As tentativas do ministro Alexandre de Moraes de enquadrar o Coaf e, agora, de levar a votação no STF uma ação do PT para limitar o alcance das delações premiadas, não conseguirão impedir que ele sobreviva à enxurrada de denúncias sobre seu envolvimento no escândalo do Banco Master.
A cada dia, uma nova enxadada revela mais minhocas.
A cínica declaração de Lula ao site lulopetista ICL, mandando Moraes assumir que é marido de Viviane Barci e que nada tem a ver com os negócios dela, é escandalosamente escapista e tenta reduzir tudo ao mau-cheiroso contrato de R$ 129 milhões assinado com ela com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Há mais, Lula. Lula não vai se livrar desta companhia, por mais que tente.
A coisa não se reduz a este contrato milionário, que mais cheira a lobby oblíquo do que a contrato de serviços advocaticios. Ele apenas compõe um leque pegajoso, num rastro que incluem o salto de 266% do patrimônio familiar, os voos em jatinhos da empresa de Daniel Vorcaro, a degustação de uísque Macallan em Londres, o telefonema de Vorcaro no dia da prisão e no qual pedia por socorro e as visitas à mansão do banqueiro para beber uísque e fumar charutos cubanos.
São os eventos cabulosos publicados até hoje, quinta-feira.
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