A Polícia Federal considera como foragido o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes (foto), após não encontrá-lo na operação deflagrada na última quinta-feira, 13. 



Ele é apontado como líder do esquema que desviou recursos de aposentadorias por meio de cobranças indevidas inseridas no sistema do INSS. A prisão preventiva foi decretada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.



Investigadores afirmam que Lopes comandava a fraude. Segundo a Controladoria-Geral da União, a Conafer ficou entre as entidades com maior volume de descontos em aposentadorias entre 2019 e 2024, movimentando R$ 484 milhões no período.



Nunca foi tão fácil ficar bem informado com O Antagonista

Email *

 Eu concordo em receber notificações | Para obter mais informações reveja nossa Política de Privacidade.

Enviar

 

should_not_change

Logo WhatsAppInscreva-se

A PF cumpriu nove dos dez mandados de prisão preventiva autorizados pelo STF. Entre os detidos estão ex-dirigentes do INSS, empresários ligados à Conafer e operadores financeiros do grupo. 


O único mandado ainda pendente é o de Carlos Lopes. A operação é fruto de uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023 que expuseram o avanço irregular das cobranças de entidades conveniadas.



As investigações mostram que a Conafer recebeu mais de R$ 708 milhões do INSS e desviou cerca de 90% dos valores para empresas de fachada. 


As planilhas apreendidas apontam pagamentos sistemáticos de propina a dirigentes do instituto. O material foi entregue ao ministro André Mendonça, que autorizou 63 mandados de busca e apreensão.



Propinas e implicações no INSS

A PF afirma que o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, preso na operação, aparecia nas planilhas com o codinome “italiano” e teria recebido propina mensal de R$ 250 mil. 


O relatório cita ainda repasses feitos por meio de empresas de fachada, entre elas uma pizzaria. Stefanutto teria atuado para manter o fluxo de pagamentos à Conafer mesmo após suspeitas internas.



Outro nome que surge na investigação é o do ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira. A PF identificou depósitos que somam R$ 6.575.000,12 entre 2022 e 2024. 


Mensagens interceptadas mostram que ele era tratado como “Herói V” ou “Procurador”. O relatório atribui a ele manifestações favoráveis ao desbloqueio de repasses sob suspeita.



O operador financeiro da Conafer, Cícero Marcelino de Souza, preso nesta quinta, mantinha o controle dos pagamentos e registrava repasses em planilhas e mensagens. As perícias cruzaram valores, datas e contas usadas pelo grupo, confirmando o padrão de movimentação descrito pelos investigadores.


CPMI do INSS

Carlos Roberto Ferreira Lopes depôs na CPMI do INSS em setembro e chegou a ser preso em flagrante por falso testemunho, mas pagou fiança e foi liberado. 



Em entrevista no dia 15 de outubro, ele negou qualquer intenção de fuga. 


“Se fui lá sem habeas corpus, pedi para depor, como você julgaria que esse cara quer fugir?”, disse à Folha. Ele afirmou que trabalhava regularmente e que sua entidade “não oferece nenhum risco para a sociedade”.


O presidente da Conafer também acusou a comissão parlamentar de ser seletiva e afirmou que se tornou “boi de piranha” em uma suposta disputa política. 



“Estão batendo naqueles que são grandes para esconder os que não existem”, disse. Segundo ele, haveria “uma agenda política para destruir e privatizar a previdência”.


A Polícia Federal sustenta que Lopes centralizava as decisões financeiras e orientava a estrutura da fraude. De acordo com o relatório, ele também determinava que contratados visitassem idosos para colher assinaturas sob o pretexto de atualizar dados cadastrais.



Mais lidas




EUA flexibiliza tarifas de importação par 238 produtos do agro, mas Brasil terá pouco proveito com a decisão de Trump

O próprio governo lulopetista reconhece que a redução de tarifas de importação para ítens do grupo alimentos por parte dos EUA, com ênfase para café e banana, significa equação de soma praticamente zero parra os exportadores do Brasil.

A informação inicial foi recebida com entusiasmo, mas o governo aguardou para comemorar e não se moveu.

A decisão não indica de modo algum a disposição para negociações por parte dos Estados Unidos. A retirada da tarifa de 10% para 238 produtos vale para todos os Países e traz apenas pequeno alívio para a maioria dos setores que operam no Brasil. Segundo a maior parte das entidades dos setores afetados pelo tarifaço, o principal entrave permanece: a sobretaxa adicional de 40% imposta no fim de julho pelo governo Donald Trump. A medida beneficia diretamente 80 itens que o Brasil vende aos Estados Unidos, mas a sobretaxa de 40% continua a afetar a maior parte dos produtos brasileiros. 

Eis como a Agência Brasil vê o caso:

Apenas quatro produtos passam a ter isenção completa de tarifas para os Estados Unidos: três tipos de suco de laranja e a castanha-do-pará. Os outros 76 continuam sujeitos à tarifa de 40%, entre os quais cafés não torrados, cortes de carne bovina, frutas e hortaliças.

As entidades industriais brasileiras avaliaram a medida como um gesto positivo, mas insuficiente. Segundo análise da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os 80 itens beneficiados pela suspensão da tarifa de 10% representaram US$ 4,6 bilhões em exportações em 2024, cerca de 11% do total enviado pelo Brasil aos EUA.

A CNI afirma que a manutenção da sobretaxa de 40% mantém o Brasil em desvantagem frente a concorrentes que não enfrentam as mesmas barreiras. A entidade reforça a urgência no avanço das negociações.

Café

O setor cafeeiro mantém cautela e aguarda esclarecimentos sobre o alcance da redução. Em nota emitida na noite de sexta-feira (14), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) considera necessária uma análise técnica adicional. Produtor de metade do café tipo arábicas do planeta, o Brasil fornece cerca de um terço dos grãos aos Estados Unidos.

No caso brasileiro, a concorrência com outros grandes exportadores de café representa o principal obstáculo. A tarifa estadunidense para os grãos brasileiros caiu de 50% para 40%, mas as tarifas foram zeradas para o produto colombiano e praticamente zeradas para o café vietnamita.

“O café também reduziu 10% [pontos percentuais], mas tem concorrente que reduziu 20% [pontos percentuais]. Então esse é o empenho que tem que ser feito agora para melhorar a competitividade”, disse no início da tarde o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.


 

Artigo, especial, Marcus Gravina - Cursos jurídicos do Brasil e a OAB-Nacional

Marcus Vinicius Gravina

OAB 4949 -RS


Em 11 de agosto de 1827,  D, Pedro (I) instituiu os primeiros cursos de direto do Brasil, que passaram a funcionar em Olinda e São Paulo. O “11 de agosto”, também é comemorado como o “Dia do Advogado.

Esta data perdeu a razão de existir. O motivo, para isto, vem do STF.  

A maioria, da sua atual composição, corrompeu os princípios basilares do Devido Processo Legal e da distribuição da Justiça isenta, na cara da hesitante OAB-Nacional. 

A Entidade dos advogados brasileiros perdeu a sua bandeira. Está dividida entre advogados: “chapa branca” - servos de organismos governamentais e os independentes - que precisam suplicar nos tribunais para terem vista dos processos em que atuam, em nome dos cidadãos. 

O STF ignora, deslavadamente, o Princípio da Imparcialidade. A imparcialidade é lei e assim deve ser respeitada. 

O juiz ou ministro do STF, em qualquer instância judicial que tenha interesse direto na causa tem o dever de dar-se por suspeito, se for amigo intimo ou inimigo capital de qualquer das partes, em respeito ao também Princípio do Impedimento Absoluto ou da Suspeição. 

A sociedade brasileira está atônita diante de tanta ilegalidade e não sabe como reagir a tamanho abuso de autoridade. Espera-se mais da OAB-Nacional. Caso não queira ou não saiba como reagir, internamente, em nome dos advogados brasileiros deve pensar, no mínimo, em fazer uma denúncia aos Tribunais Internacionais, sobre o desacato à Constituição Federal e demais leis que ordenam o direito dos cidadãos de terem julgamento isento de tanto ódio e de garantias as suas liberdades individuais. 

A República neste 15 de novembro foi virada de cabeça para baixo.

Esta é a nossa “Res publica” mantida por uma “derrama de cobrança de impostos” aos cidadãos brasileiros, para deleite de todo o tipo de corruptos.  Até, quando?

Por fim, para que serve o Superior Tribuna Militar – STM,  presidido por uma civil, que pediu desculpas às famílias dos terroristas mortos em 1964? Servirá de agente penitenciário ou carceragem de generais presos por determinação do STF?  Vale a pena aos brasileiros manterem esta instituição “Belo Antônio”? 

Caxias do Sul, 15.11.2025


O Mercado Livre de Energia está em alta e com ele surgem novas profissões

O Mercado Livre de Energia está em alta e com ele surgem novas profissões. A que mais promete ganhos recorrentes e sólidos é a de operador do mercado de energia, profissional que atua na relação de compra e venda de energia entre empresas geradores e consumidores. A Smart Tecnologia de Porto Alegre, representante da iGreen (Grupo Vibra), já está licenciando profissionais em todo o estado para atuar nessa área. Suas funções incluem conectar novos clientes (pessoas físicas e empresas) as mais de 300 usinas solares do grupo por portabilidade e assinatura, recebendo comissões recorrentes com base no consumo de energia dos clientes cadastrados. O licenciamento pode ser feito direto adquirindo a licença no Link da iGreen https://expansao.igreenenergy.com.br/?id=88190&checkout=true e uma vez cadastrado o licenciado atuará na área comercial e de expansão de negócios, sendo responsável por levar a solução de energia sustentável e econômica da iGreen ao mercado, construindo sua própria base de clientes e rede de parceiros, com todo o suporte operacional e administrativo fornecido pela empresa.

Artigo, especial, Alex Pipkin - O Estado engorda, o Brasil anda para trás

Alex Pipkin, PhD em Administração 

Ronald Reagan sintetizou uma verdade inconveniente: o Estado não é a solução; o Estado é o problema. Até o caolho enxerga. 

No Brasil, porém, insistimos em tratá-lo como se fosse um messias burocrático, sempre pronto a salvar a pátria a cada crise real ou fabricada. A retórica progressista–populista nunca muda. Sempre que surge um “problema”, cria-se um órgão, inventa-se uma regra, multiplica-se uma secretaria. E o Estado engorda mais um pouco, sempre às custas de quem produz, e do sofrido contribuinte.

Essa fé infantil no Leviatã seria apenas cômica, não fosse trágica.

Vivemos ciclos acelerados de inovação, impulsionados por robótica, autonomia e inteligência artificial, em um ambiente hiperconectado em que empresas reinventam processos em meses. Enquanto isso, o Estado brasileiro permanece atolado em rotinas analógicas, burocráticas e disfuncionais. Uma máquina pesada, lenta, cara, e incapaz de acompanhar até mesmo a própria papelada que gera.

O mais irônico é que o Estado insiste em assumir atividades que não são — e nunca foram — suas. 

Mesmo nas áreas precípuas, na educação, saúde, segurança, a operação por parte da iniciativa privada, quando não é sabotada, entrega mais qualidade, mais inovação e menor custo. Mas a mentalidade tacanha, marxista, insiste na fantasia de que “o setor privado lucra com isso”, como se lucro fosse pecado e incompetência fosse virtude. Esse dogma rastaquera alimenta a expansão interminável do Estado, que abraça tudo e não executa quase nada bem.

O Judiciário é o caso perfeito dessa distorção. Nessa ilha de Nárnia, onde o tempo não passa, os privilégios se acumulam e a eficiência desaparece. A deselite estatal aparece para uma única canetada, despeja o resto sobre estagiários e assistentes — e, como se tivesse movido montanhas, fecha o expediente sem o menor pudor. Um teatro caro, improdutivo e protegido por uma redoma de privilégios que nenhum setor privado sobreviveria por um mês.

Enquanto o país real tenta trabalhar, empreender e inovar, o Estado segue acumulando tarefas que não sabe fazer, não entrega e nem deveria ter assumido. Faz tudo, faz mal e cobra muito por isso. A expansão compulsiva do setor público tornou-se o maior obstáculo ao crescimento, à liberdade econômica e ao próprio futuro do país.

O meu alerta é conhecido e singelo.

Um país que idolatra o Estado cava a sua própria estagnação; um país que liberta o indivíduo reencontra o caminho da prosperidade para todos.

O que nos falta não é diagnóstico, claro que não.

É coragem, e vergonha na cara, para, finalmente, escolher.

Artigo, Rony Toledo, Timeline - O coletivismo

O autor escreve na revista Timeline 

A escritora russa Ayn Rand, com sua habitual sabedoria, afirma: "O fascismo, o nazismo, o comunismo e o socialismo são variações superficiais de um mesmo tema monstruoso: o coletivismo". Seguindo essa linha de pensamento da filósofa e dramaturga, o coletivismo pode ser visto como a base de movimentos uniformes, revolucionários e massivamente concordantes, nos quais a aceitação é dada pela total aquiescência e ausência de atrito com os iguais ou superiores. Nesse cenário, a opinião individual deve ser obrigatoriamente substituída pela opinião da massa, seja ela certa, seja errada, seja moral, seja imoral, seja amoral. Não é preciso muito para perceber a brecha que essa mentalidade abre contra qualquer um que, porventura, discorde do líder do grupo, sindicato, partido, universidade, tribuna etc.

Antes de seguir com a análise, um breve esclarecimento sobre o termo "coletivismo" evitará possíveis confusões. No contexto deste artigo, refere-se às instituições coletivistas de ordem econômica, social e política, cujos princípios fundamentais subjugam o indivíduo a um ou mais grupos. Como consequência, a liberdade pessoal é diminuída e o desenvolvimento do ser humano é prejudicado. Outra interpretação possível para o termo diz respeito a tendências comuns em uma sociedade, região ou grupo, nos quais desejos, crenças, gostos e metas se tornam semelhantes, devido ao convívio diário. Essa forma de coletivismo é tipicamente inofensiva e natural.

Por meio de movimentos coletivistas exercidos sob pressão por grupos econômicos, sociais ou políticos, uma das características marcantes de um autêntico esquerdista, como de qualquer coletivista, é a divisão do mundo em grupos: castas, raças, classes, gêneros, religiões... A bondade ou maldade de uma pessoa deixa de ser julgada por suas ações e posturas individuais, passando a depender exclusivamente do grupo ao qual ela pertence. Nesse sentido, a famigerada luta de classes não passa de uma consequência lógica da eterna batalha entre o bem e o mal. Esses ideais, originários de Marx e Engels, foram amplamente exaltados e atualizados por Marcuse, Adorno e outros membros neomarxistas da Escola de Frankfurt.

Nas sociedades coletivistas, ninguém é responsabilizado por seus próprios atos. Erros não são vistos como o resultado de escolhas livres e conscientes, cujas consequências devem ser arcadas pelo próprio indivíduo, mas, sim, como imposições de uma figura mais poderosa, ou até mesmo da sociedade como um todo. Não será surpreendente o dia em que indústrias de bebidas alcoólicas forem responsabilizadas pelos acidentes de trânsito envolvendo motoristas embriagados, ou quando mulheres forem processadas por essas indústrias por agressões de maridos alcoolizados.

O ideal revolucionário coletivista - presente desde a Revolução Francesa até a Revolução Russa, no nazismo alemão, no fascismo italiano, na Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung na China e na União Soviética, sob Lênin e Stalin - nunca teve, de fato, a intenção de buscar liberdade ou paz. Ao contrário, sempre se tratou de uma arquitetura social permanente e definidora, extremamente perigosa para a liberdade ordenada justamente por seus princípios que lhe são contrários.

Uma sociedade coletivizada é uma sociedade imatura, que perde a capacidade de reconhecer as características próprias e diversas de seus indivíduos. A pluralidade de pensamentos e gostos é completamente anulada. A despersonalização do ser humano é imposta de maneira abrupta, a fim de abrir caminho para a ascensão de uma classe. O que passa a existir não é mais o ser humano e suas particularidades, mas a classe como um todo.

O significado do símbolo do Partido Fascista ilustra bem o que quero expressar: trata-se de algumas madeiras unidas por uma faixa. Nesse símbolo, não conseguimos mais perceber as características individuais de cada pedaço de madeira, mas sim um único feixe de lenhos, envoltos por uma faixa comum. Esse símbolo e essa metáfora refletem a coletivização do indivíduo, na qual ele deixa de ser uma entidade única e pensante para se submeter ao grupo social, sendo envolvido por uma faixa padronizadora.

A luta revolucionária coletivista é fundamentada no conceito da "Inconsciência de Interação", no qual a luta pelo abstrato prevalece sobre a busca por algo tangível e real. Romper com essa inconsciência é dar maior valor ao indivíduo e menos aos rótulos padronizantes. A inconsciência de interação é, sem dúvida, danosa à alma humana, provocando uma despersonalização brutal em indivíduos que já não se referem a si mesmos na primeira pessoa do singular, mas se tornam estereótipos vazios de sentido, sonho e desejo.

Em vídeos, podemos observar homens e mulheres adeptos do nacional-socialismo alemão, que, de forma padronizada e despersonalizada, saudavam-se com as mãos estendidas em uma postura militar, enaltecendo o líder do regime. Algo semelhante pode ser visto nos desfiles da China atual, nos quais jovens orquestram seus passos e vestimentas, carregando o livro vermelho de Mao Tsé-Tung, às ordens de Xi Jinping e do Partido Comunista Chinês. Nesses regimes, o indivíduo é esquecido e transformado em parte de um amálgama humano. José e Maria deixam de existir enquanto nomes e identidades, dando lugar ao ser que é apenas contrário ou favorável ao partido, da classe ou do líder.

O coletivismo nasce do desejo de acumular dinheiro ou poder por parte de certos grupos ou indivíduos. Para que um tirano ascenda, é necessário despersonalizar a sociedade, reprimir e restringir as individualidades humanas, padronizando-as de acordo com os desejos do imperador e de seu império. Para o integrante do governo, imerso até o fundo em ideais coletivistas, os seres humanos são coisas a serem dominadas, meros meios para atingir fins.

Numa sociedade baseada em princípios coletivistas, o desenvolvimento da competência individual da população deve ser restringido, para preservar a dependência e a submissão das pessoas ao governo dominante. Tal submissão nem sempre é imposta de maneira bélica. Ela pode ser cultural, política, econômica, biológica, demográfica ou intelectual. Destruir a natureza humana é o ponto-chave desses movimentos coletivistas para o domínio das massas, desde o seu íntimo. Antes de manipular as informações e criar uma ditadura, a primeira tirania coletivista a ser instaurada é a confusão sobre o que ela é. Esse é o princípio inicial da aniquilação de um inimigo.

Como resposta ao convite dos políticos esquerdistas, as pessoas agora pedem a intervenção do governo em todos os principais setores da vida: creches, educação pública escolar, educação sexual, regulamentação dos empregos, qualidade e confiabilidade de produtos, regulamentação da moeda e dos bancos, regulamentação de remédios, políticas de saúde, compensação por deficiências pessoais, aposentadoria etc. Diante do clamor das pessoas coletivizadas e despersonalizadas, o Estado tem se tornado administrador do cuidado paternal, da proteção e das indulgências, desde o berço até o túmulo. O Estado moderno assumiu o papel de um pai aparentemente benigno, generoso, onipotente e semelhante a Deus, que serve como tutor, gerente, provedor e cuidador. Nós temos, na verdade, elevado nossos governos ao status paternal, na crença de que estaremos em melhor situação se eles cuidarem de nós do que se o fizermos nós mesmos.

Deslocamos nossas premissas sobre a condição humana de uma concepção ética e religiosa, de que devemos alcançar uma boa vida por meio do trabalho duro e de responsabilidades individuais e cooperativas, para uma concepção coletivista e secular da vida, a de uma competição manipuladora pelas recompensas do "Estado babá". Em vez de rezarmos a Deus, pedindo força e orientação em nossas lutas pessoais para servir os outros enquanto servimos a nós mesmos, nós imploramos aos nossos legisladores por um lugar no cocho público e esperamos que eles sejam generosos conosco, ao menos na mesma proporção que o são uns com os outros.


Link deste artigo:

https://revistatimeline.com/o-coletivism


Artigo, especial - O oásis de gesso da Faria Lima

Este artigo é do Observatório Brasil Sovberano

Nos corredores do mercado financeiro, a única realidade que parece importar é a que pisca em verde nos terminais da B3. Enquanto eles celebram recordes - como o Ibovespa superando 157 mil pontos numa sequência histórica de altas -, a nação experimenta uma fratura existencial. A mais recente pesquisa IBESPE de novembro de 2025 não foi um mero levantamento de opinião, mas um retrato do atestado divórcio irreconciliável entre o Brasil que sente a dor da desordem que o governo impõe, e a elite econômica que lucra com a normalização dessa barbárie. A questão já ultrapassou o antigo limiar: não nos perguntamos mais se o mercado ainda está otimista, e sim por que a sua prosperidade se alimenta da negação da realidade dos brasileiros mais sofridos. Essa crise é o resultado maduro de um longo processo de inversão de valores, precisamente o fenômeno que Edmund Burke diagnosticou como o âmago da ideologia revolucionária: a demolição das tradições e instituições que garantem a ordem em nome de uma abstração ideológica. No Brasil, essa engenharia so cial encontrou sua perfeita tradução no projeto de hegemonia cultural imple mentado pelo PT e seus satélites por décadas. Ao capturar a academia, a im prensa e as instituições, a esquerda logrou deslegitimar a autoridade do Estado e reconfigurar a moral nacional, transmutando o criminoso em vítima e a força da lei em opressão. Os efeitos desse projeto são hoje visíveis a olho nu e mensuráveis em qualquer métrica. Enquanto 72,8% dos brasileiros clamam para que o crime organizado seja tratado como terrorismo, o governo federal se recusa a fazê-lo, recorrendo a sofismas sobre "soberania" para proteger facções que impõem um terror muito mais imediato e brutal aos seus cidadãos. A condenação repetida e veemente das operações policiais contra traficantes, como a ocorrida no Rio de Janeiro, não é um deslize, mas a expressão coerente de uma visão de mundo que enxer ga no aparato de segurança do Estado o verdadeiro inimigo. O Estado, atuan do de caso pensado em um plano que claramente não envolve o bem estar de quem mais precisa dele, recua, e o vácuo de poder é preenchido pela barbárie do narcoterrorismo. É neste exato contexto de degradação social que o paradoxo do mercado financei ro se revela em sua plenitude. A euforia especulativa trata o colapso do contrato social como simples ruído, uma variável irrelevante para o fechamento de balanço trimestral. A aliança profana entre um mercado desenraizado da vida do povo e o progressismo cultural se mostra cada vez mais real. Na sua miopia tecnocrática, os banqueiros celebram ganhos cada vez maiores enquanto ignoram, e até se be neficiam, da erosão dos alicerces culturais e institucionais que o país precisa para se entender e funcionar como nação. E assim se forma um pacto onde se aceita a anomia e a desintegração do tecido social em troca da manutenção de uma agen da econômica de curto prazo que sustenta a bolha financeira. A prosperidade da Faria Lima, quando se recusa a tirar a trava dos olhos para en xergar a situação catastrófica do país, é parasitária e construída sobre um oásis de gesso. Ela se nutre de um país que pede socorro, ignorando que os mesmos portões de condomínio que hoje protegem seus executivos não vão ser capazes de conter o caos quando o contrato social for rasgado de vez. A festa na bolsa de valores não é o prenúncio de um futuro brilhante pro país. Ela está mais para uma trilha sonora para a admissão do Brasil nação à UTI, enquanto uma pe quena elite dança sobre os escombros, confundindo a falta de humanidade com saúde e o silêncio dos resignados com paz.