sexta-feira, 1 de novembro de 2019


Eu creio que o Brasil criou as condições para gerar a partir de agora o crescimento sustentável, claro que há limitações em termos de eficiência ainda. Reformas estruturais demoram muito tempo para darem resultados, apesar de esses resultados serem muito mais duradouros.


A gente já criou alguns mecanismos que permitem, já estão permitindo a queda dos juros. 

Já temos os juros mais baixos da história e isso vai trazer ai mais investimentos, seja em artigo de risco, seja em bolsa, seja em economia real. Já que para se ter um retorno os investidores precisam tomar mais riscos. Tomar mais riscos significa investimento, investimento gera obviamente o crescimento.


Então, acho que a grande vitória que nós tivemos foi a PEC do teto dos gastos ainda no governo Temer, e agora, a reforma da Previdência, esta porque diminuirá o déficit público e permitirá, então,ue as autoridades monetárias façam política contra sílica, cortem juros e empurrem os investidores para o mundo dos investimentos.
A gente tá vendo que há uma diminuição grande da dependência de ex-subsidiados.
Por exemplo, o BNDES chegou a prover mais da metade do financiamento para empresas no passado, e hoje esse número representa um quinto.
Obviamente que ainda tem essa pauta das privatizações, a gente vai ter reforma administrativa, a gente vai ter reforma tributária provavelmente, há um desejo ou até uma necessidade do congresso aprovar essas pautas.
O país precisa voltar a crescer até para diminuir a pressão sobre o mundo político, esse é um aspecto que pouca gente fala.
Então do ponto de vista interno há um cenário bastante positivo para retomada do crescimento e para melhores resultados no ano que vem e nos próximos anos.
Tem um ponto ai que nos preocupa bastante que é a questão externa já que o mundo está entrando no 11º ano de crescimento, é um ciclo longo, os Estados Unidos é o ciclo mais longo da história, e em algum momento vai haver alguma correção, vai haver uma correção nos mercados, uma correção na economia global, já houve uma desaceleração, mas é possível que tenhamos alguma correção em algum momento.
Ano que vem vai ser um ano complicado aqui nos Estados Unidos por conta das eleições né, temos um cenário de maior volatilidade principalmente no segundo semestre ano que vem. Temos ai à questão da China, temos uma série de problemas ai no mundo, por enquanto está sob controle, mas em algum momento nós teremos alguma desaceleração, talvez uma correção mais aguda, isso deve impactar o Brasil, então a gente tem que aproveitar ai para fazer o máximo de reforma o mais rápido possível, acha que a reforma da Previdência demorou muito.
Mas enfim, o cenário interno é um cenário que se abre bastante positivo, há uma massa ai de investimento em renda fixa que vão ter que migrar para renda variável ou economia real né, investimentos em negócios, isso deve melhorar a situação, mas a gente tem a instabilidade externa que prejudicaria esse crescimento que sempre temos ai, paira no ar né a possibilidade de uma crise política mais séria em algum momento.
A gente viu ai a Globo tentando criar a situação, por exemplo, tem né uma guerra ai fria contra o Bolsonaro e a tentativa a todo o momento de puxar o tapete do presidente, criar uma crise institucional ou se criar situações, ou simplificar declarações como essa do filho do presidente né, enfim sempre ronda ai esse fantasma.
O STF pode soltar milhares de presos, sempre ronda ai um fantasma de uma crise institucional, uma crise maior que pode prejudicar essas expectativas que eu acabei de colocar.

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