terça-feira, 10 de maio de 2016

Brasil poderá sofrer maior golpe de sua historia com a venda da Liquigas

O setor do gás de cozinha prepara o Brasil para o maior golpe de sua história, a venda da Companhia Distribuidora Liquigás anunciada na mídia mostra o efeito colateral de Pasadena pela Petrobras, agora se vende uma empresa enxuta, de alta lucratividade por preço insignificante.

Referencia: Liquigás pode ser vendida por até R$ 1,5 bilhão

Leia a nota da ASMIRG-BR

A Associação Brasileira dos Revendedores de GLP - ASMIRG-BR, entidade nacional representativa da classe dos revendedores de GLP, inscrita CNPJ No 08.930.250/0001-32, vem alertar nossas autoridades e amigos da imprensa para ações de mercado que envolve a venda da Companhia Distribuidora Liquigás, que na forma proposta compromete todo o setor do tradicional gás de cozinha.

Premissas:

Primeira: De acordo com dados da Agencia Nacional do Petróleo – ANP2, a Companhia Distribuidora Liquigás esta presente em 25 (vinte e cinco) Estados Brasileiros. Sua participação no mercado nacional esta em média 23% para envasados até 13 Kg e 19% na venda do industrial.

Segunda: A Liquigás de outubro de 2015 a março de 2016, apresentou uma média de venda exclusivamente de recipientes (botijões) de até 13 Kg de 7.626.000 botijões. Considerando a média da margem de lucro bruto apresentada pela ANP3 de R$ 15,00 (quinze Reais), a Liquigás mostra um lucro bruto anual somente na venda dos recipientes de até 13 Kg de R$ 1.372.640.000, aproximadamente 1,4 bilhão de Reais.

Terceira: Em fevereiro de 2013, ANP destaca o setor do tradicional Gás de Cozinha em seu relatório, Evolução do mercado de combustíveis e derivados: 2000-2012, onde afirma:
...A despeito da manutenção dos preços de produtor constantes, pode-se ver no Gráfico 16 que os preços médios do P13 na distribuição e na revenda tiveram reajustes no período, provavelmente em função de aumento de custos. Entretanto, a concentração extremamente elevada desse mercado, no qual apenas cinco empresas (1) detêm cerca de 90% do mercado nacional de GLP, tornam-no bastante propício à coordenação tácita dos agentes regulados...
(1) SHV, Ultragaz, Nacional Gás Butano, Copagaz e Liquigás.
Fonte: Evolução do mercado de combustíveis e derivados: 2000-2012.
Pag 14 em 13/02/13 às 21:00 www.anp.gov.br/?dw=64307).
http://www.anp.gov.br/?dw=64307

Quarta: Petrobras compra Agip por US$ 450 milhões em junho de 20044

Quinta: Sociedade Banco Itaú e Grupo Ultra
Cade aprova compra de 50% da ConectCar pela Rede, do Itaú
(...) A operação dá ao grupo do Itaú Unibanco governança compartilhada da empresa com o Grupo Ultra, com cada parte detendo 50% da joint-venture formada em 2012. O negócio de R$ 170 milhões foi anunciado em outubro. (...)
Fonte: 09/11/2015 http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2015/11/cade-aprova-compra-de-50-da-conectcar-pela-rede-do-itau.html

O primeiro fato que chama a atenção sobre esta venda que prioriza vender um dos ativos mais cobiçados da Petrobrás, é a falta de publicidade, a escolha de um momento político como o que vivemos, como e porque somente empresas ligadas ao oligopólio do setor estão envolvidas neste processo. O porque e quem escolheu o banco Itaú para conduzir esta negociação, sendo o Itaú sócio do Grupo Ultra, que representa a Companhia Distribuidora Ultragaz.

Quando fazemos referencia a Companhia Distribuidora Liquigás não se pode usar do mesmo tratamento quando nos referimos as demais do setor. Isto porque tratamos de uma empresa gerenciada pelo Governo Federal, uma empresa do grupo Petrobrás S. A.. Sua aquisição na época teve como fundamento, ser o instrumento capaz de aferir o mercado visando à garantia do abastecimento do gás sempre de forma segura e dentro das condições de posse do povo brasileiro.

Certamente o grau de importância desta Companhia está acima dos seus valores patrimoniais, hoje, somente com a Liquigás, podemos ajustar impostos, preço de venda do gás junto a Petrobras sem prejuízos aos consumidores brasileiros.

Essa proposta de venda não menciona o destino de quase 3.500 funcionários, de nossas revendas que investiram e investem na marca, dos empregos indiretos que ficam comprometidos, destaca sim o interesse de compra da Ultragaz e demais companhias que compõem este oligopólio no Brasil por um preço que estranhamente é igual ao seu preço de compra a treze anos, ignorando os investimentos e crescimentos realizados durantes este período.

Como justificar uma venda de uma empresa por valores tão baixos, em menos de ano ela por si se paga somente com a venda de botijões de 13 Kg. A Liquigás apresenta um faturamento bruto no ano algo próximo a R$ 1,4 bilhão somente com a venda de botijões de uso residencial. Como justificar um desemprego em massa, pois certamente esta será a realidade de todos que atuam na empresa se vendida a qualquer uma das Companhias Distribuidoras que detém o mercado nacional.

De forma análoga, temos a venda da Repsol no Peru para a chilena Abastible, uma empresa do setor GLP que vende um terço da venda da Liquigás num mercado não regulado, de riscos quando comparamos como mercado nacional, vendida por 335 milhões de dólares, quase o valor proposto para venda de uma Cia como a Liquigás.

A Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, ASMIRG-BR vem alertar nossas autoridades para possibilidades de abusos, de ruídos de informações que possam estar gerando o entendimento que vender a Liquigás seja uma solução para empresa Petrobras S.A., sequer esta sendo analisada a possibilidade de venda de suas ações. Tal medida permite a entrada de capital nos caixas da Petrobras e o mais importante, a continuidade de controle e papel cuja relevância para o setor GLP e consumidores brasileiros é inquestionável.


Há necessidade do TCU, CADE, MME, Órgãos defesa do consumidor, dos nossos representantes da Poder Legislativo, dos amigos da imprensa, que nos leem em cópia, de levar a público esta ação que em primeira análise se mostra com vícios, com propósitos distantes ao do interesse nacional e que ao contrario, gerará mais perdas a própria Petrobras S. A..

Um comentário:

  1. ISTO TUDO JÁ VEM EM RUMORES QUE O JOSÉ SERRA QUERIUA VENDER O PRÉ-SAL A ESTRANGEIROS E ´POR CERTO ELE DEVE ESTAR METIDO NO MEIO

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