domingo, 16 de julho de 2017

UMA PIADA CHAMADA VICENTE CÂNDIDO

UMA PIADA CHAMADA VICENTE CÂNDIDO

         Existe a anedota de português; a da loira; a do Joãzinho; e muitas outras. Algumas mais, outras menos engraçadas.
         Mas, nenhuma é parecida com a proposta de autoria do deputado federal de SP, Vicente Cândido, ontem divulgada em reportagem do jornal paulista – o Estadão, onde ele pretende coibir a prisão de candidatos 8 (OITO) meses antes de uma eleição.
         Confesso que apesar de ser razoavelmente bem informado, jamais tomei conhecimento da existência deste político “profissional”. Sim, “profissional”, porque está militando no meio há mais de 30 (TRINTA) anos. E – porque será que não me surpreendi? – sempre filiado ao PT! Sendo que já ocupou inclusive a presidência regional paulista do partido da “cumpanheirada”.
         Foi o que descobri numa rápida pesquisa feita na internet.
         E tive que pesquisar porque nunca antes na história deste país, eu havia sequer escutado falar no referido cidadão. Certamente em razão da sua “extraordinária” atuação como político. Aliás, “político profissional”, como já relatei acima.
         Pois, a piada bancada por ele está amparada na tentativa, totalmente esdrúxula e completamente inoportuna, de alterar a legislação eleitoral para proteger uma “suposta” futura candidatura do ser vivo mais honesto do planeta.
         Ora, sendo o deputado um advogado, ainda mais com um curso de pós-graduação, não se admite que o proponente desta piada possa considerar a figura “estrambólica” do candidato á candidato; para – ao arrepio da regra legal vigente – cogitar a validade de uma candidatura antes mesmo dela existir oficialmente.
         Segundo o “letrado” parlamentar, a sua esdrúxula proposta criaria o habeas corpus preventivo ou o salvo conduto, especiais para os “pretensos candidatos políticos”. Mas, conforme declaração – feita ‘de viva voz’ pelo autor, ontem no JN – o alvo principal não é o ex-presidente Lula da Silva.
         Então tá.
         Conta outra!

         Quem sabe numa nova tentativa, o deputado possa caprichar em uma boa anedota para que as pessoas possam rir muito, sem precisar forçar o riso. Ou acha-la ridícula e despropositada.

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