Sílvio Lopes, jornalista, economista e palestrante
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Desde a explosão das comunicações, da enxurrada de novas informações que a toda hora inundam nosso dia a dia, eclodiu o desejo de muitos de usarem esses meios como forma de se tornarem "celebridades".
E não em poucos casos, aconteceu de tanto dessa gente se esquecer de si mesmo, do seu eu, de sua própria individualidade. Ou seja: o investir-se e viver, na prática, uma personagem moldada segundo devaneios e ilusões, humanamente inatingíveis, tornou-se como que uma obsessão incontrolável.
A perda da individualidade é hoje uma doença devastadora que tem acometido milhões, sendo a causa direta de desilusões e de infelicidades que destróem vidas e futuros brilhantes.
Lembremos que a frase "Conhece-te a ti mesmo" já estava escrita no Templo de Apolo, na Grécia antiga, vindo depois a ser popularizada pelo velho e bom Sócrates. Estendida a partir de então, para " e conhecerás o universo e os deuses", embute a idéia de que " o ser humano é um microcosmo, ou seja: compreender a própria essência é a chave para decifrar a ordem de todo o cosmos".Perceberam?
Quando assumimos um papel sem que este corresponda ao que nos é de essência, nos tornamos alienados. Com facilidade, então, e de forma automática, perdemos o foco para o que realmente importa - " o viver conforme a nossa essência, como ela é, por inteiro". Daí em diante, o que de fato ocorre é nos distanciarmos do caminho que nos levaria a descobrir o verdadeiro "sentido da vida".
O autoconhecimento, por outro lado, não pode ser tratado como isolamento. Mas, isto sim, como forma de fortalecer o meu eu, de dotá-lo dos mecanismos necessários para que eu encontre meu próprio papel na engrenagem mundana. Quando assim procedemos, nos tornamos verdadeiros peregrinos na terra. Caso contrário, não passaremos de andarilhos sem rumo e sem nenhum sentido para continuar respirando.
Se pertença, pois. Antes de se entregar para o mundo.
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