Cartões

  O projeto do Executivo que reduz alíquotas do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) para operadoras de cartão de crédito foi aprovado pela Câmara Municipal nesta segunda-feira. O objetivo é estimular o investimento em serviços de tecnologia e inovação na cidade, além de manter e atrair empresas do setor para a capital gaúcha. A alíquota estava acima de outros centros financeiros do pais.

O projeto de lei complementar reduz as alíquotas de forma escalonada, começando em 3% no ano de 2024, baixando mais meio ponto percentual no ano seguinte, chegando até 2% em 2026. A desoneração tem validade até 2038. Os serviços contemplados fazem parte do subitem 15.01 da Lei Complementar nº 7, de 7 de dezembro de 1973, que regula a tributação no município. Serão beneficiadas operadoras de administração de fundos, de consórcio, de cartão de crédito ou débito, de carteira de clientes, de cheques pré-datados e outras do setor

Cheias

 Maiores cheias do Lago Guaíba - Cais Mauá

1873 – 3,50

1914 – 2,60

1928 – 3,20

1936 – 3,22

1941 - 4,75

1967 - 3,13

1984 – 2,60

2015 – 2,94

2016 – 2,65

2023 (setembro) - 3,18

2023 (20 de novembro) - 3,26 (às 17h)

Milei

O governo lulopetista sofreu algumas derrotas políticas com reflexos internos, aqui dentro do Brasil, mas também derrotas políticas de caráter internacional, tudo em função da vitória do candidato conservador, portanto mais à direita, Javier Milei, na Argentina.

As derrotas mais flagrantes foram estas:

No front político interno
A posição política da direita brasileira, com ênfase para Bolsonaro, fica tremendamente reforçada diante da derrota dos aliados da esquerdalha brasileira na Argentina, para onde mandou até reforços materiais, como se sabe.

No front político internacional
O governo lulopetista resulta fragilizado no âmbito do Mercosul, cuja presidência rotativa cabe este ano a Lula da Silva. Agora, ele fica totalmente isolado no Mercosul, porque o Brasil terá pela frente a oposição de três governos de direita, os outros membros: Argentina, Paraguai e Uruguai. A palavra de Lula da Silva diante da comunidade européia, por exemplo,que vinha sendo grossa, afina de vez.

O Foro de São Paulo, que ele lidera, perde um braço da maior importância.

A ambição de Lula da Silva de reabrir a Unasul e falar em nome dela, não vale mais nada.

Eu poderia ir adiante, mas Lula da Silva e o PT estão com a bunda de fora e não apitam mais nada em termos de América do Sul e de América Latina.´

São cachorros que latem e não mordem mais.

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O que mais ?

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Milei detesta Lula da Silva e o Papa. Durante a campanha, ele chamou ambos de "comunistas". Hoje, day after, Lula da Silva, o PT e o seu governo, estão todos de cabeça inchada. 


Os marqueteiros que o PT e Lula da Silva mandaram ajudar o peronista esquerdopata Sergio Massa na Argentina, conseguiram bons resultados no primeiro turno, mas foram responsáveis diretos pela derrota acachapante, ontem, do candidato do governo.

Um dos marqueteiros ajudou a campanha do lulopetista Edegar Preto no RS, que sequer foi para o ssegundo turno. Trata-se de Halley Arrais.

Os outros são Chico Kertész, que trabalhou com Lula da Silva (PT) em 2022, Otávio Antunes e Raul Rabelo, que fizeram parte de campanhas de Fernando Haddad (PT)

Javier Milei falou com Bolsonaro, hoje, mas não falou com Lula, de quem quer distância. Ele não virá ao Brasil para beijas-mãos, como fizeram seus antecessores, mas anunciou que viajará para os Estados Unidos e para Israel.

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Hoje, Paulo Pimenta disse que Lula da Silva só cumprimentará Milei se ele pedir desculpas por ter ofendido o líder lulopetista brasileiro.

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O candidato de direita Javier Milei, uma espécie de Bolsonaro, será o futuro presidente da Argentina pelos próximos quatro anos. Ele se elegeu com folga no 2o turno, realizado ontem. A Argentina tem 45 milhões de habitantes e 35 milhões de eleitores.

Com 98,21% das urnas apuradas, ele está matematicamente eleito com 55,75% dos votos, contra 44,24% do candidato governista e atual ministro da Economia, o peronista esquerdopata Sergio Massa.

Economista, Milei se caracteriza por ser um candidato antissistema num país abalado por uma grave crise econômica que Massa não controlou, onde a inflação chegou a 142,7% nos 12 meses terminados em outubro. Ele promete dolarizar a economia e extinguir o Banco Central argentino para acabar com a inflação. Hoje, pelo menos no caso do Banco Central, ele confirmou que fará isto de verdade.

8 dos 12 presidentes eleitos depois da ditadura militar foram personistas. Os 4 foram Raul Alfonsin, Fernando de la Rua, Maurício Macri e, agora, Javier Milei.



Editorial, Estadão - Um governo que desmoraliza o País

 É estarrecedor. O Estadão revelou que pessoas muito próximas a uma facção criminosa fizeram reuniões no Ministério da Justiça e Segurança Pública e, em vez de tomar as atitudes necessárias para traçar uma linha clara entre governo e crime organizado, o presidente Lula da Silva veio a público prestar solidariedade ao ministro da Justiça, Flávio Dino, que estaria sendo “alvo de absurdos ataques artificialmente plantados”.


Ao contrário do que disse Lula da Silva, a questão não é se o ministro da Justiça encontrou-se pessoalmente com Luciane Barbosa Farias, mulher de um dos líderes do Comando Vermelho no Amazonas e ela própria com contas a acertar na Justiça. Até agora, não há nada indicando que esse encontro ocorreu. O problema é outro, muito mais grave.


O crime organizado atua à luz do dia para se aproximar da política e interferir nela, e o governo do PT parece considerar tudo isso normal. Sua preocupação não é investigar o caso, tampouco atuar para que a administração pública federal fique menos exposta às investidas políticas das facções criminosas. A prioridade petista é defender o companheiro Dino, que estaria sendo injustamente atacado.


Com isso, Lula da Silva reitera o padrão de comportamento adotado até agora na área da segurança pública. Não entendeu a gravidade do problema. Não se preocupa com a população, que sente diariamente os efeitos e todas as sombras que a criminalidade gera sobre a vida em sociedade. Não tem nenhum plano concreto para prevenir os crimes e enfrentar os criminosos. Sua atenção está voltada exclusivamente para as eventuais consequências políticas do escândalo da participação da mulher do traficante “Tio Patinhas” em reuniões do Ministério da Justiça e Segurança Pública.


Trata-se da mesma irresponsabilidade que se viu na recente operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) nos portos e aeroportos para combater o tráfico de drogas e de armas. Diante de um problema gravíssimo, que exige estratégia, planejamento e coordenação, o governo federal optou por mais uma pirotecnia militar populista, de curto prazo e sabidamente ineficaz (ver editorial Uma GLO que é a cara deste governo, dia 3/11).


Governar é muito mais do que agir guiado por cálculos político-eleitorais. Exige um mínimo de comprometimento com o interesse público. No entanto, diante da revelação de que as facções criminosas de algum modo têm acesso à alta cúpula da administração federal, Lula da Silva optou por cuidar do interesse do seu ministro que, coitado, não estava sabendo das tais reuniões.


O governo do PT zela por si e apenas por si. E o faz de forma coordenada. Horas depois de Lula prestar solidariedade ao companheiro Dino, o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, veio a público defendê-lo. Para Silvio Almeida, o problema não é a atuação cada vez mais audaciosa do crime organizado, mas os “ataques difamatórios” que “têm como alvo central o corajoso trabalho” do ministro da Justiça.


Haja empáfia. Em vez de esclarecer o que houve, Silvio Almeida acusou “a tentativa generalizada, por parte de extremistas de direita, de a todo momento fabricar escândalos e minar a reconstrução da política de direitos humanos”. Eis o modus operandi petista. Acham-se superiores mesmo quando seus erros são expostos. Em vez de prestarem as informações ao público e admitirem o erro, atacam genericamente, sem nenhuma prova, politizando infantilmente a questão.


Não há reconstrução possível do País onde imperam a irresponsabilidade e a desfaçatez. É mais que hora de Lula da Silva descer do palanque e governar com seriedade, o que envolve admitir os erros e, principalmente, cuidar dos interesses da população. É fácil – e gera engajamento nas redes sociais – culpar os “próceres da extrema direita brasileira”, como fez Silvio Almeida, pelo escândalo das reuniões. Difícil é enfrentar as causas do problema.


O mínimo que o governo poderia fazer seria afastar ou ao menos advertir os secretários envolvidos no caso. Mas o sr. Dino já descartou essa possibilidade, dizendo que, se o fizesse, estaria se “desmoralizando”. Conclui-se que ele preferiu desmoralizar o País.


Mapa da Nasa mostra as novas enchentes no RS.

Os eventos climáticos que ocorreram no Rio Grande do Sul desde quarta-feira  causaram a morte de quatro pessoas e uma série de transtornos associados em 138 municípios. Até o momento, há 63 pessoas feridas, 2.653 desabrigadas e 7.527 desalojadas. Mais de 194 mil foram afetadas, direta ou indiretamente, pelas fortes chuvas, vendavais, enxurradas, inundações, soterramentos e a microexplosão, evento ocorrido em Giruá que feriu fatalmente uma mulher. Os outros óbitos foram de duas mulheres, soterradas em sua residência em Gramado, e de um homem, que tentou atravessar as águas com seu carro e foi arrastado em Vila Flores. Em Roca Sales, um deputado estadual, o Capitão Martim, que socorria ilhados, passou a noite no telhado de uma casa depois que seu barco virou.

Os dados são da Defesa Civil.

No Vale do Taquari, os desabrigados são atendidos em 35 abrigos em dez municípios (Arroio do Meio, Colinas, Cruzeiro do Sul, Encantado, Estrela, Lajeado, Muçum, Roca Sales, Santa Tereza e Tquari).

Milei, que detesta Lula e o Papa, é o novo presidente da Argentina. O candidato bolsonarista derrotou o esquerdopata Sergio Massa.

Milei detesta Lula da Silva e o Papa. Durante a campanha, ele chamou ambos de "comunistas".

O candidato de direita Javier Milei, uma espécie de Bolsonaro, será o futuro presidente da Argentina pelos próximos quatro anos. Ele se elegeu com folga no 2o turno, realizado ontem. A Argentina tem 45 milhões de habitantes e 35 milhões de eleitores.

Com 98,21% das urnas apuradas, ele está matematicamente eleito com 55,75% dos votos, contra 44,24% do candidato governista e atual ministro da Economia, o peronista esquerdopata Sergio Massa.

Economista, Milei se caracteriza por ser um candidato antissistema num país abalado por uma grave crise econômica que Massa não controlou, onde a inflação chegou a 142,7% nos 12 meses terminados em outubro. Ele promete dolarizar a economia e extinguir o Banco Central argentino para acabar com a inflação.

Presa política contrai hanseníase

 Post scriptum do depoimento - Nesse mês completo a terceira cartela de tratamento e o médico me falou que a hanseníase também atinge os nervos e percebo que a gente vai perdendo a força das mãos, por exemplo. Não é uma doença fácil. Se eu fico nervosa, começa a coçar e volta tudo, com risco de se espalhar pelo corpo. 

O contágio se dá por gotículas de saliva, mas me disseram que com o início do tratamento já não transmito. Outra coisa: é preciso estar muito fragilizada fisicamente para a pessoa  contrair a bactéria e mantê-la. Em geral o corpo expele. E no meu caso, a doença está no início, com uma carga baixa.

Presa política contrai hanseníase

Ela tem 48 anos, um filho de 20 anos, divorciada e empresária do setor de revestimento de paredes/pisos e colocação de persianas. Ela ficou 15 dias no Presídio Colmeia por ter ido até Brasília. Detalhe: saiu de sua cidade às 17h30 do dia 7 de janeiro em um ônibus que quebrou no meio do caminho. Mesmo sabendo do que aconteceu na Praça dos Três Poderes, o pessoal do ônibus decidiu seguir viagem e a chegada no QG de Brasília foi às 20h40 de 8 de janeiro. Ou seja, muito depois de concretizados os atos de vandalismo.

Somente o filho da patriota sabia que ela tinha ido à manifestação na capital federal, por ter sido uma decisão de última hora, após retornar de férias no litoral. Voltaria de Brasília em três dias. Após ser presa, não conseguiu contato com nenhum dos familiares, nem mesmo com o filho, que só ficaram sabendo de sua prisão com a publicação da lista de presos pelo STF. 

Depois de duas semanas em Brasília, voltou para casa com a tornozeleira eletrônica e todas as limitações impostas pelo STF, e a vida virou de cabeça para baixo: perdeu os serviços contratados, teve que indenizar os 13 funcionários, adquiriu dívidas por não conseguir atender novos clientes, está depressiva ao ponto de pensar em dar cabo de sua vida e descobriu que está com hanseníase, que antigamente era conhecida como lepra. A hanseníase é uma doença infecciosa, contagiosa, de evolução crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Atinge principalmente a pele, as mucosas e os nervos periféricos (braços e pernas), com capacidade de ocasionar lesões neurais

“Saí do Presídio Colmeia em choque emocional. Durante duas semanas fiquei naquele ambiente úmido e com fome, junto às pessoas doentes que não podiam tomar os seus remédios, porque não eram liberados pelo sistema penitenciário. Eu saí do presídio e não percebi nada da doença contraída, hanseníase (lepra). Só em abril apareceu no meu braço uma marca do tamanho de um ovo, perdi a sensibilidade da pele e fui diagnosticada. 

Desde então, faço tratamento com poliquimioterapia, um composto produzido nos Estados Unidos, mas não estou conseguindo melhorar. O médico me diz que preciso de tratamento psiquiátrico, que não posso ficar nervosa, porque é uma doença que ataca os nervos. Se eu ficar calma, tenho mais chance de sarar. Porém, sem tratar o meu psicológico junto, nessa situação em que me encontro de dificuldades financeiras e impedimento de trabalho, será difícil. 

 A doença se manifestou no braço e é como se fosse uma picada de inseto com consequências, como inchaço, e fica uma bola grande. Na sequência se transforma numa rodela grande branca e úmida. 

TRATAMENTO

Além de tudo o que aconteceu em Brasília e a doença, e de todo o meu financeiro bagunçado, a minha cabeça começou a ficar ruim. Não conseguia mais enxergar o final do túnel. Fui à agropecuária e comprei chumbinho. Pensei: “agora vou me matar porque não tem outra solução”. Naquele dia, recebi a visita da minha mãe que está com câncer e ela me disse para não fazer nada que cortasse os dias dela aqui na Terra. Parece que ela sabia que naquele dia eu tentaria me matar. 

O QUE ACONTECEU COMIGO EM BRASÍLIA?

Cheguei em Brasília muito tarde no dia 8 de janeiro, porque o ônibus quebrou no meio do caminho e ficamos um bom tempo em São Paulo. Usei o meu cartão de crédito para comprar um agasalho então é fácil comprovar que eu não poderia fazer parte de qualquer ato de vandalismo, justamente por não estar no local, nem mesmo em Brasília.

Quando descemos no QG, tinha muito movimento de policiais e gente correndo para todo lado. Eu não conhecia as pessoas que vieram da minha cidade e acabei caminhando junto com a moça que se sentou ao meu lado na viagem. Assistimos aquele tumulto da Polícia Federal querendo invadir o QG e o Exército evitando, e parecia que estávamos em segurança. Fomos dormir.

Pela manhã, arrumei a minha mochila e tentei sair do QG, porém um cordão humano formado por inúmeros policiais me impediu. Depois disso, me juntei aos demais e fomos induzidos a entrar em ônibus, desfilamos por toda a Brasília e nos levaram para o Ginásio, com a desculpa de fazer um cadastro. 

Depois que idosos, cadeirantes e mães e filhos passaram pelo cadastro, foi a nossa vez. Era por volta das 3 horas da manhã e o tal cadastro era na verdade uma voz de prisão. Até então não tínhamos entendido que fomos sequestrados lá no QG. A delegada que me atendeu permitiu uma única ligação antes de ser presa e recolher meu celular, então escolhi ligar para o meu filho que, por ser madrugada, não atendeu. 

Fiquei sumida por 10 dias e ninguém sabia de mim. Eu tinha uma empresa e jamais imaginaria que seria impedida de voltar, portanto não tinha definido ninguém para tocar os negócios. 

ALA DELTA

As condições em que vivemos na Ala Delta eram precárias demais. Tínhamos um único tanque para 143 mulheres e servia para tomar água, lavar o que fosse e escovar os dentes. Esse tanque tinha um esgoto entupido e a água voltava pela galeria, chegando até o espaço onde ficávamos, inclusive onde colocávamos os colchões no chão para dormirmos. 

O vaso sanitário não tinha descarga e para usar era preciso limpar antes, pegando um saco plástico para tirar todo aquele resíduo com a mão e colocar no lixo. Quando a gente estava tomando banho, do lado tinha outra pessoa colocando um balde para escorrer aquela água. Se quisesse tomar um banho mais tranquilo precisava pegar a fila às 4 horas da madrugada, porque às 7 horas tínhamos que estar prontas para o “confere” das carcereiras.

Quando chegamos no Colmeia não tinha toalha e nós, mulheres com cabelo comprido, ao tomar banho tínhamos que secar com a camiseta e depois vestir ela molhada. Como não ficar doente? Só depois começaram a trazer os kits de presidiárias. 

Os primeiros oito dias ficamos sem ver o sol, permanecendo o tempo todo num lugar muito úmido e escuro. Muitas conseguiam comer a marmita que era servida duas vezes ao dia, mas eu não. Conseguia comer o melão azedo, depois de passar uma água nele no tanque, e tomar o achocolatado. Quando a fruta era goiaba, ou era podre ou verde, mesmo assim eu comia, pois era melhor do que comer o que estava dentro da marmita.

CALOTE DE ADVOGADO

Quando a minha família leu o meu nome na lista de presos do STF, contratou um advogado que mal me atendia. Cobrava R$ 1.000,00 por visita, mas não aparecia. Só ficaram sabendo disso quando fui liberada e voltei para casa com a tornozeleira. 

Uma das primeiras providências foi indenizar os meus 13 funcionários, pois não tinha como pagar. Tínhamos trabalhos contratados para revestimentos de drywall, piso vinílico e colocação de persianas. Perdi todos, fiquei com os boletos e o nome da empresa sujo. 

Pedi autorização para Alexandre de Moraes para ampliar a minha área de circulação, porque a tornozeleira eletrônica estava impedindo o meu trabalho. No entanto, foi negada, mesmo explicando que sou sozinha e que sou provedora da casa. Além de me manter com limitações geográficas, também implicaram com o uso do meu WhatsApp, porque passei a usar o mesmo número do celular apreendido em Brasília, para tocar o meu negócio. Quando alguns clientes solicitaram orçamento, recebi notificação de Brasília afirmando que eu estava desacatando uma ordem judicial, por usar o WhatsApp. Expliquei e mostrei as fotos do meu trabalho, porque eu dependo do uso de celular e WhatsApp para me comunicar com clientes. 

FALTA DE LUZ

A situação está bem difícil e aconteceu de cortarem a luz aqui em casa. Como preciso carregar a tornozeleira, solicitei uma licença para dormir na casa de minha mãe, mas o pedido foi negado. Só tive uma saída: colocar um rabicho na casa do vizinho para conseguir abastecer a tornozeleira. É muita injustiça!