?

Havia duas opções claras. Uma era ir dormir contabilizando prejuízos políticos por ter tomado a decisão. A outra, era ir dormir contabilizando mortes. Às 14h30min nós enviamos um comunicado aos secretários-executivos dos ministérios sugerindo a evacuação dos prédios. Por volta das 15h30min, a situação se tornou incontrolável, quando atearam fogo no prédio do Ministério da Agricultura. Os bombeiros não conseguiam chegar. Não havia homens da Força Nacional de Segurança em número suficiente e nem da Polícia Militar. Nós evitamos o pior. Não há qualquer fotografia de militar em enfrentamento ou mesmo em contato com manifestantes. Cumprimos o nosso papel legal de preservas as pessoas e o patrimônio público ameaçado.

Com a ação de ontem, voltou a se falar em militares do poder....

Não faz o menor sentido. Falar em militares no poder é pegar um lençol e se fingir de fantasma para assustar os outros. Em nenhum momento nos últimos anos as Forças Armadas se afastaram da sua missão constitucional e assim continuará sendo. Esse tipo de especulação me causa inclusive irritação.

Qual a sua avaliação sobre a situação no dia de hoje e sobre o futuro próximo?

Está tudo mais calmo. O presidente já revogou o decreto. Precisamos agora de serenidade. Apesar das turbulências, o Congresso está funcionando. O governo está trabalhando. O país não pode parar.

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