sábado, 20 de junho de 2020

Artigo, Fábio Jacques - Melancia com vinho – morte certa.

Muitas décadas atrás, quando pela primeira vez me hospedei em um hotel que servia um copioso café da manhã, observei horrorizado pessoas comerem melancia e, ao mesmo tempo, tomarem café com leite. Outros serviam-se de manga e deliciavam-se com leite achocolatado. Morreriam todos, com certeza. Eu sabia. Como não poderia ser verdade aquiloque eu sempre ouvi desde que era criança?
No meu cérebro estava escrito que estas misturas eram extremamente venenosas. O que dizer então de melancia e vinho? Morte em segundos. Eu sabia que um pedaço de melancia mergulhado em cachaça se dissolvia, mas em vinho empedrava bloqueando a digestão e levando o incauto a uma horrenda morte dolorosa.
Meus pais eram muito católicos e, sem alternativa, eu assistia à missa todos os domingos. Eu sabia que a salvação da alma ocorria apenas para os católicos. Em frente à igreja havia uma igreja metodista, e eu pensava com tristeza que aquelas pessoas que a frequentavam estavam inapelavelmente condenadas ao eterno fogo do inferno.
Nosso cérebro infantil é uma lousa na qual qualquer coisa pode ser escrita e permanecer ali indefinidamente. Mesmo na mais provecta idade, continuamos nos guiando por aquilo que aprendemos em nossa tenra infância.
Certafeita, enquanto aguardava o momento de entrarna sala de conferências para assistir a uma palestra num evento da Transposul em Porto Alegre, um rapaz de uns vinte e poucos anos que também aguardava na fila e com que puxei conversa, me contou que no tempo da “ditadura” o prazer dos militares era torturar bebês de colo para obrigar as mães a confessarem.
Meus filhos estudaram em colégio de freiras, e em um de seus livros de religião descobri que Abraão saiu de Ur, sua cidade natal, porque os poderosos da época queriam tomar suas terras e suas colheitas “assim como os Estados Unidos fazem hoje com o Brasil”.
Durante mais de 30 anos, as crianças e os jovens brasileiros ouviram todos os dias que o país mais tirano do mundo são os Estados Unidos e que o mais cruel governo que jamais existiu na história foi o instalado no Brasil em 64. E que pessoas maravilhosas como Fidel Castro, Che Guevara, Mao TseTung e seus seguidores como Zé Dirceu e todos os demais “heróis” da liberdade esquerdista brasileira só queriam o bem do país e a felicidade das pessoas e por esse ideal muitos chegaram a sacrificar a própria vida.
Acho impossível que alguém, com um mínimo de lucidez, ache que o ideal para um país seja Cuba, Venezuela, China ou Coreia do Norte, a não ser aqueles que possam lucrar com o mergulho do Brasil em uma ditadura do proletariado.
Mas e o povo que nada ganhará e que será massacrado quando um governo ditatorial de esquerda se instalar aqui? Por que continua apoiando estas ideias esquerdistas?
Simplesmente porque em suas mentes está tatuado o pavor dos militares e dos imperialistas americanos. E para que esta tatuagem não esmaeça, a mídia, os presidentes do congresso, os ministros do STF assim como muitos outros influenciadores de esquerda ficando repetindo sistematicamente que Bolsonaro é nazista e genocida, que quer implantar a ditadura, que tem ministros militares porque quer dar um golpe como o de 64, que quer acabar com a democracia duramente conquistada pelos heróis da esquerda, de ser contra os negros, os índios, os gays e os pobres além de estar alucinado para queimar a floresta amazônica.
Pouquíssimas pessoas, em sã consciência, apoiariam um governo de esquerda, mas muitíssimas o fazem porque têm verdadeiropavor só de imaginar a volta de uma ditadura tão cruel como aquela que seus professores lhes desenharam.
O horror da ditadura está tão arraigado em seus cérebros como a melancia empedrada no estomago pelo vinho, a manga transformada em mortal veneno pelo leite ou a condenação irreversível ao inferno dos não católicos estavam na minha.
Converse com um cidadão comum defensor de governos de esquerda e verá que ele nunca fala das maravilhas dos regimes comunistas e sim, somente dos malefícios dos militares e de todo o mal que Bolsonaro “vai” fazer pelo país. Nem os líderes esquerdistas amantes dos regimes totalitários ousam falar abertamente das maravilhas dos paraísos comunistas. Falam somente contra o grande perigo de um governo ditatorial de Bolsonaro.
A lavagem cerebral foi magistralmente feita e o verdadeiro gado, crente que está abafando, caminha a passo acelerado em direção ao matadouro.
Participei de um grupo familiar de Whatsapp no qual quase todos os membros são contrários a Bolsonaro. Um dia perdi a paciência e pedi que me citassem apenas um ato do presidente no qual ele ameaçasse implantaruma ditadura, censurara imprensa, perseguir negros, índios, gays ou mulheres, ou devastar a floresta amazônica.
Fui expulso do grupo.
Continuarão o resto de suas vidas olhando com olhos esbugalhados alguém que beba vinho e coma melancia, ou que apoieJair Bolsonaro.
É possível apagar estas marcas indeléveis que estão estampadas a fogo nas circunvoluções de seus cérebros?
Sim.Muito facilmente. Basta fazer uma lobotomia.
É a única solução.

Fabio Freitas Jacques. Engenheiro e consultor empresarial, Diretor da FJacques – Gestão através de Ideias Atratoras e autor do livro “Quando a empresa se torna azul – o poder das grandes ideias”.

4 comentários:

  1. Excelente texto, vem de encontro a realidade de geração Paulo freire

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  2. Nota-se, claramente, que vc, Fábio, desconhece a história de nosso país. Defender o Presidente Bolsonaro é uma coisa, mas, "insinuar" que o regime militar não cometeu atrocidades, é outra. Quanto ao texto, muito bem escrito, mas sem embasamento.

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    1. cite uma ou algumas das atrocidades...Não as que teu professor te contou, ou as que aquele jornalista mortadela escreveu, mas conte as que você viu, tem provas etc

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  3. O que vem acontecendo hoje no Brasil, acontecia também antes de o PT assumir o comando do país. Não vejo o Bolsonaro como o presidente ideal para o país, assim como nunca se viu em lugar algum do planeta um ataque tão forte e tão orquestrado em cima de um presidente eleito. Que se dane o Brasil, o poder é o que importa. É a tática que sempre foi utilizada pelo PT quando oposição.

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