quarta-feira, 5 de abril de 2017

Formas e Reformas - Astor Wartchow

Formas e Reformas
Astor Wartchow
Advogado
 Gostaria de ver esta mesma mobilização e  entusiasmo dos contrários às reformas da previdência e trabalhista (aliás,  atitude que assegurará sobrevida eleitoral a muitos sindicalistas e políticos  moribundos) aplicado a outras questões de extrema relevância nacional.
 Imagina: poderiam ter impedido o saque e quebradeira da Petrobrás, do BNDES e as fraudes nos fundos estatais de pensões.
 Que falta fazem os protestos contra os altíssimos e  constrangedores salários e mordomias de algumas ilhas do serviço público nacional.
 Por exemplo, por quase dois anos os bem remunerados auditores fiscais da Receita Federal fizeram "operação tartaruga" nos aeroportos, comprometendo o sistema de armazenamento e liberação de cargas e negocios internacionais do Brasil. Ou seja, desempregando pessoas e comprometendo empresas. Tudo impunemente e sem alarde sindical e popular.
 Quem sabe os hoje atuantes contestadores das reformas venham a protestar contra os auxílios financeiros pornográficos do poder judiciário, de vários legislativos e tribunais de contas.
 No nosso estado, os sindicatos dos servidores públicos querem a manutenção do pagamento de salários aos seus dirigentes sindicais (o governador Sartori quer eliminar este privilégio). Mas se estão a serviço do seu sindicato (são dezenas de servidores) não seria o caso do proprio sindicato pagar seus líderes?
 Isto não é nada. Tem até defensores de uma gráfica estatal. Uma gráfica estatal em pleno século 21 e no auge dos jornais, panfletos e documentos digitais?
  Mais: tem defensores também de uma emissora pública de rádio FM. Aliás, emissora de rádio que qualquer adolescente monta e remonta na internet. Mais de uma e com diferentes conteúdos.
 Nunca vi estes mesmos líderes sindicais e populares protestarem contra os fundos de pensão complementar de estatais e órgãos públicos, cujos valores tem expressiva parcela paga pelos cidadaos brasileiros.  Por que não defendem simplesmente que todos(!) os brasileiros tenham como limite o teto do INSS?
 Enfim, não faltam temas relevantes que demandariam uma participação autêntica dos líderes políticos e sindicais na defesa do povo brasileiro.
 Se aqui estamos, às vésperas de medidas duras e onerosas ao povo brasileiro e gaucho (sim, sei que tem muita proposta governamental que precisa ser discutida e revista), se deve muito, muito a omissão deliberada de sindicalistas, comprometidos com bandeiras ideológicas mofadas e interesses pessoais.
 Atitudes que explicam a perpetuação de grupos sindicais. A maioria dos sindicatos são verdadeiras "panelinhas". A defesa dos interesses do trabalhador brasileiro é um objetivo secundário.        


Um comentário:

  1. Por isso é que estou descrente do que deveria e poderia acontecer. Quando virarmos uma Venezuela a coisa vai ficar preta e daí reclamar pra quem? Um amigo, juiz aposentado do TRT, ganha 30 mil reais... É um dos 60% de inativos ganhando sem trabalhar. E as viúvas de desembagadores com penão integral? Pois se um morreu ( o dito), não deveria ganhar 50%? Não é não?Inveja!!!!!

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