O artigo de opinião escrito por Mônica Romano e publicado neste domingo no The Washington Post (o editor acaba de ler) traz reflexões profundas sobre as quase duas décadas de uso diário de cannabis que começaram na sua adolescência.
O relato destaca quatro grandes lições que ela gostaria de ter compreendido aos 13 anos de idade:1
1. A automedicação não resolve problemas reais. A cannabis acalmava a ansiedade temporariamente. O uso impedia o aprendizado de mecanismos reais de enfrentamento. A confiança que ela achava que pegava emprestado da droga era apenas adiada.
2. O medo inicial se transformou em paranoia crônica na vida adulta. O uso diário gerava pensamentos obsessivos e insegurança social extrema. Especialistas alertam que o início precoce (12-14 anos) altera o desenvolvimento cerebral. Há riscos elevados de psicose, depressão crônica e esquizofrenia.
3. Ondas implacáveis de bronquite surgiram no final dos seus 20 anos. Ela chegou a tossir sangue devido ao impacto do fumo contínuo. Estudos recentes apontam perdas no desenvolvimento da memória e atenção em adolescentes.
4. A ilusão de que seria fácil parar
Mônica manteve o hábito mesmo após se formar na faculdade e se tornar mãe.A única pausa longa ocorreu estritamente durante a sua gravidez. O vício se provou muito mais difícil de quebrar do que ela imaginava na juventude.
A autora conclui pontuando que o uso pesado na adolescência molda negativamente a identidade, as oportunidades e a forma como o indivíduo lida com as próprias emoções.
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