Escolas de aviação fecham por falta de alunos. O problema são os altos custos do combustível.

 Preço da hora/aula passa de R$ 1 mil em virtude do aumento do combustível e queda no número de matrículas já chega a 60%

As escolas de aviação estão vivendo um dos piores momentos nas últimas décadas. A crise econômica atingiu em cheio o segmento, responsável pela formação dos pilotos brasileiros. O diretor da Escola Biruta de Aviação Civil, Diego Osório, ressalta que o maior problema são os custos elevados para a manutenção das aeronaves, especialmente o querosene e a gasolina utilizados nas aeronaves, que podem variar entre R$ 11 e R$ 20 o litro. “A hora/aula que há dois anos custava em torno de R$ 450 já passa de R$ 1 mil. E sabemos que o poder aquisitivo das famílias baixou muito. Em nossa escola tivemos a redução de 60% no número de matrículas. Desse jeito vamos fechar as portas por falta de alunos”, desabafa Osório, cuja escola fica sediada no município gaúcho de Ijuí, no Rio Grande do Sul.

O vice-presidente da Câmara Temática Aeroportuária da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi), deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS), ressalta que o preço do combustível de aviação aumentou 96% nos últimos 18 meses. “Metade do custo de uma escola é combustível. Com essa escalada dos preços, que são atrelados ao dólar, vai ficar inviável manter a atividade já no curto prazo. Sem as escolas de formação ficaremos sem pilotos no médio e longo prazo. Isso é impensável para um país de dimensões continentais que depende da aviação para manter sua economia. Algo precisa ser feito imediatamente”, alertou o deputado, que tratou do assunto com a direção da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR).

Em nota, a ABEAR ressaltou que a Petrobras anunciou mais um reajuste no preço médio do querosene de aviação (QAV) em 15 refinarias, de 3,9% no dia 1º de julho, em relação ao valor de 1º de junho. Com isso, o combustível acumula alta de 70,6% de 1º de janeiro a 1º de julho. De acordo com a empresa, os valores são à vista, sem tributos. No ano passado, o aumento do preço do QAV foi de 92%, em comparação com 2020.

“Mais uma vez o reajuste mensal no preço do QAV comprova os desafios que as associadas ABEAR enfrentam diariamente com a escalada dos custos estruturais, principalmente com o QAV. É importante que haja uma política pública para reduzir o preço do combustível, que no Brasil chega a ser até 40% mais caro do que no exterior. E é por isso que a ABEAR tem ampliado sua interlocução com o Poder Público, especialmente com a mesa de diálogo permanente com o governo que já foi iniciada”, afirma o presidente da ABEAR, Eduardo Sanovicz.

PEC dos Benefícios Sociais será votada hoje

 A votação na comissão especial está marcada para as 9 horas no plenário 6. Se aprovado no colegiado, o texto ainda precisa ser votado em dois turnos no Plenário da Câmara. Segundo o líder do governo, deputado Ricardo Barros (PP-PR), a votação no Plenário deve acontecer ainda nesta quinta.

A comissão especial que analisa a PEC do Estado de Emergência reúne-se desde as 9h para votar o parecer do relator, deputado Danilo Forte (União-CE), tudo no caso da PEC do Estado de Emergência (PEC 1/22), que tramita em conjunto com a proposta de emenda à Constituição que trata de estímulos tributários aos biocombustíveis (PEC 15/22).O texto do relator consolida as redações das duas PECs sem alterar o mérito já aprovado no Senado. Está previsto o estado de emergência no País até 31 de dezembro, justificado pela elevação “extraordinária e imprevisível” dos preços do petróleo, combustíveis e seus impactos sociais. Na prática, a medida permite ao governo ampliar benefícios sociais que não seriam autorizados em ano eleitoral, como o Auxílio Brasil de R$ 600 e auxílio de R$ 1 mil para caminhoneiros. A proposta também prevê recursos extras para o vale-gás de cozinha, o programa Alimenta Brasil, taxistas, o financiamento da gratuidade no transporte coletivo de idosos e para compensar estados que reduzirem a carga tributária dos biocombustíveis. O impacto total dessas medidas é de R$ 41,2 bilhões.

O texto ainda visa estabelecer, na Constituição, o regime fiscal diferenciado para os biocombustíveis, com vantagens em relação aos combustíveis fósseis. A intenção é minimizar o impacto de recentes leis complementares (LCs 192/22 e 194/22) que reduziram a competitividade dos biocombustíveis, como o etanol, diante da gasolina.

Danilo Forte afirmou que a intenção é conter “notório estado de pobreza pelo qual passa grande parte do País”. A oposição, no entanto, criticou as medidas. “É chamada de PEC do desespero e tem interesse meramente eleitoral porque tem um prazo de validade. Essa PEC cria o estado de emergência e encerra o estado de emergência. Ela não está vinculada à realidade”, reclamou o deputado Rubens Pereira Junior (PT-MA).

Artigo - Saiba por que o mundo entrará em recessão, mas não o Brasil

O PIB brasileiro cresceu 1% nos primeiros três meses do ano e os dados mais recentes indicam que a economia não perdeu dinamismo no segundo trimestre. Os números correntes contrastam com a expectativa de uma desaceleração mais intensa da atividade adiante. O aperto da política monetária e a piora das condições financeiras no mundo e no mercado doméstico levam a uma acomodação esperada no ciclo de crescimento. Assim, estimamos um modelo de probabilidade de recessão dadas as condições do mercado de ativos.

A recuperação do mercado de trabalho é uma das chaves para entender o aumento do consumo.

Desde o final de 2020, a taxa de desemprego recuou quase 6 p.p., tendo atingido 9,1% em maio, na nossa estimativa mensalizada e dessazonalizada. A queda recente do desemprego é fruto de uma alta mais acelerada da população ocupada, inclusive do emprego com carteira de trabalho assinada. O rendimento médio real também subiu nos últimos meses, contribuindo para a elevação da massa salarial real, cujo crescimento foi pouco superior a 6% desde a virada do ano.

Além do aumento da massa de salários, o consumo é favorecido pelas transferências de renda. Com a aprovação iminente da PEC, que eleva o benefício do auxílio Brasil, cria benefícios a caminhoneiros e taxistas e amplia o vale gás, a massa ampliada será expandida em quase R$ 40 bilhões no segundo semestre.

Também houve redução de impostos que elevam a renda disponível em R$ 60 bilhões até o final do ano. Isso é um colchão adicional que limita uma reversão repentina do crescimento do PIB.

O bom momento da atividade é captado pela nossa pesquisa proprietária. Todos os setores ficaram acima do nível que delimita as zonas de expansão e contração da atividade, com índices significativamente acima da média histórica no caso de serviços. Um modelo logit relacionando as recessões brasileiras datadas pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (CODACE) do IBRE/FGV1 com os indicadores da pesquisa do Bradesco sugere que índices acima de 50 estão associados com uma probabilidade zero de recessão.

Esses números contrastam com o verificado nos mercados de ativos e com as projeções de crescimento para o ano que vem. A mediana das projeções dos analistas computada pelo Banco Central aponta para um avanço de 0,5% do PIB em 2023, que é quase 1 p.p. inferior ao consenso para o PIB desse ano. 

Nossa expectativa também é de desaceleração, saindo de um crescimento de 1,8% para estagnação no ano que vem. 

Os mercados também tiveram uma reação negativa nos últimos meses, o Ibovespa, por exemplo já recuou quase 20% desde o pico, no começo de abril. Também refletindo a queda da bolsa, nosso indicador de condições financeiras entrou no terreno negativo (gráfico 1), sugerindo crescimento do IBC-Br abaixo da tendência



Saiba quais as razões que impedirão recessão no curto prazo (recessão global vem aí - e rápido)

 O PIB brasileiro cresceu 1% nos primeiros três meses do ano e os dados mais recentes indicam que a

economia não perdeu dinamismo no segundo trimestre. Os números correntes contrastam com a

expectativa de uma desaceleração mais intensa da atividade adiante. O aperto da política monetária e a piora das condições financeiras no mundo e no mercado doméstico levam a uma acomodação esperada no ciclo de crescimento. Assim, estimamos um modelo de probabilidade de recessão dadas as condições do mercado de ativos.

A recuperação do mercado de trabalho é uma das chaves para entender o aumento do consumo.

Desde o final de 2020, a taxa de desemprego recuou quase 6 p.p., tendo atingido 9,1% em maio, na nossa estimativa mensalizada e dessazonalizada. A queda recente do desemprego é fruto de uma alta mais acelerada da população ocupada, inclusive do emprego com carteira de trabalho assinada. O rendimento médio real também subiu nos últimos meses, contribuindo para a elevação da massa salarial real, cujo crescimento foi pouco superior a 6% desde a virada do ano.

Além do aumento da massa de salários, o consumo é favorecido pelas transferências de renda. Com a aprovação iminente da PEC, que eleva o benefício do auxílio Brasil, cria benefícios a caminhoneiros e taxistas e amplia o vale gás, a massa ampliada será expandida em quase R$ 40 bilhões no segundo semestre.

Também houve redução de impostos que elevam a renda disponível em R$ 60 bilhões até o final do ano. Isso é um colchão adicional que limita uma reversão repentina do crescimento do PIB.

O bom momento da atividade é captado pela nossa pesquisa proprietária. Todos os setores ficaram acima do nível que delimita as zonas de expansão e contração da atividade, com índices significativamente acima da média histórica no caso de serviços. Um modelo logit relacionando as recessões brasileiras datadas pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (CODACE) do IBRE/FGV1 com os indicadores da pesquisa do Bradesco sugere que índices acima de 50 estão associados com uma probabilidade zero de recessão.

Esses números contrastam com o verificado nos mercados de ativos e com as projeções de crescimento para o ano que vem. A mediana das projeções dos analistas computada pelo Banco Central aponta para um avanço de 0,5% do PIB em 2023, que é quase 1 p.p. inferior ao consenso para o PIB desse ano. 

Nossa expectativa também é de desaceleração, saindo de um crescimento de 1,8% para estagnação no ano que vem. 

Os mercados também tiveram uma reação negativa nos últimos meses, o Ibovespa, por exemplo já recuou quase 20% desde o pico, no começo de abril. Também refletindo a queda da bolsa, nosso indicador de condições financeiras entrou no terreno negativo (gráfico 1), sugerindo crescimento do IBC-Br abaixo da tendência

A desinibida militância da escritora Martha Medeiros no jornal (3)

Por Renato Sant'Ana

 

Com um manifesto intitulado "Uma escolha fácil", Martha Medeiros faz campanha política em Zero Hora. Só que a arrogância e o desprezo à verdade com que ela sacraliza o seu candidato e diaboliza o adversário não lembram a leveza e o toque de arte da Martha que eu conhecia.

Já nas primeiras linhas, para afirmar que o seu candidato é "do bem" e o outro, "do mal", ela diz que, nas eleições deste ano, a disputa será "armas versus livros, culto à alienação versus incentivo ao conhecimento".  Só se ela inverter o sinal! Pois que falem os fatos.

Em 2011, o Ministério da Educação do governo petista comprou 485 mil exemplares de um livro pretensamente didático da autoria de Heloisa Ramos, contendo (de propósito!) erros gramaticais, tudo destinado a escolas públicas e ensinar à garotada uma língua de carroceiros

Ah, mas a agraciada sra. Ramos explicitou o propósito: "privilegiar a linguagem oral sobre a escrita" e, ainda, substituir a noção de "certo ou errado" pela de "adequado ou inadequado".

Acaso crianças precisam ir à escola para adquirir uma língua oral sem regras gramaticais?  De livro para informalizar a língua? É claro que os Maquiavéis do PT só pretendiam promover indigência intelectual.

O Prof. Cristovam Buarque (senador à época), comentando o livro dela, disse: "Pior do que deseducar, mantém o 'apartheid' linguístico! O shopping fala o português certo, a rua fala o português errado: manter isso é um crime! É a manutenção da desigualdade neste país!"

O ministro responsável por tal "crime de lesa cognição" era o petista Fernando Haddad, que Martha Medeiros qualifica como "um professor com experiência em gestão pública", em quem ela já votou para presidente.

Em 2014 (governo do PT), o Ministério da Cultura aprovou, para receber financiamento por meio de leis de incentivo fiscal, a edição de 600 mil exemplares de uma "adaptação" de "O alienista" de Machado de Assis. Mas, com o pretexto de franqueá-lo ao povão, apenas vulgarizaram um clássico.

A agraciada com o financiamento, Patrícia Secco, que, por exemplo, para "adaptar" a obra trocou "sagacidade" por "esperteza", foi "esperta" ao defender seu lucrativo negócio: "A ideia é distribuir os livros para não leitores, para pessoas simples, que sequer sabem quem é Machado de Assis, como o meu eletricista ou o porteiro do meu prédio. (...) nem quero que os jovens leiam isso. É para um outro Brasil (...)", disse.

Foi com sarcasmo que o novelista Aguinaldo Silva fulminou a "política de cultura" que Martha Medeiros quer ver de volta: "Quando a gente pensa que já viu tudo, eis aí a novidade na área da literatura: criaram um projeto para adaptar os livros de Machado de Assis à linguagem de Lula!"

Nos dois casos, o dinheiro do contribuinte havia de pingar no bolso de apoiadores do PT, sendo mais nocivo o livro didático, usado pelo governo petista para estupidificar escolares: o outro ninguém vai ler.

Agora vejam a mentalidade do candidato para o qual Martha Medeiros faz campanha: "(...) eu não consigo ler muitas páginas por dia, dá sono. E vejo televisão, quanto mais bobagem, melhor para mim. Eu quero é limpar a cabeça", disse Lula (Folha de S. Paulo, 19/08/2009).

Lula nunca escondeu a sua índole de Macunaíma. E jamais ligou para a cultura. Será que Martha Medeiros acredita no mito de que a esquerda valoriza a cultura e a educação? Os fatos mostram que, nos governos de esquerda com arroubos revolucionários, as políticas de cultura servem para promover o bizarro, o grotesco e o licencioso; e a educação, para imbecilizar a juventude, inclusive privando-a de dominar a língua culta.

Conclusão, se Bolsonaro (o outro candidato) nada fizesse no referente a "livros" e a "incentivo ao conhecimento", ainda assim seria melhor do que Lula. Porque, ao menos, não estaria destruindo.

(Esta coluna continua.)

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.

E-mail:  sentinela.rs@outlook.com


Violência financeira contra idosos cresce e reacende discussões sobre como se precaver

 Violência financeira contra idosos cresce e reacende discussões sobre como se precaver

Thiago Martello e Janaina Gimael revelam como a educação financeira pode ajudar idosos a não serem enganados nesse tipo de situação

É cada vez mais comum ver e presenciar idosos sofrendo algum tipo de violência financeira e, em alguns casos, até mesmo extorsões. Esses atos muitas vezes são cometidos por familiares e até por instituições financeiras, que tentam se aproveitar da vulnerabilidade que a idade avançada acaba gerando. 

Dados disponibilizados pelo Disque 100, serviço de denúncias da Ouvidoria da Secretaria dos Direitos Humanos do Governo Federal, revelam que a violência financeira contra idosos é a 3ª maior no ranking dos tipos de violência cometidos no Brasil contra o público mais velho, atrás apenas da violência psicológica e da negligência. 

De acordo com o Estatuto do Idoso, aqueles que cometem violência financeira contra idosos, apropriando-se de seus bens, por exemplo, podem ser penalizados com um a quatro anos de reclusão, além do pagamento de uma multa. Por outro lado, aqueles que se apossam do cartão da conta bancária de um idoso podem pegar entre seis meses e dois anos de detenção, além da multa. 

Segundo Thiago Martello, educador financeiro e fundador da Martello Educação Financeira, um grande percentual dos casos são cometidos pelos próprios familiares. “E praticamente não existe um perfil específico das vítimas, já que golpes são cometidos sem distinção contra pessoas afortunadas e contra aqueles que recebem um salário mínimo, por exemplo. Tem sido, realmente, um problema para diversos idosos”, pontua. 

Para Janaina Gimael, jornalista e educadora financeira, é preciso que se fale mais sobre o tema para que os idosos possam saber como buscar ajuda e se precaver, especialmente quando alguns abusos ocorrem através de instituições financeiras. “Observamos que muitos idosos mal sabem o que acontece em suas contas bancárias porque não têm o conhecimento necessário relacionado à contratação de produtos. Além disso, muitas vezes se endividam realizando um empréstimo atrás do outro e, não raro, pegam esses empréstimos para ajudar outras pessoas, ficando em dificuldade depois. Isso sem contar os muitos golpes que vêm acontecendo por meio de aplicativos e redes sociais”, relata.  Por outro lado, Martello afirma que promover a autonomia desse grupo é um desafio que deve ser superado. “As pessoas mais velhas precisam entender seus direitos e promover mais autonomia para si mesmas. Por algum motivo, nos dias de hoje existe uma infantilização da pessoa idosa, quando tudo o que devemos fazer é promover e facilitar o acesso à educação financeira para esses indivíduos”, declara.

De acordo com o educador financeiro, muitos idosos sofrem com cobranças agressivas de instituições, o que contribui para eles se endividarem ainda mais. “Na maioria dos casos, a oferta do crédito é fácil e rápida, mas a partir do momento em que essas pessoas se tornam inadimplentes, o assédio e as cobranças são insuportáveis. Os bancos costumam terceirizar escritórios para telefonar diariamente com ameaças relacionadas a essas inadimplências, assustando os idosos que se desdobram para realizar pagamentos abusivos”, lamenta.

Caso o abuso seja praticado por bancos e outras instituições financeiras e de crédito, é importante buscar a ajuda dos órgãos de proteção ao consumidor.

Sobre a Martello Educação Financeira  

Criada em 2015, a Martello Educação Financeira é uma fintech e edtech que oferece planejamento financeiro com uma metodologia própria e inovadora, por meio de cursos, mentorias e diagnósticos para melhorar o relacionamento com dinheiro. Já realizou mais de mil atendimentos e possui mais de 500 alunos. Saiba mais em:  martelloef.com.br/ 

 Sobre Thiago Martello  

Apaixonado por finanças, Thiago é administrador de formação, pós-graduado pela FGV, especialista e agente autônomo de investimentos, além de atuar como educador e planejador financeiro desde 2015. Ele começou a trajetória aos nove anos, vendendo balas no farol perto de casa e hoje já mudou a vida de mais de mil pessoas através de uma metodologia exclusiva, simples e divertida e que transformou a vida de muitas famílias. Com bom humor, ele mostra que é possível organizar as contas de forma prática e dar uma "martellada" definitiva na desordem financeira. Para sabe mais, acesse https://martelloef.com.br/ 

 

Sobre Janaina Gimael 

 

A especialista em educação financeira é também jornalista e, desde o início da carreira, se dedica a este complexo universo que impacta o dia a dia das pessoas. Já trabalhou em empresas como a Bloomberg Television, Patagon, Agência Dinheiro Vivo, Ibope Inteligência e Nubank. Também foi sócia fundadora da agência GaP Conteúdo e articulista no portal Dinheirama. Hoje, escreve para o Instituto de Longevidade MAG, com o intuito de estimular a Longevidade Financeira dos brasileiros. 



 

Banrisul anuncia maior Plano Safra de sua história com R$ 7 bilhões em crédito

Crescimento é de 35% em relação à oferta de crédito da safra anterior, com ampliação do volume de recursos em R$ 1,8 bilhão

O Banrisul lançou nesta terça-feira (05), o maior Plano Safra de sua história, com disponibilidade de R$ 7 bilhões em crédito, 35% a mais em relação à safra anterior – que também foi recorde, superando os 5,2 bilhões então anunciados para o agronegócio em linhas de crédito rural.

A apresentação dos detalhes, durante o AgroShow Banrisul 2022, realizado no Instituto Caldeira, em Porto Alegre, contou com a participação do secretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio Grande do Sul, Domingos Lopes; do presidente do Banco, Cláudio Coutinho; da diretoria e executivos da instituição; produtores e representantes de entidades de classe do setor primário.

O secretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento salientou que o Banrisul nasceu no agronegócio e se fortalece a cada safra, com alta competitividade. “O setor representa 40% do PIB gaúcho e estamos valorizando as linhas que vão incentivar o produtor rural a realizar um trabalho de excelência. O Banrisul tem capilaridade e atua em 100% dos municípios de todas as regiões do Rio Grande do Sul”, avaliou Lopes.

De acordo com Cláudio Coutinho, a expectativa é beneficiar mais de 50 mil produtores rurais. “O agronegócio é um setor estratégico para a economia do Rio Grande do Sul e sabemos o quanto o Estado impulsiona o PIB do Brasil neste segmento. Por isso, mantemos o nosso compromisso de conectar quem produz, gera emprego e renda às melhores oportunidades de financiamento”, destacou. A gestão do Banrisul tem qualificado agências, com espaços exclusivos para atender o empreendedor rural, já em funcionamento nos municípios gaúchos de Cruz Alta, Santo Ângelo e Passo Fundo. 

“Em linha com o pilar de sustentabilidade, presente no novo posicionamento do Banrisul, na safra 2022/2023 manteremos as linhas de investimentos com foco estratégico para práticas sustentáveis. Incentivaremos ainda mais a agricultura de baixo carbono, o uso de energia fotovoltaica e de biodigestores, além da irrigação, que é essencial, solos e armazenagem”, destacou o presidente do Banrisul.

Do total disponível nesta safra, R$ 6,1 bilhões serão destinados a custeio, comercialização e industrialização, enquanto R$ 900 milhões ficam direcionados a investimento.

“Se somarmos o que foi concedido no Plano Safra 2021/2022 a outras linhas de crédito que beneficiam o agronegócio, nosso resultado anterior chega a R$ 6 bilhões. Foram quase 30 mil produtores beneficiados, sendo 65% pequenos e médios produtores. O crescimento em todas as vertentes só confirma que estamos conectados à realidade do campo. Para essa safra, o AgroInvest Sustentabilidade seguirá sendo tratado como uma das nossas prioridades”, detalhou o diretor de Crédito do Banco, Osvaldo Lobo Pires.


Mais conexão com as necessidades do campo

Do total de R$ 7 bilhões disponibilizados, R$ 1,5 bilhão corresponde ao crédito disponível para pequenos agricultores e R$ 2 bilhões aos médios produtores. Nos demais segmentos, como empresas e cooperativas, a soma é de R$ 3,5 bilhões. Desde a safra anterior, o Banrisul tem se consolidado como um dos bancos que acessam recursos equalizados diretamente junto ao Tesouro Nacional para operar o Plano Safra, disponibilizando mais recursos e assim atendendo um número maior de produtores beneficiados. 

“Nós somos vocacionados ao agronegócio. Vamos inaugurar nos próximos meses mais quatro Espaços Agro, em Santana do Livramento, já em agosto, além de Bagé, Ijuí e Carazinho. Temos 500 mil produtores cadastrados e estamos reforçando nossas equipes com mais especialistas. Trabalhamos com limites pré-aprovados, atuamos em parceria com concessionárias e inovamos com o AgroFácil Conecta e o Open Agro, no qual o cliente define quem poderá acessar suas informações financeiras para receber ofertas de crédito personalizadas”, anunciou o diretor Comercial do Banrisul, Fernando Postal.

No Seguro Rural, o Banrisul deve ampliar a oferta de seguro agrícola para maior cobertura de áreas de lavouras seguradas no Rio Grande do Sul, a exemplo do que ocorreu na safra 2021/2022. Para isso, o Banco pretende investir em inovação e tecnologia para otimizar a contratação e a gestão dos seguros.


Produtores reconhecem relevância do Banrisul para o agronegócio gaúcho

O casal de produtores Querlei e Andrei Cabbau, do município de Miraguaí, reforça que o suporte prestado pelo Banrisul ajudou na construção de um sonho. O novo aviário permitiu que eles retornassem ao Rio Grande do Sul para morar mais perto da família. O Banco também foi parceiro na instalação de um poço artesiano e de placas solares na propriedade, que permite economizar em energia elétrica. “O Banrisul se conectou conosco, com o nosso sonho”, celebra Andrei.

Já João Antonio Spenassato, do município de Vila Maria, foi beneficiado em projetos de custeios pecuários para a ampliação da produção de tilápias em estufas, em tanques protegidos e ambiente controlado, o que é inovador para a região. O cliente possui um frigorífico para abate e processamento de peixes na propriedade, também viabilizado com apoio do Banrisul.

Os produtores Fabio Rigodanzo e Daniel Anklan, do município de Derrubadas, financiaram a implantação de um sistema de fertirrigação, que funciona totalmente por declive, sem custos com energia e totalmente sustentável. Assim, é possível desenvolver uma cultura de pastagem mais nutritiva para o gado e com quase nenhum custo com fertilizantes. “Temos conseguido resultados muito bons, com adoção de uma tecnologia mais eficiente para a produção”, comenta Fábio.

Durante o AgroShow, foi realizado o painel Transformações e Tendências para o Agronegócio, com Luiz Osório Dumoncel, da 3Tentos Agroindustrial; e Fábio Pilecco, da Pilecco Nobre; e da jornalista Kellen Severo, que também mediou o painel. O debate abordou o papel do setor na economia, as tendências de mercado, transformações do agro e marcos de produtividade.