segunda-feira, 21 de março de 2016

Artigo, Francisco Ferraz - Erros que constrangem: a incontinência verbal de Lula

Na dinâmica do jogo político todos os atores cometem erros. O problema mais sério dos erros políticos é que são públicos nas suas causas e consequências. Há erros de toda ordem; na escolha dos auxiliares de confiança, nas decisões equivocadas, na formulação da estratégia e, lastbutnotleast, nas declarações e pronunciamentos.
Esses últimos são alguns dos erros mais graves que Lula vem praticando, neste momento decisivo e crítico para o governo de Dilma para o qual foi convocado com a missão de salvá-lo do impeachment.
São erros provindos da incontinência verbal, que é uma das características do político Lula.
São, contudo, erros boomerang: ele os atira contra seus alvos, mas o boomerang faz a volta e retorna para atingi-lo.
Curiosamente são agressões expressas em linguagem chula, baixa e grosseira a que recorre quando enfrenta uma situação que o ameaça e o assusta. São declarações autodestrutivas que provocam estragos na sua imagem e criam constrangimento (quando não revolta) naqueles a que são dirigidos.
Lula parece ter escolhido para agredir com uma linguagem muito ofensiva todos os que ou vão julgá-lo ou aqueles de cuja boa vontade vai depender.
Assim, além do Juiz Sérgio Moro, ele ofendeu o Procurador Geral da República, o Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público, a Receita Federal, a Polícia Federal, atacou as redes de TV, Presidente da OAB, Presidente do Senado.
Para eles Lula, implícita ou explicitamente acrescenta, com termos e expressões estranhos à política civilizada, a acusação de traição, de ingratidão e de falta de reconhecimento, como se a indicação ou nomeação de uma autoridade trouxesse consigo a obrigação da submissão aos seus desejos e interesses.

Não haverá tempo suficiente para Lula reatar suas relações com a realidade o que, até agora, era um dos traços mais fortes da sua personalidade política.

Um comentário:

  1. Este nunca foio traço de Lula. Lula repetiu no governo o modo de governar os sindicatos de forma patrimonialística. Os conchavos nunca foram republicanos ou no interesse do país. Qualquer corrupto foi aceito a colaborar e a comer do butim. Sarney, Severino, Renan, Collor, Maluf... Mensalão e Petrolão foram piores do que sua verborragia sincera. Não foi a sua profunda formação política ou humanista que atraiu as varejeiras, mas a putrefação. O mesmo cheiro de abutre.

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