Banrisul alcança R$ 42,4 bilhões em crédito

O Banrisul atingiu, no primeiro trimestre de 2022, carteira de crédito no valor de R$ 42,4 bilhões, crescimento de 15% frente ao primeiro trimestre de 2021 e 3,3% frente ao trimestre anterior, impulsionado, sobretudo, pelo crédito consignado, crédito rural e financiamento imobiliário. Com relação ao lucro líquido, o Banrisul registrou o montante de R$ 164,1 milhões no período, refletindo, especialmente, o crescimento das receitas de tesouraria, o aumento das receitas de prestação de serviços e de tarifas bancárias, além de um menor volume de tributos sobre o lucro.

CRÉDITO

A carteira de crédito alcançou R$ 42,4 bilhões em março de 2022, representando crescimento de R$ 1,3 bilhão, equivalente a 3,3% na comparação com dezembro de 2021. No período, o Banrisul fomentou o desenvolvimento econômico, social e tecnológico de maneira sustentável, visando a manutenção e crescimento das empresas e a consequente geração de emprego e renda. No primeiro trimestre de 2022, foram concedidos R$ 180,9 milhões nas linhas de capital de giro com garantia de Fundos Garantidores, voltados aos pequenos negócios que contam adicionalmente com capacitação empresarial, conteúdos digitais e consultorias em gestão, para que o cliente tome o crédito de maneira consciente, tenha acesso à educação financeira e promova melhorias na gestão da empresa. 

O crédito comercial pessoa física atingiu R$ 23,7 bilhões em março de 2022, aumento de 2,5% em três meses. A evolução foi influenciada, especialmente, pelo crescimento das operações de crédito consignado, que alcançaram o montante de R$ 18,9 bilhões em março de 2022.

As operações de crédito comercial pessoa jurídica, em março de 2022, apresentaram crescimento de 4,5% nos três primeiros meses do ano, atingindo saldo de R$ 7,5 bilhões – especialmente devido ao aumento das linhas de capital de giro.

AGRONEGÓCIO

O agronegócio com foco no crescimento dos pequenos e médios produtores é uma das bases da missão do Banrisul. A partir de recursos próprios e repasses de linhas do BNDES, o Banco tem se consolidado como uma das principais instituições financeiras que apoiam o agronegócio gaúcho nas mais diversas culturas. O saldo da carteira de crédito rural, em março de 2022, alcançou R$ 5,0 bilhões, aumento de 3,4% em relação a dezembro de 2021.

O Banrisul iniciou, em 2021, o movimento de fortalecer sua presença e atuação em regiões estratégicas do Estado, com a abertura dos Espaços Agro Banrisul. Nesses pontos, é oferecido espaço físico customizado, com atendimento personalizado, apoio técnico e orientação financeira para os produtores. 

CAPTAÇÃO

Os recursos captados, constituídos por depósitos, recursos em letras e dívida subordinada, e os recursos administrados, alcançaram R$ 80,9 bilhões em março de 2022. Estes recursos são compostos, principalmente, em 58,2% de depósitos a prazo, 18,5% de recursos de terceiros administrados e 14,3% de depósitos de poupança.

Com o objetivo de diversificar fontes e gerar funding para o crédito rural, o Banrisul iniciou, em 2021, a captação de recursos por meio de Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). Para clientes pessoa física, a LCA permite aplicação financeira com rentabilidade isenta de Imposto de Renda. O montante captado totalizou R$ 415,8 milhões, em março de 2022. 

CANAIS DIGITAIS

A transformação digital no Banrisul visa oferecer ao cliente sempre a melhor experiência e segue em constante crescimento. No primeiro trimestre de 2022, do total de transações feitas no Banco, 80,5% das operações realizadas ocorreram por canais digitais, avanço de 2,9 p.p., considerando os canais disponíveis (digitais, ATM, correspondentes, caixas e Banrifone), ante 77,6% no mesmo período de 2021.

Nos três primeiros meses de 2022, os canais de Internet Banking (Home e Office Banking) e Mobile Banking (Minha Conta, Afinidade e Office App, acessados por meio do aplicativo Banrisul Digital), tiveram, incluindo operações por Pix, 126,5 milhões de acessos, 29,5% superior ao mesmo período de 2021, uma média de 1,4 milhão de acessos diários. O total de operações realizadas nesses canais apresentou aumento de 14,8%. Dentre essas, a quantidade de transações financeiras foi 52,1% superior e o volume transacionado 21,5% maior, se comparados ao mesmo período de 2021.

No primeiro trimestre de 2022, foram implantadas diversas melhorias nos canais digitais, voltadas a ampliar a oferta de produtos e serviços e qualificar a experiência dos usuários em nossas plataformas digitais. 

CARTÕES DE CRÉDITO

O Banco encerrou o primeiro trimestre de 2022 com uma base de 1,2 milhão de cartões de crédito, nas bandeiras Mastercard e Visa. No mesmo período, foram realizadas 21,9 milhões de transações, o que possibilitou a movimentação financeira de R$ 2,0 bilhões, respectivamente 14,4% e 18,7% superior ao mesmo período de 2021. As receitas de crédito e de tarifas com cartões de crédito e com cartões BNDES somaram R$ 110,5 milhões no período.

REDE DE ADQUIRÊNCIA VERO

A Vero encerrou o período com 136,1 mil estabelecimentos credenciados ativos com transações nos últimos 12 meses. Nos três primeiros meses deste ano, foram capturadas 102,3 milhões de transações, das quais 72,1 milhões com cartões de débito, aumento de 25,8% em relação ao primeiro trimestre de 2021; e 30,3 milhões de transações com cartões de crédito, 27,9% superior a igual período de 2021. Em volume financeiro, o valor transacionado totalizou R$ 9,7 bilhões, refletindo crescimento de 23,5% frente ao mesmo período de 2021. 

SEGURIDADE

No primeiro trimestre de 2022, foram disponibilizadas novas funcionalidades na jornada de Previdência no aplicativo Banrisul Digital e o lançamento do produto BanrisulPrev Qualificado. 

A arrecadação de prêmios de seguros, contribuições de previdência e títulos de capitalização atingiu, nos primeiros três meses de 2022, R$ 620,4 milhões, crescimento de 6,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. As receitas totais atingiram R$ 73,2 milhões, evolução de 4,5% em relação ao primeiro trimestre de 2021, sendo que as receitas de comissões de corretagem alcançaram R$ 59,8 milhões no período. Em março de 2022, as operações ativas de seguridade totalizaram 2,3 milhões de contratos.

INVESTIMENTOS TECNOLÓGICOS E INOVAÇÃO

No primeiro trimestre de 2022, o Banrisul manteve firme o compromisso cada vez maior com segurança da informação. Foram investidos R$ 57,3 milhões em transformação digital e ampliação da infraestrutura de tecnologia da informação.

A disponibilização de novos produtos, serviços e modelos de negócios, assim como a busca permanente pela inovação são a essência do dia-a-dia da instituição, para que o Banco seja mantido forte, confiável e competitivo. Foi lançado no Banrisul Digital, um novo produto de crédito para os clientes que desejem antecipar seus saques aniversários do FGTS, com a jornada de contratação totalmente digital. As seções de investimentos, previdência e de gestão de limites de crédito também passaram por melhorias visando facilitar a apresentação de informações e usabilidade.

SUSTENTABILIDADE

Durante o primeiro trimestre de 2022, o Banrisul permaneceu aprimorando as práticas de sustentabilidade com mecanismos mais robustos de governança, consolidadas por meio do Comitê de Sustentabilidade e na construção de nossa Agenda Estratégica de Sustentabilidade, que irá nortear as ações para os próximos anos. Também está sendo exercida uma ação contínua nos projetos de mitigação da emissão de gases de efeito estufa, com foco no projeto de energia renovável, onde disponibilizamos produtos de crédito voltados à sustentabilidade e à minimização dos efeitos de fenômenos climáticos. Na linha de CDC Sustentabilidade foram realizadas 2,3 mil operações, no período, totalizando R$ 90,0 milhões em crédito, 166,0% superior ao mesmo período de 2021.


Ostermann homenageia aniversário da independência de Israel

 O deputado Fábio Ostermann (NOVO) realizou, nesta quinta-feira (12/05), um grande expediente na Assembleia Legislativa para homenagear ao aniversário da Independência de Israel. Neste sábado, dia 14 de maio, a única democracia do Oriente Médio completa 74 anos desde a sua criação como Estado.


Ocupando a tribuna da Assembleia, Fábio Ostermann mencionou que a busca pela paz é uma necessária vocação israelense. O parlamentar ainda reforçou que o país tornou-se uma referência de tecnologia e inovação. 


“Cercado por ditaduras e grupos fundamentalistas, que subjugam a população pela força e pela propaganda, Israel é um oásis de liberdade e democracia. Um país próspero, que floresceu do trabalho de homens e mulheres determinados”, pontuou.


Participaram da homenagem no Plenário 20 de Setembro o secretário-chefe da Casa Civil, Arthur Lemos; o cônsul-geral de Israel no Brasil, Rafael Erdreich; o presidente da Federação Israelita do RS, Sebastian Watenberg; o presidente da entidade StandWithUs Brasil, André Lajst; entre outras autoridades.


Edson Brum e Carlos Búrigo apresentam PL que torna Juro Zero como política permanente

Tornar o programa Juro Zero, elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RS, como política pública permanente. Este é o objetivo do projeto de lei apresentado em conjunto pelos deputados Edson Brum e Carlos Búrigo, ambos do MDB. 

Por meio da iniciativa, o governo do Estado subsidiará os juros remuneratórios das operações de empréstimos feitas pelos microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, que exerçam atividade industrial ou mercantil, no Estado do Rio Grande do Sul. A proposta foi inspirada no Programa Juro Zero, criado por meio do Decreto Estadual nº 56.330, de 19 de janeiro de 2022, e liderado pelo atual secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Edson Brum. 

“No primeiro dia de operações foram mais de mil pedidos de financiamentos em todo o Estado. O resultado tem sido excelente e superado as expectativas. Ao todo, já foram viabilizados mais de R$ 350 milhões em recursos que hoje circulam nos municípios gaúchos, fortalecendo a nossa economia e os pequenos e médios negócios. Por isso, acreditamos que a iniciativa precisa se tornar permanente para fomentar ainda mais a economia gaúcha”, destacou.

Ciente da relevância do projeto, Brum avaliou como fundamental o convite para que o deputado Búrigo, defensor do empreendedorismo, se tornasse parceiro na apresentação da proposição na Assembleia Legislativa. “Confiamos no know-how do amigo e colega Búrigo, que mora em uma região reconhecida pela forte industrialização e pelo próspero comércio, para a elaboração do PL que certamente trará ganhos significativos para o desenvolvimento do nosso Estado”, completou. 

“O programa Juro Zero é um sucesso e veio para apoiar os micro e pequenos negócios em todo RS. Por isso, apresentamos o projeto de lei na Assembleia porque acreditamos que a iniciativa deve se tornar permanente, como política de estado, sendo mais um instrumento de fomento ao desenvolvimento econômico”, avaliou o deputado Búrigo. 

De acordo com o texto, os recursos para a manutenção e permanência do programa são oriundos do Fundopem, previsto no art. 17, §1º da Lei nº 15.642, de 31 de maio de 2021, e de parte do lucro líquido do exercício da Junta Comercial, Industrial e de Serviços do Estado (Jucis/RS) e do Badesul Desenvolvimento, apurados anualmente. A definição evitará gasto de recursos por parte do Estado, uma vez que estas instituições são superavitárias e voltadas ao fomento da atividade econômica.

Os beneficiados pelo programa deverão prestar contas dos recursos recebidos por meio da apresentação de notas fiscais de compras de bens e serviços feitos integralmente por meio de pessoas físicas e jurídicas com sede ou filial no Estado do Rio Grande do Sul.

A proposição também prevê a criação de um Conselho de Supervisão que definirá, anualmente, os valores de repasse para cada tipo de empresa, os prazos de carência e amortização, a taxa dos juros remuneratórios e a data limite para a concessão das operações de crédito com juros subsidiados pelo Juro Zero. O grupo será presidido pelo titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e contará também com representantes da Secretaria da Fazenda, Jucis/Sul e Badesul.

 

Governo reduz Imposto de Importação para combater inflação

 O governo federal aprovou nesta quarta-feira a redução do Imposto de Importação para produtos de alimentação, como carne de boi desossada, carne de frango, pedaços e miudezas e outros produtos de padaria, pastelaria e indústria de biscoitos.


Segundo o Ministério da Economia, a medida prioriza itens que têm maior impacto sobre a cesta de consumo de camadas mais pobres da população, a fim de ajudar no combate à inflação, considerando mercadorias que integram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).


Foram reduzidas a zero, até 31 de dezembro de 2022, alíquotas de importação sobre carne de boi desossada; carne de frango, pedaços e miudezas, congelados; trigo e farinha de trigo; milho em grão (que já estava na lista, mas foi ampliado o prazo de inclusão); bolachas e biscoitos; e outros produtos de padaria, pastelaria e indústria de biscoitos. Essas alíquotas variavam entre 7,2% e 16,2%.


Pelo mesmo prazo, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex), ligado ao Ministério da Economia, decidiu reduzir de 10,8% para 4% as tarifas de dois tipos de vergalhão de aço usados pela construção civil (CA-50 e CA-60).

O Gecex também decidiu zerar a alíquota do ácido sulfúrico, que era de 3,6%, com uma quota de 1 milhão de toneladas. O ácido sulfúrico é o principal reagente para a manufatura do dióxido de titânio e é utilizado em diversos processos industriais — na maioria dos casos, sem substituto —, inclusive na cadeia produtiva de fertilizantes.


Também foi reduzida pelo governo federal para 4% a taxa para o fungicida Mancozeb, que era de 12,6%. O produto é utilizado como defensivo agrícola em cultivos de arroz, batata, feijão, soja, alface, milho e tomate, entre outros. A produção nacional é de aproximadamente 31% do consumo no país, e a redução da alíquota deve auxiliar no combate à alta dos preços dos alimentos.

Feira Feito em Gramado termina neste final de semana

 A 10ª edição da Feira Feito em Gramado entra na reta final. O evento que reúne artesãos, micros e pequenos empresários de Gramado cumpriu seu papel de fomentar diversos setores da economia na cidade.

Segundo o Secretário de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Relações Institucionais, Ike Koetz, a expectativa é que a Feira movimente a marca de R$ 500 mil em negócios nos 18 dias de evento. “É uma projeção, pois temos muitas novidades na Feira, são mais de 100 expositores movimentando seus negócios”, disse Ike.

Em 2021 foram cerca de 45 mil pessoas visitando o evento. “E com pandemia no auge e muitas restrições, este ano com tudo mais controlado, devemos duplicar esta visitação, esperamos cerca de 90 mil pessoas na Feira, é muito boa a movimentação”, disse entusiasmado o secretário.

A 10ª Feira Feito em Gramado segue até domingo, dia 15 de maio, com entrada e estacionamento gratuitos.

"Público visitando e as vendas estão acima da expectativa, estamos muito satisfeitos", conclui Ike Koetz.


Serviço:

10ª Feira Feito em Gramado – O carinho e a criatividade nas mãos de quem faz.

Onde: Expogramado (Avenida Borges de Medeiros, 4.111, Centro)

Quando: de 28 de abril a 15 de maio de 2022.

Horários: segundas, terças e quintas, das 10 h às 20 h.

Nas sextas, sábados e domingos, das 10 h às 21 h.

Fechado nas quartas, dias 04 e 11 de maio.

Acesso a Feira e Estacionamento – gratuito.

Instagram - @10feirafeitoemgramado

 


Com R$ 16 bilhões em investimento previsto, desestatização do Porto de Santos domina segundo dia de roadshow nos EUA

Com R$ 16 bilhões em investimento previsto, desestatização do Porto de Santos domina segundo dia de roadshow nos EUA

Delegação brasileira, liderada pelo ministro Marcelo Sampaio, teve encontros com bancos e empresas de atuação no setor logístico portuário nos Estados Unidos

 

A desestatização do Porto de Santos, o maior da América Latina, foi assunto de diversas reuniões da delegação brasileira com fundos de investimentos, bancos e operadores de infraestrutura no segundo dia de roadshow, em Nova Iorque. Com investimentos previstos na casa dos R$ 16 bilhões, o processo permitirá a transformação do terminal no maior de todo o Hemisfério Sul, além de resolver problemas históricos da cidade do litoral de São Paulo. 


Entre os interlocutores do dia, estavam os norte-americanos da EIG Global Energy Partners e a multinacional de logística dos Emirados Árabes Unidos DP World, que já atua no setor de terminais portuários privados no Brasil. A sinalização é que, entre as concessões previstas, a desestatização do Porto de Santos (SP) está entre as de maior potencial para atrair o interesse dos investidores.

 

“Privatizar o Porto de Santos é bom para todos: para a população caiçara, para os trabalhadores de toda a região, para as exportações brasileiras e para a economia como um todo, pois teremos mais eficiência, capacidade de processamento e geração de emprego”, afirmou o ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, que lidera a delegação formada por integrantes do MInfra, do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) e do BNDES.


Modelo

Dos 16 bilhões previstos em investimentos, R$ 11 bilhões do arrendamento servirão para aumentar a capacidade da linha férrea e, consequentemente, a movimentação de cargas. O pacote de obras também inclui a adequação das rodovias federais que chegam ao porto, além da construção do túnel unindo as zonas Leste e Noroeste da cidade. A desestatização garantirá o aumento de 160 milhões de toneladas movimentadas ao ano para 290 milhões de toneladas anuais ao longo das próximas décadas.


O leilão de Santos seguirá o modelo da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), primeira desestatização portuária do Brasil, e referência para os próximos leilões de portos públicos que integram o portfólio de infraestrutura do Governo Federal. A Codesa foi desestatizada junto com a concessão dos portos de Vitória e de Barra do Riacho (ES), em março. A iniciativa de sucesso garantiu pelo menos R$ 850 milhões em investimentos privados para os próximos 35 anos de contrato: R$ 335 milhões em novas instalações e melhorias e R$ 515 milhões em obras de manutenção, como de dragagem dos canais de acesso aos terminais.


Ainda para 2022, estão encaminhadas as concessões dos portos de São Sebastião (SP), Itajaí (SC) e Canal de Paranaguá (PR), além dos arrendamentos de 19 terminais portuários. No total, foram 37 arrendamentos portuários desde o início da gestão, que garantiram R$ 6,1 bilhões em investimentos.


Rodovias

O sistema rodoviário também tem atraído olhares estrangeiros para o Brasil. Em reunião com o fundo de investimentos australiano Macquire, foram apresentados os detalhes do leilão dos seis lotes de rodovias do Paraná, com mais de R$ 44 bilhões em investimentos. Desde 2019, foram seis rodovias concedidas e um total de R$ 37,3 bilhões em investimentos. Entre os projetos, destaque para a concessão da Presidente Dutra e a Rio-Santos que injetará mais R$ 14,8 bilhões de investimentos privados ao setor rodoviário do país.


Com leilão marcado para 20 de maio, o projeto rodoviário da BR-116/493/465/RJ/MG, entre a cidade do Rio de Janeiro e Governador Valadares (MG) tem projeção de R$ 9,2 bilhões estimados. No total, as concessões rodoviárias a serem realizadas em 2022 somam R$ 80 bilhões em investimentos previstos.


Programação

Nesta quarta-feira (11), o ministro da Infraestrutura palestrará na conferência voltada para líderes empresariais, promovida pelo Itaú BBA. Estão ainda na agenda do terceiro dia de roadshow encontros com a Solstic M&A Capital Advisory, empresa especializada em fusões e aquisições, e com a VLI, multinacional brasileira de logística que controla concessionárias de transporte ferroviário de cargas.


Pela tarde, a equipe brasileira participa da sétima edição do LATAM GRI Infra & Energy. O evento é uma conferência anual em que líderes globais de infraestrutura e energia se reúnem para interagir e discutir o desenvolvimento de projetos na América Latina.

 


Jurista Evandro Pontes desconstrói avanços tirânicos do STF

 Finalmente, os grandes juristas do país começam a se manifestar contra as arbitrariedades e autoritarismo do STF.

O jurista Evandro Pontes foi entrevistado pela colunista Ana Paula Henkel, para falar sobre os recentes fatos envolvendo o Supremo Tribunal Federal e os atos de seus ministros que levaram a uma enxurrada de pedidos de impeachment. 

Mestre e doutor em Direito Societário pela USP, Evandro Pontes defendeu que há um golpe de Estado em curso. De fato, Pontes defende que o golpe já ocorreu.

Pontes iniciou a entrevista afirmando que “estamos assistindo a uma quebra constitucional irreversível. O STF já cruzou linhas que constituem verdadeira atividade paraestatal”. Após uma explicação de como se define um golpe de Estado, ele afirmou: “Ora – para mim é claro e mais do que óbvio que esse golpe já ocorreu. Na medida em que o STF age a latere do sistema, age de forma a violar a própria constituição, o próprio STF já consolidou um verdadeiro golpe de estado em que todos os poderes foram criminosamente usurpados pela Corte: ela julga, ela investiga, ela legisla, ela manda abastecer navios, ela atua como executivo e impede a extinção de conselhos, ela impede o executivo de enxugar a máquina – enfim, o golpe de estado já foi dado diante de nossos olhos e ninguém simplesmente não fez nada para restaurar a ordem”.

Em resposta à surpresa da entrevistadora, que questionou se não se trataria de atos isolados de alguns ministros, com crimes isolados de responsabilidade, Evandro Pontes respondeu:

“Adoro o professor Carvalhosa, a quem tenho como Mestre muito querido, mas neste ponto eu discordo de meu Mestre sob o ponto de vista estratégico. Veja: quando uma ordem do STF é emanada por um Ministro usando papel timbrado da corte e todos os demais se calam, não há dúvida que esse silêncio integra a decisão ilegal dada pelo colega. O silêncio da corte quando um sistema paraestatal é montado e levado a plena operação, significa exatamente que a ilegalidade contaminou irremediavelmente a atuação dos demais ministros. Exemplo contrário disso foi o do Desembargador Favretto: ao tentar lançar mão de um expediente ilegal, a Corte como um todo se insurgiu e impediu que a ordem ilegal saísse com o timbre do TRF4. Os demais colegas preservaram a integridade institucional da Corte. Se o STF não faz o mesmo e aceita que ordens sejam emanadas em nome da Corte, a responsabilidade é sim colegiada e recai sobre aqueles que preferem reclamar na imprensa (que não é função de um juiz) e deixam de agir como juízes impedindo que um sistema paraestatal seja colocado em operação.

O STF é hoje, sem a menor sombra de dúvida (por isso não falo das pessoas, falo da corte mesmo, pois no caso da decisão da transferência do Lula, em que houve supressão de instância, a Corte integrou a decisão com 10 votos favoráveis; pense-se também no caso do Inquérito de Censura à Crusoé: foi claramente um ato institucional da própria Corte e não de ministros isoladamente), uma entidade de poder suprema e de atuação paraestatal. Suas decisões sequer são respaldadas em seus próprios precedentes (um indício de que o seu histórico foi completamente abandonado), nem mesmo na Constituição: basta ler as decisões que citei e procurar o dispositivo constitucional que serve de base para a decisão – não há, simplesmente não há. São atos de puro totalitarismo gestados a latere. Desta forma, Ana, o golpe já foi dado. Tudo o que decorrer dele é mera conseqüência de um golpe, jamais será uma resposta em ato isolado ou um golpe a parte ou contragolpe. Já estamos na marcha da história para recobrar o sistema que já foi rompido por iniciativa clara e descabida do STF (e, repito, a responsável por isso é a corte sim e não os ministros isoladamente) ou simplesmente aceitá-lo.

“A escolha agora cabe ao povo brasileiro”.