quarta-feira, 8 de março de 2017

As razões da operação

Segundo as informações da PF, os alvos dessa fase estão sob suspeita de fazerem parte de um esquema de cooptação de testemunhas.

"A suspeita é que um contrato de R$ 190 milhões entre os dois principais sócios de um dos maiores grupos empresariais investigados pela Greenfield tenha sido empregado para mascarar o suborno a um empresário concorrente para que não revelasse informações de interesse da investigação", afirma a PF.

Em pedido de bloqueio de Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, o Ministério Público Federal tinha mencionado um contrato neste valor entre a Eldorado Celulose e a empresa Eucalipto Brasil S/A, vinculada a Márcio Celso.

A suspeita chegou aos investigadores por meio de uma testemunha. O contrato trata de fornecimento de massa floresta de eucalipto para produção de celulose. A investigação é se a negociação não teria como objetivo "recompensar o silêncio" de um ex-sócio do grupo.


A operação Greenfield foi deflagrada originalmente pela PF em setembro do ano passado para investigar suspeita de fraude nos fundos de pensão de estatais Previ (do Banco do Brasil), Petros (da Petrobras ), Postalis (dos Correios) e Funcef (da Caixa Econômica Federal), tendo como base dez casos revelados a partir do exame das causas de déficits bilionários apresentados pelos fundos.

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