Embaixada e Consulados dos EUA abrem inscrições para curso de inglês básico e gratuito para jornalistas

Embaixada e Consulados dos EUA abrem inscrições para curso de inglês básico e gratuito para jornalistas


As inscrições vão até 21 de agosto ou até que o número máximo de 300 formulários seja atingido


A Embaixada e Consulados dos Estados Unidos no Brasil, por meio do Escritório Regional de Língua Inglesa (RELO), abrem nesta terça-feira (9) as inscrições para a primeira edição do Curso Básico de Inglês para jornalistas brasileiros (A1, de acordo com o Quadro Comum Europeu de Referência para Línguas - CEFR)


O curso será de 12 de setembro a 16 de dezembro de 2022, com aulas de duas horas, duas vezes por semana. As inscrições estão abertas até o dia 21 de agosto ou até que o número máximo de 300 inscrições seja atingido.


As aulas foram desenvolvidas para profissionais que têm pouca ou nenhuma familiaridade com a língua inglesa e serão totalmente gratuitas e virtuais. Para se inscrever, acesse: https://forms.gle/kbbSbssSEuPcJfh79. Os selecionados passarão por teste de proficiência.


Para participar, o candidato deve trabalhar na área de comunicação, sendo: freelancer, jornalista contratado por veículo de imprensa e/ou estudante no último ano da graduação e que já atue na área. Negros e indígenas terão prioridade no processo seletivo.

Entre o sofá e a urna, a experiência que conta, por Renato Sant'Ana

Existem 14.893.281 (quase 15 milhões) de brasileiros que, tendo 70 anos ou mais, só votarão em 2022 se quiserem. Conforme a legislação em vigor, esse grupo (culturalmente plural) não tem obrigação de votar.

Mas essas cabeças brancas podem fazer muito pelo Brasil! Como e por quê?

Observemos o drama chileno. Em 2021, mais da metade dos eleitores do Chile não votou. Daí, a minoria que votou elegeu um extremista de esquerda para presidente e outros iguais para o congresso, uma caterva que, logo ao assumir, rascunhou uma nova Constituição, prevendo cercear liberdades e estrangular a economia, a dizer o mínimo.

Agora os chilenos estão apavorados, indo às ruas em manifestações, tentando reverter o estrago que só ocorreu por omissão da maioria.

Sabem o que é viver sem liberdade e com escassez de tudo (de alimentos a papel higiênico)? É o drama da Venezuela! E todo mundo tinha como saber que os extremistas do Chile levariam o seu país para o mesmo buraco da Venezuela e que Fernández e Kirchner fariam igual com a Argentina: três países condenados pela mesma ideologia e sem perspectiva.

Pois nossas cabeças brancas precisam saber que, enquanto gente adulta e com experiência fica no sofá, diante da TV, a queixar-se dos políticos, a moçada que sofreu lavagem cerebral em sala de aula e abraçou as bandeiras mais esdrúxulas vai votar sem falta nos extremistas daqui.

Depois de instalados esses regimes (de pretensões revolucionárias), pouco ou nada resta fazer a não ser esperar que sofram o desgaste do tempo até caírem. Só que, aí, apenas os nossos bisnetos é que vão ver as mudanças. E ficarão indignados ao saberem que seus antepassados (os adultos de hoje) permaneceram acomodados no sofá, diante da TV...

É bom refletir. Não vamos construir um grande futuro sem a contribuição amorosa daqueles que têm a memória do passado.

 

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.

E-mail: sentinela.rs@outlook.com

Nota de Trump

 “Comunicado de Donald J. Trump, 45º Presidente dos Estados Unidos

 “Estes são tempos sombrios para nossa nação, pois minha bela casa, Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida, está atualmente sitiada, invadida e ocupada por um grande grupo de agentes do FBI. Nada parecido com isso já aconteceu com um presidente dos Estados Unidos antes. Depois de trabalhar e cooperar com as agências governamentais relevantes, essa invasão não anunciada em minha casa não era necessária ou apropriada. É uma má conduta do Ministério Público, a militarização do sistema de Justiça e um ataque de democratas de esquerda.



Nota sobre os serviços da Buser no RS

A atividade da Buser, que se apresenta como plataforma de intermediação, embora anuncie linhas regulares e venda passagens individualmente, continua proibida no Rio Grande do Sul, conforme decisão do TRF-4. Sentença de magistrada da 2ª Vara Federa de Porto Alegre, mesmo considerando que a empresa pode operar, ressalta que permanece a decisão do Segundo Grau de Jurisdição. Ou seja, a Buser continua impedida de operar no Rio Grande do Sul. Em 2020 a Buser tentou iniciar o serviço irregular fazendo linhas intermunicipais. Na oportunidade o DAER apreendeu os veículos. Desde então a Buser não operou mais nos RS linha intermunicipais. Entretanto, em seguida a Buser iniciou a prestação do serviço irregular nas linhas interestadual. Tendo em conta que a ANTT não fiscalizava, a Fetergs ajuizou um Mandado de Segurança contra a Buser e a ANTT. Em primeiro grau a mesma juíza indeferiu a liminar, sendo que a Fetergs fez recurso de Agravo de Instrumento e o TRF4, por seu desembargador relator, Dr Rogério Favreto, concedeu a liminar para proibir a Buser de fazer o transporte sob pena de multa diária de R$ 5.000,00 e determinou que a ANTT fiscalizasse. A Buser insistiu em descumprir a decisão judicial e o desembargador aumentou a multa para R$ 10.000,00 por dia. Só então a Buser parou a oferta do serviço ilegal. Em decisão de mérito pelo colegiado do Tribunal Regional Federal, os 03 desembargadores decidiram contra a Buser. No final do ano de 2021, início de 2022, a Buser voltou a descumprir a decisão do Tribunal, o que motivou a Fetergs a demonstrar isso ao Judiciário e pedir providências. Agora, em sentença de primeiro grau, a juíza julgou o Mandado de Segurança mas manteve hígida, vigente, a decisão do TRF4 que decidiu pela proibição da Buser de operar no RS, além de reconhecer que incide a multa diária imposta, já que descumpriu a decisão recentemente. Cabe destacar que a julgadora de primeiro grau, inobstante tenha julgado improcedente o Mandado de Segurança, reconhece que a sua decisão deverá ser reformada pelo Tribunal. Portanto, a Buser continua impedida de realizar transporte de passageiros no Rio Ggrande do Sul. FEDERAÇÃO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - FETERGS

Artigo, Eugênio Esber, Zero Hora - Por que o TSE será um fator de instabilidade, e não de pacificação, no pleito de 2022

O mundo livre realiza eleições sem a necessidade de um "tribunal superior eleitoral". A existência de uma corte política com o poder e a forma de atuação do TSE brasileiro é, portanto, um caso único, seja pela estrutura e orçamento paquidérmicos ou pelo vasto alcance de suas decisões. Claro, podemos pensar que tudo tem uma razão de ser e que a justiça eleitoral prestou um serviço valioso ao país quando veio combater, ainda nas primeiras décadas do século 20, um processo de escolha dos representantes do povo viciado pelo coronelismo e o infame "voto a cabresto", entre tantas outras mazelas. Justamente por ter tido esta importância histórica é que a atuação de um tribunal específico foi-se consolidando na memória e na consciência das pessoas como algo normal e até desejável, e não como uma extravagância brasileira.

Esta percepção popular está mudando em desfavor da justiça eleitoral, por uma razão simples. Inebriado pelo poder sem freios e por um vedetismo que não se coaduna com o papel da magistratura, o tribunal deixou de ser um árbitro, e passou a ser parte. Ao tomar partido no processo político que define os destinos da nação, o TSE, pelas palavras e atitudes de seu atual presidente e do ministro que em breve o sucederá no comando da corte, será um fator de instabilidade, e não de pacificação, no pleito de 2022.

Milhões de brasileiros que saíram às ruas no dia 7 de setembro de 2021 tinham, entre suas reivindicações, a defesa de um aprimoramento do processo eleitoral brasileiro — a adoção do comprovante impresso do voto eletrônico, medida imprescindível a se considerar a desatualização tecnológica das urnas eletrônicas adotadas pelo Brasil e, naturalmente, o risco crescente de ataque à integridade do sistema, algo de que não estão livres nem bancos, nem megacompanhias, nem governos. Mas o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, se manteve impávido diante dos questionamentos, e adotou duas estratégias inaceitáveis para um julgador. No bastidor, reuniu-se com líderes partidários e, como em um passe de mágica, arrancou deles a decisão de substituir membros da comissão parlamentar que examinava — com tendência de aprovação — a proposta de emenda constitucional para introduzir o comprovante impresso do voto eletrônico. Com a nova composição, a comissão rejeitou a PEC, e ficou no ar uma pergunta: que pressão irresistível um membro do Judiciário pode fazer sobre chefes partidários para que capitulem e obedeçam à sua vontade? Pesquise sobre foro privilegiado, ou "foro por prerrogativa de função". É um bom começo.

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À luz do dia, o que o ministro Barroso fez foi distorcer abertamente os argumentos dos defensores da PEC, tentando atribuir a eles a defesa da volta do voto impresso — desonestidade que, lamento dizer, veículos de imprensa tradicionais acolheram.

Agora, sem explicação para a invasão de um hacker ao sistema do TSE em 2018 — assunto para uma próxima oportunidade —, Barroso sugere, com seu pedantismo habitual, que aqueles brasileiros em dúvida sobre a proclamada invulnerabilidade do sistema de votação e apuração dos votos têm "limitação cognitiva".

Seria mais exato se dissesse que os brasileiros têm limitação de acesso ao que realmente se passou em 2018 e explicasse por que dados fundamentais para o esclarecimento dos fatos foram apagados. Sem informação, e sem transparência, como pode haver cognição, ministro?