Artigo, GustavoGrisa, O Globo - Estabilidade no emprego público, até quando?

Gustavo Grisa - Economista e especialista em inovação pública, Porto Alegre.

 Restam poucas dúvidas, hoje, de que a reforma do Estado brasileiro seja a grande causa nacional. Mas temos grandes dificuldades em encontrar padrões efetivos de mudança que tragam resultados para a evolução institucional, com menos despesas fixas e melhor resposta à realidade e evolução da sociedade.  Uma das questões que precisam ser discutidas é a estabilidade praticamente irrestrita no emprego público. Ainda mais, a “empregabilidade”, eufemismo usado para tornar praticamente estáveis aqueles empregados públicos que não têm estabilidade garantida pela Constituição brasileira, e são protegidos por suas corporações, assim como a prática de incorporação de vantagens e gratificações. Afinal, quando o cidadão comum ouviu falar de dispensa de empregados públicos em empresas, repartições mistas ou públicas, em função de crises, adaptações, ou fim de função, algo comum na economia real?

 É de se pensar a adoção gradual de modelos alternativos para as funções públicas ou mistas que não sejam as carreiras típicas de Estado, como diplomacia, Forças Armadas, Polícia Federal, advocacia da União, Receita, etc. Em muitos países já se adota, para funções específicas no serviço civil, universidades, ou empresas mistas, o princípio do tempo de prestação de serviço: há um processo seletivo público para funções que duram três, cinco ou dez anos, sendo que após este período o contrato é extinto, assim como o vínculo, e a própria função pode ser descontinuada, fundida ou revisada.  Em tempos de trabalho flexível, é pouco admissível que, com exceção de carreiras específicas, uma pessoa ingresse em determinado serviço e tenha a expectativa de continuar a exercê-lo por décadas, com a mesma descrição de cargo ou função, até a sua aposentadoria. É preciso que a flexibilidade também chegue ao setor público, buscando valorizar os bons colaboradores, eliminar aqueles que não apresentam espírito público e comprometimento, reciclar equipes, tornar funções finitas e temporárias. Desfazer o acúmulo genérico de pessoal e de funções.  Buscar solução para a Previdência na direção de um único modelo nacional, sem privilégio.  Questionar o formato dos concursos públicos, se o modelo de “função de longo “prazo” se sustenta”. Prevenir a criação de novos desequilíbrios que projetam situações que, já se sabe hoje, será inviável, ou impagável. A reforma do Estado brasileiro não está estrita somente à discussão do “Estado mínimo”, mas passa, principalmente, por uma nova visão de funcionalidade que precisa incluir novas políticas de contratação e progressão. 

Nota oficial sobre votação do projeto do IPTU na Câmara Municipal

Nota oficial sobre votação do projeto do IPTU na Câmara Municipal
O prefeito Nelson Marchezan Júnior lamentou no início da madrugada desta quinta-feira, 28, a não aprovação do projeto do Executivo que tinha o objetivo de implantar o IPTU real em Porto Alegre:

- Lamento profundamente a falta de compreensão do momento grave pelo qual Porto Alegre passa na infraestrutura e nos serviços oferecidos à população, resultado do não enfrentamento de problemas históricos e evidentes;

- Todo o esforço desta gestão é no sentido de reduzir a máquina para que caiba nas receitas, seja mais eficiente e atenda melhor aqueles que precisam do poder público. Foi nessa estratégia que reduzimos em mais de R$ 500 milhões o déficit herdado, cortamos CCs e diminuímos despesas administrativas, aumentando recursos para saúde, educação e segurança;

- O projeto do IPTU real iria promover justiça entre os contribuintes, porque hoje muitos pagam mais do que devem, enquanto outros pagam menos do que o seu patrimônio real permite e exige;

- A atualização da planta de valores não é um projeto do nosso governo. Os estudos existem no corpo técnico da prefeitura há muito anos. Houve omissão. E essa omissão de 26 anos segue agora o curso de uma bola de neve – Porto Alegre continuará sendo a capital mais atrasada do país na justiça da cobrança do IPTU;

- Temos a convicção de que o atual IPTU de Porto Alegre é um instrumento de injustiça social e tributária.  E a partir de amanhã já iniciaremos um novo debate para mudar essa realidade;

- As nossas batalhas são diárias na administração da cidade e seguiremos trabalhando para romper as barreiras do comodismo e, assim, construir resultados concretos em busca da Porto Alegre que todos querem, mas para a qual nem todos têm a disposição de contribuir além dos próprios interesses.


Nelson Marchezan Júnior

Prefeito de Porto Alegre

Artigo, Marcelo Aiquel - Palocci é um vilão ?

          Enquanto milhões de brasileiros (honestos e decentes) aplaude a carta que ANTONIO PALOCCI enviou para a presidente do PT, pedindo sua desfiliação da orcrim (ops, partido) alguns outros (os coniventes e os fanáticos) “arrancam os cabelos” com mais este revés à sua idolatria.
         O engraçado é que o “companheiro Palocci” foi – até dias atrás – o ilibado colega, pessoa confiável “até debaixo d’água”, o “super ministro”, segundo as declarações dos líderes e companheiros do PT.
         Porém, bastou ele ter um acesso de sinceridade, e foi acusado de ser mentiroso e venal (porque estaria “inventando” fatos para obter benefícios do MPF), além de sofrer de “fraqueza moral” (na interpretação da Gleise Hofmann, uma mulher SEM MORAL, ou traços de COERÊNCIA).
         Mas, o que nenhum destes egoístas e fanáticos petistas pensou, foi nas razões que levaram o Palocci a delatar os próprios companheiros.
         Em primeiro lugar se situa a lógica de que os companheiros/parceiros dos últimos 30 anos são aqueles que ele conhece melhor; sabe dos “truques” utilizados; e esteve junto nos vários “esquemas”. Ou seja, um quadrilheiro sempre fala – primeiro – da sua quadrilha (a qual obviamente deve conhecer muito bem), antes de contar sobre o que sabe dos adversários e/ou concorrentes.
         Depois, porque não existe bandido que saiba conviver com o desprezo dos seus cúmplices. Lula, e a petezada, simplesmente o abandonaram na cadeia, certos de que o “bravo companheiro Palocci” não os entregaria, como no passado.
         É evidente que o PALOCCI enxergou isto e, sem possuir o preparo de guerrilha do Zé Dirceu (este nunca foi desprezado pelo Lula – que agiu assim mais por receio de uma delação do seu “general” do que por amizade, coisa que, para ele, é uma coisa efêmera, só valorizada enquanto houver interesse pessoal), não aguentou o piso gelado da cela, nem sucumbiu às promessas – reconhecidamente falsas – do chefão.
         Ao chamar o PT de “seita”, comandada por um Lula que “se acha” uma divindade suprema, o ex-companheiro PALOCCI deu a cartada final, deixando claro que não poupará ninguém nas suas delações.
         Pois assim, do dia para a noite, o grande companheiro PALOCCI se tornou um abominável vilão.
         Para regozijo daqueles que querem ver TODOS os corruptos presos.

         Eu falei TODOS, independente de partidos ou ideologias! 

Artigo, Astor Wartchow - A guerra dos topetudos

      Os dicionários informam vários significados para “topetudo”. Alguns bichos têm topete, penacho, crista ou crina. Pode ser uma pessoa que tenha um cabelo armado, saliente e colorido. Também pode ser alguém valente, atrevido, brigão e encrenqueiro.
      Parece ser o caso dos dois mais conhecidos topetudos da atualidade mundial. Refiro-me ao presidente norte-americano Donald Trump e ao ditador norte-coreano Kim Jong-Um.
      E são topetudos em dois sentidos. Primeiramente, por suas cabeleiras excêntricas e de feitios especiais. Kim, no melhor estilo militar “recruta zero”. E Trump, disfarçando a calvície e repuxando a melena colorida de um lado a outro.
      No noutro sentido, não menos excêntrico, para não dizer patético e infantil, ainda que perigoso, assumem um perfil atrevido, encrenqueiro e valentão.
      Atualmente, travam uma guerra verbal com troca de ameaças bélicas e de conseqüências imprevisíveis e catastróficas.
      Kim, 24 anos, sucede ao pai Kim Jong-il desde seu falecimento em 2011. Seu pai ficara dezessete anos no poder. Antes, seu avô Kim Il Sung ficara 46 anos no poder.
      A Coréia do Norte é um país pobre e isolado, sob ditadura familiar e militar, com partido único e nenhuma liberdade de imprensa e opinião.
      Afinal, por que Trump e Kim tanto discutem e ameaçam brigar? Logo após o encerramento da segunda guerra mundial, ocorreu o conflito armado na Coréia (1950-1953).
      Em março de 1953, após ameaças nucleares norte-americanas, a Coréia do Norte (e seu também aliado China) aceitaram a proposta de paz das Nações Unidas. Mas, permaneceram divididas as duas Coréias.
      O norte sob influência dos soviéticos e o sul sob influência norte-americana. Significa dizer que então se inicia a guerra fria, a disputa geopolítica entre o capitalismo e o comunismo.
      Dada a participação destes dois extremos político-militares, ambas potências nucleares, também principia neste momento a cultura da ameaça e chantagem nuclear.
      Pano de fundo da atual discussão e troca de ameaças, a expansão da capacidade bélico-nuclear da Coréia do Norte (ignorando acordos anteriores de redução e congelamento de arsenal) tem servido como sua moeda de troca na obtenção de ajuda alimentar e favores ocidentais, haja vista a externa pobreza do povo norte-coreano.

      Mas, agora, tudo desandou. E por quê? Por causa de dois topetudos. Um é tirano e o outro um demagogo. Entre eles e com medo, ao alcance das bombas, o povo das duas Coréias e o vizinho Japão. E o mundo, por tabela!  

Artigo, Tito Guarniere - Estruturas parasitárias

Artigo, Tito Guarniere - Estruturas parasitárias
O Brasil tem 5.570 municípios. São portanto, 5.570 prefeitos e vice-prefeitos. São mais de 57 mil vereadores e mais de 8 milhões de funcionários municipais. Em mais da metade deles, as receitas não chegam a 10% do orçamento. Em 10% dos municípios brasileiros, 80% dos empregos é de funcionários municipais. Entre 70 e 80%, talvez mais, as receitas não cobrem as despesas: se fossem empresas, seriam empresas deficitárias, quebrariam.
A estrutura disfuncional, parasitária e ineficiente, os (escassos) recursos que se perdem nos muitos ralos de desperdício e corrupção, começam lá longe, nos municípios. Os recursos que vêm do Fundo de participação dos Municípios-FPM , da União, e dos 25% do ICMS dos estados é que sustentam a esmagadora maioria das municipalidades do país.
A partir dessa realidade, era de se cogitar de reduzir drasticamente o número de municípios, uma vez que os recursos, na instância local, são gastos nas atividades de custeio, no pagamento de salários e diárias de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, secretários e funcionários.
Como vivem na penúria, a função desse pequeno exército de agentes públicos municipais é o turismo mendicante, isto é, viagens intermináveis à capital do estado e à Brasília, mendigando verbas. Gastam em gasolina, passagens e diárias, mais do que conseguem obter de verbas para o município, uma vez que também os estados e a União estão em petição de miséria.
O Brasil produtivo paga mais esta conta, de uma estrutura incapaz de suprir as suas próprias necessidades. Pode haver incentivo mais eficaz para a inércia, o descompromisso de buscar soluções sustentáveis, que permitam viver das próprias pernas, e não praticamente de favor, como vivem?
Quem, não interessado diretamente, iria reclamar de fechar um terço dos municípios atuais? Quem iria lamentar a redução dessas estruturas carcomidas de compadrio e clientelismo, nas quais milhões de reais de dinheiro público são gastos em salários e benesses de chefetes políticos, oligarcas locais e seus apaniguados? Por que sustentar esses intermediários, espertalhões que colhem para si e os seus as verbas públicas, ao invés de aplicá-las em obras de infraestrutura, geração de emprego e renda, saúde, educação?
Mas ninguém pense que isso possa se modificar. Mudanças nesse estado de coisas só podem ser feitas pelo Congresso. E para os políticos de Brasília, a única coisa que interessa é a próxima eleição.
E porque iriam mudar? Não é por acaso se criaram tantos municípios novos nos últimos anos. Fazem parte do grande jogo. Nada de reforma política, partidária, eleitoral. Quando muito, um remendo aqui, outro acolá, de modo a parecer que muda alguma coisa, para que tudo permaneça como está.
Os municípios, para a maioria dos políticos, não são o espaço da cidadania, da vida comunitária, lugar onde as pessoas vivem, trabalham e sonham. São apenas o lugar onde vão arrecadar votos na próxima eleição. Prefeito, vice, vereadores, secretários, funcionários, são cabos eleitorais inestimáveis no próximo pleito, e nos futuros.
titoguarniere@terra.com.br



TRF4 aumenta pena de Zé Dirceu para 30 anos e 9 meses

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) aumentou, em julgamento concluído hoje (26/9) pela manhã a pena do ex-ministro José Dirceu, réu na apelação criminal do núcleo Engevix, em 10 anos. Também tiveram as condenações confirmadas o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e o ex-vice-presidente da Engevix Gerson de Mello Almada. O ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores João Vaccari Neto foi absolvido por insuficiência de provas. O julgamento iniciou no dia 13 de setembro e teve pedido de vista do desembargador federal Victor Luiz dos Santos Laus. Essa é a 18 ª apelação criminal da Operação Lava Jato julgada pelo tribunal.
O processo incluiu ainda três réus ligados a José Dirceu, os ex-sócios da JD Consultoria, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão de Dirceu, e Júlio Cesar Santos, e o ex-assessor Roberto Marques, que tiveram as penas aumentadas. Dois réus sócios da Engevix, os executivos José Antunes Sobrinho e Cristiano Kok, que tiveram a absolvição mantida, e o lobista Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura, teve a pena diminuída.
A Engevix foi uma das empreiteiras que teriam formado um cartel para ajuste prévio de preços, fraudando as licitações da Petrobras a partir de 2005. Para isso, a empresa teria pago propina a agentes da Petrobras em contratos com a Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), a Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e a Refinaria Landupho lves (RLAM). Conforme a sentença, proferida em maio do ano passado, parte da propina paga era redirecionada ao grupo político dirigido por José Dirceu.
Segundo o relator do processo, desembargador federal João Pedro Gebran Neto, os esquemas criminosos descobertos na Operação Lava Jato foram escancarados e teriam violado princípios norteadores da administração pública como a legalidade, a moralidade e a eficiência. Gebran foi o que estipulou as penas mais altas para os réus, que foram diminuídas em função dos votos dos outros dois desembargadores membros da 8ª Turma, Leandro Paulsen, que é revisor, e Victor Luiz dos Santos Laus.
“Embora nestes casos dificilmente haja provas das vantagens indevidas, adoto a teoria do exame das provas acima de dúvida razoável”, declarou Gebran, completando que as penas severas não são resultado do rigor dos julgadores, mas da grande quantidade de delitos cometidos pelos réus.
Paulsen iniciou a leitura de seu voto afirmando que o bom funcionamento da administração deve se pautar pela legalidade e impessoalidade, não se colocando interesses particulares acima dos interesses públicos. “Espera-se das pessoas que atuam em nome da administração que o façam baseados nesses princípios, evitando a deterioração e a perversão da coisa pública”, observou o desembargador.
Paulsen, que também é presidente da 8ª Turma, considerou haver prova suficiente, testemunhal e documental, de que os crimes ocorreram, mantendo as condenações constantes da sentença e determinando a ampliação das penas, mas em dimensão intermediária entre as penas fixadas pelo juiz de primeiro grau e o desembargador relator.
O revisor absolveu Vaccari por falta de provas do seu envolvimento, especificamente nos fatos julgados na ação sob julgamento, ressaltando que as informações prestadas pelos colaboradores, no presente caso, não contam com provas de corroboração e que os depoimentos sequer dizem respeito aos fatos narrados na denúncia. Paulsen destacou que a absolvição de Vaccari não afeta a sua prisão preventiva, porquanto está determinada em outra das nove ações penais que tramitam contra ele. Quanto à Cristiano Kok, o magistrado manteve a absolvição, entendendo não haver prova do dolo.
O desembargador Victor Luiz dos Santos Laus explicou que pediu vista devido à alegação da defesa de que teria havido deslealdade processual ou atentado ao processo pelo curto prazo de acesso a algumas provas telemáticas disponibilizadas no curso das alegações finais, sem tempo hábil para análise.
Laus concluiu que a denúncia foi devidamente instruída e o contraditório foi oferecido desde 2015, com disponibilidade dos documentos que de fato fundamentaram a acusação do MPF, não havendo perda para a defesa. “ O relatório telemático estava disponível na plataforma virtual para a defesa, não se sustentando a alegação de que o levantamento do sigilo dos autos nas alegações finais teria trazido novas provas”, avaliou o desembargador.
Os réus tiveram as penas aumentadas porque a turma aplicou o concurso material nos crimes de corrupção em vez de continuidade delitiva. No concurso material, os crimes de mesma natureza deixam de ser considerados como um só e passam a ser somados

Abaixo veja como ficaram as condenações:
José Dirceu de Oliveira e Silva: corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A pena passou de 20 anos e 10 meses para 30 anos, 9 meses e 10 dias;
João Vaccari Neto: denunciado por corrupção passiva. A pena era de 9 anos, mas o ex-tesoureiro foi absolvido, por maioria, pela 8ª Turma, vencido Gebran por insuficiência de provas;

Renato de Souza Duque: corrupção passiva. A pena foi aumentada de 10 anos para 21 anos e 4 meses;
Gerson de Mello Almada: corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A pena passou de 15 anos e 6 meses para 29 anos e 8 meses de detenção;
Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura: corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A pena passou de 16 anos e 2 meses para 12 anos e 6 meses de reclusão;
Julio Cesar dos Santos: lavagem de dinheiro. A pena passou de 8 anos para 10 anos, 8 meses e 24 dias de detenção;
Roberto Marques: pertinência em organização criminosa. A pena passou de 3 anos e 6 meses para 4 anos e 1 mês;
Luiz Eduardo de Oliveira e Silva: lavagem de dinheiro. A pena passou de 8 anos e 9 meses para 10 anos, 6 meses e 23 dias de detenção;
Cristiano Kok: absolvido em primeira instância, teve a absolvição confirmada;
José Antunes Sobrinho: o MPF apelou pedindo a condenação após absolvição em primeira instância. A turma manteve a absolvição.


Execução da Pena
A execução da pena poderá ser iniciada pelo juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba assim que passados os prazos para os recursos de embargos de declaração (2 dias) e de embargos infringentes (cabem no caso de julgamentos sem unanimidade, com prazo de 10 dias). Caso os recursos sejam impetrados pelas defesas, a execução só se dará após o julgamento desses recursos pelo tribunal.

No caso de José Dirceu, venceu o voto mais favorável, não cabendo o recurso de embargos infringentes, mas apenas o de embargos de declaração.

Marcelo Aiquel -Quem tem medo de Virginia Woolf

Marcelo Aiquel - Quem tem medo de Virginia Woolf

         Eu recordei do título desta montagem, encenada no teatro por Cacilda Becker e Walmor Chagas (assisti lá nos anos 60, durante a “ditadura militar” – em POA, no Teatro Leopoldina. Sim, naqueles “tempos de chumbo” havia teatro; cinema; futebol; festas; liberdade; e muita segurança nas ruas. Só não existiam exposições de “arte” duvidosa... nem MST... tampouco “donos” do tráfico e dos presídios), e também do filme que deu prêmios à Elisabeth Taylor e seu então marido Richard Burton, para perguntar QUEM TEM MEDO DOS MILITARES?
         Depois das declarações do General Antonio Hamilton Mourão, feitas recentemente, assistimos um verdadeiro “frenesi” por parte de muitos brasileiros que – certamente – ficaram bastante assustados com a possibilidade do retorno dos militares para colocar ordem nesta “zorra” que se tornou o país.
         Do mesmo jeito que em 1964, só se escuta gritaria e receio de parte daqueles que tem a perder com o fato. Pois, quem não deve, nada teme.
         Porém existem alguns – como o “patético” senador Randolfe Rodrigues – que ainda tem a coragem de falar em defender a Constituição. Um bonito (e demagógico) discurso, especialmente vindo de alguém que – há bem pouco tempo – confessou ter aceitado pressões para alterar uma decisão que ‘deveria’ acabar com o foro privilegiado dos parlamentares. Ora, um “representante do povo” do tipo deste senador é o sonho de qualquer eleitor...
         Mas também vamos escutar muito choro daqueles que foram (literalmente) “poupados” das mãos assassinas dos terríveis torturadores da época. Afinal, nunca vi tanta gente receber indulto e sair e retornar inteiro depois de passar por um regime de força. Fidel Castro que o diga!
         É tanta gente “se dizendo” torturado e perseguido, que a única conclusão possível é que tivemos uma DITADURA muito incompetente.
         Os militares que tiveram o poder nas mãos (por anos a fio) fizeram o país crescer e morreram pobres? (Bem igualzinho à turma do PT e do PMDB)
         Deixaram seus inimigos voltarem pela porta da frente?
         Não cuidaram de banir a violência urbana?
         Ah, mas quanta incompetência!
         Quem sabe o Randolfe, o Lindenberg, o Ciro Gomes e a turma do PSOL tenham razão. Os militares de volta, NUNCA MAIS.
         Assim, a quadrilha do PT, juntamente com os outros corruptos (PMDB e Cia.), poderá continuar a roubar impunemente;
         Assim, a Lava Jato acaba de uma vez e tudo fica como se nada tivesse sido descoberto;
         Assim a bandidagem continuará mandando nas ruas!
         Militares, pra que? Se não teve enchente, nem epidemia de dengue, nem milícias de traficantes, ou motim nos presídios, o que “esta gente” poderá fazer?
         Pense desta forma e, em breve o Brasil será uma nova Venezuela!
         Obrigado, comunistas e bolivarianos, por nos ensinar como se destrói uma geração e um país.
         Vamos assistir calados ao desmantelamento da família e dos princípios morais; da desestruturação da infância? 
         Depois, não adianta chorar, nem perguntar:

         QUEM TEM MEDO DE VIRGÍNIA WOOLF?