Artigo, especial, Claudia Woellner Pereira - Intimidação fantasiada de cultura

No quesito originalidade, a escola de samba Acadêmicos de Niterói entrou na avenida derrotada. Por quê? Perseguição a cristãos não é novidade, é coisa antiga. Foi assim desde o princípio. Atirados a covas de leões, queimados, crucificados, mutilados. O que mudou de lá pra cá? O método de perseguição e cancelamento, cada vez mais fantasiado de cultura, liberdade e justiça.

Na China, Coreia do Norte, alguns países africanos e do Oriente Médio expressar publicamente a fé cristã é considerado ato criminoso sujeito aos tipos mais sórdidos de punição: confisco de bens, perda de nacionalidade, prisão, tortura, mutilação, estupro, morte.  Horrores que não se restringem ao Oriente:  já estão presentes em países da América Latina, como Cuba, Nicaraguá, conforme relata documento da ACN (sigla inglesa para Fundação Pontifícia da Igreja Católica Ajuda à Igreja que Sofre), organização que monitora os avanços da afronta a direitos humanos e perseguição a cristãos no mundo.

Os países que acirram a perseguição a cristãos estão reconhecidamente sob regimes ditatoriais. Mas o que esperar de países que se disfarçam de guardiões da liberdade enquanto encarceram o pensamento e o espírito do povo?  

O desfile de Carnaval 2026 no Brasil escancarou uma prática cada vez mais agressiva: o uso da cultura como instrumento ideológico. Primeiro, a escola Acadêmicos de Niterói assassinou a história do país com inverdades, deboches e sarcasmo. Setores produtivos do país foram desqualificados. Depois, os cristãos foram retratados como se fossem o atraso da espécie humana.

 Tomar o Carnaval 2026 por pura festa e diversão é renunciar à capacidade de pensar e criticar a realidade. O que fica ainda mais grave se o folião se disser cristão. Andarão dois juntos se não estiverem de acordo?, está escrito em Amós 3:3, e Acaso podem brotar da mesma fonte água doce e água amarga?, traz Tiago 3:11. Apenas dois pequenos lembretes que deveriam acender o desconfiômetro de qualquer cristão. Comprar a fidelidade de um cristão com benefícios sociais emitidos por gente que ataca a fé cristã, a vida humana, os valores da família, por gente que exige liberdade e respeito, mas que não oferece o mesmo tratamento aos outros, é igual a engordar o peru durante todo o ano para destrinchá-lo e devorá-lo no fim do ano.

A avenida e trens elétricos foram intencionalmente transformados em palanques adiantando o período eleitoral. E o aviso foi explícito: bombardear a bancada da Bíblia. Desperta, ó tu que dormes, diz em Efésios 5:14. Ingenuidade, omissão, indiferença e alianças equivocadas põem em risco o país e a liberdade que ainda existe. É tempo de escolher com visão e estratégia.



Nenhum comentário:

Postar um comentário