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Gramado vem se consolidando como um dos destinos brasileiros favoritos entre turistas sul-americanos. Dados da Civitatis, plataforma global de reserva de experiências turísticas, mostram que as reservas internacionais para a cidade cresceram 260% entre janeiro e maio de 2026 na comparação ano a ano, impulsionadas principalmente por viajantes do Uruguai, Argentina e Paraguai.

 

O avanço mostra que a Serra Gaúcha, conhecida como destino de inverno, segue atraindo turistas estrangeiros também durante o verão, reforçando o posicionamento de Gramado como destino de gastronomia, entretenimento, vinícolas e turismo de experiência ao longo de todo o ano. Entre os passeios mais reservados por estrangeiros aparecem o tradicional passeio de Maria Fumaça com visita à Vinícola Aurora, além de atrações como Snowland, tours por Gramado e Canela e excursões ao cânion do Itaimbezinho.

 

Gramado registra alta de 260% nas reservas internacionais e se consolida entre destinos favoritos de turistas sul-americanos

 

Dados da Civitatis mostram avanço do turismo sul-americano na Serra Gaúcha, com alta de 221% nas reservas do Uruguai e crescimento da demanda vinda de Argentina e Paraguai


Passeio de Maria Fumaça e visita à Vinícola Aurora lideram reservas entre turistas estrangeiros


São Paulo, 01 de junho de 2026 – Gramado vive um forte avanço no turismo internacional em 2026. Entre janeiro e maio, a cidade registrou crescimento de 260% nas reservas feitas por turistas estrangeiros, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados da Civitatis, plataforma de reserva de atividades e experiências presente em mais de 160 países.


O aumento também aparece no fluxo de viajantes: o número de passageiros internacionais com reservas em atividades no destino cresceu 305% no período, reforçando a expansão da presença estrangeira na Serra Gaúcha.


O movimento é puxado principalmente por turistas da América do Sul. O Uruguai lidera o crescimento internacional de Gramado, com alta de 221% nas reservas realizadas para o destino. O Paraguai aparece logo atrás, com crescimento de 200%, enquanto a Argentina registrou aumento de 180% na comparação anual.


“O mercado sul-americano tem uma conexão muito forte com Gramado. A cidade reúne clima de inverno, gastronomia, vinhos, entretenimento e uma estética muito associada ao imaginário europeu, o que gera enorme apelo para turistas da região”, explica Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis no Brasil.


O que os turistas estrangeiros buscam em Gramado?


A alta de reservas internacionais de experiências em Gramado mesmo durante o verão reforça o posicionamento da cidade como um destino focado em experiências culturais, gastronômicas, de natureza e até temáticas para famílias, indo além do charme do inverno. Entre as atividades mais procuradas aparecem roteiros ligados à cultura italiana da Serra Gaúcha, parques temáticos, turismo panorâmico e experiências gastronômicas.


O tradicional passeio de Maria Fumaça com visita à Vinícola Aurora lidera as reservas feitas por estrangeiros no período, seguido pelos ingressos do Snowland, parque de neve indoor que se tornou uma das atrações mais conhecidas da cidade.


Também aparecem entre os destaques os tours por Gramado e Canela, excursões ao cânion de Itaimbezinho, passeios culturais em Nova Petrópolis e experiências gastronômicas como fondue e jantares típicos.


Ranking: os passeios mais reservados em Gramado por turistas estrangeiros

 

Gramado, vizinha de Gramado, chama atenção pelas cachoeiras e passeios de natureza, como a Cascata do Caracol


Segundo Alexandre Oliveira, Gramado consegue se destacar internacionalmente por oferecer uma experiência turística muito diferente do restante do Brasil.


“Gramado entrega uma combinação rara na América Latina: clima de inverno, forte identidade cultural, gastronomia consolidada, parques temáticos e excelente infraestrutura turística. Isso ajuda a transformar o destino em uma referência regional em turismo de experiência”, afirma.

1. Trem Maria Fumaça + visita à Vinícola Aurora

2. Ingresso do Snowland

3. Tour por Gramado e Canela

4. Excursão ao cânion do Itaimbezinho

5. Lumni Experience

 

De onde vêm os turistas internacionais que visitam Gramado?


Os dados da Civitatis mostram predominância de turistas sul-americanos nas reservas internacionais realizadas para Gramado, com liderança de Uruguai, Argentina e Paraguai.


O levantamento reforça ainda uma tendência de viagens mais focadas em entretenimento, gastronomia e turismo cultural, especialmente entre viajantes latino-americanos que buscam destinos com experiências completas e clima de inverno.


“A Serra Gaúcha possui uma identidade muito própria dentro do turismo brasileiro. Isso desperta curiosidade em mercados vizinhos e faz Gramado ganhar relevância como destino internacional de curta e média distância”, completa Alexandre Oliveira.


Sobre a Civitatis

 

A Civitatis é a plataforma líder na venda de visitas guiadas, excursões e atividades em português e espanhol ao redor do mundo. Com um catálogo de experiências cuidadosamente selecionadas em mais de 4.200 destinos, a plataforma conecta, todos os meses, mais de 1,2 milhão de viajantes às melhores atividades locais.

Seu modelo se baseia em três pilares: simplicidade, qualidade e excelência no atendimento. Por meio de uma equipe especializada que prioriza autenticidade e confiabilidade, a Civitatis garante uma oferta curada que já soma mais de cinco milhões de avaliações verificadas, com nota média de 9,1/10. 


Combinando tecnologia própria e curadoria humana especializada, a Civitatis se consolidou como a referência do setor na América Latina e Espanha, cumprindo sua missão de “completar a viagem” de milhões de pessoas ao redor do planeta.


 






FCCS-RS projeta, para o Dia dos Namorados, vendas em torno de R$ 800 milhões no RS

O Dia dos Namorados em 2026 pode gerar uma movimentação financeira em torno de R$ 800 milhões no comércio gaúcho. Essa é a projeção da Federação das Câmaras de Comércio e de Serviços do Rio Grande do Sul – FCCS-RS para a data mais romântica do ano.

 

A análise da FCCS-RS observa que os consumidores já estão buscando os itens com os quais pretendem presentear a pessoa amada. E esse fator gera expectativa positiva nos comerciantes, mesmo com o atual cenário econômico do país apresentando cautela no consumo.

 

– Como é uma data de forte apelo emocional e na qual há a compra de presentes por cada integrante do casal, o Dia dos Namorados tem um potencial importante para aquecer as vendas – destaca o presidente da FCCS-RS, Vitor Augusto Koch.

 

Ainda assim, diante do cenário econômico desafiador neste momento, os presentes a serem adquiridos pelos namorados devem ter como principal referência o preço. O ticket médio das lembranças deve ficar em torno de R$ 420,00 por casal, ou seja, R$ 210,00 por pessoa, o que representa um valor significativo.

 

– Há, também, o crescimento da intenção dos consumidores em efetuar o pagamento das compras à vista, no débito, pix ou dinheiro. No entanto, o pagamento de forma parcelada, seja no crédito próprio das lojas ou no cartão de crédito, será uma opção bastante utilizada, já que muitas pessoas preferem diluir o que tem a pagar em vários meses, estratégia que, muitas vezes, está mais adequada ao seu orçamento – aponta Vitor Augusto Koch.

 

O presidente da FCCS-RS destaca que os presentes mais procurados pelos namorados devem ser os que lideram o ranking de compras da data há alguns anos, como artigos de vestuário, calçados, perfumes, cosméticos, flores e eletroeletrônicos, nesta ordem de preferência. Além disso, bares, restaurantes e hotéis têm o seu movimento ampliado no dia 12 de junho.

 

Por fim, como é costumeiro, os consumidores deverão seguir a tradição de fazer as compras na última hora, ou seja, vão buscar os presentes nos dias 10 e 11 de junho.


Colesterol alto: quando ele se torna perigoso e o que fazer para reduzir

Doenças cardiovasculares associadas a níveis elevados de colesterol estão entre principais causas de morte no mundo


O colesterol costuma aparecer nas conversas sobre saúde quase sempre como um vilão, mas a história não é tão simples assim. Essa substância gordurosa é essencial para o funcionamento do organismo, pois participa da formação das células, da produção de hormônios e vitaminas e também da digestão dos alimentos1,2.

 

O problema começa quando há excesso de colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim, que pode se acumular nas artérias e aumentar o risco de doenças cardiovasculares2. As doenças cardiovasculares associadas a níveis elevados de colesterol estão entre as principais causas de morte no mundo e provocam cerca de 100 mil óbitos por ano no Brasil2,3.

 

Além disso, aproximadamente 4 em cada 10 adultos apresentam níveis alterados de colesterol, o que reforça a importância de entender os sinais do colesterol alto e o que fazer para reduzi-lo2,3.

 

Como o colesterol não se dissolve no sangue, ele precisa ser transportado por partículas chamadas lipoproteínas. Essas partículas podem ser classificadas conforme sua densidade, o que determina seus efeitos na saúde1,2. Além do LDL, também há o HDL, conhecido como bom colesterol2.

 

O LDL é considerado perigoso porque, quando está em excesso, leva ao acúmulo de colesterol na parede das artérias, podendo formar placas de gordura que dificultam a circulação sanguínea. Esse processo aumenta o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC), ainda mais se associado a fatores como diabetes, hipertensão, tabagismo e obesidade1-3. Por outro lado, o HDL atua como uma espécie de fator de “limpeza” das artérias, ajudando a remover o excesso de colesterol da circulação3.

 

Segundo o cardiologista Jairo Lins Borges, médico consultor da Libbs, o colesterol alto é considerado um perigo silencioso porque não costuma causar sintomas até que a doença cardiovascular esteja instalada. “Por isso, o acompanhamento médico e os exames periódicos são a principal forma de prevenção.”

 

As diretrizes de 2025 da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) estabeleceram metas mais rigorosas para os níveis de colesterol, de acordo com o risco de cada pessoa4. Com a nova diretriz, o nível do colesterol LDL deve ficar abaixo de 115 mg/dL para pessoas com baixo risco cardiovascular. Anteriormente, o valor era abaixo de 130 mg/dL. 

 

Em níveis superiores a 130 mg/dL, pode ser necessário iniciar tratamento medicamentoso, sempre com orientação médica4. Em pacientes com risco muito elevado, como aqueles que já tiveram infarto ou derrame, a meta pode ser ainda mais baixa, chegando a menos de 50 mg/dL ou até 40 mg/dL em situações extremas4.

 

O que aumenta o colesterol ruim (LDL)?

 

Diversos fatores podem contribuir para o aumento do colesterol considerado ruim. Entre eles estão hábitos de vida, características genéticas e doenças associadas1. Os principais fatores relacionados ao colesterol elevado incluem alimentação rica em gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados, sedentarismo, histórico familiar de colesterol alto, tabagismo, obesidade, diabetes e hipertensão1.

 

Apesar da obesidade ser um dos fatores de risco, indivíduos com peso adequado também podem apresentar níveis elevados, principalmente na presença de predisposição genética ou hábitos pouco saudáveis1. Outro ponto relevante é que apenas cerca de 15% do colesterol presente no sangue vem da alimentação. A maior parte é produzida pelo próprio fígado2.

 

O cardiologista Jairo Lins Borges explica que isso demonstra como mudanças na dieta podem ser combinadas ao uso de medicamentos: “Por isso que, apesar de mudanças de hábitos de vida sempre ser uma recomendação para uma vida mais saudável, a abordagem mais indicada para o controle do colesterol varia de caso a caso e apenas a avaliação médica poderá determinar o melhor caminho.”

 

Como baixar o colesterol e reduzir o risco cardiovascular

 

O tratamento do colesterol alto envolve principalmente a adoção de hábitos saudáveis e, quando necessário, o uso de medicamentos prescritos por profissionais de saúde1,2. Entre as medidas recomendadas, estão manter uma alimentação baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, acompanhamento médico periódico, parar de fumar e manter o peso adequado.

 

Além disso, a prática de exercícios físicos ajuda a reduzir o LDL e aumentar o HDL, contribuindo para a proteção cardiovascular. Recomenda-se pelo menos 150 minutos de atividade física por semana para melhorar os níveis de colesterol bom.  


 


Artigo, especial - Geoeconomia soberana do tráfico de drogas

Este artigo é do Observatório Brasil Soberano

 Na última semana, a administração do presidente Donald Trump deu mais um passo em sua política de combate às organizações criminosas transnacionais. O secretário de Estado, Marco Rubio, designou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações enquadradas no âmbito das Foreign Terrorist Organizations (FTO) e dos Specially Designated Global Terro rists. A medida entra em vigor em 5 de junho. O efeito prático da decisão norte-americana é a criação de um novo enquadramen to jurídico e jurisdicional, ampliando as consequências para bancos, empresas e operadores financeiros que mantêm relações com indivíduos ou estruturas vincu ladas a essas organizações. A classificação como entidades terroristas transnacio nais permite sanções financeiras mais severas, bloqueio de ativos, rastreamento de recursos e intensificação da cooperação internacional em inteligência e segurança. A reação do governo brasileiro foi imediata. Acusou os Estados Unidos de ferirem a so berania nacional e de criarem uma interpretação jurídica que poderia justificar futuras intervenções em território brasileiro. O debate relevante, porém, está em outro lugar. Segundo dados da European Union Drugs Agency (EUDA), cerca de 517 toneladas de cocaína chegam anualmente à Europa a partir do Brasil, movimentando aproximadamente R$ 115 bilhões por ano. Desse total, apenas 45 toneladas foram apreendidas pelas autoridades. O Brasil tornou-se uma das principais plataformas logísticas do narcotráfico in ternacional, servindo como corredor para remessas destinadas à Europa, à Áfri ca e a outras regiões do mundo. Esse posicionamento não é acidental: resulta da combinação entre extensão territorial, fronteiras porosas com os países pro dutores andinos e a capacidade portuária de escoar carga em escala industrial. Todo o orçamento de defesa brasileiro gira em torno de R$ 140 bilhões por ano. Aproximadamente 88% desse valor é consumido pelo pagamento de militares da ativa, aposentados e pensionistas. Sobram pouco mais de R$ 17 bilhões para aquisição e manutenção de equipamentos, e o governo acaba de anunciar o cor te de R$ 4,4 bilhões no orçamento da defesa. A assimetria é evidente. De um lado, um Estado com margem orçamentária es treita para reaparelhar suas forças. De outro, organizações que reinvestem lu cros bilionários sem qualquer restrição fiscal ou prestação de contas. A dimensão financeira desse mercado explica o emprego de semissubmersíveis, drones, granadas, armamentos de uso militar restrito e outras tecnologias cada vez mais presentes nas operações do crime organizado. Com sua capacidade financeira, PCC e Comando Vermelho expandiram-se para o garimpo ilegal, a exploração clandestina de minerais críticos, o contrabando de commodities e crimes ambientais. São organizações que controlam territórios, impõem regras próprias, constran gem autoridades e desafiam o poder do Estado. O problema deixou de ser apenas policial. O fenômeno atravessa fronteiras, movi menta bilhões de reais, influencia economias locais e alcança áreas estratégicas. Ainda assim, a resposta oficial costuma se concentrar no discurso da soberania. Soberania depende da capacidade concreta de produzir e fazer cumprir a lei. Quando grupos armados exercem controle territorial, movimentam recursos em escala transnacional e impõem sua própria ordem, o que está em jogo não é mais a defesa de uma fronteira diplomática. É justamente aqui que surge uma antiga pergunta aristotélica: • Soberania esvaziada: Soberania real exige controle territorial, capacidade de coerção legítima e aplicação efetiva da lei. • Crime bilionário: PCC e Comando Vermelho operam em escala financeira, logística e tecnológica superior à capacidade de resposta do Estado. • Estado paralelo: A defesa nacional enfrenta orçamento limitado, despesas rígidas e cortes, enquanto facções reinvestem lucros ilícitos em armas, tecnologia, logística e expansão territorial. Pág. 1 Quem governa

Artigo, Estadão, Denis Lerrer Rosenfield - Incerteza política

Se há algumas semanas podia-se dizer que o senador Flávio Bolsonaro era o favorito na disputa presidencial, em um movimento de ascensão, enquanto o seu oponente seguia a curva inversa, não se pode mais sustentar tal posição. O estrago produzido por sua relação próxima com o banqueiro/facínora Daniel Vorcaro é significativo. Lula, por sua vez, viceja em seus erros, embora esteja ele mesmo envolvido por atos passados de corrução como aconteceu no mensalão, no petrolão, no sítio de Atibaia e no apartamento de Santos. A disputa pelo andar de baixo é acirrada e o Brasil encontra-se cada vez mais à deriva, sem opções claras. E o cenário eleitoral tornou-se ainda mais indefinido.

A bem dizer, nenhum dos dois candidatos reúne condições para ocupar a cadeira presidencial. Lula faz o que o país suporta ou não para ganhar as eleições, sem nenhuma preocupação com o bem público, com a saúde econômica e financeira do país. Sua política econômica neste terceiro mandato caracteriza-se pelo descontrole fiscal, pelo aumento da dívida pública e por juros elevados, inviabilizando cada vez mais a atividade produtiva, salvo para grupos empresariais muito próximos que estão se aproveitando da atual situação. O capitalismo de compadrio corre solto, em nome de uma política esquerdista, enquanto a classe média e os trabalhadores sofrem com o preço dos alimentos e o endividamento. O único feito digno de nota de seus ministros da Fazenda foi o de aumentar os impostos, sempre em nome de uma suposta justiça fiscal. Aliás, o que se pode bem esperar de um presidente para quem “gasto” é “investimento”? Até as palavras perdem o seu significado! Para quem esperava a repetição de Lula 1, ganhamos de presente um Dilma 3. 

O senador Flávio Bolsonaro vinha se posicionando bem, jogando parado como se diz em linguagem futebolística, até a revelação de seus diálogos com o hoje preso “banqueiro”. Escondeu até de seus próximos seu relacionamento com ele, caracterizado como sendo de “irmãos”. O que, então, pode bem esperar uma nação que observou atônita esses acontecimentos, em uma sucessão de fatos que ora se apresentava como ópera bufa, ora como drama familiar de segunda categoria? Suas justificativas foram risíveis. A de que se tratava de uma relação privada foi um atentado à inteligência alheia. Como se pode tratar como relação privada o relacionamento com um criminoso? Se uma pessoa recebe doação de um narcotraficante, caberia simplesmente justificar dizendo que se trata de uma relação “privada”? Apesar de tudo isso, achou que poderia visitar o “banqueiro” em prisão domiciliar. Primeiro, escondeu o que tinha feito. Segundo, a sua justificativa foi ainda pior, pois disse que foi para finalizar a relação, enquanto o presidente de seu partido, Valdemar da Costa Neto, simplesmente declarou que lá foi para acertar o pagamento do resto do dinheiro, ou seja, para ganhar ainda mais. Como sustentar tal contradição? 

O Brasil não pode mais continuar refém de tal polarização, que só traz malefícios para todos. Se nela continuarmos, qualquer que seja o vencedor, o país terminará por caminhar para uma crise institucional. Deve-se, portanto, evitar que tal aconteça, sua possibilidade sendo a de que se crie uma terceira via. Os que se atém ainda à candidatura do senador Flávio Bolsonaro, apostando na força do bolsonarismo, algo real eleitoralmente, correm o risco de perderem para Lula no segundo turno, considerando que um eleitorado importante de centro, liberal ou conservador, já não mais aceita tal tipo de postura radicalizada. Ademais, indulto ou anistia ficaria muito prejudicado, se não inviabilizado, com a reeleição de Lula. Deveriam também pensar nisso. 

Seria necessário que se consolidasse ou surgisse uma terceira via, voltada para o congraçamento nacional, para além da polarização reinante, visando ao bem do Brasil, corrigindo os erros e excessos dos últimos governos. Os atuais postulantes, Reinaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, oscilam há semanas entre 3% e 5%, não conseguindo ultrapassar esse patamar. Quiçá uma união entre os dois primeiros possa reconfigurar esse quadro. Uma eventual entrada no pleito de Michelle Bolsonaro, seja como titular, seja como vice, poderia também criar um fato novo, tendo a força de ser mulher e evangélica. Contudo, o nome Bolsonaro carrega a polarização que se procuraria evitar. 

Talvez poderia haver uma mudança significativa nesse cenário, caso o ex-presidente Michel Temer terminasse por entrar nessa disputa. Tem experiência, sabe articular política e partidariamente e, sobretudo, soube com determinação consertar um país arruinado pelo governo Dilma, agora em uma repetição com o presidente Lula. Poderia ainda ter a vantagem de produzir um movimento de união nacional, caso tivesse o apoio dos governadores que estão disputando a eleição. Seria o fato novo!


Sanções

Os Estados Unidos podem impor sanções tarifárias ao Brasil nesta semana, uma vez que o governo norte-americano está prestes a concluir e divulgar os resultados preliminares de uma investigação comercial baseada na Seção 301.A expectativa do setor produtivo e de interlocutores do governo é que o anúncio oficial ocorra nos primeiros dias de junho, gerando forte tensão nos bastidores.Pontos centrais da investigação e riscos:Foco da investigação: Os EUA analisam possíveis práticas comerciais "injustas", com queixas antigas envolvendo as tarifas brasileiras sobre o etanol importado e o comércio na região da 25 de Março, em São Paulo.Sistema Pix: O Banco Central do Brasil está sob a mira dos EUA, com empresas norte-americanas de cartão de crédito alegando que o sistema de pagamentos instantâneos recebe tratamento preferencial e cria monopólio.Impacto institucional: O momento de pressão comercial coincide com o recente anúncio de Washington de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, o que elevou o desgaste político entre o Palácio do Planalto e a gestão Donald Trump.Acompanhamento e próximos passosEmpresários e o governo brasileiro monitoram a situação com cautela. A avaliação da equipe diplomática é de que todos os esclarecimentos já foram prestados e que, caso tarifas sejam anunciadas, é esperado que os EUA abram um período de consulta pública para manifestação antes de o relatório definitivo ser publicado em julho.