quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Artigo, Astor Wartchow - Soberania Inclusiva


- O autor é advogado, RS.

      A polêmica em torno da Amazônia, tocante a sua preservação e os cuidados na administração dos interesses locais e nacionais, a exemplo de reservas indígenas e áreas de produção agropastoril, bem com a adoção de precauções tocante atos de desmatamentos e queimadas legais e ilegais, transcende a nossa capacidade e exercício de soberania.
      Não se trata de discutir se a região é o “pulmão do mundo”, provedor dos “rios aéreos” ou “regulador climático mundial”. Estas ideias, assim como se há ou não um “aquecimento global humanamente agravado”, estão em estado de discussão e pesquisas próprias, razão de diferenças de opinião, ainda que técnicas e fundamentadas.
      O advento e a consolidação da globalização (e da mercantilização mundial) determinaram e ampliaram as relações entre pessoas, regiões,  nações e civilizações, remetendo as obrigações humanas a outro patamar de compromissos.
      Desde os primeiros estudos acerca do fenômeno da globalização, ficou evidente que se trata de um movimento com graves implicações nas questões e redefinições locais. E na mudança de comportamento das pessoas em suas próprias localidades e circunstâncias.
      Dito de outro modo, significa - ao mesmo tempo - atuar no nível local, sem perder de vista ou deixar de reagir face o que ocorre no mundo. Li em algum texto, sem lembrar onde e quando, que dizia que seria algo como “ter raízes e asas ao mesmo tempo”!
      Então, fica evidente a necessidade dos povos (e dos governantes) compreenderem que estamos no limiar de um novo ideal humanitário e superior. Lógico, sem deixar de apontar as graves diferenças e divergências entre regiões e povos, desafios a serem superados no futuro.
      Mas o principal desafio a ser superado é o mental e organizacional, qual seja: nossa cultura e prática social e política ainda está fundada sobre os alicerces do conceito de estado-nação, ilustrados com os refrões do nacionalismo e do patriotismo.
      Faz tempo, cientistas sociais alemães utilizam a expressão “welt bürger”. Tradução: cidadão do mundo. Então, como poderemos ser cosmopolitas sem deixar de ser locais, nacionalistas e patrióticos? 
      Dessas desafiadoras perguntas surgem novas ideias, a exemplo de soberania inclusiva. Um conceito derivado e determinado por um conjunto de inéditas ações de cooperação entre povos e nações, dentro de uma concomitante perspectiva globalizada e localizada.
      Não se trata de relativizar a ideia de soberania nacional, mas sim ampliar sua ação e eficácia dentro de uma perspectiva de interesse humanitário global. 
      Em tempos de migrações massivas, ameaças climáticas, desemprego mundial, entre outros exemplos negativos globais e conexos, assim como a complexidade da questão amazônica, significa dizer que as ações e soluções locais já não são suficientes.
      Na ONU, Bolsonaro disperdiçou uma grande oportunidade de elevar o nível do debate!


4 comentários:

  1. Boa tarde,

    Eis que surge mais um jornalista esquerdista e globalista(desculpe a redundancia) essa estória de soberania inclusiva é igual a estória de inclusividade religiosa, morre um monte de cristãos no mundo todo dia, mas o problema é a islamofobia.


    Em tenpo, parabéns Presidente Bolsonaro pelo seu belissimo discurso na onu.

    Muito obrigado.

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  2. quem não aceita soberania eh o mesmo que não aceitar ter posse de sua propriedade, dizer que ela pertence ao todos habitantes do planeta pois existe os que não tem capacidade de cuidar de sua casa..

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  3. A "solução" que essa pessoa aponta é escancaradamente esquerdopata "global", seus neurônios não conseguiram despejar ideias menos antipatrióticas depois de tanto fazê-los ruminar? Se quiser bancar "pensador", não seja tão obviamente contra a integridade de nosso país. Aliás, esse cara é brasileiro?

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  4. CONTRARIO AOS PRIMEIROS COMENTARIOS PENSO DIFERENTE. O SENHOR ASTOR TEM RAZAO. SE NAO HAVER CUIDADO GLOBAL COM A NATUREZA, EM POUCO TEMPO ESTAREMOS VIVENDO NUM MUNDO BEM DIFERENTE. EM ESCALA MENOR OS PRIMEIROS COMENTARIOS EM PRINCIPIO AUTORIZARIAM QUE A PREFEITURA DE UMA CIDADE RIO ACIMA PODE FAZER UMA BARRAGEM OBSTRUINDO A PASSAGEM DA AGUA PARA AS CIDADES RIO ABAIXO. A TERRA EH UMA SOH E TODOS NOS TEMOS QUE CUIDAR DELA!!!

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