sábado, 14 de setembro de 2019

Ataque com drones

A Arábia Saudita, que é responsável por 10% do fornecimento de petróleo do mundo, cortou pela metade sua produção. Isto resultará em forte aumento do insumo.

Drones atacaram neste sábado (14.set.2019) a maior instalação de processamento de petróleo do mundo na Arábia Saudita e um grande campo de petróleo operado pela gigante estatal saudita Aramco, anunciou o Ministério do Interior do país. Os ataques provocaram um grande incêndio.

As notícias são da alemã Deutsche Welle.

“Às 4h [horário local], equipes de segurança industrial da Aramco começaram a lidar com incêndios em duas de suas instalações em Abqaiq e Khurais, que foram provocados por drones. Os dois incêndios já foram controlados”, afirmou um comunicado do Ministério do Interior saudita.

O comunicado destacou que uma investigação foi aberta após o ataque. O ministério não revelou a origem dos drones e nem informou se houve vítimas e se as operações das instalações foram afetadas.

Rebeldes iemenitas houthis assumiram a autoria dos ataques na refinaria em Abqaiq, e no campo de Khurais, no leste do país. O grupo disse que enviou dez drones para promover os bombardeios e prometeu ampliar os ataques contra a Arábia Saudita, que lidera uma coalizão militar contra eles no Iêmen.

A extensão dos danos não está clara. Em vídeos divulgados na internet, aparentemente gravados em Abqaiq, é possível ouvir sons de tiros e ver no horizonte muita fumaça e as chamas na refinaria.

Segundo a Aramco, a refinaria em Abqaiq é a maior planta de estabilização de petróleo do mundo.
Nos últimos meses, rebeldes houthis, que são apoiados pelo Irã, realizaram uma série de bombardeios fronteiriços com mísseis e drones contra bases aéreas sauditas e outras instalações no país. A ONU e países ocidentais acusam Teerã de fornecer armas ao grupo, algo que o governo iraniano nega

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