O IPCA teve alta de 0,67% em abril, ligeiramente abaixo do consenso de mercado e da nossa projeção. A alta em 12 meses foi de 4,4% ante 4,1% em março. Uma aceleração no número cheio era esperada por conta do choque de preços de combustíveis, que estão pressionados desde o início da Guerra no Irã.
o O preço da gasolina aumentou 1,9% após incremento de 4,6% em março. Este item foi fonte de forte surpresa baixista. Esperávamos uma alta mais robusta em linha com o reportado pela ANP. Assim, os preços administrados aumentaram 1% no mês, e acumulam alta de 6,1% em 12 meses.
o Por outro lado, a inflação de serviços teve surpresa altista. A categoria teve estabilidade no mês por conta de um recuo de 14,5% no preço das Passagens Aéreas. Mas os Serviços subjacentes aumentaram 0,5% no mês e acumulam 5,1% em 12 meses.
o A alta em alimentação no domicílio foi de 1,6%. Os itens in natura novamente impulsionaram essa categoria por questões sazonais, mas também houve surpresa altista com a alta dos preços de carnes. Em 12 meses, o grupo alimentação no domicílio subiu 1,3%, uma alta em relação aos 0,5% observados até março. Fonte de surpresa negativa em março, os bens industriais vieram ligeiramente acima do esperado. Esses bens subiram 0,6% no mês e em 12 meses acumulam alta de 2,4%. Acreditamos que a valorização cambial deve contribuir para diminuir pressões altistas sobre os preços dessa categoria daqui para frente.
o O núcleo por médias aparadas com suavização subiu 0,5% no mês, ante 0,4% em março. Em 12 meses, acumula alta de 4,4%, mesmo valor do mês anterior.
Nossa avaliação: A surpresa dos bens administrados compensou a leitura qualitativa de uma inflação cheia um pouco mais pressionada. Com os preços de petróleo elevados e na ausência de uma resolução do conflito no Oriente Médio, prevemos um período de inflação pressionada nos próximos meses.
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