Artigo, Júlio Brunet, Zero Hora - Problemas no futuro do RS

Acima das urgências das finanças públicas, o RS tem neste século, dois problemas estruturais: o decréscimo populacional; e, uma agroindústria exportadora em um sistema tributário que penaliza os exportadores.

Por que nossas famílias desistiram de ter filhos se as condições de renda e bem estar melhoraram?
No primeiro caso, o RS exibe taxas de decréscimo da natalidade superiores à brasileira, em um contexto em que Argentina e EUA, segundo a ONU, manterão as suas até o final do século. O ápice brasileiro ocorrerá em torno de 2045, com 235 milhões de pessoas. Ao fim deste século, serão 185 milhões. As consequências são duras: economicamente, perde-se mercado e as fontes da Previdência Social secam; socialmente, a população envelhece, perdendo sua vitalidade; e, geopoliticamente o País perde sua representatividade.

Por que nossas famílias desistiram de ter filhos se as condições de renda e bem estar melhoraram e existe maior liberdade sexual? Isto é decorrência da instabilidade das relações? Há uma desconexão em tudo isso. É difícil de entender por que um Estado, com riquezas naturais e em condições de abrigar uma população de 30 milhões, se resigna a encolher-se dos 11,3 milhões para menos de 9,0 milhões no final do século 21.

Enquanto isso, uma resposta econômica poderia ser a criação de estímulos às famílias por meio do Imposto de Renda com incentivos para proles mais numerosas.


O segundo problema no futuro do RS deriva do tecido produtivo gaúcho e do sistema tributário. Com a agroindústria exportadora a tributação não captura todas as receitas em relação à renda disponível. O Estado do RS necessita ampliar seu coeficiente de abertura incrementando suas importações como fez Santa Catarina. Para isso há dois modos: o primeiro é melhorar seu principal porto e estimular a entrada de mercadorias, seja por via aérea, terrestre ou marítima. São milhões de dólares que cruzam o RS, não internalizados e não tributados. A segunda solução é estimular a vinda de indústrias importadoras. Essas medidas ampliariam a renda passível de tributação trazendo maior conforto às finanças públicas, sobretudo as estaduais.

Agenda e instruções sobre atos do lulopetismo em Porto Alegre

PARA QUEM CHEGA DIA 22 DE JANEIRO DE 2018

Para quem vai para o acampamento

Para acessar este local os ônibus devem entrar em Porto Alegre pela Av. da Legalidade, Túnel da Conceição, Av. Loureiro da Silva, Borges de Medeiros e dobrar a direita na Av. Ipiranga. Neste local, os ônibus devem estacionar SOMENTE PARA EMBARQUE/DESEMBARQUE, as margens do Arroio Dilúvio, os passageiros desembarcam e vão caminhando até o local do acampamento no Anfiteatro Por do Sol.

PARA QUEM CHEGA DIA 23 DE JANEIRO DE 2018.

E vai direto para atividades na Assembleia Legislativa do RS.

Desembarcar no Mercado Público de Porto Alegre, onde tem um Ponto de Acolhimento da atividade (Entra pela Av. da Legalidade desce na Av. Mauá ao fundos do Mercado Público).

Para quem vai direto para o ACAMPAMENTO

Para acessar este local os ônibus devem entrar em Porto Alegre pela Av. da Legalidade, Túnel da Conceição, Av. Loureiro da Silva, Borges de Medeiros e dobrar a direita na Av. Ipiranga. Neste local, os ônibus devem estacionar SOMENTE PARA EMBARQUE/DESEMBARQUE, às margens do Arroio Dilúvio, os passageiros desembarcam e vão caminhando até o local do acampamento no Anfiteatro Por do Sol.

PARA QUEM FICAR ACAMPADO:

ALIMENTAÇÃO:
- Quem for fazer suas refeições coletivas por grupos traga a estrutura de cozinha ( fogão, pratos, panelas, talheres e todo equipamento necessário), pois não haverá estrutura de cozinha coletiva no local.

- Quem for dormir nos ônibus valem as mesmas informações, não haverá estrutura para fazer comida, é preciso trazer.

SOBRE ALIMENTAÇÃO GERAL:
Haverá KITs Refeições (café da manhã, almoço e janta) R$ 22,00 e R$ 10,00 para refeições avulsas, que deverão ser previamente acertados com a coordenação da cozinha do acampamento.

SOBRE ALOJAMENTO COLETIVOS EM OUTROS LOCAIS :
- Para todos que solicitaram alojamento é preciso trazer seu kit individual de higiene, colchonete e, se possível, barraca, caso haja alguma eventualidade.

Telefone de contato sobre alojamento:  Maria Helena Oliveira – 51- 999622101

QUEM CHEGA DIA 24 DE JANEIRO DE 2018
Quem for chegar na madrugada do dia 24/01 procure chegar muito cedo, pois poderá acontecer revistas dos ônibus na rodovias e outros atrasos. Dirija-se direto para a Vigília no Anfiteatro Pôr do Sol.

SEGURANÇA
Nossa manifestação é um ato de Resistência Democrática, tem um caráter pacífico. A postura de todos os militantes que estiverem em Porto Alegre deve ser no sentido potente, democrático e seguro para todos(as) que dele participarem.

Nos ônibus não permita a entrada de armas, drogas, bebidas alcólicas, ou objetos suspeitos que possam causar interdição nos ônibus.

Qualquer situação suspeita filme, fotografe e procure os coordenadores de segurança que estarão devidamente identificados, nos locais de acolhimento ou nos caminhões de som.

NÃO USAREMOS MÁSCARAS EM NENHUMA ATIVIDADE!!!
Fiquem atentos às orientações dos carros/caminhões de som, pois serão importantes para a segurança de todo(as).

Contato sobre segurança (51) 91854846 com Nasson e (53) 999745173 Elton

Contato sobre questões jurídicas (51) 980181263 com Lúcio Costa


INFORMAÇÕES GERAIS:
Vitalina Gonçalves: (51) 995815812 Operativa Frente Brasil Popular RS

Saiba quem sãio os 23 senadores que poderão ser julgados no ano que vem, caso percam mandatos

Saiba quem sãio os 23 senadores que poderão ser julgados no ano que vem, caso percam mandatos 

Vinte e três senadores alvos da Lava Jato – ou de seus desdobramentos – ficarão sem foro privilegiado se não se reelegerem em 2018, registra o G1.

O Antagonista organiza a lista:

– Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado;

– Romero Jucá (PMDB-RR), presidente do PMDB e líder do governo de Michel Temer;

– Renan Calheiros (PMDB-AL);

– Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN);

– Jader Barbalho (PMDB-PA);

– Edison Lobão (PMDB-MA), presidente da CCJ do Senado;

– Valdir Raupp (PMDB-RO);

– Eduardo Braga (PMDB-AM);

– Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente do PT;

– Lindbergh Farias (PT-RJ);

– Humberto Costa (PT-RJ);

– Jorge Viana (PT-AC);

– Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), vice-presidente do Senado;

– Aécio Neves (PSDB-MG);

– Aloysio Nunes (PSDB-SP);

– Ricardo Ferraço (PSDB-ES);

– Dalirio Beber (PSDB-SC);

– Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do PP;

– Benedito de Lira (PP-AL);

– Ivo Cassol (PP-RO);

– José Agripino Maia (DEM-RN);

– Lídice da Mata (PSB-BA);


– Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

Artigo, Marcelo Aiquel - Os advogados de Lula. Uma pátria de novos juristas ?

Artigo, Marcelo Aiquel - Os advogados de Lula. Uma pátria de novos juristas ?

         É impressionante como – assim, não mais do que de repente – surgiram milhões de experts em direito, palpitando (totalmente sem conhecimento de causa) sobre o julgamento do Lula no TRF4.
         Além das besteiras que recebem e repetem sem pudor, parece que cada brasileiro virou um exímio advogado, profundo conhecedor da lei processual, no caso a penal, esquecendo – por hora – da outra “paixão nacional”, que é discutir futebol como se técnico fosse.
         Mas, o mais curioso é ver advogados “de verdade”, formados, opinando sem sequer conhecer sequer a capa do referido processo penal.
         E dizem, com cara de quem “sabe tudo”, que não há provas; ou que a sentença do Juiz Sergio Moro contém falhas.
         Estes se esquecem completamente do juramento que fizeram ao “colar grau” ou receber a carteira da OAB.
         Olha, não conheço o processo, porém o citado magistrado tem um currículo impecável e raramente vê o Tribunal modificar suas decisões, o que evidencia sua correção ao condenar os réus que julga, como o famoso réu Lula.
         Compreendo que muitos fanáticos pensem diferente de mim, pois a sua cegueira e a fé compulsiva na ideologia que comungam lhes tira todo o equilíbrio para interpretar algo simples. Imaginem uma coisa técnica como uma sentença judicial.
         É gente que não dá um “pum” sem antes consultar um advogado para saber sobre seus direitos. Mas, que agora, discute leis e processo como se tivesse estudado toda a vida.

         O que não é nada complicado para um povo que até deu nome à pátria de chuteiras.

Época revela que Lava Jato vai mirar nas milionárias famílias dos filhos de Lula

A capa da revista Época desta semana mostra que o próximo alvo da da Lava Jato será o ataque aos filhos do ex-presidente Lula. Citando informações privilegiadas obtidas com a cúpula da operação, a revista diz que os investigadores agora miram "as relações pessoais, os negócios particulares, a construção do patrimônio e o custeio de despesas de familiares do ex-presidente".  A reportagem mostra que o alvo será a milionária vida dos filhos de Lula.

O próximo front da Lava Jato será a família do ex-presidente Lula, revela a capa desta semana da revista Época. 

Confira trechos da reportagem:

Na quarta-feira, 24 de janeiro, o Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF-4) julgará recursos contra a condenação em primeira instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos de prisão, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso da reforma de um tríplex no município litorâneo do Guarujá. O juiz Sergio Moro entendeu que a construtora OAS pagou ao menos R$ 2,2 milhões em propina por meio de obras no imóvel que Lula planejava ocupar. Se a apelação for negada, ele pode ser impedido de disputar um terceiro mandato presidencial – projeto ao qual se dedica dia e noite. Independentemente do resultado do julgamento, o fantasma da Operação Lava Jato vai continuar assombrando os Lula da Silva ao longo de todo o ano.
Nos últimos meses, policiais e procuradores federais avançaram sobre aquele que parecia ser um dos fios desencapados deixados ao longo dos quatro anos das investigações tocadas em Curitiba: as relações pessoais, os negócios particulares, a construção do patrimônio e o custeio de despesas de familiares do ex-presidente.
ÉPOCA obteve dados inéditos de investigações tocadas pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal nos últimos dois anos. Os investigadores progrediram em pontos importantes da apuração que leva a família do ex-presidente de volta à arena pública. E eles são contundentes.Tudo começou em 4 de março de 2016, com a batida policial que visitou 33 imóveis em São Paulo e no Rio de Janeiro, cujos proprietários eram ligados ao ex-presidente, seus familiares e respectivos sócios. Se as provas coletadas na ocasião pareciam insuficientes para a apresentação imediata de denúncias, elas ganharam corpo recentemente com o depoimento revelador de testemunhas, a renegociação de colaborações premiadas e o reforço da velha diretriz tirada dos filmes de intriga política: era preciso seguir o dinheiro. E eles o fizeram."

Defesa da Democracia não é defesa de Lula

Defesa da Democracia não é defesa de Lula

Participei alguns dias atrás do programa “Esfera Pública”, na rádio guaíba, com o grande Juremir Machado e Taline Oppitz na sua condução. O debate tratou sobre o julgamento do ex-presidente Lula do dia 24, bem como a alusão de que “defender Lula é defender a Democracia e o Estado Democrático de Direito”, narrativa que parte da resolução do Diretório Nacional do PT, de 16 de dezembro de 2017. Permitam-se aqui discordar democraticamente com essa versão, desconsideradas as mentes sectárias que só aceitam a opinião que lhes interessa.
Para ingressar no assunto, buscando o exemplo conexo da Lei da ficha limpa, uma iniciativa popular, que mobilizou o Brasil inteiro na intenção de não permitir a eleição de candidatos que, entre outras razões, forem condenados por decisão de órgão colegiado (com mais de um juiz), mesmo que ainda exista a possibilidade de recurso. Preciso recordar que o PT apoiou tal Legislação quando a mesma tramitou no Congresso Nacional, e o mesmo Lula, na condição de Presidente, sancionou a Lei. Depois de divergências de integrantes do STF, em fevereiro de 2012 a Suprema Corte considerou a Lei constitucional e válida para as eleições.
No caso de Lula restar condenado no dia 24 estará inscrito na Ficha Limpa, porém, o PT irá questionar em agosto, se o Tribunal Superior Eleitoral negar o registro. Então, cabe a pergunta: a democracia que se quer defender é a democracia que não respeita as Leis, ou será aquela em que quando não concordamos “vai ter que matar gente”? Um partido popular não deveria respeitar Leis de clamor popular?

Reafirmo aqui meu total compromisso com a democracia, com as causas populares. Sou um ardoroso trabalhista de raiz, seguindo a risca os compromissos do campo progressista. Deixo aqui apenas uma reflexão sobre essa “nova modalidade de defesa da democracia”, com a qual não concordo, que não aceita o diálogo, não busca compreender as razões de quem não concorda e busca tão somente uma narrativa tendenciosamente uníssona.

Universidade federal deve ter cotas para transexuais

Para concorrer por esse sistema, bastará a auto-declaração. Reserva de vagas deve ser implementada no mestrado e no doutorado

A Universidade Federal do Cariri (UFCA), no Ceará, deu o primeiro passo para implementar cotas para candidatos transexuais e transgêneros na pós-graduação. 
A resolução foi apresentada em minuta pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, e será submetida ao Conselho Superior Pro Tempore (Consup) da universidade, com deliberação prevista para março de 2018. Se aprovadas, as cotas passam a valer para o processo seletivo de mestrado e doutorado seguinte à aprovação no conselho. 
As cotas para transexuais e transgênero serão compostas de uma vaga suplementar para cada programa de pós-grduação – cada um dos programas tem em torno de 20 vagas. Os editais de seleção para a pós-graduação contemplarão 20% das vagas para negros (pretos e pardos), além de uma vaga suplementar para indígenas, uma para deficientes e uma para transexuais. 
“Nós teríamos quatro vagas para negros, uma para pessoas com deficiência, uma para indígenas e uma para transexuais. Caso haja um candidato que se declare trans e seja aprovado no processo seletivo, ele entraria em uma vaga suplementar”, explica Maria Rosilene Cândido Moreira, coordenadora dos programas de pós-graduação da UFCA. 
Seleção 
A seleção dos estudantes transexuais e transgêneros para os cursos de pós-graduação será feita do mesmo modo que os candidatos de concorrência geral, com a diferença da autodeclaração no momento da inscrição. Não haverá uma comissão especial para avaliar a identidade transgênero dos candidatos. 
“É válido para qualquer um que se declare trans”, explica Maria Rosilene. “Apenas a autodeclaração é necessária. Vai existir um formulário de autodeclaração que eles precisam assinar. Caso contrário, eles concorrerão a vagas de ampla concorrência.” 
A criação de cotas atende à portaria 13/2016, do Ministério da Educação, que determina a adoção de ação afirmativa nos processos de seleção - a adoção de cotas específicas para pessoas que se desclarem transgêneros, porém, é uma iniciativa própria da universidade. 
Objetivo 
De acordo com a coordenadora, o objetivo é diminuir uma suposta desigualdade de acesso. Segundo ela, o acesso à graduação é “vulnerável” e isso se acentuaria no acesso à pós-graduação. 
“As condições não são as mesmas para o acesso à universidade”, diz Maria Rosilene. “Quando se trata da pós-graduação, há um refinamento. As pessoas têm muitas dificuldades de acesso”, completa, sem citar números que comprovem esta tese. 
A coordenadora destaca ainda a intenção de tornar o ambiente universitário mais próximo da comunidade: “O objetivo disso é fazer com que a sociedade conviva mais no ambiente universitário. Esse é o nosso foco: fazer com que mais pessoas consigam acessar o ambiente acadêmico e assim diminua um pouco esse estigma de que a universidade é um espaço não habitável para todos da sociedade.”