quarta-feira, 8 de março de 2017

Artigo, Darcisio Perondi - País dá sinais do fim da recessão

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmou que o Brasil enfrentou, nos 
últimos dois anos, a pior recessão econômica de sua história, com um encolhimento acumulado de 7,2% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo 3,6% só em 2016. A expectativa para 2017, no entanto, é positiva. Segundo afirmou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a economia já deve apresentar crescimento neste primeiro trimestre, indicando o fim da recessão. A estimativa do Governo é que o quarto e último trimestre de 2017 aponte um crescimento de 2,4% em relação ao mesmo período do ano passado, fechando o ano com um percentual positivo de 1%. Para 2018, as expectativas são ainda melhores, com PIB de 2% a 3%.

O resultado do PIB de 2016 não surpreendeu, mas reflete o passado. São números que já esperávamos, ainda contaminados pela gestão da ex-presidente Dilma Rousseff na economia, que foi desastrosa, irresponsavelmente voluntarista e excessivamente intervencionista. Infelizmente, foram sete anos perdidos e nossa economia voltou aos padrões de 2010, agravada por quase 13 milhões de desempregados. Poderíamos estar em situação bem pior, se Dilma não fosse afastada.

O mercado financeiro, as agências de risco, o Fundo Monetário Internacional e especialistas em macroeconomia já projetam o fim da recessão brasileira. Alguns avanços registrados nos quase sete meses de governo efetivo Michel Temer precisam ser citados, como a queda dos juros de 14,25% para 12,25% – a expectativa é que o percentual feche o ano em 9%; inflação controlada, que deve fechar 2017 em 4,5%; dólar estável; e produção industrial em franca reação – cresceu em janeiro 1,4% na comparação com o mesmo mês de 2016.

O otimismo está voltando ao mercado, aos investidores e à população, reflexo das reformas que estão sendo empreendidas pelo novo governo. “Já aprovamos o novo ajuste fiscal, com a limitação dos gastos públicos, mas precisamos aprovar também as reformas da previdência e tributária, e a modernização das leis trabalhistas. Só assim vamos garantir a sustentabilidade do governo e evitar que o País quebre de vez.

Nessa terça-feira, inclusive, o ministro Henrique Meirelles e o Secretário de Previdência, Marcelo Caetano, reuniram a bancada do PMDB na Câmara para tirar dúvidas dos parlamentares sobre a reforma da previdência.


Ter o controle dos gastos sem as reformas, é religião sem fé.



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