Lula e Janja na mira: oposição denuncia contrato bilionário entre governo e OEI

Zucco apresentou as denúncias ao presidente Bolsonaro e anunciou uma série de medidas para investigar o caso


O líder da oposição na Câmara, deputado federal Zucco (PL-RS),  fez uma apresentação nesta terça-feira (8) sobre as mais recentes denúncias envolvendo o governo federal e a Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura (OEI). A reunião contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro e dos vice-líderes da oposição. 


Reportagem publicada pelo Estadão revela que decretos do governo Lula ampliaram o poder e os ganhos da entidade, com contratos que somam R$ 710 milhões.


Diante da gravidade das denúncias, a oposição tomou medidas enérgicas para investigar o caso:


 * Representação ao TCU: A oposição protocolou uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) solicitando uma investigação minuciosa sobre os contratos e os decretos do governo Lula.


 * CPMI: Foi proposta a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar a fundo as possíveis irregularidades e responsabilidades.


 * Ação Popular: Uma ação popular foi protocolada na Justiça, buscando a anulação dos contratos e a responsabilização dos envolvidos.


Segundo Zucco, "não podemos tolerar o uso indevido do dinheiro público. Exigimos transparência e responsabilidade. O governo Lula precisa explicar esses contratos milionários e as razões para a ampliação do poder dessa organização internacional", declarou.



Entenda o caso


A reportagem do Estadão denuncia que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decretos que ampliaram significativamente os poderes e os ganhos da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) no Brasil. A OEI é uma organização internacional voltada para cooperação educacional, científica e cultural entre países ibero-americanos, mas passou a atuar como intermediária em contratos públicos sem licitação, o que já rendeu a ela cerca de R$ 710 milhões em contratos. Esses decretos, assinados ao longo da atual gestão, concedem privilégios inéditos à OEI, incluindo imunidades e isenções típicas de representações diplomáticas.


A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, aparece no centro da polêmica por sua aproximação com a OEI e sua presença em eventos promovidos pela organização. Reportagens indicam que Janja mantém interlocução direta com representantes da OEI e teria influência nas decisões que favoreceram a entidade. A atuação dela, embora não oficial, tem levantado críticas por indicar uma possível interferência indevida na administração pública, especialmente em decisões com forte impacto financeiro e institucional.


Especialistas em gestão pública apontam que isso pode abrir margem para irregularidades e dificultar a fiscalização dos gastos públicos. O modelo, embora previsto em lei, estaria sendo utilizado de forma ampla e questionável, com pouca transparência e controle.


A denúncia reacende o debate sobre o uso de organismos internacionais para driblar exigências legais como licitações e prestações de contas mais rigorosas. A oposição vê nos decretos um possível desvirtuamento da lei para beneficiar uma organização estrangeira com laços políticos no governo.

 Assim, o Supremo Tribunal Federal, invocando um dispositivo que lhe dá poder para investigar qualquer 'violação da lei penal nas dependências da Corte', abriu sua própria investigação — essencialmente se tornando vítima, promotor e juiz", diz o texto da revista sobre a abertura do chamado inquérito das fake news, em 2019, por decisão do então presidente do STF, Dias Toffoli.

Moraes acabou sendo sorteado para relator do caso - que acabou se desdobrando em investigações sobre as milícias digitais e as invasões em Brasília em 8 de janeiro de 2023, promovidas por apoiadores de Bolsonaro.

Moraes usa ultraesquerdista The New Yorker para dizer sandices contra as redes sociais, Musk, Trump e Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes cometeu uma série de análises pretensiosamente sociopolíticas na entrevista que acaba de conceder para a publicação ultra-esquerdista e preconceituosa The New Yorker (CLIQUE AQUI para ler a avaliação sobre este lixo da mídia). The New Yorker não tem influência alguma fora da ultraesquerda americana.

Entre outras sandices, tentando justificar suas ações autoritárias e exralegais contra as redes sociais, a direita em geral e Bolsonaro em particular:

1) Se Hitler estivesse vivo e com acesso ao X "estaríamos condenados, porque os nazistas teriam conquistado o mundo".

2) A extrema direita conquistaria o poder, dizendo-se democrata.

3) Bolsonaro, como Trump, acusou falsamente o processo eleitoral para conquistar o poder.

CLIQUE AQUI para ler tudo.


 



São Paulo, 7 de abril de 2025

Para pautar e/ou publicar

 


Especialistas da FESPSP analisam ato bolsonarista do último domingo


Vitimização e defesa da anistia se reforçam na tática de Bolsonaro, 

para driblar a Justiça em um jogo de narrativas nas ruas que pode ainda estar longe do fim


O que se viu na manifestação desse domingo (6), na Avenida Paulista, foi um esforço articulado de Bolsonaro e apoiadores, para construir uma narrativa de injustiça histórica, humanizar os golpistas e pressionar os poderes da República para reverem suas posturas, analisa Beto Vasquez, professor de Comunicação Política da FESPSP (Escola de Sociologia e Política de São Paulo). Para ele, o evento deste último domingo foi também um passo importante de Bolsonaro em seu ritual de escolha de um potencial substituto pela direita nas eleições de 2026, de olho em um perdão presidencial, caso seu candidato vença. “Desfilaram pelo casting montado no palanque da Avenida Paulista 7 governadores eleitos.”


Para Aldo Fornaziere, direto Acadêmico da FESPSP, o jogo pela anistia ou pela prisão dos participantes condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 apenas começou, embora os que defendem a prisão tenham saído em vantagem. É importante lembrar, diz ele, que o campo desse jogo não se restringe ao Congresso. “Ele está sendo jogado também nas redes e nas ruas”, espaço em que a direita tem se mostrado com maior poder de mobilização até o momento.

 

Veja abaixo o resumo da análise dos professores da FESPSP


Bolsonaro, entre a vitimização e a anistia para escapar da Justiça

Beto Vasquez


O que se viu na manifestação desse domingo (6), na Avenida Paulista, foi um esforço articulado de Bolsonaro e apoiadores, para construir uma narrativa de injustiça histórica, humanizar os golpistas e pressionar os poderes da República para reverem suas posturas. Mais do que um plano para 2026, Bolsonaro parece jogar todas as suas fichas no presente: evitar condenações, se possível, receber o perdão antes mesmo da sentença final ou, pelo menos, conseguir um asilo político para escapar da cadeia.

 

A proposta de anistia, dentro desse contexto, é apresentada como gesto de pacificação nacional que, no fundo, não passa de um plano de autoproteção de curto prazo. Tanto é assim que em seus discursos, Bolsonaro ataca com mais ênfase ministros do STF do que o próprio governo Lula, colocando em dúvida a legitimidade de seus julgadores e preparando o terreno para descredibilizar eventuais sentenças condenatórias.

 

No longo prazo, Bolsonaro aposta também em fazer seu sucessor na direita que, ao vencer as eleições e se tornar presidente, poderá fornecer-lhe um perdão presidencial. Para a escolha desse nome, ele iniciou neste último domingo um “casting” de presidenciáveis com os sete governadores presentes ao evento, tendo como primeira tarefa um “beija-mão” para testar a lealdade de potenciais sucessores políticos. São eles: Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ronaldo Caiado (União-GO), Romeu Zema (Novo-MG), Ratinho Júnior (PSD-PR), Jorginho Mello (PL-SC), Wilson Lima (União-AM) e Mauro Mendes (União-MT)

 

Anistia: um jogo ainda longe do fim

Aldo Fornazieri


O jogo pela anistia ou pela prisão dos participantes condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 apenas começou. Os que defendem a prisão saíram em vantagem. Pesquisa da Quaest mostra que 56% dos entrevistados acham que os condenados devem permanecer presos. Já 36% opinam que eles devem ser soltos. Na Câmara dos Deputados e no Senado não há, nesse momento, disposição para colocar o projeto de anistia em votação. Mas o jogo não é jogado apenas no Congresso.


Ele está sendo jogado também nas redes e nas ruas, onde os atos do Rio de Janeiro e da Avenida Paulista deste domingo (6 de abril) mostram que o bolsonarismo leva vantagem em relação às manifestações convocadas pelas forças progressistas no domingo anterior. De acordo com o Monitor de Debate Político da USP, o ato das esquerdas, no dia 30 de março último, reuniu cerca de 9 mil pessoas e o de Bolsonaro, 45 mil manifestantes.


Consideradas as duas variáv

Novo Nordisk anuncia investimento de R$ 6,4 bi no Brasil

 A Novo Nordisk anunciou, hoje, um investimento de R$ 6,4 bilhões (8 bilhões de coroas dinamarquesas) para expandir sua unidade de produção em Montes Claros, norte de Minas Gerais, com o objetivo de aumentar a capacidade de produção de tratamentos injetáveis para pessoas com obesidade, diabetes e outras doenças crônicas graves. . 

As obras de construção já começaram e as operações estão previstas para começar em 2028. Espera-se que o investimento gere 600 empregos permanentes após a conclusão das instalações. Durante a fase de construção, até 2.000 empregados externos trabalharão no local.

Sobre a fábrica da Novo Nordisk no Brasil 

A empresa está presente no Brasil desde 1990 e atualmente conta com mais de 2.000 colaboradores. Está presente em dois estados, com escritório administrativo em São Paulo (SP) e unidade de produção em Montes Claros (MG). 

Sobre a produção da Novo Nordisk 

A Novo Nordisk possui uma estrutura global de fabricação com unidades de produção estratégicas localizadas na Dinamarca, Estados Unidos, França, Brasil, China e Bélgica. Os medicamentos da Novo Nordisk são produzidos nesses sites e, em seguida, distribuídos para pacientes ao redor do mundo. Isso inclui a produção de quase metade da insulina mundial, medicamentos GLP-1 para o tratamento de diabetes e obesidade, e medicamentos para o tratamento de doenças raras, como hemofilia e distúrbios de crescimento. A unidade de fabricação da Novo Nordisk conta com mais de 30.000 colaboradores dedicados a entregar a mais alta qualidade aos pacientes globalmente, de maneira eficiente e ambientalmente sustentável.

Sobre a Novo Nordisk

Sobre a Novo Nordisk Novo Nordisk é uma empresa global líder em saúde, fundada em 1923 e com sede na Dinamarca. Nosso propósito é promover mudanças para derrotar doenças crônicas graves, com base em nossa tradição no combate ao diabetes. Fazemos isso por meio de avanços científicos pioneiros, expandindo o acesso aos nossos medicamentos e trabalhando para prevenir e, finalmente, curar doenças. A Novo Nordisk emprega cerca de 76.300 pessoas em 80 países e comercializa seus produtos em aproximadamente 170 países. Para mais informações, visite www.novonordisk.com.br e siga nossos perfis oficiais nas redes sociais Instagram, Facebook, LinkedIn e YouTube.


Páscoa

 A Páscoa será celebrada no dia 20 de abril e por isto o Procon do RS efetuou pesquisa sobre preços de chocolates. A diferença de preços, ao comparar o quilograma dos ovos de Páscoa com o das barras de chocolate, pode chegar a 268% no Rio Grande do Sul. No estudo realizado nesta semana, entre os dias 31 de março e 4 de abril, foi possível identificar que o quilo do ovo de Páscoa de determinada marca custava R$ 367,83, enquanto a barra de chocolate da mesma marca custava R$ 99,88 por quilo (diferença de 268%). Outras marcas de barras de chocolate foram encontradas com o preço por quilo variando entre R$ 64,81 e R$ 149,00, representando uma diferença de 132%.Já o quilo dos ovos de chocolate apresentaram preços entre R$ 421,78 e R$ 599,33, o que representa uma variação de cerca de 42%. Importante destacar que os números podem variar de acordo com os dados registrados no aplicativo. 

A pesquisa foi realizada no aplicativo Menor Preço Nota Gaúcha.

O governo do Estado disponibiliza uma excelente ferramenta, que é o app Menor Preço Nota Gaúcha. Por meio dele, o consumidor consegue comparar os valores por quilo de chocolate e os locais onde os produtos apresentam o melhor custo-benefício


O Grande Comício

Vamos dar de barato que 1 milhão de pessoas estiveram neste domingo na Paulista. Se for assim, isto significa que o público foi 200 vezes maior do que conseguiram botar ali, no mesmo lugar, há uma semana, toda a esquerda lulopetista e seus aliados.

5 mil contra 1 milhão.

A comparação das imagens desmoraliza não apenas a esquerda lulopetista brasileira e seus aliados, mas também comprova que ela perdeu definitivamente o domínio das ruas, como já tinha perdido o domínio das redes sociais.

Esta esquerda só se mantém à tona porque se aliou ao que de pior existe no andar de cima do poder repuclicano, ou seja, dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, já que todos defendem seus interesses difusos e inenarráveis.

Se alguém queria provar alguma coisa, a jornada de domingo a tarde provou pelo menos uma leitura correta sobre os acontecimentos políticos brasileiros do momento, de conjuntura, como gostam de dizer os cientistas políticos:

- Há um rugido recorrente e descomunal gritando nos ouvidos dos parlamentares que não queriam ouvir, reclamando imediata anistia política.

É isto.

A anistia política é a mãe de todas as mudanças, porque que quem pode mais, pode menos, ou seja, sepultará os atuais poderes autoritários de Moraes e do STF, podendo estabelecer novas regras para as eleições do ano que vem. Nem será preciso implantar o voto impresso e auditável, porque o ambiente político e institucional será de outra natureza.

Valem mais estes registros:

1) O melhor discurso da tarde, de longe, foi o de Michelle Bolsonaro.

2) O discurso mais impactante foi o do ministro Silas Malafaia, o único que pediu que o presidente da Câmara, Huogo Motta, deixe de ser covarde e paute para voto o projeto da anistia.

3) A presença de 7 governadores no palanque, sendo apenas um do PL. Aliás, os governadores Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, ali presentes, como Bolsonaro, querem ser candiatos a presidente no ano que vem. Eles não falaram, a não ser Tarcísio, de São Paulo. Mas foi politicamente relevante estarem ali, por duas razões: 1o) Porque isto encorpa Bolsonaro. 2) Porque eles pressionasrão seus deputados para que votem a favor da anistia política.

4) O apelo ao público externo, comproado pelo discurso em inglês que fez Bolsonaro, sem contar faixas e cartazes também em inglês.

É isto.

E não é pouca coisa.

Foi uma tarde de lavar a alma e reascender as esperanças até do mais desalentado oposicionista brasileiro.